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ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL: O MUNDO VINDOURO

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TEXTO ÁUREO


"E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe." Ap 21.1





VERDADE PRÁTICA


Cremos no Juízo Final, no qual serão julgados os que fizerem parte da Última Ressurreição; e cremos na vida eterna para os infiéis.



LEITURA BÍBLICA EM CLASSE



Apocalipse 21.1-5
1 - E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
2 - E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.
3 - E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.
4 - E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.
5 - E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve, porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.


HINOS SUGERIDOS: 2, 36, 276 da Harpa Cristã



INTRODUÇÃO

O mundo vindouro abordado na presente lição pretende mostrar o que virá depois do Juízo Final, o novo céu e a nova terra, a nova Jerusalém, o lar dos santos na eternidade e por toda a eternidade. Trata-se definitivamente do epílogo da história humana. Mas haverá alguns eventos que precederão o mundo vindouro, como o Reino de Cristo de mil anos, o Juízo Final e a ressurreição de todos os incrédulos, bem como o seu destino final.


I - SOBRE O MILÊNIO



1. Descrição.
O milênio é o reino de Cristo de mil anos. Nesse período, Satanás será aprisionado no abismo instalado por ocasião da vinda de Cristo em glória (Ap 20.2,3). Isso significa que a ação destruidora de Satanás na terra será neutralizada, iniciando-se assim uma nova ordem de coisas. É a tão almejada paz universal, pois nesse reino haverá perfeita paz, retidão e justiça entre os seres humanos e também harmonia no reino animal (Is 9.7; 11.5-9). A longevidade das pessoas, a garantia do sucesso no trabalho e a resposta imediata às orações são algumas das características do reino do Messias (Is 65.20-25). A sede de seu governo será Jerusalém: "[...] porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do SENHOR" (Is 2.3). O Senhor Jesus se assentará sobre o trono de Davi, e de Jerusalém reinará sobre toda humanidade. Esse reino, que trará salvação aos judeus, é a conclusão do programa divino sobre o povo de Israel (Is 59.20; Rm 11.26).




2. Sobre a ressurreição dos mortos.
A Bíblia ensina que os justos e os injustos serão ressuscitados (Dn 12.2; Jo 5.29; At 24.25). Mas em Apocalipse ficamos sabendo que há um intervalo de mil anos entre essas ressurreições. A primeira ressurreição é a dos justos, e a outra é a última ressurreição: "Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição" (Ap 20.5). São partes da primeira ressurreição os santos provenientes da Era da Igreja e os do Antigo Testamento, juntamente com os mártires da Grande Tribulação (Ap 6.9-11; 20.4). Convém salientar que a ressurreição divide-se em duas fases. Por ocasião do arrebatamento da Igreja (1 Co 15.52; 1 Ts 4.16; Ap 20.6), serão ressuscitados os súditos do Rei dos reis. Quanto à ressurreição dos injustos, também conhecida como Ressurreição Universal ou ainda Última Ressurreição, envolverá todos os descrentes desde o princípio do mundo até aquele dia.


II - SOBRE O JUÍZO FINAL



1. Descrição.
É conhecido como o Juízo do Grande Trono Branco: "E vi um grande trono branco" (Ap 20.11). Aqui serão julgados "os outros mortos", aqueles que não fizeram parte da primeira ressurreição (Ap 20.5). Isso mostra que ficam de fora os crentes da primeira ressurreição, pois eles já fazem parte do reino de Cristo e estão com o corpo glorificado (Ap 20.4). Deus instaurará esse juízo após a última rebelião de Satanás, que acontecerá depois dos mil anos do reinado de Cristo (Ap 20.7). Deus executará esse juízo por meio de Jesus Cristo: "o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo" (Jo 5.22).




2. O julgamento.
Não há menção de vivos no Juízo Final: "E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras" (Ap 20.12). Os "grandes e pequenos" não se referem à idade, adultos e crianças, mas a status, pessoas de todas as classes sociais. Todos eles serão julgados com base nas obras registradas nesses livros. O resultado desse julgamento é a condenação eterna: "E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo" (Ap 20.15). Não existe aqui lugar para o sono da alma, nem para uma segunda oportunidade, muito menos para o aniquilamento.


