Paulistas tentam evitar novo vexame nas oitavas. Cariocas jogam pelo empate
Willian, do Corinthians, tenta se livrar da marcação no jogo contra o Emelec, no Equador, pela Libertadores 2012 (Daniel Augusto Jr/Fotoarena)
"A pressão vem de todos os lados", reconheceu o atacante Emerson
O Corinthians entra em campo nesta quarta-feira, a partir das 22 horas, diante do Emelec, no Pacaembu, com um sentimento que não enfrentava havia tempos: a pressão. Cair diante dos equatorianos ainda nas oitavas de final da Libertadores pode causar enorme estrago na equipe, até então considerada uma das mais consistente do Brasil. Nem o técnico Tite estaria livre em caso de vexame. Obsessão do clube, a Libertadores é apontada como a "competição do ano". Ser eliminado por um adversário tecnicamente mais frágil em pleno Pacaembu - sendo que o time já vem de decepção no Paulistão -, ressuscitaria as cobranças sobre a equipe. No jogo, o Corinthians precisa de vitória simples, depois do empate sem gols no primeiro confronto no Equador.
Na última Libertadores, Tite foi bancado pelo então presidente Andrés Sanches, após a eliminação na fase preliminar, contra o Tolima, e acabou conseguindo vencer o Brasileirão. Agora, num ano em que bate recordes e crava sua marca na história corintiana, o técnico e o time se veem no paredão. O discurso é de raça e luta, misturado com certa cautela. Até a direção já se arma para um possível revés. A precaução é tão grande que o clube antecipou folga para todos do elenco na quinta-feira. Nada de correr o risco de enfrentar a fúria da torcida como no ano passado, quando um grupo de torcedores foi ao CT do Parque Ecológico para protestar, após a queda na Libertadores, e acabou depredando carros.
Para evitar a eliminação, Tite promete ousadia dentro de campo. "Vamos buscar o resultado desde o início, fazer valer o fator casa", explicou. "A pressão vem de todos os lados, não só por passar das oitavas, mas o grupo está preparado e confiante. Temos consciência do que temos de fazer e vamos com tudo para quebrar esse tabu", disse o atacante Emerson, ciente de que já são doze anos sem que o Corinthians alcance às quartas de final da Libertadores - a última vez foi em 2000, quando perdeu para o Palmeiras na semifinal. Desde então, foram nada menos que três eliminações nas oitavas. Em 2003 e em 2006, seu carrasco foi o River Plate. E em 2010, o Flamengo foi o responsável por tirar a equipe paulista da competição.
Na última Libertadores, Tite foi bancado pelo então presidente Andrés Sanches, após a eliminação na fase preliminar, contra o Tolima, e acabou conseguindo vencer o Brasileirão. Agora, num ano em que bate recordes e crava sua marca na história corintiana, o técnico e o time se veem no paredão. O discurso é de raça e luta, misturado com certa cautela. Até a direção já se arma para um possível revés. A precaução é tão grande que o clube antecipou folga para todos do elenco na quinta-feira. Nada de correr o risco de enfrentar a fúria da torcida como no ano passado, quando um grupo de torcedores foi ao CT do Parque Ecológico para protestar, após a queda na Libertadores, e acabou depredando carros.
Para evitar a eliminação, Tite promete ousadia dentro de campo. "Vamos buscar o resultado desde o início, fazer valer o fator casa", explicou. "A pressão vem de todos os lados, não só por passar das oitavas, mas o grupo está preparado e confiante. Temos consciência do que temos de fazer e vamos com tudo para quebrar esse tabu", disse o atacante Emerson, ciente de que já são doze anos sem que o Corinthians alcance às quartas de final da Libertadores - a última vez foi em 2000, quando perdeu para o Palmeiras na semifinal. Desde então, foram nada menos que três eliminações nas oitavas. Em 2003 e em 2006, seu carrasco foi o River Plate. E em 2010, o Flamengo foi o responsável por tirar a equipe paulista da competição.
Vasco - Outro brasileiro pode garantir uma vaga nas quartas de final nesta quarta. Em busca de um empate que já lhe garante a classificação, o Vasco visita o Lanús nesta quarta-feira, a partir das 22 horas, em Buenos Aires, com duas grandes preocupações. A ausência do zagueiro Dedé, ainda contundido, é a principal delas. Sem ele, a defesa fica vulnerável. E o desfalque é ainda mais relevante quando não sofrer gols significa obter a classificação para as quartas de final da Libertadores. Outro ponto de angústia é Cristóvão Borges. A eliminação na Libertadores pode custar o emprego do técnico, muito querido pelos jogadores. Ciente da pressão sobre seu trabalho, após ser criticado pela torcida no Campeonato Carioca, ele mantém a calma e procura demonstrar confiança.
Diante dos questionamentos, Cristóvão usa o desempenho vascaíno na competição como argumento. "Fomos o único clube brasileiro que ganhou a primeira partida das oitavas. Essas coisas são significativas, mas poucos lembram", desabafou o técnico, em referência à vantagem de 2 a 1 construída em São Januário, há uma semana, que permite ao Vasco avançar com qualquer empate ou até derrota por um gol de diferença caso marque pelo menos dois gols como visitante. Mesmo assim, Cristóvão Borges promete uma postura ousada no jogo na Argentina e já confirmou a presença de Juninho Pernambucano e Felipe juntos no meio-campo. O técnico, no entanto, quer ver sua equipe jogando com inteligência, para não ser surpreendida.
Diante dos questionamentos, Cristóvão usa o desempenho vascaíno na competição como argumento. "Fomos o único clube brasileiro que ganhou a primeira partida das oitavas. Essas coisas são significativas, mas poucos lembram", desabafou o técnico, em referência à vantagem de 2 a 1 construída em São Januário, há uma semana, que permite ao Vasco avançar com qualquer empate ou até derrota por um gol de diferença caso marque pelo menos dois gols como visitante. Mesmo assim, Cristóvão Borges promete uma postura ousada no jogo na Argentina e já confirmou a presença de Juninho Pernambucano e Felipe juntos no meio-campo. O técnico, no entanto, quer ver sua equipe jogando com inteligência, para não ser surpreendida.

No jogo de ida, Diego Souza marcou um golaço contra os argentinos do Lanús
(Com Agência Estado)
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