ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL: AS MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO - Se Liga na Informação

28/08/2017

ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL: AS MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO

TEXTO ÁUREO
“Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39).

VERDADE PRÁTICA
Cremos na atualidade do batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais distribuídos pelo Espírito Santo à Igreja para sua edificação.

LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Atos 2.1-6; 1 Coríntios 12.1-7.

Atos 2
1 — Cumprindo-se o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar;
2 — e, de repente, veio do céu um som, como de um vento veemente e impetuoso, e encheu toda a casa em que estavam assentados.
3 — E foram vistas por eles línguas repartidas, como que de fogo, as quais pousaram sobre cada um deles.
4 — E todos foram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem.
5 — E em Jerusalém estavam habitando judeus, varões religiosos, de todas as nações que estão debaixo do céu.
6 — E, correndo aquela voz, ajuntou-se uma multidão e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua.

1 Coríntios 12
1 — Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes.
2 — Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados.
3 — Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema! E ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo.
4 — Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo.
5 — E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.
6 — E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos.
7 — Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil.

HINOS SUGERIDOS
85, 122 e 290 da Harpa Cristã.

INTRODUÇÃO
As manifestações do Espírito de Deus, tais como veremos, dizem respeito, primeiramente ao batismo no Espírito Santo e aos dons espirituais. São dois temas da teologia pentecostal que nunca se esgotam e são importantes porque se tratam de evidências bíblicas de que a comunicação divina com o seu povo, e com cada crente individual, nunca cessou. Não somente a Bíblia, mas também o testemunho da história, e da experiência cristã, corrobora essa verdade. É sobre isso que trata o nosso estudo.





I. A DESCIDA DO ESPÍRITO SANTO

1. A experiência do Pentecostes.
Não é difícil descobrir na Bíblia o que é o batismo no Espírito Santo. João Batista disse: “E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; não sou digno de levar as suas sandálias; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3.11). Há inúmeras interpretações dessa passagem. No entanto, o próprio Senhor Jesus se referiu a esse batismo como a promessa do Pai (At 1.4) e acrescentou: “Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias” (At 1.5). Essa declaração vincula Mateus 3.11 com a experiência do dia de Pentecostes relatada em Atos 2.2-4. A prova disso é que o apóstolo Pedro identificou a experiência de Cornélio (At 10.44-46) com a promessa anunciada por João Batista e reiterada pelo Senhor Jesus (At 11.15-17).


2. Batismo “no” Espírito Santo ou “com o” Espírito Santo?
As duas traduções são legítimas à luz da gramática grega e aceitáveis de acordo com o contexto. A ideia de batismo no Novo Testamento é de imersão, submersão (Rm 6.3,4; Cl 2.12). A Almeida Revista e Atualizada tem uma nota em Mateus 3.11 e Atos 1.5 informando “com; ou em” e a Nova Versão Internacionaltambém traz uma nota similar. A Versão Almeida Revisada da Imprensa Bíblica Brasileira emprega “batizar em água” e “batizar no Espírito Santo” nas referidas passagens, respectivamente. Nós adotamos “em água” e “no Espírito Santo”, pois “com”, pode parecer aspersão, o que contradiz a ideia de imersão.


3. Os sinais sobrenaturais. 
Há três sinais que mostram a ação sobrenatural do Espírito Santo por ocasião de sua descida no dia de Pentecostes: o som como de um vento (At 2.2), a visão das línguas repartidas como que de fogo (2.3) e o falar em línguas (2.4). Os dois primeiros sinais jamais se repetirão, pois foram manifestações exclusivas que tiveram como objetivo anunciar a chegada do Espírito Santo. Alguém tão importante quanto o Filho, cuja encarnação e nascimento em Belém, ainda que extraordinários, porque o Verbo se fez carne (Lc 2.9-11; Jo 1.4), não tiveram sinais semelhantes. Além de marcar a chegada do Espírito Santo, no dia de Pentecostes, as manifestações sobrenaturais também inauguraram a Igreja. Assim, o som soava como vento, mas não era vento, e da mesma forma a visão não era fogo, mas lembrava o fogo de Deus (Êx 3.2; 1Rs 18.38). Foi um acontecimento singular, algo que ocorreu uma única vez.


