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03/12/2018

Escola Bíblica Dominical: A oração e o jejum na perspectiva pentecostal

TEXTO DO DIA 
“E eu dirigi o meu rosto ao Senhor Deus, para o buscar com oração e súplicas, com jejum, e saco e cinza” (Dn 9.3). 

SÍNTESE 
A oração, o jejum e a vigilância são sempre necessários a todos os cristãos. 

INTERAÇÃO 
Professor(a), a oração e o jejum são duas práticas marcantes na vida dos crentes pentecostais. Nas Escrituras Sagradas, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento, encontramos várias referências ao jejum e a oração. Jesus, o Filho de Deus, teve uma vida de oração e jejum. Diversas vezes Ele se afastou para lugares desertos a fim de orar. Antes de enfrentar a cruz orou no jardim do Getsêmani. O Salvador também jejuou e disse que chegaria o dia que seus discípulos também teriam que jejuar. Ele não revogou tais práticas. Jesus nunca pediu nada aos discípulos que Ele mesmo não tenha feito. Aproveite esta oportunidade ímpar para incentivar seus alunos a jejuarem e orarem, pois tais costumes são bíblicos e válidos para os cristãos de todas as épocas. 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 
Professor(a), escreva no quadro as palavras “jejum” e “oração”. Pergunte aos alunos o que vem à mente deles quando ouvem essas palavras. À medida que forem falando, vá relacionando as palavras no quadro. Depois de ouvi-los, explique que em geral os crentes têm uma vida de oração. Em seguida faça a seguintes indagações: “Mas, quanto ao jejum?”; “Precisamos ainda manter essa prática?”. Ouça-os e em seguida exponha que o jejum é a abstinência total ou parcial de alimentos por um período de tempo e que era muito utilizada no Antigo e Novo Testamento. Peça que os alunos leiam Mateus 4.2 e explique que Jesus não aboliu tal prática, mas a reforçou ao jejuar durante 40 dias. O Mestre não somente jejuou, mas também ensinou qual deve ser o procedimento quando se jejua. Em seguida peça que leiam Mateus 6.16-18 e observem o procedimento que a agrada a Deus durante um jejum. Conclua enfatizando que no Dia de Pentecostes os irmãos estavam no cenáculo orando quando foram cheios do Espírito Santo. 

TEXTO BÍBLICO 
João 14.12-15; Atos 13.1-4; 1 Pedro 5.6-9. 

João 14 
12 — Na verdade, na verdade vos digo que aquele que crê em mim também fará as obras que eu faço e as fará maiores do que estas, porque eu vou para meu Pai. 
13 — E tudo quanto pedirdes em meu nome, eu o farei, para que o Pai seja glorificado no Filho. 
14 — Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu o farei. 
15 — Se me amardes, guardareis os meus mandamentos. 

Atos 13 
1 — Na igreja que estava em Antioquia havia alguns profetas e doutores, a saber: Barnabé, e Simeão, chamado Níger, e Lúcio, cireneu, e Manaém, que fora criado com Herodes, o tetrarca, e Saulo. 
2 — E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado. 
3 — Então, jejuando, e orando, e pondo sobre eles as mãos, os despediram. 
4 — E assim estes, enviados pelo Espírito Santo, desceram a Selêucia e dali navegaram para Chipre. 

1 Pedro 5 
6 — Humilhai-vos, pois, debaixo da potente mão de Deus, para que, a seu tempo, vos exalte, 
7 — lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós. 
8 — Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar; 
9 — ao qual resisti firmes na fé, sabendo que as mesmas aflições se cumprem entre os vossos irmãos no mundo. 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 

INTRODUÇÃO 
De que forma, efetivamente, a oração e o jejum podem fazer diferença na vida de um cristão? E Deus espera que, além de orar e jejuar, estejamos atentos às coisas que nos cercam? É isso que veremos nesta lição. 

