Bahia 247
Um dos principais alvos da artilharia pesada do peemedebista Geddel Vieira Lima, o governador Jaques Wagner decidiu se manifestar sobre a postura digna de opositor do ex-aliado diante do governo da presidente Dilma Rousseff e sugeriu que o Planalto lhe tire o cargo de vice-presidente de Pessoa Jurídica da Caixa.
"Ficar no cargo e ficar criticando o governo e tudo, eu acho que não é de bom tom". Petista concedeu entrevista ao jornal O Estado de São Paulo ontem no Palácio do Planalto, na cerimônia de assinatura de termos de compromisso do Programa Água para Todos com municípios do semiárido brasileiro.
Aproximação entre Wagner e Geddel era tão grande na primeira gestão do petista no Governo da Bahia, que é creditada ao comandante do Executivo a ida do peemedebista para o Ministério da Integração Nacional n governo do ex-presidente Lula.
Mas os tempos mudaram e em 2009 Geddel entregou todos os cargos do PMDB a Wagner e decidiu se lançar na disputa pelo Palácio de Ondina, da qual saiu derrotado. Mas ele não se intimidou e em sua primeira entrevista logo após o resultado das urnas anunciou sua candidatura para 2014.
E o Estadão questionou Jaques Wagner exatamente se uma possível demissão da Caixa não daria a Geddel o rótulo de 'vítima' para as eleições do ano que vem contra o candidato do PT. O governador acredita que o possível rótulo não ajudaria o ex-aliado. "Não acho, não".
Em seguida, Jaques Wagner acrescentou: "Ele está apoiando a oposição, se solidarizando com a oposição e até apoiando Saboia", referindo-se ao diplomata Eduardo Saboia, afastado do posto desde que ajudou na fuga do senador boliviano Roger Pinto Molina para o Brasil.
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