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PSDB cogita lançar candidatura de Bernardinho para governo do Rio em 2018, diz coluna



O ex-técnico da seleção de vôlei do Brasil, Bernardinho, pode concorrer às eleições para governador do estado do Rio de Janeiro pelo PSDB em 2018.
A informação foi publicada neste domingo (29) pela “Coluna do Estadão”, do jornal O Estado de São Paulo.
Segundo os jornalistas Andreza Matais e Marcelo de Moraes, os dirigentes da legenda cogitam a possível tendo em vista o atual cenário político fluminense, que anda movimentado desde a queda do grupo liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral (PMDB).
O político segue preso desde novembro do ano passado sob a suspeita de receber milhões em propina para fechar contratos públicos.
BN

Cármen Lúcia homologa delação da Odebrecht e mantém sigilo

  • Como plantonista do Supremo, Cármen Lúcia é responsável por medidas urgentes
A presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministra Cármen Lúcia, homologou nesta segunda-feira (30) as 77 delações da construtora Odebrecht no âmbito da Operação Lava Jato. Em sua decisão, a ministra optou por manter o sigilo dos depoimentos prestados pelos executivos da empreiteira.
Na sexta-feira (27,) os juízes auxiliares da equipe do ministro Teori Zavascki, morto no dia 19, encerraram as audiências com os delatores. A homologação é a última etapa para que o acordo seja validado juridicamente.
A documentação deve seguir ainda hoje para a PGR (Procuradoria-Geral da República) e o conteúdo dos depoimentos poderá ser utilizado em novos processos assim como nos já existentes. Segundo a lei que trata da delação premiada, as informações devem ficar em sigilo até o oferecimento da denúncia.
A delação da Odebrecht é considerada a mais explosiva da Lava Jato até o momento. Segundo o que já vazou para a imprensa, já foram mencionados os nomes do presidente Michel Temer (PMDB), dos ex-presidentes Dilma Rousseff (PT) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), do ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB), e do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB).
Também foram mencionados os nomes dos ministros peemedebistas Moreira Franco (Programa de Parcerias e Investimentos) e Eliseu Padilha (Casa Civil), do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do senador Romero Jucá (PMDB-RR), além de outros parlamentares. Todos negam irregularidades.

POR QUE A DELAÇÃO DA ODEBRECHT ATERRORIZA OS POLÍTICOS

Como plantonista do Supremo até a quarta-feira (1º), Cármen Lúcia é responsável pelas medidas urgentes no tribunal durante o recesso e, por isso, tem legitimidade para tomar a decisão sozinha.
Essa prerrogativa foi reforçada pelo pedido de urgência protocolado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Só após essa etapa, o Ministério Público Federal pode usar o material para iniciar investigações formais contra autoridades e políticos com foro citados pelos delatores.
Se a homologação ficasse para depois do dia 1º, com o reinício dos trabalhos, teria de esperar a definição do novo relator da Lava Jato.
Com a homologação, Cármen Lúcia ganha tempo para a definição do critério de escolha do substituto de Teori na relatoria da Lava Jato no Supremo.
Segundo o jurista Walter Maierovitch, a presidente do STF poderá receber críticas por ter tomado essa decisão faltando apenas um dia para o fim do plantão judiciário. "O novo relator, que deve ser escolhido nesta semana, é quem vai decidir se levanta ou não o sigilo do conteúdo das delações", acrescentou.
Pedro Ladeira - 27.out.2016/Folhapress
Cármen Lúcia homologou a delação apóas a morte de Teori Zavascki

Sorteio para escolher novo relator

Pelo regimento, a probabilidade maior é a realização de sorteio entre os integrantes de todo o STF ou apenas dos membros da Segunda Turma da Corte, da qual Teori fazia parte.
Também é apontada a possibilidade de o Supremo chegar a uma solução "consensual" para que um integrante da Primeira Turma migre para a Segunda Turma e assuma a cadeira de Teori --e a Lava Jato.
Fonte Mirthyani Bezerra, do UOL, em São Paulo

Delegado da Polícia Federal avisa: Lula pode ser preso nos próximos 30 ou 60 dias




A Polícia Federal não perdeu o "timing" para prender o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no âmbito da Operação Lava Jato. Em entrevista ao Uol, o delegado Igor Romário de Paula, responsável pelas investigações, sugeriu que não há tempo definido para que a prisão seja realizada. "É complicado falar em perder timing. 

Os requisitos para uma prisão preventiva são bastante objetivos. Lá atrás, na fase 24 da Lava Jato, quando houve a representação do Ministério Público [a condução coercitiva de Lula], não existiam os requisitos para um pedido de prisão do ex-presidente. (...) 

Esse timing pode ser daqui a 30 dias, a 60 dias. A investigação que envolve o ex-presidente Lula é muito ampla", explicou o delegado, que considerou ainda o surgimento de um timing nas investigações em Brasília e não em Curitiba.


Alvo de quatro ações no âmbito da Lava Jato, Lula é apontado como proprietário do sítio de Atibaia e tem suas palestras colocadas em suspeição pela força-tarefa. "Em um deles [inquéritos] falta um laudo pericial para que seja finalizado. 


E em outro, um detalhe de ordem técnica. Os dois estão sob a incumbência do delegado Márcio Anselmo. Eu imagino que, no máximo em 30 dias, esses inquéritos estarão concluídos", detalhou De Paula. 

O delegado refutou uma afirmação de Lula, segundo o qual havia "dedo estrangeiro" nas investigações da Operação Lava Jato. Para o policial federal, se houvesse interesses nenhum membro da força-tarefa estaria trabalhando e comparou a afirmação à atribuição de assassinato a quem encontrou um corpo em uma cena de homicídio. 

"Há um desgaste para o país, claro, mas talvez ao final disso tudo o resultado seja muito mais positivo ao estancar a sangria da corrupção", acrescentou. A defesa de Lula não quis se manifestar sobre as declarações. 

Fonte: Bahia Notícias.

O novo Brasil vai atropelar quem obstruir o caminho da Lava Jato


Ai do ministro que ceder à tentação de barrar o avanço da ofensiva contra a corrupção


Pouco importa o nome do próximo relator dos casos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, cujas atribuições incluem a homologação dos acordos de delação premiada. A ofensiva contra a corrupção sempre esteve acima dos humores e opiniões de Teori Zavascki. Da mesma forma, não estará subordinada aos impulsos e vontades da toga encarregada de substituir o ministro morto.
A operação que ontem decretou a prisão de Eike Batista e outros vigaristas sempre dependeu do apoio militante dos milhões de brasileiros decentes, todos fartos de ladroagem, cinismo e impunidade. Ai do ministro que ceder à tentação de obstruir a dedetização dos porões do país. Será varrido pela nação do país decidido a castigar exemplarmente a trupe de farsantes liderada por Lula.




Ninguém mais segura a Lava Jato. Palavra do novo Brasil.

Jair Bolsonaro pode trocar de partido para disputa presidencial

Deputado está na mira do PHS para o pleito de 2018


O PHS ficou tão animado com a vitória de Alexandre Kalil na corrida à prefeitura de Belo Horizonte que agora estuda se lançar no pleito presidencial de 2018, já com um nome em vista: Jair Bolsonaro.

De acordo com a coluna Panorama Político, do jornal O Globo, o polêmico deputado estaria insatisfeito no PSC, condição que seria usada pelo PHS para fechar com o político na próxima disputa à Presidência da República.