I. O QUE A BÍBLIA FALA A RESPEITO DA ORAÇÃO 

1. No Antigo Testamento.
Homens e mulheres no Antigo Testamento receberam destaque por suas orações. Abraão intercedeu a Deus por Ló, e o Eterno o livrou da destruição de Sodoma (Gn 18.17-33). Isaque orou por vinte anos até receber a promessa de Deus: ser pai (Gn 25.19-26). Ana, uma mulher estéril, entrou para a história sagrada quando orou ao Senhor pedindo um filho, e Deus lhe deu Samuel, o profeta, e mais cinco outros filhos (1Sm 1.1-20; 2.21). Mesmo Sansão, cego e escravo dos filisteus após desobedecer ao Senhor, teve sua oração ouvida antes de morrer e trazer livramento a Israel (Jz 16.23-31). 

Mesmo um homem ímpio como Manassés teve suas orações respondidas quando se arrependeu e se humilhou diante do Senhor. Manassés era um rei tão ímpio, que “fez errar a Judá e aos moradores de Jerusalém, que fizeram pior do que as nações que o SENHOR tinha destruído” (2Cr 33.9). Esse rei, quando julgado por Deus e preso, se humilhou e orou ao Senhor, e Ele o ouviu (2Cr 33.13). 

Essas referências nos mostram que orar é uma ação comumente vista na Bíblia para as pessoas que temiam a Deus, ou por aqueles que tinham sido quebrantados por algum julgamento e se arrependido de seus erros. 

2. No Novo Testamento.
O pai de João Batista, Zacarias, orava para ser pai mesmo sendo um homem já idoso, e Deus ouviu sua oração (Lc 1.5-20). Pedro recebeu a orientação para falar com Cornélio quando foi orar (At 10), e Paulo, após seu encontro com Jesus, em Damasco, teve uma visão quando orava, e recebeu a visita de Ananias para que, por meio da imposição de mãos, fosse curado (At 9.1-18). A Igreja orou por Pedro, quando preso, e Deus proveu o livramento da morte para o seu servo (At 12). 

A oração dos seguidores de Jesus precedeu a vinda do Espírito Santo. É evidente que havia uma promessa de Jesus sobre o revestimento de poder, e quando o Espírito de Deus se manifestou na vida dos discípulos, os encontrou no cenáculo, em comunhão uns com os outros e orando. Eles estavam em comunhão falando com Deus, e naquele ambiente foram revestidos de poder para testemunharem do Cristo ressurreto. Depois dessa experiência, na frente do Templo, justamente na hora da oração, Deus usa Pedro e João para levantarem um paralítico, que após curado, entrou no Templo pulando e louvando a Deus (At 3.1-10). Foi buscando um lugar para orar em Filipos que Paulo encontrou uma mulher chamada Lídia, que servia ao Senhor e foi alcançada pela pregação, tendo sido depois batizada com sua família (At 16). 

3. A Oração na ótica de Jesus.
Jesus é o personagem principal no Novo Testamento quando se trata de oração. Ele ensinou que deveríamos orar crendo que receberíamos respostas de Deus, e que seríamos recompensados por Ele. Quando contou a parábola da viúva e do juiz iníquo, Jesus ensinou que não deveríamos desanimar no caso de, aos nossos olhos, Deus demorar a atender nossas orações (Lc 18.1-8). A oração sacerdotal de Jesus, relatada em João 17, mostra o cuidado do Senhor em interceder pelos que criam e iriam crer nEle. Nesse mesmo Evangelho, Jesus diz que devemos orar, e que temos garantia de que Deus ouve as nossas orações (Jo 14.13,14; 15.7,16; 16.23,24). 

II. O QUE A BÍBLIA FALA A RESPEITO DO JEJUM 

1. O jejum no Antigo Testamento.
Chamamos de jejum o ato de não ingerir alimentos por um período de tempo, para finalidades médicas ou espirituais. A Palavra de Deus nos mostra que em alguns casos o jejum é associado à oração, em uma atitude de humilhação e reconhecimento de pecados. Neemias ao ouvir a notícias de que Jerusalém estava destruída, orou e jejuou lamentando pelos filhos de Israel terem pecado e trazido o julgamento divino. 

Esdras jejuou pedindo segurança para sua viagem de retorno a Jerusalém, e Deus o ouviu, fazendo-o chegar em segurança à cidade, e assim, poder realizar a reconstrução dos muros. 

