Obama felicita Trump e convida para encontro na Casa Branca - Se Liga na Informação



Obama felicita Trump e convida para encontro na Casa Branca

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Encontro entre o atual e o futuro presidente deve acontecer na quinta (10).
Republicano assumirá governo após 8 anos de gestão democrata.



O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, felicitou o republicano Donald Trumppor sua vitória nas eleições presidenciaisdeste ano e o convidou para um encontro nesta quinta-feira (10), segundo a agência Associated Press. Trump assumirá o governo após oito anos de gestão democrata. 
A chefe da campanha de Trump, Kellyanne Conway, disse que Obama telefonou para Trump na madrugada da quarta, quando ele estava em um evento com partidários em Nova York. Ele respondeu à chamada logo depois de descer do palco.
Os dois tiveram o que ela descreveu como um "diálogo muito agradável" e podem se reunir na quinta-feira.
O secretário de imprensa da Casa Branca, Josh Earnest, já havia dito a jornalistas na semana passada, a bordo do avião presidencial Air Forte One, que o presidente tinha sua agenda vaga nesta quarta e quinta para uma possível reunião com o eleito.
Hillary Clinton 
Obama participou ativamente da campanha da democrata Hillary Clinton, fazendo discursos e mesmo criticando a atuação do FBI na investigação dos e-mails da candidata. Ela foi acusada de usar seu servidor particular para tratar de assuntos confidenciais na época em que era secretária de Estado. Ao longo da campanha, Trump criticou a administração de Obama. 
Após a vitória ser confirmada pelas projeções, Trump disse que recebeu uma chamada de sua adversária democrata. "Ela me ligou para me parabenizar por nossa vitória, e eu a parabenizei por uma campanha muito, muito dura. Ela lutou muito forte", afirmou em discurso para seus partidários. O republicano também disse que os americanos têm com Hillary uma dívida de gratidão por seus anos de serviço ao país.
 







Vitória de Trump
resultado da eleição americana foi definido por volta das 5h30 desta quarta-feira. Ao longo da noite, enquanto a apuração avançava, Trump conquistou vitórias surpreendentes sobre Hillary em estados-chave para a definição, como Flórida, Carolina do Norte e Ohio, abrindo caminho para a Casa Branca.
Os democratas contavam com votos dos estados do Centro-Oeste, como Ohio e Iwoa, por causa do tradicional apoio dos negros e dos trabalhadores brancos. Mas muitos dos brancos dessa região, especialmente os sem formação universitária, decidiram votar em Trump. A importância dessa classe para os democratas tinha sido subestimada em projeções feitas antes do pleito, segundo o jornal "The New York Times". Contrariando sondagens, Michigan, Wisconsin e Pensilvânia votaram em um republicano pela primeira vez desde os anos 1980.
No discurso da vitória, Trump usou um tom conciliador e disse que será presidente para "todos os americanos" (veja trechos no vídeo abaixo). "Trabalhando juntos, vamos começar a tarefa urgente de reunir nossa nação. É isso que quero fazer agora por nosso país." Leia a íntegra do discurso.







Repercussão
A vitória de Trump provocou reações de líderes internacionais. Alguns ministros de relações exteriores e representantes europeus demonstraram apreensão. Já os presidentes da Rússia e das Filipinas falaram sobre a intenção de melhorar as relações com os Estados Unidos.
O resultado da eleição derrubou os mercados de ações pelo mundo. A bolsa de valores de Tóquio perdeu mais de 5% e, na Europa, os principais índices abriram o dia em forte queda. No Brasil, o dólar abriu em forte alta em relação ao real. A Bovespa começou os trabalhos com queda de mais de 3%.
Segundo a Reuters, os investidores estão preocupados com a possibilidade de Trump adotar políticas protecionistas e desistir de acordos de comércio internacional.
"Isso é o mais assustador em se colocar o cargo mais poderoso do mundo nas mãos de um homem que muitos acreditam ser temperamentalmente instável. Seus cortes de impostos podem abrir um enorme rombo orçamentário e suas sanções comerciais podem suspender o comércio mundial. Tudo isso pode gerar uma recessão", disse o estrategista-chefe de mercado da National Securities em Nova York, Donald Selkin.

Fonte: G1

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