II. A NATUREZA DAS LÍNGUAS

1. Fonte.
As línguas do Pentecostes eram sobrenaturais, pois foram caracterizadas como “outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.4). O termo grego para “outras” aqui é héterais, de héteros, “outro de tipo diferente”. Há quem questione esse conceito, mas a fonte delas é o próprio Espírito Santo, o que torna a evidência visível e contundente. A outra evidência está presente na audição, e não simplesmente na fala, pois “cada um os ouvia falar em sua própria língua” (2.6). Lucas repete essa informação por mais duas vezes (vv.8,11). E, no versículo 11, ele acrescenta: [...] “Todos os temos ouvido em nossas próprias línguas falar das grandezas de Deus”.


2. A glossolalia.
É a manifestação das línguas estranhas no batismo no Espírito Santo bem como das línguas como um dos dons espirituais. Trata-se um termo técnico de origem grega glossa, “língua, idioma”, e de lalía, “modo de falar” (Mt 26.73), conjugado à “linguagem” (Jo 8.43), substantivo derivado do verbo grego lalein, “falar”. A expressão lalein glossais, “falar línguas” (1Co 14.5), é usada no Novo Testamento para indicar “outras línguas”. É importante saber que as línguas manifestas no dia de Pentecostes são as mesmas que aparecem na lista dos dons espirituais (1Co 12.10,28; 14.2). Ambas são de origem divina e sobrenatural, mas são diferentes apenas quanto à função.


3. Sua continuação.
O falar em “outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.4), é a evidência inicial do batismo no Espírito Santo. Essa experiência se repete na história da Igreja. Isso aconteceu na casa do centurião Cornélio: “E os fiéis que eram da circuncisão, todos quantos tinham vindo com Pedro, maravilharam-se de que o dom do Espírito Santo se derramasse também sobre os gentios. Porque os ouviam falar em línguas e magnificar a Deus” (At 10.45,46), exatamente como aconteceu no dia de Pentecostes. Outra vez, o mesmo fenômeno acontece com a chegada de Paulo em Éfeso, em sua terceira viagem missionária (At 19.6). As línguas, as profecias e a ciência são válidas para os nossos dias, mas vão cessar por ocasião da vinda de Jesus (1Co 13.8-10).


III. SIGNIFICADO E PROPÓSITO

1. O batismo no Espírito Santo não é sinônimo de salvação.
Trata-se de bênçãos diferentes. Todos os crentes em Jesus já têm o Espírito Santo. Na regeneração, o Espírito promove o novo nascimento, que é um ato direto do Espírito Santo (Jo 3.6-8). O pecador recebe o Espírito no exato momento em que aceita, de verdade, a Jesus (Gl 3.2; Ef 1.13). Os discípulos de Jesus já tinham seu nome escrito no céu (Lc 10.20) e igualmente tinham o Espírito Santo mesmo antes do Pentecostes (Jo 20.22).

2. Definição e propósitos.
O batismo no Espírito Santo é o recebimento de poder espiritual para realizar a obra da expansão do Evangelho em todo o mundo (Lc 24.46-49). O seu propósito é capacitar o crente a viver uma vida cristã vitoriosa e, sobretudo, para testemunhar com ousadia sobre a sua fé em Cristo (At 1.8). É um revestimento de poder para viver a vida regenerada, um poder espiritual que contribui para a edificação interior da vida cristã do crente e que o ajuda quando a mente não pode fazê-lo.


IV. OS DONS ESPIRITUAIS

1. Os dons espirituais.
São manifestações do poder de Deus que nos capacitam a continuar a missão de Cristo no mundo e as demonstrações desse poder na vida da Igreja (At 1.8). A Igreja não se sustenta sozinha, por isso o Senhor Jesus enviou o Espírito Santo (Jo 14.16-18). Há pelo menos três listas desses dons (Rm 12.6-8; 1Co 12.8-10,28-30), embora não ousamos dizer que sejam apenas esses, pois não existe uma lista exaustiva deles no Novo Testamento.