O jejum é mais do que abster-se de alimentos. Ele requer que tenhamos atitudes de humildade, disposição de obedecer a Deus e praticar a justiça. O profeta Isaías fala do tipo de jejum que agrada ao Senhor, e ainda menciona uma imagem interessante: Vamos clamar e Deus é que vai dizer: “Eis-me aqui”. Se antes o Eterno chamava o homem e ouvia essa resposta, desta vez é Ele que vai nos responder. 

2. O jejum sob a ótica de Jesus.
Diferente do que pensavam os líderes religiosos de sua época, Jesus ensina que o jejum não deve ser uma prática a ser exposta publicamente (Mt 6,17.18). Naqueles tempos, existiam pessoas que faziam do jejum uma propaganda de piedade, um marketing pessoal de santidade e proximidade com Deus. Os hipócritas, assim chamados por Jesus, desfiguravam seus rostos a fim de que as pessoas percebessem que eles estavam jejuando. Pelas palavras de Jesus, podemos entender que nem a higiene pessoal — lavar o rosto e ungir a cabeça — eles faziam nesse período. Jesus ordenou aos seus ouvintes que não procedessem dessa forma, por dois motivos: o primeiro, por que aqueles praticantes do jejum não tinham a intenção aparente de estarem mais próximos de Deus, e sim de serem reconhecidos pelos homens. Jesus deixa claro que essas pessoas, por esse motivo, “já receberam o seu galardão”. Em outras palavras, Deus não tem nada a tratar com esse tipo de pessoa. Ou nosso jejum é para Deus ou para os homens. E o segundo motivo é que se fizermos o jejum com discrição, sem parecer aos homens que estamos jejuando, e sim ao nosso Deus, Ele nos recompensará. 

Pense! 
Você crê que a prática do jejum é para os nossos dias? 

Ponto Importante 
O jejum bíblico é mais do que simplesmente abster-se de alimentos; seus efeitos devem alcançara vida de quem o faz no convívio com outras pessoas. 

III. ORANDO E VIGIANDO 

1. A oração na vida pessoal e congregacional.
A oração para o crente não deve ser opcional, mas uma necessidade. É um ato consciente pelo qual a pessoa dirige-se a Deus para se comunicar com Ele e buscar a sua ajuda por meio de palavras ou pensamento. Jesus não abriu mão de estar com o Pai em oração, pois sabia que o seu ministério dependia de uma intensa intimidade com o Pai. 

Pentecostais são conhecidos pelas reuniões de oração que costumam fazer, onde Deus manifesta seu poder com curas, profecias, respondendo orações e batizando crentes com seu Espírito Santo. Muitos livramentos e vitórias o Todo-Poderoso oferece pela intercessão dos santos nas reuniões de orações. Por isso, pentecostais fazem questão de orar tanto na coletividade, em reuniões de oração, quanto particularmente, em seus lares ou outros lugares em que estejam a sós. 

2. Vigiando em todo o tempo.
Uma das mais importantes atitudes de um cristão é a vigilância. Estar alerta a sinais que possam nos levar ao pecado, a falta de comunhão com Deus, é algo que deve ser aprendido. Jesus recomendou que a oração fosse acompanhada da vigilância para que os discípulos não caíssem em tentação (Mt 26.41). Ele também orientou que fossemos vigilantes porque não sabemos o dia em que o Senhor voltaria para nos buscar (Mt 24.42-44), e essa recomendação é tão séria que é repetida por Jesus em Apocalipse 16.15: “Eis que venho como o ladrão. Bem aventurado aquele que vigia e guarda as suas vestes […]”. Paulo inclui a oração associada à vigilância quando trata da armadura espiritual (Ef 6.18). Ele sabia que ter a armadura espiritual e não estar em oração e vigilância certamente não traria benefícios na batalha espiritual. 

Vigiar exige foco. É preciso que o cristão esteja atento em todo momento às circunstâncias em que vive. Pedro diz que devemos ser sóbrios e vigiar pois temos um adversário que anda em derredor (1Pe 5.8,9), a quem devemos resistir com firmeza não em nosso preparo intelectual ou experiência, e sim na fé. A recompensa de ser uma pessoa vigilante é resistir a Satanás, não tomar atitudes precipitadas nem se deixar levar pelo pecado. 

