
Quero neste artigo externar a minha perplexidade diante do silêncio das autoridades evangélicas de nossa nação. Alguns destes são hábeis em explicitar os erros dos outros, querendo separar “joio de trigo”, tarefa esta que o Eterno não concedeu a ninguém. Todavia, nas matérias que estão tramitando na mídia, de extrema relevância, que irão desencadear desdobramentos em toda sociedade, o silêncio profético me incomoda. O porquê deste silêncio chega a ser angustiante! Mas o foco deste artigo é outro...
A Copa do Mundo deveria servir como uma ferramenta de transformação social, mas falta ao governo perceber isso e não permitir os desmandos nas licitações para construções dos estádios e até mesmo em algumas desapropriações sem um critério justo. Mas este também não é o foco deste artigo...
Tenho observado os Senadores e Deputados, principalmente aqueles que são evangélicos, no que tange a aprovação do projeto da Lei Geral da Copa (PLC 10/2012). Vem ocorrendo uma polêmica sem sentido ao meu modo de ver, quanto à liberação da venda de bebidas alcoólicas durante os jogos. Os líderes dos partidos da base do governo defenderam a aprovação da matéria, mas vários senadores – incluindo o senador Magno Malta (PR-ES), foi contra a liberação. Aleluia, ainda tem gente sensata na Bancada evangélica! Vale a pena votar em pessoas evangélicas sérias! Com relação às bebidas alcoólicas, a FIFA terá agora de negociar com cada cidade-sede a liberação do consumo nos estádios. É o jogo de empurra em empurra que se inicia. Só quero ver quem irá pagar esta conta.
O governo queria a liberação explícita do álcool, mas a versão foi derrubada por pressão da Bancada Evangélica. Ainda há homens sérios que honram o voto que receberam, e mais ainda, reconhecem a responsabilidade profética como autoridade constituída por Deus. Veja a declaração do Senador Magno Malta:
“Um bêbado mata alguém porque bebeu nos estádios e isso vai para a conta de quem? Dos Estados e dos municípios? O governo vai dizer que lavou as mãos, e os culpados seremos nós, do Senado que não tomamos uma posição”.
A vida em sociedade é regida por normas, limitações, para que haja harmonia entre as pessoas no que diz respeito aos relacionamentos. O comportamento desregrado de indivíduos após a ingestão de bebidas alcoólicas, fez com que houvesse a necessidade de se estabelecer estas normas.
Desta forma, surgiu o Estatuto do torcedor, o qual estabeleceu uma série de normas com o propósito de assegurar a segurança das pessoas nos eventos esportivos. A própria televisão, durante a transmissão de alguns jogos, tem evidenciado a participação de famílias inteiras nos estádios, inclusive, com crianças até mesmo de colo. O que denota o sucesso e a aprovação das pessoas ao Estatuto do torcedor.
No artigo primeiro do Estatuto do torcedor, já fica clara a responsabilidade da prevenção da violência nos estádios, no caso do poder público, das federações, dos clubes e dos respectivos dirigentes. No capítulo quarto, estão previstas questões à segurança do torcedor, deixando também de forma clara o direito à segurança nos locais onde são realizados os eventos esportivos.
Importante ressaltar, que o titular da responsabilidade da segurança do torcedor é a entidade que detém o mando de jogo e seus respectivos dirigentes, inclusive, a responsabilidade objetiva, quando independente de culpa do torcedor, seja por imprudência, ou negligência em adotar determinada conduta.
Não precisamos nos exercitar muito, para lembrarmos de inúmeros casos de responsabilização cível de clubes brasileiros, que tiveram de indenizar vítimas de violência ocorrida em eventos desportivos, e na maioria dos casos, gerados por excessos de torcedores ao ingerirem bebidas alcoólicas.
Há uma necessidade de humanizar os espetáculos esportivos públicos; é com esta percepção que surgiu a necessidade da proibição à comercialização de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol e ginásios de esportes. Não precisa de muita inteligência, para perceber a eficácia da proibição. Diante da realidade brasileira, chega ser óbvia.
Ao verificarmos os boletins de ocorrência em delegacias que ficam nas proximidades dos estádios de futebol, vamos detectar as inúmeras ocorrências que foram incitadas pela ingestão de bebidas alcoólicas. Enfim, bebidas e esportes definitivamente não combinam! Todavia, indiferente a esta realidade, a FIFA, (entidade que rege o futebol), exige do Brasil a liberação da comercialização das bebidas alcoólicas nos jogos da Copa do Mundo, melhor dizendo, já almejam essa realidade na Copa das Confederações!
Importante ressaltar que a UEFA, entidade europeia de futebol, vedou o comércio de bebidas alcoólicas nos estádios onde acontecem suas competições.
Não precisa ser muito inteligente também para perceber, que o pano de fundo destas questões, é só o lucro, interesses financeiros, gerados através de contratos milionários fechados com empresas que comercializam tais produtos. Em outras palavras a FIFA, não está nem aí com o bem estar dos torcedores, e principalmente com sua segurança. A inversão de valores é explícita para FIFA; negócios valem mais que pessoas.
Cabe a nós ficarmos de olho na postura de nossas autoridades, principalmente naquelas que foram constituídas pelo nosso voto. É nosso compromisso, estarmos atentos ao voto de cada um deles, afinal de contas, quem é que ganha com a venda de bebidas alcoólicas nos estádios na Copa do Mundo? Pense nisto.
FONTE: http://www.metodistabetelcabofrio.com.br/
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