Fonte> https://www.noticiasaominuto.com.br/

Deputados federais do Paraná querem que Moro assuma relatoria da Lava Jato no STF



Enquanto o sucessor do ministro Teori Zavascki no Superior Tribunal Federal (STF) não é definido, deputados federais do Paraná iniciaram um movimento de apoio à indicação do juiz Sergio Moro para ocupar o cargo.
De acordo com a Folha de S. Paulo, o coordenador da bancada, Toninho Wandscheer (Pros), pretende colher assinaturas entre os 30 deputados, a partir da próxima semana. Ao menos 10 já declararam apoio à iniciativa. “Seria um prêmio pelo que ele fez até aqui”, declarou Wandscheer. “É um juiz imparcial, defende o que é direito e demonstrou conhecimento profundo da lei.
No Paraná, ele seria o melhor entre todos”, defende o deputado. Wandscheer não vê como um problema o afastamento de Moro dos julgamentos dos processos da Lava Jato se ele vier a ocupar a cadeira de Zavascki.
O parlamentar também ignora o impedimento de julgar a mesma causa no Supremo e em outra instância, como previsto no artigo 252 do Código de Processo Penal. “Está todo mundo ligado na questão da Lava Jato, mas nós não”, minimiza o deputado. “Um ministro não é indicado para um momento.
É para um mandato”, complementa, acrescentando que essa é a defesa de “uma causa paranaense”.
BN

Dono de jato de Eduardo Campos fecha delação premiada

O acordo ainda precisa ser homologado pela Justiça e João Lyra deve prestar depoimento nas próximas semanas


Apontado pela Polícia Federal como responsável por entregar propina de empreiteiras ao ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) - morto em um acidente de avião, em agosto de 2014 -, o empresário João Carlos Lyra Pessoa de Melo Filho, conhecido como João Lyra, assinou acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) no âmbito da Operação Turbulência. Lyra se apresentou formalmente como o único comprador do avião que caiu em Santos (SP).
O acordo ainda precisa ser homologado pela Justiça e João Lyra deve prestar depoimento nas próximas semanas. Além dele, também optaram pela delação Eduardo Freire Bezerra Leite e Apolo Santana Vieira. Os três empresários pernambucanos foram alvo da Turbulência, responsável por investigar o arrendamento da aeronave Cessna Citation PR-AFA que caiu em Santos (SP) e vitimou o então candidato Eduardo Campos.
A reportagem apurou que além dos fatos envolvendo o avião, João Lyra negociou com os investigadores o detalhamento de todas as transações financeiras realizadas por seu grupo cujos valores são oriundos de superfaturamento de obras públicas e de esquemas envolvendo empreiteiras e o governo de Pernambuco.
Para chegar aos verdadeiros proprietários do jatinho, os investigadores identificaram empresas de fachada supostamente utilizadas para lavar e escoar dinheiro oriundo de obras públicas para campanhas políticas. Foram investigados repasses da Camargo Corrêa e da OAS que teriam origem em desvios praticados em obras da Petrobras em Pernambuco e na transposição do Rio de São Francisco. Parte das informações foi compartilhada com a força-tarefa da Operação Lava Jato.
Na denúncia oferecida pelo MPF contra 18 pessoas envolvidas no caso, o MPF apontou que os três empresários lideravam o grupo criminoso que lucrava com "a prática de agiotagem", lavagem de dinheiro proveniente de superfaturamento de obras públicas e pagamento de propina para agentes públicos.
Apesar de a primeira denúncia ter sido arquivada, a investigação continua e deve dar origem a novas denúncias. À época da deflagração da Turbulência, o PSB, do qual Campos era presidente, reiterou a sua confiança na "conduta sempre íntegra do ex-governador" e "o apoio incondicional ao trabalho de investigação da Polícia Federal e do Ministério Público, esperando que resulte no pleno esclarecimento dos fatos".
A Camargo Corrêa afirmou que a empresa foi a primeira a colaborar e que segue à disposição da Justiça. Procurada, a OAS não respondeu até a conclusão desta edição. 

Fonte: Revista Época


PF investiga acusado de captar dinheiro para Wagner na Petrobras



A Operação Lava Jato abriu uma nova investigação e mira, dessa vez, o antecessor de Paulo Roberto Costa na Petrobras, Rogério Manso. Segundo delatores, Manso era um nome do PSDB na estatal e teria atuado, também, na captação de dinheiro para a campanha do então candidato a governador e atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia, Jaques Wagner (PT). Segundo a Polícia Federal, Manso é acusado de participar de um esquema de pagamento de propinas na área de compra e venda (trading) de combustíveis e derivados de petróleo da estatal petrolífera. Na portaria que determinou a abertura do inquérito, a PF apontou a suspeita de pagamento de propinas ‘em data inicial possivelmente anterior ao ano de 2004 e que se seguiu possivelmente até 2012′.As citações a Manso surgiram nas delações premiadas de outro ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró, da área Internacional, e do ex-senador e também ex-diretor da estatal Delcídio Amaral. Os dois afirmaram que a área de trading era um ‘terreno fértil para ilicitudes’, pois os preços poderiam variar artificialmente gerando uma ‘margem para propina’. Foi Nestor Cerveró que, em seu depoimento, disse que as propinas nos negócios de trading teriam financiado também a campanha de Jaques Wagner em 2006. Na versão do delator, Manso teria continuado a ter influência na área de trading até 2007 e teria sido o responsável por coordenar ‘informalmente’ a captação do dinheiro para a campanha do petista. Informações do jornal O Estado de S. Paulo.

Aleluia: “Despreparo e improviso marcam gestão de Rui”


“Que tipo de gestor é esse que nomeia um auxiliar do primeiro time num dia e anuncia a sua exoneração no outro? Bom gestor é que não é.” Assim reagiu o deputado José Carlos Aleluia, do DEM, ao saber que o governador Rui Costa nomeou o presidente da Conder, Abal Magalhães, na sexta-feira e em menos de 24 horas já o teria exonerado. Para Aleluia, fatos como esse mostram que o governador está “despreparado para a tarefa de governar bem a Bahia”. “Essa reforma do secretariado, que agora já está sendo reformada, evidencia apenas que o despreparo e o improviso são os fatores que predominam na tomada de decisões de Rui Costa”, afirmou o parlamentar. Para Aleluia, a confusa dança das cadeiras no primeiro escalão estadual visou apenas garantir um abrigo para o ex-governador Jaques Wagner, que com isso livra-se momentaneamente dos juízes de primeira instância.

Fonte: Política Livre

Delação da Odebrecht tem mais de mil páginas e cita 256 atos ilegais 



Informações estão em documento do Ministério Público Federal tornado público na Justiça do Paraná na sexta-feira (20)


O conjunto de delações de executivos da Odebrecht tem 1.048 páginas e menciona 256 casos de condutas ilícitas cometidas por funcionários da empresa. Apenas o índice do documento tem 11 páginas.

“Não há qualquer dúvida sobre a extensão e a relevância da colaboração a que se dispõe a empresa, restando, assim, preenchido um dos principais requisitos – se não o principal – para a homologação de um acordo de leniência”, diz o MPF.
Os dados constam em documento do Ministério Público Federal que foi publicado na sexta-feira (20). As informações são do blog de Matheus Leitão, do G1.
No texto, o Ministério Público informou à Justiça do Paraná que a 5ª Câmara de Coordenação e Revisão homologou o acordo de leniência da Odebrecht, trazendo efeitos para as ações cíveis.
Quanto às ações penais, o acordo de leniência ainda depende, no entanto, da homologação do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos julgamentos de primeira instância da Lava Jato.

