O país assistiu no último mês de junho a mobilização em caráter nacional, de milhões de brasileiros, que saíram às ruas para protestar, em primeiro lugar, contra o aumento das tarifas do transporte público, e consequentemente, contra os gastos do governo federal para a realização da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014. Na esteira do movimento, foram se agregando os protestos contra as péssimas condições das áreas de habitação, mobilidade urbana, saúde e educação, que fazem de muitos dos nossos patrícios, vítimas de uma ordem social extremamente injustiça e muitas vezes, perversa.
A presidenta Dilma Rousseff (é assim que ela gosta de ser chamada), pressionada por tais manifestações, apressou-se (e bota pressa nisso) em ir aos meios de comunicação e de forma um tanto que atabalhoada (na verdade atordoada com a pressão social), e apresentou algumas propostas para tentar conter os ânimos de uma população que já não suportar mais ouvir falar de impunidade, de corrupção e de reformas que acabam não saindo do papel.
Entre as propostas apresentadas a presidenta Dilma lançou a idéia da realização de um plebiscito para a efetivação de uma reforma política pragmática, que não está bem esclarecida para nossa população, como também não está muito bem entendida a idéia da realização da intempestiva consulta popular, que só irá acontecer por força da pressão popular. Por que a reforma política com caráter plebiscitário, não ocorreu anteriormente, tendo-se mais tempo para os devidos esclarecimentos e aprofundamento dos temas que estarão na sua centralidade?
O PT que inicialmente assumiu através da sua direção nacional, a posição de não participação nas referidas mobilizações, por considerá-las sem pauta e sem a devida maturidade (essa foi à postura do presidente nacional da sigla, Rui Falcão), agora lança através de rede nacional, a campanha do “Plebiscito Já!”. Será que não é querer surfar nas ondas dos outros, essa atitude de apoiar um movimento anteriormente tão criticado pelas principais lideranças petistas?
Desse oportunismo político é que a população brasileira está cansada, pois a grande maioria de nossa sociedade percebe as reais intenções do Partido dos Trabalhadores, que é no fundo, tentar recuperar a sua imagem tão desgastada depois do julgamento da Ação Penal 470, pelo Supremo Tribunal Federal, mais conhecido como o crime do mensalão.
É bom mais uma vez se ter muito cuidado com os oportunistas da política nacional, pois o que eles querem simplesmente é o exercício do poder pelo poder, e nada mais.

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