2. Os dons são dados aos crentes individualmente.
A manifestação dos dons ocorre por meio das três Pessoas da Trindade: pelo Espírito, na “diversidade de dons” (1Co 12.4); pelo Senhor, na “diversidade de ministérios” (v.5); e pelo Deus Pai, na “diversidade de operações” (v.6). Mas a fonte dos dons é o Espírito Santo e, por isso, essa manifestação é dada por Ele “a cada um para o que for útil” (1Co 12.7) e não para exibição ou ostentação do crente, porque o mérito é do Senhor Jesus (At 3.12). Outra vez o apóstolo enfatiza a origem dos dons, o Espírito Santo, pois reconhece que é este mesmo quem “opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1Co 12.11).


CONCLUSÃO
A descida do Espírito Santo é acompanhada dos dons espirituais. Eles são atuais na vida da Igreja e são dados a cada um para o que for útil, sempre para o bem da igreja local. Trata-se de ferramentas importantes e indispensáveis para os crentes, razão pela qual devemos lhes dar a devida atenção.

PARA REFLETIR

A respeito das manifestações do Espírito Santo, responda:

Qual sinal sobrenatural ocorrido no dia de Pentecostes que se repete na história da Igreja?

O que é a glossolalia?

Qual é a evidência inicial do batismo no Espírito Santo?

Qual o propósito do batismo no Espírito Santo?

Que são dons espirituais?










OBJETIVO GERAL
Mostrar que o batismo no ESPÍRITO SANTO e os dons espirituais estão disponíveis a todo crente.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Apontar as implicações doutrinárias da descida do ESPÍRITO SANTO;
Explicar a natureza das línguas.
Mostrar o significado e o propósito do batismo no ESPÍRITO SANTO;
Afirmar a atualidade dos dons espirituais



INTERAGINDO COM O PROFESSOR
Prezado professor, prezada professora, esta lição é uma exposição sobre um dos mais importantes temas da teologia pentecostal: batismo no ESPÍRITO SANTO. Essa doutrina trata de uma experiência bíblica, histórica e atual que ao longo da história do Movimento Pentecostal tem sido amplamente reafirmada.


PONTO CENTRAL - As manifestações do ESPÍRITO SANTO são atuais.


SUBSÍDIO DIDÁTICO

Para auxiliar na preparação da sua aula, há alguns termos importantes que você deve conhecer bem a fim de ter êxito no assunto em foco. Por isso, reproduzimos esses três termos a fim de enriquecer a explicação deste tópico. Observe o quadro abaixo.
 EBD SUBSÍDIOS CONTEÚDOS ADICIONAIS 
VALORIZEAEBD.BLOGSPOT.COM.BR    
LIÇÕES BÍBLICAS ADULTO -  CPAD
COMENTÁRIO DC. AILDO FERREIRA- IEADALPE 
LIÇÃO 10 - AS MANIFESTAÇÕES DO ESPÍRITO SANTO

INTRODUÇÃO

A promessa do batismo no Espírito Santo não se restringe aos dias apostólicos, mas todo crente tem o direito e a oportunidade de buscá-la ainda hoje. O batismo no Espírito Santo é outra bendita promessa que acompanha aqueles que já são de Cristo. É uma promessa atual; para os nossos dias; não ficou restrita ao passado. A promessa diz respeito a todos quantos já desfrutam a salvação, mediante a conversão neles operada pelo Espírito Santo. É uma dádiva do alto (v.38) que traz abundância de alegria, conforto e poder divino para o crente testemunhar das grandes maravilhas de Deus em favor do homem. Buscar a realização dessa promessa celestial é uma necessidade àqueles que, embora salvos, ainda não a alcançaram.