Fonte: https://www.noticiasaominuto.com.br/


Temer é pressionado a indicar Moro para o STF





CLÁUDIO HUMBERTO
Após a confirmação da morte do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, o presidente Michel Temer passou a sofrer pressão de amigos e até de alguns ministros mais próximos para pensar na possibilidade de indicar o juiz Sérgio Moro, em substituição ao relator da Operação Lava Jato no STF. Ainda que não faça opção por Moro, o presidente deve caprichar na escolha, apostam seus auxiliares.
CALMA NESTA HORA
O presidente não adota decisões apressadas, tampouco quis tratar do assunto. Mas ouviu as ponderações pró-Moro com interesse.
ESCOLHA CERTA
A escolha do substituto de Zavascki é fundamental: o novo ministro vai herdar a relatoria da Operação Lava Jato, no âmbito do STF.
#MORO_NO_STF
A possibilidade do juiz federal Sérgio Moro no lugar de Teori Zavascki já viralizou nas redes sociais. Praticamente uma unanimidade nacional.
NADA A TEMER
Amigos alegam, em mensagens a Temer, que Sérgio Moro no STF mostraria a isenção do presidente em relação à Operação Lava Jato. (Coluna de Cláudio Humberto. Clique AQUI e leia mais).

Avião não cai! Alguém o derruba


Brasília – O trágico acidente que matou o ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavaski, é mais um daqueles que está fadado à dúvida eterna: o avião em que o ministro viajava foi derrubado por quê ou por quem?
Avião não cai; alguém o derruba seja falha humana, seja por falha do piloto, falha do mecânico, falha da torre de comando, por sabotagem ou por um míssil. 
Alguém provoca a queda de uma avião, assim como se provoca acidente de carro.
No caso do trágico acidente com o avião que transportava a equipe da Chapecoense, já se sabe que foi falha do piloto, que estava no limite da reserva de combustível e sabia dos riscos que corria. Aliás, risco que ele repetia e quase causou o acidente transportando a seleção Argentina.
O piloto não avisou à torre de comando que estava no limite de combustível porque isso implicaria numa multa equivalente a 50 mil reais – o frete que a Chapecoense pagou foi de 300 mil reais.
No caso do avião com o ministro Teori, a dúvida permanecerá porque o ministro era o relator da Operação Lava Jato no Supremo e havia antecipado o fim do recesso de final de ano para dar início às audiências com os 77 delatores da empreiteira Odebrecht  que denunciaram 217 pessoas envolvidas com os esquemas de desvio de dinheiro em conluio com a empreiteira.
Entre os denunciados estão o próprio presidente Michel Temer , que dizem ter sido citado mais de 40 vezes,  o ministro José Serra, o senador Aécio Neves, o filho do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, além de integrantes do próprio Poder Judiciário, governadores e ex-governadores.
Pode ser que tudo tenha sido mesmo acidente e é preciso aguardar o laudo da Força Aérea, mas  convenhamos ser difícil convencer a opinião pública de que se tratou mesmo de fatalidade.  Por isso, é imperioso que a investigação seja contundente porque as interrogações e as dúvidas alimentam as suspeitas.
Todos se perguntam: o que vão fazer com as delações que estavam em poder do ministro Teori?
Durante o governo Sarney, no final da década de 1980, o acidente com o avião que matou o então ministro da Reforma Agrária, Marcos Freire, deixou dúvidas. A na época deputada pernambucana Cristina Tavares chegou a comentar que “colocaram açúcar no tanque de combustível”, o que provocou a explosão da aeronave.
As ilações sobre o acidente que matou o Marcos Freire ganharam corpo pelo ineditismo da missão que se dispôs a desempenhar e que mexia numa área complicada, ou seja, a terra para reforma agrária.
Temer vai nomear o substituto de Teori, mas a expectativa da sociedade permanecerá grande porque a delação dos diretores e ex-diretores da Odebrecht é arrasadora e atinge duramente o governo. E como o governo vai nomear o próprio juiz de si?
O Supremo Tribunal Federal perdeu um integrante de reconhecida capacidade intelectual e reputação ilibada, e ganhou um problema seríssimo para resolver – que é mostrar à sociedade que, diferente da Operação Mãos Limpas, na Itália, a Operação Lava Jato não será estancada.

Fonte: http://blogdobob.blogsdagazetaweb.com/

Camilo se isenta de prejuízo milionário que governo de Cid Gomes causou ao Estado na compra de imóvel


Ex-governador pagou R$ 2 milhões a uma construtora, que faliu e não entregou ao Estado a sede regional do Governo, em Sobral

Cid Gomes causa mais um transtorno a Camilo Santana no governo do Ceará
Caiu no colo do governador Camilo Santana (PT) mais uma bomba contra seus padrinhos políticos, os Ferreira Gomes. Desta vez, ele se isenta e responsabiliza o ex-governador Cid Gomes  (PDT) pela compra milionária de parte de um imóvel, em Sobral, que deveria abrigar a Sede Regional do Governo do Estado. A empresa que construía o prédio faliu e não concluiu a obra.
Para processar a Cameron Construtora S/A, caso esta não faça o ressarcimento da transação, o atual governador terá também que processar Cid,  já que os prejuízos para os cofres do Estado foram milionários. No último dia 6, o Diário Oficial do Estado do Ceará (DOE) publicou uma portaria (de número 002/2017), assinada pelo chefe da Casa Civil do Estado do Ceará, Alexandre Lacerda Landim, em que torna inidônea a construtora por esta ter causado o prejuízo ao Estado.
O caso  respinga no ex-governador Cid Gomes, pois foi ele quem decidiu comprar 18 salas do edifício Cameron Trade Center, que seria construído em Sobral. As salas de um andar inteiro iriam abrigar a sede regional do Governo e foram adquiridas por R$ 2.066.400,00, conforme nota publicada no Diário Oficial em 26 de dezembro de 2013.
Coma falência da Cameron, o luxuoso edifício não foi concluído e o prejuízo ficou para o governo. Agora, Camilo tenta recuperar o dinheiro perdido por seu antecessor no Palácio da Abolição. Na publicação do último dia 6 no DOE, o governo deu um prazo de 30 dias à empresa para pagar o prejuízo. 
Veja nota do caso publicada no Diário Oficial do Estado:
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Fonte: http://cearanews7.com/


A Estação PT e a destruição do Brasil




"Ainda vamos passar pela Estação PT", disse certa vez o saudoso Carlos Alberto Allgayer. Corriam os anos 80 e estávamos a conversar entre quatro bons amigos. Allgayer era um talentoso jurista, que viria a ser diretor da Faculdade de Direito da PUC/RS, homem de uma sabedoria cordial que parecia cuidar para não constranger quando se expressava com sua voz privilegiada. Dava tanto gosto ouvi-lo que é impossível lembrar dele sem que, na imagem mental, apareça falando. E foi com essa voz que profetizou-nos a chegada ao poder do pequeno partido saído das urnas gaúchas de 1986, época desse bate-papo, com uma pequena bancada de dois deputados federais e quatro deputados estaduais. 