3. Oração com imposição de mãos.
Há casos na Bíblia em que a oração ou a transmissão de uma bênção foi feita com imposição de mãos. Jesus é descrito como recebendo crianças em seus braços e abençoando-as com imposição de mãos (Mc 10.16). Ananias impôs as mãos sobre Saulo para que ele fosse curado. Paulo impôs as mãos sobre os efésios para que eles fossem cheios do Espírito Santo, e lembra a Timóteo que não despreze o dom que recebeu por imposição de mãos do presbitério e por profecia (1Tm 4.14). 

O mesmo Paulo recomendou para que Timóteo não impusesse as mãos precipitadamente sobre ninguém (1Tm 5.22), resguardando o pastor inclusive de ser participante dos pecados de outras pessoas. Imaginemos um apóstolo impondo as mãos em uma pessoa reconhecidamente pecadora, que pede oração para fazer aquilo que é contrário à Palavra de Deus. Tal obreiro pode acabar participando dos pecados dos outros, por isso a recomendação paulina de não ser precipitado numa hora tão séria como essa. Impor as mãos durante a oração é um mandamento bíblico, mas que deve ser feito com cuidado e vigilância. 

Pense! 
Você está vigilante? Tem orado, jejuado e buscado obedecera Deus diariamente? 

Ponto Importante 
Somos chamados para orar e jejuar, mas também para andar de forma vigilante, atentos àquilo que nos cerca. 

CONCLUSÃO 
Orar, jejuar e vigiar são disciplinas das quais todos os servos de Deus deveriam ser praticantes dado à sua importância para a vida espiritual. O Inimigo deseja que nos esqueçamos de ter uma vida de oração, jejum e que sejamos desatentos às circunstâncias que nos cercam. Por isso, é necessário que oremos em todo o tempo, estejamos vigilantes e tenhamos momentos com Deus em jejum, e que esses elementos façam a diferença em nossas vidas e nas vidas daqueles que nos cercam. 

ESTANTE DO PROFESSOR 
BRANDT, Robert L; BICKET, Zenas. Teologia Bíblica da Oração: O Espírito nos ajuda a orar. 6ª Edição. RJ: CPAD, 2013. 

HORA DA REVISÃO (As respostas serão publicadas separadamente)

1. Segundo a lição, o que é a oração? 

2. Quem é o personagem principal no Novo Testamento quando se trata de oração? 

3. O que é o jejum? E qual é o jejum que agrada a Deus? 

4. Para que o jejum não se tome apenas um ato onde nos abstemos de alimentos, quais atitudes devemos tomar? 

5. Por que não devemos impor as mãos precipitadamente sobre as pessoas (1Tm 5.22)? 

SUBSÍDIO 
“A oração não é apenas uma prática; têm firmes e provados alicerces bíblicos e teológicos. Não é uma invenção humana; é uma necessidade que Deus nos colocou no coração e plantou-nos na alma. Quando lemos a Bíblia, deparamo-nos com notáveis exemplos de homens e mulheres que, movidos pela fé, lograram realizar o impossível através da oração. Noé escapou do dilúvio juntamente com a sua família. Abraão, Isaque e Jacó, apesar de peregrinos em terra nada amistosa e idólatra, vieram a possuir toda aquela área como intransferível promessa. Moisés arrancou, com poderoso braço, os filhos de Israel do Egito. 

A oração jamais se ausentou da Igreja; sem aquela, inexistiria esta. Se Jesus foi um exemplo de oração, por que, diferentemente, agiram seus discípulos? Veja, por exemplo, Paulo. Seja em Atos, seja em suas epístolas, deparamo-nos com o doutor dos gentios endereçando a Deus as mais ferventes orações. Depois da era apostólica, os pais da igreja, além de suas lides teológicas, congregavam-se à oração. Com o Movimento Pentecostal a Igreja de Cristo desfez-se em orações e súplicas por aqueles que sem ter esperanças de ver Deus, caminhavam para o inferno. Em suas orações pessoais, Daniel Berg e Gunnar Vingren descrevem suas ricas experiências oriundas de uma vida de profunda oração” (ANDRADE, Claudionor. As Disciplinas da Vida Cristã: Como Alcançar o Verdadeira Espiritualidade. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008, p.36).

Fonte CPAD


Contatos Pr Marcos André: palestras, aulas e pregações: 21 969786830 (Tim e zap) 21 992791366 (Claro)

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