Ao pregar o fim das reformas e do teto de gastos, Gleisi Hoffmann apoia o retorno da política econômica que nos causou penúrias econômicas e sociais
Gleisi atribui os problemas do governo Dilma à mudança no Ministério da Fazenda. (Pedro Ladeira/Folhapress)
Em entrevista ao Valor, a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, disse que não admite dialogar com Michel Temer ou Rodrigo Maia. Desautorizou, pois, rumores de que o partido estaria em conversas para apoiar Maia em sua eventual pretensão de assumir definitivamente a chefia do governo, caso Temer tivesse seu mandato interrompido. Para a senadora, a possibilidade de diálogo somente seria possível se “Maia recuasse da agenda econômica” que o faz cotado para assumir a presidência. “Teria que retirar a reforma trabalhista, areforma da Previdência e refazer a votação da PEC do teto dos gastos”.
Gleisi atribui os problemas do governo Dilma à mudança no Ministério da Fazenda. “O principal erro foi em 2015, quando Joaquim Levy assumiu e começou uma política de restrição orçamentária e de austeridade”. Na verdade, os problemas legados por Dilma decorreram de erros de gestão, principalmente a orientação intervencionista da Nova Matriz Econômica. Daí vieram as enormes transferências de recursos do Tesouro para o BNDES (cerca de 10% do PIB) e o consequente aumento da relação dívida/PIB, que é o principal indicador de solvência do setor público.
Para disfarçar as estatísticas, o governo recorreu às pedaladas fiscais, o que terminou, ironicamente, por ser a causa da abertura do processo de impeachment de Dilma. Joaquim Levy na realidade iniciou a correção desse e de outros monumentais erros da presidente.
A política econômica de Dilma foi um desastre: inflação de dois dígitos, redução da taxa de investimento, queda do potencial de crescimento econômico, a maior recessão da história, 14 milhões de desempregados e perda da classificação de grau de investimento.
Fonte: Veja

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