A Estação PT foi um desastre ao qual chegamos 16 anos mais tarde. Fomos conduzidos a ela através da mais poderosa máquina de agitprop (agitação e propaganda, no dizer marxista-leninista) em operação no Ocidente após a queda do Muro de Berlim. Ao longo desse tempo, a política petista era servida nos meios de comunicação até pelos programas esportivos. Comparecia às salas de aula, desde o ensino fundamental até os cursos de pós-graduação. Habitava certas atividades pastorais, Campanhas da Fraternidade e documentos da CNBB. Valia-se de uma impressionante gama de movimentos sociais que se converteram em braços mais ou menos violentos da mesma causa por outros meios. Urdiu uma rede de organizações não governamentais que orbitaram e parasitaram o partido, servindo-lhe como militantes da luta de classes, de raças e de sei lá quantos gêneros. Compôs engenhoso conjunto de instituições - quase poderia dizer "artefatos" - culturais, dedicados à sistemática destruição da cultura cristã e seus valores. E para nada disso faltava dinheiro.

O amável autor da profecia sobre a Estação PT faleceu em abril de 2002 sem presenciar a concretização de seu vaticínio. Os demais, vivemos para ver e relembrar o episódio, repetidas vezes, ao longo dos últimos anos, exatamente como aconteceu ontem, quando me caiu diante dos olhos um documento da Fundação Perseu Abramo (órgão de pesquisa, elaboração doutrinária e formação do PT), que pode ser lido aqui. Nele, o autor ataca a política econômica e administrativa adotada durante o "modelito neoliberal dos tucanos", no qual "as estatais, responsáveis para a Produção Para o Mercado, seriam todas privatizadas e os serviços não exclusivos do Estado – educação superior, hospitais, previdência social acima do salário mínimo – seriam também privatizados". Como consequência, constata ele, no período de 1995 a 2002 houve uma redução de 121 mil servidores federais. E em contrapartida, na gestão petista, entre 2003 e 2013 - gaba-se o autor da matéria - foram nomeados 240 mil novos servidores. Isso equivale a 2,5 novos servidores por hora, sob o governo petista!

A demagogia, a irresponsabilidade fiscal, o patrimonialismo, a corrupção e o inchaço da máquina pública, que agora vejo, no site do partido, ser proclamado como admirável avanço administrativo, confluíram para gerar a tremenda energia destrutiva que acabou por demolir a Estação PT e tudo mais à volta. A conta do estrago? A conta do estrago é nossa. Que a possamos pagar, são meus votos nesta alvorada de um novo ano. E que o Senhor nos proteja, se possível, com um par adicional de Anjos da Guarda, preferivelmente brasileiros, afeitos à barbárie urbana que tomou conta de nosso país. 


http://puggina.org



Temer diz que governo está no 'caminho certo' no combate à inflação











O presidente da República, Michel Temer, comemorou o fato de a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) ter ficado em 6,29% no ano passado, abaixo do teto da meta. Na avaliação dele, isso mostra que a política adotada pelo governo está no caminho certo e tem dado resultados positivos. 
"Hoje temos uma boa notícia sobre a inflação oficial", afirmou Temer, em discurso na abertura de uma reunião sobre infraestrutura. "Ninguém esperava, no fim do ano, que se chegasse abaixo da meta estabelecida."
Temer destacou ainda que as projeções para 2017 são de uma inflação mais baixa que a do ano passado. "A projeção para este ano é de uma redução ainda maior da inflação, para ficar, na verdade, no centro da meta. Penso que isso seja uma boa notícia que eu quero compartilhar com os colegas, amigos e ministros do setor de infraestrutura do governo", disse. "Temos cumprido tudo aquilo que temos projetado."
Obras
O presidente disse que o governo pretende retomar obras inacabadas, principalmente com pagamento remanescente em valores entre R$ 500 mil e R$ 10 milhões. "Mas vamos tratar de outras obras que ainda possam seguir adiante, além daquelas que já têm sequência natural", disse.

FONTE: O POVO



Um menino favelado implodiu o Cabral que Lula inventou









Em vez de um governador e um presidente, Leandro dos Santos viu dois reizinhos nus




Caprichando no sorriso de aeromoça e na voz de seminarista que furta o vinho do padre, Lula lê no vídeo acima, gravado na campanha eleitoral de 2010, o texto produzido por um marqueteiro a serviço de Sérgio Cabral. (Prudente, o redator não incluiu um único plural na lengalenga costurada para explicar por que o governador do Rio merecia ficar no emprego mais quatro anos). “É tão bom cuidar dos pobres… Eu acho que o Sérgio está fazendo isso com muito carinho”, recita Lula na largada.
















Na primeira escala, estaciona no olhar do candidato: “É o olhar fraterno, é o olhar generoso, sabe?”. Desce dois palmos e para no  peito: “É a pessoa trabalhar um pouco com o coração”. Faz a meia volta e regressa à região ocular: “O Sérgio é pura emoção, o Sérgio parece durão, mas eu já vi ele lacrimejar os olhos muitas vezes falando do povo do Rio de Janeiro”, garante Lula antes do fecho em dilmês castiço: “Eu acho que o povo precisa de gente assim e ninguém, ninguém trata com a alma que o Sérgio trata as pessoas”.
Um homem público desse quilate é raridade que não se pode desperdiçar, reincide o palanque ambulante no vídeo abaixo. “Votá no Sérgio Cabral é quase que um compromisso moral, ética, pulítico”, adverte o torturador da verdade e do idioma. “É um compromisso de honra pra quem quer garanti um futuro melhor para o nosso filho, para os nossos netos , para aqueles que a gente ama”. Não é pouca coisa.
Mas não é tudo, informa o resto do falatório. “Esse homem já provô qui é um homem de bem, qui é um homem que gosta do Rio, que é um homem qui tem competência pra fazê as coisa que os outros não fizeram”, afirma Lula, que em seguida se volta para Sérgio Cabral e, olho no olho, arremata a patuscada: “Por isso, meu cumpanhero Sérgio, si eu não tivesse qui votá em São Paulo, eu iria transferi o meu título pra votá em você pra governadô do Rio de Janeiro”.
Conversa fiada, berra o vídeo divulgado pelo blog do Ricardo Gama e aqui republicado em 8 de agosto de 2010, no início da campanha que terminaria com a reeleição do candidato que o chefão tentou promover a santo protetor dos desvalidos. Em apenas 73 segundos, a farsa é implodida pela altivez de Leandro dos Santos, um menino negro e miserável que não se assustou com o show de prepotência, vulgaridade, demagogia, intolerância e safadeza eleitoreira protagonizado por Lula e Sérgio Cabral.
Em vez da favela-maravilha que a dupla fingia ver em Manguinhos, o garoto sem medo continuou vendo o que vê quem, como ele, morava numa região batizada de “Faixa de Gaza”. Em vez de um presidente da República e um governador de Estado, enxergou dois reizinhos pateticamente nus. Repreendido por Lula, que pontuava cada frase com um “porra!”, não recuou. Insultado por Cabral, que o chamou de “malandragem”, “otário”e “sacana”, avisou que tinha nome. E gravou tudo.
O brasileiro Leandro dos Santos é o grande ausente do noticiário sobre as bandalheiras em que se meteram os dois estadistas de botequim. É preciso saber o que ele achou da prisão de Sérgio Cabral, ou também se pergunta o que espera a Justiça para instalar Lula em alguma cadeia. É preciso sobretudo lembrar-lhe que até no faroeste à brasileira os bandidos perderam no fim.






