A Rebeldia de Saul e Rejeição de Deus - Se Liga na Informação



A Rebeldia de Saul e Rejeição de Deus

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INTRODUÇÃO

I - DEFINIÇÃO DE REBELDIA
1. Conceito.
2. O aspecto bíblico.
3. O cristão e a rebeldia.

Amaleque, na tipologia do Antigo Testamento, é um "tipo da carne". A carne pertence à natureza humana que não reconhece a Jesus como Salvador e Senhor. Caracteriza os esforços próprios do ser humano para salvar-se por meio da obras, educação, religião, dinheiro, esforços próprios. Quem cede aos desejos carnais encontra a morte espiritual (Romanos 8.3).

Assim como Saul deixou vivo Agague, rei dos amalequitas, e destruiu todo o povo ao corte de espada (1 Samuel 15.8). muitos cristãos cometem o mesmo ato desobediente, que é obedecer a Deus apenas pela metade. As coisas desprezíveis e consideradas sem valor são destruídas, porém, o que é considerado "melhor" ou "bom" não é eliminado. Mas a ordem que Saul recebeu, o crente em Cristo também recebe e deve cumpri-la integralmente; as atitudes da velha natureza não podem reinar na vida de quem alega que se uniu a Cristo (Colossenses 3.5).

Deus não se esqueceu da crueldade dos amalequitas e os puniu. Ele jamais esquece do acerto e do erro de ninguém, a menos que os pecados sejam lavados pelo sangue do Cordeiro. Apenas quando o pecador confessa e abandona o pecado é que recebe a misericórdia divina, que é imensa e se renova a cada novo amanhecer  (Provérbios 28.13; 1 João 1.9; Lamentações 3.22-23).

II. A REBELDIA DE SAUL

1. Não cumpria com a ordem divina.

Ao ler Êxodo 17.8-13 e Deuteronômio 25.17-19, somos informados que os amalequitas foram os primeiros a atacar Israel no deserto, após os israelitas saírem do Egito. A razão da enorme ira de Deus sobre os amalequitas foi porque eles atacaram Israel de maneira totalmente covarde, escolheram como alvos aqueles que não tinham possibilidade de reação de igual para igual, agiram com extrema crueldade contra os mais fracos e exaustos. Por conta desta covardia, Deus prometeu a Moisés que os puniria, faria com que fossem esquecidos na face da terra; determinou aos judeus que não esquecessem de cumprir esta responsabilidade assim que estivessem assentados em Canaã (Êxodo 17.14-15; Deuteronômio 25.19).

De fato, Deus deu a Amaleque oportunidade para se arrepender, mas foi em vão, a nação continuou resistente ao Senhor e tornou-se cada vez mais corrupta. Ao passar dos anos, os amalequitas permaneceram como  inimigos perpétuos de Israel, empreendendo duros ataques. Ocuparam a região do Neguebe e Sinai, e tempos depois se uniram aos midianitas, para continuar a lutar contra o povo de Deus (Êxodo 17.8-13; Juízes 3.13; 6.33-40).

Uma das tarefas iniciais dos israelitas, ao entrar na terra de Canaã, era a de expulsar os amalequitas (Êxodo 17.14; Números 24.20; Deuteronômio 25-19; Juízes 12.15). Uma vez após outra o povo de Israel era derrotado diante do poder superior e de suas táticas agressivas. A razão para os fracassos é explicada como consequência da desobediência de Israel (Números 14). O início da queda de Saul  veio quando ele se recusou a aniquilar Amaleque, guardou o melhor do gado e das ovelhas, dizendo que serviriam em ritual ao Senhor como oferta de holocausto, e poupou a vida do rei Agague (1 Samuel 15.20-31).

2. Deus se "arrependeu" em relação a Saul.
3. "A rebelião como pecado de feitiçaria.

Apenas quando o pecado foi descoberto é que Saul, disse a Samuel que havia trazido à Israel as melhores ovelhas e as melhores vacas de Amaleque para usar como sacrifícios ao Senhor em Gilgal. Porém, ao Senhor rejeitou tais ofertas tal qual desprezou a oferta de Caim.

Deus tem interesse no propósito que há no coração do ofertante (Marcos 12.41-44; Lucas 21.1-4). Ele vê quais são as intenções de cada um de nós. Seja a oferta financeira, a oferta de si mesmo em tempo de serviço em departamentos no templo, de apresentação litúrgica através do cântico ou uso de instrumentos musicais. No caso de Saul, a oferta que ele faria, além do fato estar em curso a ação de desobediência quanto ao uso dos animais, tinha como motivação ser agradável aos israelitas, seu objetivo não era agradar ao Senhor mas ser simpático aos homens (1 Samuel 15.24). 

III. SAUL: UM LÍDER SEM CRITÉRIOS
1. Não sabia esperar.

Saul possuía uma personalidade vaidosa e era cheio de autoconfiança, ao chegar ao trono se esqueceu que foi Deus quem o exaltou. Desprezou o fato de que era rei apenas porque o Senhor havia sido bondoso com ele. Por causa de seu orgulho e ingratidão, não era um líder com disposição para fazer a vontade do Senhor, suas decisões não se pautaram tendo como base ordens de Deus, não considerou que era monarca  sob Israel porque Deus o escolheu (1 Samuel 9.15-16).

Ao ser repreendido por Samuel, por não ter exterminado Agague, os amalequitas e todos os seus bens, sua reação foi lançar a culpa do pecado de desobediência que havia cometido sobre os israelitas, tal qual Adão culpou Eva, e Eva culpou a serpente e Arão ao povo (Gênesis 3.12 e Êxodo 32.22). Diante disso, a resposta de Samuel foi dizer-lhe que seria melhor que tivesse obedecido a determinação divina do que em desobediência se propor a fazer sacrifícios religiosos

Deus está perto de nós (Atos 17.27). Ele é o nosso Pai celeste e merece nossa atenção, reverência e obediência. Está constantemente presente exatamente onde estamos, sua presença é indiscutível, tanto quanto é indiscutível que há em nós o pulmão, o coração e os outros órgão vitais.