I.  AS IMPLICAÇÕES DOUTRINARIAS DA DESCIDA DO ESPIRITO SANTO;

 A festa de Pentecostes era uma santa celebração em que o adorador oferecia ao Senhor uma oferta voluntária proporcional às bênçãos recebidas do Eterno (Dt 16.10). Mas, no contexto profético, é uma referência à efusão do Espírito sobre toda a carne (Jl 2.28; At 2.1-13). O batismo com o Espírito Santo é uma experiência subsequente à salvação, concedida por Deus aos seus servos, tornando-os aptos a cumprir a missão de pregar o Evangelho.

No antigo calendário israelita estão relacionadas três festas (Ex 23.14-17; 34.18-23): a primeira é a Páscoa, celebrada junto à dos Ázimos ou Asmos; a segunda é a Festa das Colheitas ou Semanas que, a partir do domínio Grego, recebeu o nome de Pentecostes; finalmente, a festa dos Tabernáculos ou Cabanas.

 “Pentecostes” é um vocábulo grego e significa “quinquagésimo”. Nós cristãos normalmente, com essa palavra, recordamos o evento contado por Atos dos Apóstolos 2: depois que Cristo subiu aos céus, os discípulos, reunidos, receberam o Espírito Santo. Foi um acontecimento importante para o cristianismo. Nesse momento os primeiros cristãos receberam a força que encheu os seus corações e fez com que criassem coragem e pregassem a mensagem de Jesus. Todo ano essa recorrência é recordada, 50 dias depois da celebração da páscoa.


Apesar dessa ligação que nós cristãos fazemos entre Pentecostes e vinda do Espírito Santo, a  festa em si vem da tradição hebraica, onde é chamada de Shavuoth (“semanas”). Durava 7 semanas, desde o dia seguinte à Páscoa até o cinquentésimo dia. À base dessa festa existe uma tradição agrícula, que coincide com o início da colheita, seja de trigo que frutas e vegetais. Os agricultores agredeciam a Deus esse dom com ofertas das primícias. As 7 semanas, como dissemos, começavam a partir da Festa da Páscoa (Pesah, festa da libertação do Egito). No cinquentésimo dia, cada família oferecia os seus dons derivados da colheita. Em Levíticos 23,34-44 são indicados os detalhes desta festa, celebrada até hoje pelos judeus. Em atos 2 estavam nações de varias nacionalidades reunidos na festas do Pentecoste.
O apóstolo Pedro, no dia de Pentecostes, reportou-se ao profeta Joel para anunciar que a maravilhosa experiência era o cumprimento do que fora predito no Antigo Testamento (At 2.17-21; Jl 2.28-32). Isaías também fez menção ao mesmo derramamento e mostrou, mediante o emprego de algumas metáforas, o resultado que ele produziria (Is 32.15; 44.3).

1. A promessa no Antigo Testamento.  Embora a obra do Espírito Santo seja perceptível nos tempos antigos em várias atividades descritas nas Escrituras (Gn 1.2; Ne 9.20; 2 Sm 23.2), não houve na história de Israel nenhum derramamento geral como o previsto pelos profetas para os últimos dias. Como afirma Donald Stamps, na Bíblia de Estudo Pentecostal, “o Espírito Santo vinha apenas sobre umas poucas pessoas enchendo-as a fim de lhes dar poder para o serviço ou a profecia”.


Só agora, na presente era da Igreja, também conhecida como a dispensação do Espírito Santo, cumpre-se por toda parte, segundo a promessa bíblica, esse derramamento que os crentes do Antigo Testamento não puderam experimentar com a mesma intensidade (At 1.8). Somos, de fato, privilegiados em relação a eles (Hb 11.39,40), ao mesmo tempo em que pesa sobre nós a grande responsabilidade de compreender e aceitar o significado da promessa para os nossos dias.

2. A promessa em o Novo Testamento. Em o Novo Testamento, a promessa do batismo no Espírito Santo foi reiterada na mensagem de João Batista (Mt 3.11; Jo 1.33), e reafirmada pelo Senhor Jesus, quando prometeu enviar o Consolador (Jo 14.25,26; Lc 24.49), e quando, após a ressurreição, orientou seus discípulos a permanecerem em Jerusalém até que a promessa se realizasse.