Lula, laranjas, e a quinta ponta do tapete





Lá pelo final dos anos 80, tempo de fugazes trombadinhas e corruptos de pouca monta, os escândalos sob investigação desembocavam, quase sempre, em um sujeito qualquer, desprovido de poder, recursos e notoriedade. "Mas esse sujeito aí, humilde Zé Ninguém, é o pivô do cambalacho?", perguntavam-se os primeiros repórteres ou investigadores a chegar até ele. Claro que não. O sujeito era, apenas o laranja da história. O figurão estava sempre um ou dois passos além.
Já vivemos períodos assim, em que os corruptos, envergonhados, se escondiam atrás de seus laranjas. Com o tempo, inclusive, começaram a aparecer os profissionais, dotados de raras e bem remuneradas habilidades. Ser laranja exigia simultânea combinação de discrição e audácia. E lealdade. E comprometimento. Um bom conjunto, como se vê, de virtudes indispensáveis ao sucesso e à sobrevivência pessoal. Laranja safado, ou que andasse com o umbigo de fora, perdia o emprego. Laranja de amostra não era um bom profissional.
Narrou-me certa feita uma professora que ao formular aos alunos a clássica pergunta - “O que vocês pretendem ser quando forem grandes?” – as respostas “Laranja, professora”, ou, simplesmente, "Corrupto professora", quase empatavam com a resposta “Jogador de futebol, professora”. A gurizada já sabia onde se decidiam os grandes negócios. O laranja exercia uma atividade quase metafísica. Num mundo onde a maior parte parecia não ser, mas era, o laranja parecia ser, mas não era. Ele agia pelo cós das evidências. Quando uma CPI deitava a mão sobre o laranja do caso, e começava a espremê-lo, surgia imediatamente um problema de classificação das espécies que nem o velho Spencer conseguiria resolver. Esse laranja é um laranja de primeira, segunda ou terceira geração? Ele tem o seu próprio laranja ou é laranja de alguém?
Foi assim por bom tempo, até que a vergonha sumiu de vez e os laranjas perderam seus empregos, sendo substituídos por simples e bem-humorados apelidos nos cadernos dos corruptores: Amigo, Todo Feio, Caju, Índio, Angorá, Italiano, Campari, Velhinho e por vai. Anonimato guardado a sete chaves na cabeça de quem só procederia às decodificações após um aprendizado de boa vontade e colaboração na carceragem da PF de Curitiba.
Eis que surge, agora, uma nova série de apelidos, suscitando especulações e exigindo deciframento. Um acordo de colaboração entre as autoridades brasileiras, norte-americanas e suíças descreve as atividades criminosas de nove "Brazilian Officials" identificados em investigação promovida pelo Departamento de Justiça dos EUA nos negócios da Odebrecht e da Braskem. Quando a gente pensava que a Lava Jato já tivesse arrancado todo o tapete que encobria o submundo financeiro da política brasileira, surge uma quinta ponta desvelando seus desdobramentos internacionais. E dele emerge, grafado em inglês como "brazilian official", um certo cavalheiro também conhecido como Amigo e amigo do peito de generosos laranjas dos quais jamais abriu mão.

Adesão a Temer na Câmara chega a 88%



O presidente Michel Temer termina o ano com a maior taxa de governismo já registrada na história recente da Câmara dos Deputados. Segundo dados do Basômetro, do Estadão Dados, os deputados votaram seguindo a orientação do governo em 88% das votações nominais que ocorreram em plenário em seus primeiros sete meses de gestão. No mesmo período do segundo mandato da presidente cassada Dilma Rousseff, a taxa de governismo média foi de 63%.
A adesão ao governo é praticamente unânime na base aliada. O PMDB, por exemplo, que tem a maior bancada da Casa, registra uma taxa de apoio a Temer de 97% - a mesma do PSDB, que tem o terceiro maior número de deputados. Só cinco partidos - PT, PDT, PCdoB, PSOL e Rede - votam em oposição ao governo na maioria das vezes.
Para líderes governistas, o passado de Temer como presidente da Câmara, além da confiança na equipe econômica, são essenciais para explicar o alto nível de adesão. “No nosso caso, o fato de o presidente ser do PMDB é um diferencial. Mas, mais do que isso, sua formação e vivência no Congresso são essenciais. Ele é acessível, sabe escutar e leva nossas opiniões em consideração”, diz o líder do PMDB, Baleia Rossi (SP).
Além do alto nível de governismo, houve outra mudança importante no comportamento dos deputados. Apesar da crise econômica e das delações premiadas da Operação Lava Jato, as legendas voltaram a se comportar da maneira que haviam feito por quase todo o período democrático recente, ou seja: como partidos coesos, cujos deputados obedecem aos seus líderes partidários.
Na escala de dispersão, em que zero significa que todos os deputados de um mesmo partido votam sempre exatamente igual, o índice chegou a 8,3 no auge da crise política do segundo mandato de Dilma, o período parlamentar mais caótico desde 2003. Atualmente, o índice de dispersão intrapartidária na Câmara caiu para menos da metade: 3,9.
Para o professor de políticas públicas da Universidade Federal do ABC (UFABC) Ivan Fernandes, a alta coesão e governismo dos partidos corroboram a tese de que nosso sistema de governo é muito mais parecido com o parlamentarismo do que se imagina. “A diferença maior entre dois países não está no seu sistema de governo, mas, sim, se ele é bi ou multipartidário. No segundo caso, que é o nosso, a importância das coalizões é enorme, assim como no parlamentarismo.”
Derrota
Apesar da taxa, no último dia de votações na Câmara, na terça-feira, 20, o governo sofreu uma derrota pontual e importante. Os deputados aprovaram sem contrapartidas a renegociação das dívidas dos Estados, o que beneficiou os governadores. O PMDB, partido de Temer, deu o maior número de votos favoráveis à medida - 47 dos 50 deputados que votaram contrariaram os interesses do governo. O projeto de lei aguarda sanção ou veto do presidente.

Fonte: http://www.diariodaregiao.com.br/


Lídice foi a senadora baiana que mais gastou em 2016



Dos três senadores baianos, Lídice da Mata (PSB) foi a que mais gastou em seu exercício de 2016. Segundo os dados publicados no portal do Senado Federal, a socialista teve despesas de R$ 258.501,58 referentes às cotas para exercício. As despesas são aluguel de imóveis para escritório político (R$ 104.298,43); aquisição de material de consumo (R$24.661,23); locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes (R$ 44.104,15); contratação de serviços de apoio ao parlamentar (R$ 16.010,00); divulgação da atividade parlamentar (R$ 3.740,00); e passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais (R$ 65.687,77). O Bocão News tentou entrar em contato com a senadora, que estava em reunião até a publicação desta notícia e não pôde retornar as ligações.
Além disso, foram gastos R$ 40.506,49 referentes a diárias de viagens oficiais, R$ 8.580,32 de consumo material, como combustíveis, e R$ 38.699,39 de correios. Todas as despesas somam R$ 346.287,78.
Em seguida, vem Otto Alencar (PSD), cujas cotas para exercício da atividade parlamentar se dividem em aluguel de imóveis para escritório político (R$ 37.993,97), locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes (R$ 104.024,77) e passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais (R$ 45.061,01). Além disso, o senador gastou R$ 6.290,46 com materiais como combustíveis e R$ 17.375,50 com serviços de correios. O total é de R$ 210.745,71.
Em último lugar está Roberto Muniz (PP), que utilizou os recursos disponíveis para: aluguel de imóveis para escritório político (R$ 57.026,17); aquisição de material de consumo (R$ 18.227,34); locomoção, hospedagem, alimentação, combustíveis e lubrificantes (R$ 54.535,56); contratação de serviços de apoio ao parlamentar (R$ 2.811,50); divulgação da atividade parlamentar (R$ 1.058,00); e passagens aéreas, aquáticas e terrestres nacionais (R$ 47.845,29).
Viagens oficiais representam R$ 14.305,79, consumo material R$ 3.260,91 e serviços de correios R$ 11.255,79. Todas as despesas somam R$ 210.326,35.
Os três senadores juntos gastaram R$ 767.359,84.