1.2 Aprendamos a exercitar a espera em Deus

Não é aceitável acordar todas as manhãs, entrar na rotina diária de cada dia sem buscá-lo em oração. É importante interceder pela família, amigos, pedir para estar sensível ao falar do Espírito Santo e com a mente aberta para entender seus propósitos e cumpri-los em todas as áreas da vida. Em oração, é preciso ter a humildade de aceitar sua vontade, rejeitar a disposição de tentar fazê-lo alinhado com os nossos desejos egoístas. Embora Ele nos conheça inteiramente, é importante apresentar nossos sentimentos, necessidades, sonhos e até as frustrações, tendo a certeza que Ele nos ouve e está disposto a nos dirigir aos melhores caminhos, Ele quer prestar socorro e nos fortalecer em momentos que energia estiver baixa. Como Pai, Deus atende as nossas orações com prazer, mas não devemos tentar fazê-lo "mudar de ideia", pois os seus planos são perfeitos e os nossos cheios de imperfeições. 

Embora o ser humano tenha condição plena para exercer a sua vontade livremente, Deus é soberano. Em sua soberania, Ele dá ao ser humano a capacidade de fazer suas escolhas, inclusive pensar e agir como se fosse totalmente independente - embora nunca seremos independentes do Criador, pois o simples fato de precisar respirar é uma situação de dependência completa, é um ato divino encontrar o oxigênio no mantém vivos e ativos.

O Universo inteiro está sob a soberania de Deus, nada é executado sem a sua permissão. Quando relembramos o passado, podemos ter a certeza que os fatos ocorridos não saíram fora do seu controle; quando projetamos o que fazer no futuro, podemos ter a certeza que nossos planos só se concretizarão se Ele permitir que aconteçam.

Planejamos muitas coisas, porém, nem sempre pensamos em buscar a orientação dEle, e erramos quando agimos sem esperar conhecer a sua vontade. O fato de o Senhor permitir que sejamos bem sucedidos em alguns projetos, sem que busquemos antes conhecer a sua vontade, não significa que aquele projeto é a sua vontade absoluta. A conclusão do plano é apenas o resultado da vontade permissiva. Só somos realmente abençoados quando vivemos de acordo com sua vontade plena, pois este é o modo de viver que lhe agrada e gera a bênção que nunca acrescenta dores e desgostos (Provérbios 10.22).
2. Saul: o rejeitado.

Saul rejeitou a Palavra de Deus e como consequência o Deus da Palavra o rejeitou. No momento em que teve a oportunidade de fazer seu conserto com o Senhor, as suas confissões de Saul não foram sinceras, caso fossem Deus o teria perdoado. Suas palavras não eram motivadas por arrependimento, ele pensava em escapar ao castigo e salvar a sua honra.

O verdadeiro arrependimento é dirigido a Deus com o coração contrito. Quando Davi pecou, ele confessou "pequei contra Deus"; Saul disse apenas "eu pequei", dirigindo seu pedido de perdão a Samuel e não ao Senhor (Salmos 51.1-19; Samuel 15.24-25).

2.1 Rejeição social e espiritual.

Não confunda humildade com humilhação. Ser humilde é se reconhecer de igual valor ao próximo e reconhecer o Criador como mais importante que tudo e todos; ser humilhado é sofrer contrariedades vexatórias e ser vítima de injustiças.

Já aconteceu com você de estar em um ambiente e ao falar não ser ouvido ou ser tratado como se não estivesse no local? Já aconteceu de pessoas formarem uma roda de conversa e darem às costas para você, desprezando-o? Se sim, saiba que não deve aceitar este tipo de situação, reaja imediatamente com veemência, mas sem perder o controle emocional. Eu vi isto acontecer com algumas pessoas que abaixaram a cabeça, aceitando este descaso como se fosse natural. Não é. Quem o comete peca por falta de amor ao próximo e quem recebe este tratamento ruim sem reclamar também peca porque a ordem do Senhor é amar o próximo na mesma medida que se ama. Em Marcos 12.33, aprendemos que amar-se como ama o semelhante é uma atitude mais importante do que realizar sacrifícios. Por quê? Porque agir assim é ser um crente obediente ao mandamento do Senhor.

Quando alguém tentou ser humilhante comigo desta maneira, eu o envergonhei perante todos os presentes. Abri a palma de mão direita, em movimento lento fiz pressão com meu braço em suas costas, como se fossem tapas mas dando-lhe empurrões que o fez dar três passos para frente, e lhe disse: "por favor, repita o que disse, eu não ouvi perfeitamente." Faça igual, ame-se na mesma intensidade que ama o outro, devemos nos humilhar apenas debaixo da potente mão de Deus (1 Pedro 3.6).

Ora, tal depoimento é dado para que você analise seu comportamento de cristão, reflita se comete ou não este erro de desprezo contra Deus. Será que você não comete rejeição espiritual em determinado s momentos de seus dias, será que, inconscientemente coloca o Espírito para fora de suas conversas e atividades sem perceber, dando vazão aos apetites carnais? "O que despreza a palavra perecerá, mas o que teme o mandamento será galardoado" (Provérbios 13.13 - ARC).

CONCLUSÃO

Quem é quem, página 44

O conteúdo desta postagem em fase de produção neste exato momento. 06/11/2019. 
Atualização: 16h34; 18h04; 19h41; 21h12; 22h

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