3. A promessa no dia de Pentecostes. O advento da promessa pentecostal ocorreu por ocasião de uma das três grandes festas judaicas, a do Pentecostes (Lv 23.15-25), que ocorria cinqüenta dias após a Páscoa e na qual as primícias da colheita eram apresentadas ao Senhor. Deus usou o evento da festa sagrada de Pentecostes para deixar claro qual seria a missão da Igreja - a grande colheita de almas - e que papel o Espírito Santo desempenharia ao guiá-la pelos caminhos da história humana (At 2.1).
Assim, logo na primeira manifestação visível da Igreja, (Tt 2.14), cada crente que perseverou fielmente no cenáculo, foi cheio do Espírito Santo, começou a falar em outras línguas e a proclamar as Boas Novas em linguagem sobrenatural, mas, compreensível aos que estavam em Jerusalém para a celebração festiva (Dt 16.16; At 2.4-8). Ali cumpriu-se a promessa de Deus.

II. A NATUREZA DAS LÍNGUAS

O falar em línguas e o dom de variedades de línguas evidenciam o batismo com o Espírito Santo. O propósito primário, no uso deste dom, é edificar o crente individualmente.

1. Fonte. As línguas do Pentecostes eram sobrenaturais, pois foram caracterizadas como “outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem” (At 2.4)

2. Glossolalia. No dia de Pentecostes, pessoas oriundas de várias nacionalidades, judeus e prosélitos, estavam reunidas em Jerusalém para a celebração da festa sagrada do Pentecostes (At 2.5). No momento em que o Senhor derramou o seu Espírito (v.15), a área do Templo estava repleta. As línguas estranhas, como sinal, que os discípulos de Jesus falavam chamaram a atenção da multidão deixando-a perplexa com o fenômeno (At 2.6-12). O falar em línguas, a glossolalia, é a manifestação física do enchimento do Espírito Santo. Tal fenômeno não se restringe a Atos 2, pois o encontramos em diferentes passagens (1 Co 12.30; 14.5,6).

3. Xenolalia. Segundo Stanley Horton, xenolalia “é o falar em línguas num idioma conhecido, estranho apenas a quem o fala”. No dia de Pentecostes, os crentes cheios do Espírito Santo falaram num idioma desconhecido para eles, mas, como a cidade de Jerusalém estava repleta de estrangeiros, estes puderam tomar conhecimento da mensagem do Evangelho em sua própria língua. O que vemos em Atos 2 foi uma concessão divina, a fim de que muitos pudessem crer em Jesus e receber a salvação. Foi um sinal para os incrédulos. Foi o batismo com o Espírito Santo acompanhado, simultaneamente, de uma mensagem de salvação. Ainda que raro, este fenômeno repete-se segundo a soberania divina e em momentos em que ele faz-se necessário.

4. Atualidade das manifestações espirituais. O falar em línguas — tanto conhecidas como desconhecidas — quando provenientes do Espírito Santo, edificam o crente, a igreja e servem como sinal para os descrentes. A atualidade dessas manifestações é visível na vida de milhares de servos de Deus na experiência bíblica, durante a história da igreja e nos dias atuais, pois, como disse o apóstolo Pedro, “a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos e a todos os que estão longe: a tantos quantos Deus, nosso Senhor, chamar” (At 2.39).

“Outras Línguas - Um só sinal fazia parte do batismo pentecostal. Todos os que foram cheios do Espírito Santo começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito Santo lhes concedia que falassem. Isso quer dizer que faziam uso das suas línguas, dos seus músculos. Falavam. Mas as palavras não brotavam das suas mentes ou do seu pensamento. O Espírito lhes concedia que falassem, e expressavam as palavras com ousadia, em voz alta, e com unção e poder.