Fonte: Bocão News

EUA dizem que Mantega pediu R$ 50 milhões para campanha de Dilma em troca de benefício à Braskem



Documentos do Departamento de Justiça dos Estados Unidos (DoJ) indicam o repasse de R$ 50 milhões da Odebrecht, pago pelo departamento de propina da empresa, à campanha da ex-presidente Dilma Rousseff em troca de um benefício à Braskem.
Os americanos descrevem uma ação da Odebrecht e da Braskem junto a autoridades do governo, de 2006 a 2009, para garantir um benefício tributário à petroquímica. Para avançarem nas negociações, as empresas receberam um pedido de um ministro do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o Estado apurou, o ministro que solicitou os R$ 50 milhões foi Guido Mantega, então titular da Fazenda.
O DoJ não menciona os nomes das autoridades e executivos envolvidos nas tratativas, mas descreve o acerto da propina feito com autoridades do alto escalão.
Primeiro foi feito um apelo a uma autoridade brasileira do governo Lula, identificada como o ex-ministro Antônio Palocci. Mesmo depois de deixar o governo, Palocci atuava como consultor da Braskem, segundo os investigadores. Esse apelo era para que Lula fizesse uma intervenção junto a Mantega, para que o ministro da Fazenda tratasse sobre o assunto. Os documentos americanos relatam também um encontro de um executivo da Odebrecht diretamente com Lula.
Pedaço de papel - Após uma série de reuniões da Odebrecht com Mantega, ele pediu contribuições para a campanha eleitoral de Dilma e escreveu “R$ 50 milhões” em um pedaço de papel. Como resultado das tratativas, em 2009, o governo chegou a uma solução.
De acordo com os americanos, foi lançado um programa de créditos tributários da qual a Braskem se beneficiou. Além disso, os americanos identificaram um pagamento de R$ 14 milhões a Palocci, pelos “esforços envolvidos”.

Fonte: Toda Bahia


Marcelo Odebrecht revela que “amigo” era nome de conta secreta para Lula



O ex-presidente e herdeiro do grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, relatou a procuradores da Lava Jato que uma espécie de conta que a empresa mantinha em nome de Luiz Inácio Lula da Silva tinha o objetivo de manter o petista influente depois que saísse da Presidência da República.
O jornal Folha de S. Paulo informa que, segundo ele e outros funcionários da empreiteira, foi criada uma “conta” financiada pela área da empresa denominado Setor de Operações Estruturadas, a responsável pelo pagamento de propinas e de caixa dois.
A conta, conforme os delatores, era gerenciada pelo ex-ministro Antonio Palocci, preso desde setembro. Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci que também chegou e ficar preso em Curitiba, é apontado como um dos encarregados de transportar o dinheiro em espécie que abastecia a “conta”.
Batizada de “amigo”, termo usado pelos funcionários da empresa para se referirem a Lula devido à relação dele com Emílio Odebrecht, dono do grupo e pai de Marcelo, a “conta” foi usada para financiar projetos como a compra de um terreno em São Paulo que deveria abrigar a sede do Instituto Lula.
Lula deixou o Palácio do Planalto com grande aprovação popular em 2010, após a eleição de Dilma Rousseff, sua escolhida dentro do PT. A expectativa era a de que o petista continuasse a ter relevância no cenário político, o que de fato ocorreu.
Projeto de poder - A criação de um espaço para que o petista despachasse e que também servisse para divulgar seus oito anos na Presidência da República era avaliada como vital para a consolidação do projeto de poder, segundo relatos obtidos pela reportagem.
Outro meio de consolidar a influência política de Lula descrito pelos delatores foi por meio do financiamento de campanhas de líderes de esquerda latino-americanos em países onde a empreiteira tem atuação.
No mesmo documento em que consta a anotação sobre o instituto, há os dizeres “Evento El Salvador via Feira” vinculado ao valor de R$ 5,3 milhões. O dinheiro, segundo delatores, foi pago ao marqueteiro João Santana, que comandou a comunicação da campanha que elegeu Maurício Funes presidente de El Salvador em março de 2009.
Os delatores também esclareceram que esse pagamento fez parte do projeto de manter Lula influente na política. O montante teria sido descontado do caixa dedicado ao petista com autorização dele.

Fonte: Toda Bahia



Delatores dizem que Odebrecht comprou imóvel para construção de nova sede do Instituto Lula


Três ex-executivos da empreiteira afirmam que o terreno teria sido comprado em 2010

Três delatores da Odebrecht afirmaram em acordo de delação premiada que a empreiteira teria comprado um imóvel em 2010 para a construção da nova sede do Instituto Lula. Os ex-executivos que informaram às autoridades sobre a compra foram o ex-presidente da companhia, Marcelo Odebrecht, o ex-diretor de Relações Internacionais, Alexandrino Alencar, e o ex-diretor superintendente da Odebrecht Realizações Imobiliárias, Paulo Melo. As informações são da Folha de S.Paulo.
A compra do imóvel, localizado na Rua Dr. Haberbeck Brandão, 178, é o principal ponto da investigação contra o ex-presidente Lula. Ele é investigado sobre lavagem de dinheiro e corrupção passiva. Na última segunda-feira (19), o juiz Sérgio Moro aceitou a denúncia do Ministério Público contra Lula, que virou réu na Lava Jato. Esta ação faz com que o ex-presidente seja réu em cinco ações penais diferentes, sendo três delas na Lava Jato, uma na Operação Zelotes e outra na Operação Janus
O imóvel foi adquirido pela DAG Construtora e pago pela Odebrecht. A ideia era que outras grandes empresas ajudassem a construir o instituto, porém o projeto não saiu do papel e a nova sede nunca foi construída. Segundo a ação, foram encontrados papeis no sítio de Atibaia (SP) de Lula sobre uma construção no terreno suspostamente comprado pela Odebrecht.
Ao investigarem a planilha de pagamentos da empreiteira, consta o item "Prédio IL". A denúncia também afirma que foi adquirido um apartamento vizinho à cobertura do prédio onde Lula mora em São Bernardo do Campo (SP). 
A assessoria de imprensa do Instituto disse, em nota, que não comenta as "supostas delações". Além de Lula, a esposa do ex-presidente, Marisa, Marcelo Odebrecht e mais seis pessoas se tornaram réus na ação penal divulgada na última segunda. 