Isso é interpretado de várias maneiras. Alguns se detêm no versículo 8 (‘Como pois os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?’) e supõem que todos os discípulos falaram em sua língua materna, aramaico, e que se tratava de um milagre de audição ao invés de fala. Mas os dois versículos anteriores são muito claros. Cada um os ouvia falar na sua própria língua, sem o sotaque galileu.
Outros chegam a um meio-termo, e dizem que os discípulos falavam em línguas desconhecidas, que o Espírito Santo interpretava nos ouvidos de cada um dos ouvintes em sua própria língua. Mas Atos 2.6,7 exclui essa interpretação, também. Os 120 falavam em idiomas que foram compreendidos por pessoas de diversas nações. Esse fato testemunhou a universalidade do dom e da unidade da Igreja” (HORTON, S. M. A Doutrina do Espírito Santo. RJ: CPAD, 2001, p.155).

Subsídio Lexicográfico

 “Glossolalia — [Do gr. glosso, língua + lalia, falar em língua]. Dom sobrenatural concedido pelo Espírito Santo, que capacita o crente a fazer enunciados proféticos em línguas que lhe são desconhecidas.
O objetivo da glossolalia é enunciar sobrenatural e extraordinariamente o Evangelho de Cristo, como aconteceu no Dia de Pentecoste (Atos 2); levar o crente a consolar-se no espírito, e a proclamar, com o auxílio do dom da interpretação, o conhecimento e a vontade de Deus à Igreja (1 Co 14).
A glossolária, conhecida também como dom de línguas [desconhecidas], é um dom espiritual que, à semelhança dos demais, não ficou circunscrito aos dias dos apóstolos: continua atual e atuante na vida da Igreja” (ANDRADE, C. C. Dicionário Teológico. 6.ed., RJ: CPAD, 1998, p.167).
 “Xenolalia — O falar em línguas num idioma conhecido, estranho apenas a quem o fala.

[...] O interesse generalizado pelo batismo e dons do Espírito Santo convenceu alguns [os evangélicos do século XIX] de que Deus concederia o dom de línguas a fim de equipá-los com idiomas humanos identificáveis (xenolalia) para que pudessem anunciar o Evangelho noutro países, agilizando assim a obra missionária.
[...] Em 1895, o autor e líder do Movimento da Santidade, W. B. Codbey, disse que o ‘dom de línguas’ era ‘destinado a desempenhar um papel de destaque na evangelização do mundo pagão e no cumprimento profético glorioso dos últimos dias. Todos os missionários nos países pagãos deviam buscar e esperar esse dom que os capacitaria a pregar fluentemente no vernáculo’.

[...] Entre os que esperavam o recebimento do poder do Espírito para evangelizar rapidamente o mundo, achava-se o pregador da Santidade, em Kansas, Charles Fox Parham e seus seguidores. Convencido pelos seus próprios estudos de Atos dos Apóstolos, e influenciado por Irwin e Sandford, testemunhou Parham um reavivamento notável na Escola Bíblica Bethel, em Topeka, Kansas, em Janeiro de 1901. A maioria dos alunos, bem como o próprio Parham, regozijaram-se por terem sido batizados no Espírito e de haverem falado noutras línguas (xenolalia). Assim como Deus concedera a plenitude do Espírito Santo aos 120 no Dia do Pentecoste, eles também haviam recebido a promessa (At 2.39).

[...] Depois de 1906, os pentecostais passaram a reconhecer, cada vez mais, que, na maioria das ocorrências do falar em línguas, os cristãos realmente estavam orando em línguas não identificáveis e não em idiomas identificáveis (glossolalia ao invés de xenolalia). Embora Parham mantivesse sua opinião a respeito da finalidade das línguas na pregação transcultural, os pentecostais chegaram finalmente à conclusão: as línguas representavam a oração no Espírito, a intercessão e o louvor” (HORTON, S. M. et all. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 10.ed., RJ: CPAD, 2006, pp.15-17,19,20).

III. O SIGNIFICADO E O PROPÓSITO DO BATISMO NO ESPÍRITO SANTO;

 Batismo no Espírito: Revestimento gracioso de poder e autoridade que Jesus concede aos seus filhos para realizarem à sua obra no mundo.  É O Revestimento de Poder é uma unção indispensável na vida do crente, O Termo original para virtude é dunamis, que significa poder real ;poder em ação, esse é o principal proposito do batismo no Espirito Santo, o recebimento de poder para testemunhar com intrepidez, sem temer oposição.