Ruim com Temer, pior sem Temer



O ano de 2016 vai chegando ao fim, mas as peças da política continuam se movendo num ritmo frenético, sem que seja possível prever um desfecho para a maior crise política e econômica da história do País.
Numa das semanas mais difíceis para o governo de Michel Temer, em que ele próprio foi citado nas delações da Odebrecht e aceitou a demissão de seu melhor amigo, o agora ex-assessor especial José Yunes, a esquerda passou a acreditar na possibilidade real de queda do presidente e de eleições diretas ainda no primeiro semestre de 2017 – tese que ganhou a adesão até do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), que integra a base governista.
A esquerda sonha com diretas, parte do PSDB tenta a via das indiretas e o Planalto busca fôlego em meio ao fogo cruzado
Paralelamente, um dos peemedebistas mais influentes, o senador Jader Barbalho (PMDB-PA) subiu à tribuna para denunciar uma suposta conspiração, desta vez entre parte do PSDB e dos grupos de comunicação, para derrubar Temer em 2017 e promover eleições indiretas – o candidato mais forte, neste caso, seria o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Em meio ao fogo cruzado, Temer também se mexeu. Orientou seus aliados no Congresso a implodir a tramitação de duas emendas constitucionais que propõem diretas em caso de vacância da presidência, uma apresentada pelo deputado Henrique Fontana (PT-RS), outra por Miro Teixeira (PDT-RJ). A diferença entre as duas é que, na de Fontana, em qualquer hipótese a saída seria pelas diretas. Na de Miro, haveria indiretas se a presidência ficar vaga a seis meses do fim do mandato ou num prazo menor do que esse.
Como 63% dos brasileiros, de acordo com o Datafolha, querem diretas, mas 91%, segundo o instituto Paraná Pesquisas, são radicalmente contra a eleição indireta, Temer pretende transformar a primeira hipótese numa impossibilidade, para se beneficiar da segunda. Não havendo espaço para diretas, o resultado da equação seria “ruim com Temer, pior sem Temer”. Ou seja: entre a escolha de um novo presidente por um Congresso com mais de 200 parlamentares investigados e a continuidade de Temer até 2018, prevaleceria a segunda hipótese – ao menos é essa a aposta do Planalto.
O que joga contra essa alternativa é o aprofundamento da recessão econômica, que o governo tenta enfrentar com um pacote que, segundo especialistas, não trará qualquer efeito relevante no curto prazo. Além disso, ainda há muitas delações da Odebrecht pela frente e o fogo agora se dirige às forças que estão no poder. A única certeza é que o Brasil ainda não estabilizou – e enquanto não houver estabilidade política, não haverá confiança nem perspectiva de crescimento econômico.

Fonte: Isto é


Lula quer ganhar no grito



Com a proximidade das condenações do ex-presidente Lula, seus advogados resolveram partir para a tática da intimidação e ataques fora do tom aos juízes que avaliam o caso. Afrontas e confrontos parecem ser as palavras de ordem nessa nova etapa. Após três ações penais em que o petista virou réu, a caminho do quarto enquadramento na mesma situação – um recorde em se tratando de figura pública do seu quilate –, restam poucas dúvidas entre os investigadores sobre o envolvimento e benefícios recebidos por Lula. E a bancada jurídica contratada a peso de ouro considera o vale-tudo da insolência a única saída eficaz para o momento. Desacreditar as autoridades e não os processos. Falar em perseguição, maquinações políticas e bombardear especialmente Sergio Moro como artífice de uma diabólica trama para desestabilizar a candidatura do pretenso líder das massas virou fórmula ideal nesses tempos. Ao menos no entender dos agentes do lulopetismo. O clima de desacato chegou ao máximo na semana passada, durante o depoimento de Mariuza Aparecida, funcionária da OAS encarregada da supervisão de obras no triplex do Guarujá. Durante a sessão com a testemunha, o advogado Juarez Cirino dos Santos, sem pedir licença, atacou Moro reclamando por ele agir, a seu ver, como “acusador principal” e não como juiz. Falou isso aos berros. Não parou de esbravejar nem mesmo quando o magistrado, irritado com as interrupções, pediu respeito e boa conduta dos defensores de Lula que estavam ali apenas para assistir ao depoimento. Santos não se conteve. Não deixou sequer a testemunha responder as perguntas. Elevou ainda mais a voz para dizer que Moro não merece respeito. O desacato estava tipificado. Virou bate-boca. E o mais grave: sem punições. Poucas vezes se viu representantes da corte serem afrontados daquela maneira. O advogado perdeu as estribeiras, numa clara demonstração de pouco caso com a liturgia da sessão e a autoridade presente. A cena espantou não apenas quem estava no recinto como também a maioria dos brasileiros, depois que o vídeo com a oitiva foi ao ar na TV. Isso ocorreu na segunda, 12. Menos de 48 horas depois, na tarde da quarta, 14, a tropa de advogados de Lula partiu para novo embate. Protocolou uma petição em que acusa Moro de tratar a defesa do petista com falta de “urbanidade”. Entenda-se por isso uma carência de cortesia e civilidade, algo que certamente ficou mais evidente na linguagem e tom dessa turma do que nas palavras do magistrado. No dia seguinte, com a nova acusação da Lava-Jato contra o ex-presidente, sua defesa exibiu abertamente um festival de ofensas e agressões verbais contra os procuradores. Disse que a denúncia da força-tarefa é fruto de “maluquices”. Alegou, sem qualquer base concreta, que “os procuradores não se conformam com o fato de Lula ter sido presidente da República” e asseverou: “Para a Lava-Jato, esse é o crime de Lula: ter sido presidente da República duas vezes. Temem que em 2018 Lula reincida nessa ousadia” Com tamanha empáfia e empenho em desacreditar os trabalhos da Justiça, é de se perguntar por que ainda não ocorreram punições e repreensões exemplares contra esses abusos. Desmoralizar o Judiciário e ridicularizar emissários da lei virou prática corrente na armada petista. O próprio Lula já há muito tempo vem recorrendo à estratégia. Confronta Moro de todas as maneiras. Não apenas abarrotou os tribunais com apelações para fugir das mãos do juiz como também, publicamente, não perde a oportunidade de criticá-lo sem limites. Movido talvez por uma sensação de impunidade inadmissível e com o objetivo de constranger os trabalhos da Lava-Jato. É um comportamento condenável especialmente vindo de quem já esteve no comando do País. A temerária escalada de desacatos como esses deve ser contida o quanto antes para que não pairem dúvidas de que ninguém está acima da lei. Nem mesmo aqueles que se arvoram o papel de salvadores da pátria.


Fonte: Isto é


Marcelo Odebrecht confirma dinheiro vivo a Lula

O ex-presidente da empreiteira confirmou em delação iniciada na semana passada, em Curitiba, a informação revelada com exclusividade por ISTOÉ, em reportagem de capa, de que o petista recebeu propina em espécie


Na semana passada, Marcelo Odebrecht começou a detalhar a três procuradores da Força Tarefa da Lava Jato o que já havia revelado nos anexos de sua delação premiada. No depoimento, o executivo confirmou ter destinado a Lula dinheiro de propina em espécie, conforme havia antecipado ISTOÉ em reportagem de capa de 11 de novembro. Os repasses foram efetuados, em sua maioria, quando Lula não mais ocupava o Palácio do Planalto. O maior fluxo ocorreu entre 2012 e 2013. Foram R$ 23 milhões de reais originários do setor de Operações Estruturadas da Odebrecht – o já conhecido departamento da propina da empresa. Desse total, aproximadamente R$ 8 milhões teriam chegado às mãos petista.
Os pagamentos em dinheiro vivo fazem parte do que investigadores costumam classificar de “método clássico” da prática corrupta. Em geral, é uma maneira de evitar registros de entrada, para quem recebe, e de saída, para quem paga, de dinheiro ilegal. E Lula, como se nota, nunca se recusou a participar dessas operações nada ortodoxas. O depoimento é a prova de que, sim, o petista não só esteve presente durante as negociatas envolvendo dinheiro sujo como aceitou receber em espécie, talvez acreditando piamente na impunidade. Se os repasses representavam meras contrapartidas a “palestras”, como a defesa do ex-presidente costuma repetir como ladainha em procissão, e se havia lastro e sustentação legal, por que os pagamentos em dinheiro vivo?
























Exclusivo ISTOÉ de 11 de novembro antecipou que Marcelo Odebrecht entregou dinheiro de propina em espécie para Lula
EXCLUSIVO ISTOÉ de 11 de novembro antecipou que Marcelo Odebrecht entregou dinheiro de propina em espécie para Lula

Investigadores da Lava Jato estão apurando, agora, se os repasses em dinheiro vivo ao ex-presidente guardam conexão com a operação Dragão, onde foram presos os operadores Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran, cujo papel era justamente oferecer dinheiro em espécie para o sistema de corrupção. Pelo esquema, as empreiteiras contratavam serviços jamais prestados, efetuavam o pagamento a Duran e, ato contínuo, recebiam o dinheiro para pagar agentes públicos.
A trama só foi desbaratada graças à colaboração de um delator da Odebrecht: Vinícius Veiga Borin. Ele contou à PF e procuradores como funcionava a engrenagem da lavagem de dinheiro criada pelas empreiteiras: as contas no exterior sob a batuta de Marcos Grillo, outro executivo da Odebrecht, alimentavam o Departamento de Propina da empreiteira. Quando havia necessidade de entregar valores em espécie no Brasil, eles recorriam a offshores, controladas por Duran. A Lava Jato suspeita que o dinheiro repassado a Lula possa ter integrado esse esquema.
Além de Marcelo Odebrecht, no corpo da delação da empreiteira Lula é citado por Emílio Odebrecht e Alexandrino Alencar.
Nos próximos dias, Marcelo seguirá detalhando aos procuradores da Lava Jato, em Curitiba, os esquemas de corrupção dos quais participou e que irrigou contas e campanhas eleitorais de centenas de políticos brasileiros. Os depoimentos serão interrompidos no próximo dia 20 com o início das férias forenses. Desta bombástica confissão, muitas cabeças coroadas vão rolar.

Fonte: Isto é

Lindbergh tem direitos políticos cassados pela segunda vez em uma semana


Estadão Conteúdo



O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) teve os seus direitos políticos cassados pela segunda vez em menos de uma semana por decisão do mesmo juiz. O titular da 7ª Vara Cível da Comarca de Nova Iguaçu-Mesquita, na Baixada Fluminense, Gustavo Quintanilha Telles de Menezes, determinou na segunda-feira, 19, a suspensão do petista por cinco anos.
O senador e ex-prefeito de Nova Iguaçu é acusado de improbidade administrativa. Ele também foi multado em R$ 640 mil, condenado a ressarcir os cofres públicos e teve bens móveis e imóveis bloqueados. Lindbergh é acusado de ter nomeado 11 pessoas para cargos comissionados entre janeiro de 2005 e abril de 2007 que seriam parentes e correligionários de um então aliado, o então vereador José Agostinho de Souza, em troca de apoio político.
Elas teriam exercido funções de natureza essencialmente privadas e de interesse exclusivo de Souza às custas do erário municipal. De acordo com a denúncia do Ministério Público do Estado do Rio, os nomeados trabalhavam em um centro social localizado no reduto eleitoral do então vereador, prestando serviços a ele.
“As referidas nomeações foram realizadas pelo demandado Lindberg Farias, com evidente propósito de servir interesses políticos e privados do vereador José Agostinho fornecendo-lhe mão de obra gratuita, custeada com recursos públicos, para que o parlamentar prosseguisse desenvolvendo seus projetos sociais em seu centro social, captando, dessa forma, eleitores para o ex-chefe do executivo municipal”, diz o juiz na sentença.
O magistrado disse ainda que “embora não possa ser facilmente mensurado economicamente, o dano sofrido pela população atingiu gravemente o patrimônio imaterial e a vida de milhares de pessoas”. Lindbergh foi prefeito de Nova Iguaçu entre 2005 e 2010, quando deixou o posto para se tornar senador.
Em outra decisão, o titular da 7ª Vara Cível de Nova Iguaçu cassou os direitos políticos do petista por quatro anos. Ele foi condenado por ter permitido o uso promocional de sua imagem, em dezembro de 2007 e no primeiro semestre de 2008, quando ocupava o cargo de prefeito de Nova Iguaçu. Na época, Lindbergh distribuiu caixas de leite e cadernetas de controle de distribuição com o logotipo criado para o seu governo impresso no material.
Outro lado
Em nota, o petista destaca que o fato de ser condenado pelo mesmo juiz de primeira instância pela segunda vez em menos de uma semana, que “aplica uma multa exorbitante por uma acusação esdrúxula”. O senador diz ainda estranhar que “processos que se arrastavam por quase uma década sejam repentinamente alvo de decisão do mesmo magistrado, ignorando inclusive a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de arquivamento de inquéritos com o mesmo objeto”.
“A perseguição é mais do que explícita. Novamente, informo que recorrerei e tenho plena convicção que a decisão será revertida e a Justiça prevalecerá”, diz no comunicado. A respeito da condenação pelo uso de sua imagem, o senador também informou que está recorrendo da decisão. Ele destacou que a “mesma matéria já foi julgada em 2011 pelo STF que decidiu pelo seu arquivamento, com 10 votos a favor, por entender não haver indícios para incriminar-me”.


'The Wall Street Journal': "Situação de Lula está ficando complicada", diz advogado

Matéria publicada pelo The Wall Street Journal nesta terça-feira (20) conta que  o ex- presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi indiciado nesta segunda-feira (19) por suposta corrupção e lavagem de dinheiro como parte da investigação da Lava Jato. O juiz Sergio Moro também aceitou acusações contra a esposa de Lula, Marisa Letícia Lula da Silva, e outras seis pessoas. Os advogados de Lula negaram qualquer irregularidade cometida por Lula e sua esposa.
Journal acrescenta que o ex-presidente, que agora foi indiciado pela quinta vez, é acusado de se beneficiar ilegalmente de dois negócios imobiliários em troca de contratos em empresas estatais. A Sra. Da Silva se beneficiou de um dos acordos, de acordo com a acusação.
Os promotores que dirigem a massiva investigação contra a corrupção, conhecida como Operação Lava Jato, dizem que Lula, que governou o Brasil entre 2003 e 2010, supervisionou um enorme esquema de enxerto entre empresas de construção e a Petrobras por projetos e canalizavam parte do dinheiro para políticos, descreve o jornal norte-americano. O líder popular, foi um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores do Brasil e disse que estava considerando a possibilidade de voltar a ser presidente em 2018. 

No entanto, seus crescentes problemas legais tornariam muito difícil sua fuga caso ele decidisse por este caminho, disse Pierre Moreau, advogado paulista, que acompanha de perto a investigação Lava Jato.
A situação de Lula "está ficando cada vez mais complicada", disse Moreau, acrescentando que o ex-líder provavelmente enfrentaria vários desafios legais caso houvesse outra candidatura.]

Fonte: Jornal do Brasil

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