O batismo no Espírito Santo, com a evidência inicial do falar em línguas (At 2.1-6; At 10.44-48; At 19.1-6), é um revestimento de poder celestial que capacita o crente a testemunhar eficazmente de Jesus e também vencer o mundo dentro de si mesmo e externamente (cf. Jo 14.17).

 O batismo no Espírito Santo é outra bendita promessa que acompanha aqueles que já são de Cristo. É uma promessa atual; para os nossos dias; não ficou restrita ao passado. A promessa diz respeito a todos quantos já desfrutam a salvação, mediante a conversão neles operada pelo Espírito Santo. É uma dádiva do alto (v.38) que traz abundância de alegria, conforto e poder divino para o crente testemunhar das grandes maravilhas de Deus em favor do homem. Buscar a realização dessa promessa celestial é uma necessidade àqueles que, embora salvos, ainda não a alcançaram.

Alguns Propósito do Batismo com Espirito Santo é;

1. Para vencer o mundo. a promessa do batismo no Espírito Santo lhe reveste de autoridade para vencer os poderes tenebrosos “que combatem contra a alma” (1 Pe 2.11b).

2. Poder para vencer o Diabo. Aqui entra outro aspecto fundamental da promessa do batismo no Espírito Santo. O apóstolo Paulo escreveu aos Efésios afirmando que a nossa luta não é contra a carne e o sangue (Ef 6.10-18). Essa batalha se trava no mundo espiritual, onde as forças demoníacas atuam para destruir a nossa fé. É uma guerra incessante na qual o interesse do Inimigo é o futuro de nossas almas e onde ele emprega os seus agentes mais poderosos para distanciá-las de Deus. Assim, esse revestimento vindo do céu permite ao crente combater contra as forças espirituais da maldade no poder do Senhor (Lc 9.1; 10.19; At 4.7-10).

3. Para proclamar a fé. O propósito principal da promessa do batismo no Espírito Santo é conceder ao crente poder para testemunhar a sua fé em Cristo. O Senhor Jesus estabeleceu, em suas últimas instruções aos discípulos, uma correlação direta entre o recebimento de poder e o cumprimento da missão de proclamar o evangelho a todos os povos (At 1.8; At 4.8, 31; Ef 5.18). 

4. Capacitar o crente para o Serviço do Senhor ( I Co 12.7). 

IV. A ATUALIDADE DOS DONS ESPIRITUAIS 

Os dons do Espírito Santo são recursos imprescindíveis do Pai para os seus filhos. O seu propósito é edificar-nos e unir-nos, fortalecendo assim a Igreja de Cristo (1Tm 3.15). 
Muitas dúvidas pairam sobre os crentes pentecostais quando o assunto é os dons espirituais. Elas prejudicam a obra de Deus e o recebimento das bênçãos divinas. Os dons do Espírito Santo são recursos indispensáveis para o Corpo de Cristo. Eles contribuem para a expansão e edificação da Igreja.

Os dons são sempre concedidos aos crentes visando um propósito específico. Qual será este objetivo? O alvo divino é a edificação de todos os membros do Corpo. Infelizmente, alguns fazem um uso errado dos dons. Vemos crentes tentando usar os dons para alcançar interesses pessoais. Em vez de glorificar o nome do Senhor, estes se utilizam dos dons a fim de galgar posições eclesiásticas. Muitos não estão mais sendo usados pelo Espírito Santo, mas estão tentando usar o Espírito. Eles estão enganando a si próprios. O Senhor conhece nossos corações e as nossas intenções. Haverá um dia que teremos que prestar contas ao Senhor a respeito do uso dos nossos dons e talentos. Neste dia muitos ouvirão do próprio Senhor a quem tentaram enganar (Mt 7.24).

Não importa o que dizem os descrentes, argumentando contra a atualidade e a realidade do batismo no Espírito Santo e dos dons espirituais. A Bíblia, que é nossa suprema autoridade, além de ser clara sobre essa matéria de fé, é confirmada por incontáveis testemunhos, que ratificam a validade da promessa pentecostal.

1. Definição. Os dons espirituais são dotações e capacitações sobrenaturais que o Senhor Jesus, por intermédio do Espírito Santo, outorga à sua Igreja, visando a expansão universal da sua obra e a edificação dos santos. Por intermédio deles, segundo o Espírito, o crente fala, conhece e age sobrenaturalmente.

2. Origem. Ao contrário do que pensavam certos crentes de Corinto, os dons espirituais, embora diversos, são procedentes do Único e Verdadeiro Deus Triúno - o Espírito Santo (v.4), o Senhor Jesus (v.5), e Deus Pai (v.6). 

3. A atualidade  dos dons Espirituais. Deduzem, erradamente, que os dons espirituais cessaram após a era apostólica, pois o Evangelho, de acordo com a geografia daqueles dias, já havia chegado aos confins da terra (At 1.8; 13.47). A Bíblia anula esse falso ensino. Interpretando equivocadamente as Escrituras, eles citam 1 Coríntios 13.8: "mas, havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão (...)". Eles se esquecem do versículo 10 que afirma: "Mas, quando vier o que é perfeito, então o que o é em parte será aniquilado". Todavia, essa "era perfeita" ainda não começou; quando chegar, "então, veremos face a face" (v.12).

4. Os dons prometidos profética e historicamente. De conformidade com a profecia de Joel, o derramamento do Espírito Santo e a distribuição dos dons espirituais, seriam mais intensos nos últimos tempos (Jl 2.28,29). Em Jerusalém, no Dia de Pentecostes, esta profecia cumpriu-se parcialmente (At 2.16-18). Desde então continua a cumprir-se onde quer que o evangelho seja ouvido e crido.
Em nossos dias, o derramamento do Espírito recomeçou em 1906, na Rua Azusa, em Los Angeles, Califórnia, Estados Unidos da América, sob a liderança de William Joseph Seymour (1870-1922). Este pastor era metodista, oriundo do Movimento da Santidade, e filho de pais batistas de origem africana. Desde então, o pentecostalismo expandiu-se, chegando ao Brasil em 1910. No momento, a Assembléia de Deus no Brasil já começa a comemorar o seu primeiro centenário, que teve início em 1911. Os dons espirituais não cessaram após a era apostólica.

5. Os objetivos ou proposito dos dons Espirituais. visam à edificação, consolação e exortação do povo de Deus e também o enriquecimento da vida espiritual de seu portador. 

CONCLUSÃO 

Aqueles que foram batizado no Espirito Santo e não Fala em Línguas , devem buscar o renovo com muita perseverança e desejo para recebe-ló , eu acredito e creio que através do  Batismo no Espirito Santo, abre-se uma porta para o recebimento dos dons Espirituais das quais aqueles que o receberam devem busca-ló , O batismo no Espírito Santo é uma  bênção na vida do crente, alguns não recebe por que não buscam e vivem de maneira desordenada e não perseveram com o proposito em receber, o ensino é importantíssimo para compreendermos melhor essa doutrina, está dádiva é subsequente  a experiência da salvação é preciso busca-ló tal benção não se restringe aos dias  do apóstolos. Devemos  ensinar e incentivar a cada crente sobre a necessidade de buscar em oração O Batismo no Espirito Santo.


Aula ministrada pelo Dr. Ev. Caramuru Afonso Francisco 
 Acesse (www.portalebd.org.br)










Aula ministrada pelos professores da EBP EM FOCO








Aula ministrada pelo Professor Fábio Segantin
 Acesse (www.fabiosegantin.blogspot.com.br)









Aula ministrada pelo professor Dr. João Pereira
 (Acesse: http://jpresponde.blogspot.com.br/)










Aula ministrada pelo professor Pr. Edvaldo Bueno (Igreja AD ministério Belém em Paulínia/SP)








Aula ministrada pelo professor Alberto










Aula ministrada pelo professor Janderson Nascimento









Aula ministrada pelo professor Pb. Ideilton Ruas








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Aula ministrada pelo professor Alberto Alves da Fonseca









Aula ministrada pelo professora Rosa Marques




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