3. Destino dos ímpios.
É o inferno, descrito aqui como "lago de fogo" ou "ardente lago de fogo e enxofre" (Ap 19.20). Esse lugar foi preparado para o Diabo e seus anjos (Mt 25.41), e não para os seres humanos, mas será o destino final dos perdidos por causa da sua incredulidade e desobediência, pois a vontade de Deus é que ninguém se perca, mas que todos sejam salvos (1 Tm 2.4).


a) Hades. A Septuaginta emprega esse termo para traduzir o hebraico sheol, no Antigo Testamento, que significa o "mundo invisível dos mortos" (Sl 89.48). Ambos os termos se traduzem, às vezes, por "inferno" na Almeida Revista e Corrigida (Sl 9.17; Mt 16.18). O lugar serve como estágio intermediário dos mortos sem Cristo, uma prisão temporária até que venha o Dia do Juízo (Ap 20.13,14). Os condenados que partiram desde o início do mundo permanecem lá, conscientes e em tormentos, sabendo perfeitamente porque estão nesse lugar (Lc 16.23,24).
b) Geena. O mundo judaico contemporâneo de Jesus cria que a Geena era o lugar no qual os ímpios receberiam como castigo o sofrimento eterno. O termo, traduzido por "inferno", foi usado pelo Senhor Jesus nos evangelhos: "Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?" (Mt 23.33), e indica o lago de fogo apocalíptico.


III - SOBRE A NOVA CRIAÇÃO



1. Um novo céu e uma nova terra.
O quadro descrito no texto da Leitura Bíblica em Classe diz respeito à nova criação, ou seja, não se trata, pois, de uma renovação ou de alguma restauração, mas de tudo ser novo: "Eis que faço novas todas as coisas" (v.5); "Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão" (Is 65.17). Essa promessa reaparece no Novo Testamento (2 Pe 3.13). O velho mundo vai desaparecer (Is 34.4; 51.6; 2 Pe 3.7,10,12) por causa da sua contaminação; os céus e a terra não poderão resistir à santidade e à glória de Deus: "E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles" (Ap 20.11). Essa palavra profética é reiterada mais adiante: "Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe" (v.1). O universo físico não se susterá diante da pureza, santidade e glória daquele que está assentado sobre o trono.


2. A nova Jerusalém.
Antes de tudo, convém ressaltar que a nova Jerusalém "que de Deus descia do céu" (v.2) não é a mesma Jerusalém do Milênio. Isso é de fácil compreensão. Aqui já estamos no período pós-milênio. A descrição da cidade mostra com abundância de detalhes que a sua glória excede em muito ao da Jerusalém milenial (Ap 21.9-21). O templo dela é Deus e o Cordeiro (v.22); a cidade não necessita de sol nem de lua (v.23), e nela não haverá noite (v.25). Nós veremos o rosto de Deus e do Cordeiro (Ap 22.4), e a glória de Deus e de Cristo nos alumiará para sempre (Ap 22.5). A nova Jerusalém é chamada ainda de "a Jerusalém que é de cima" (Gl 4.26) e a "Jerusalém celestial" (Hb 12.22).


3. A eternidade dos salvos.
A nova Jerusalém é o eterno lar de todos os salvos em Cristo. O próprio Deus estará continuamente entre os humanos: "Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará" (v.3), e Deus mesmo limpará de nossos olhos toda a lágrima (v.4). Ali não haverá morte, que é o último inimigo a ser derrotado (1 Co 15.26,54). O pecado será banido para sempre, e ali nunca mais haverá maldição contra alguém (Ap 22.3). É a nossa eterna bem-aventurança. Aqui está o final glorioso da jornada da Igreja.


CONCLUSÃO

Nós cremos que, assim como todas as profecias sobre a primeira vinda do Messias se cumpriram, de igual modo todas as profecias sobre o mundo vindouro se cumprirão também, pois Deus é fiel.


PARA REFLETIR

A respeito do mundo vindouro, responda:


O que é o Milênio?



Quem são os que fazem parte da primeira ressurreição?



Quem executará o juízo do Grande Trono Branco?



Por que o velho mundo precisa desaparecer?


Onde é o eterno lar dos santos?


O que escrevo com base nos textos da lição, representa o meu pensamento e o que posso extrair para o ensino na Escola Bíblica Dominical,  lembrando que os alunos não são estudantes de Teologia, mas precisam usufruir de um bom e seguro ensinamento.  Eles funcionam como polinizadores;  sim, eles dão fruto para o Reino de Deus.

Aos Irmãos coordenadores de EBD:  Não torne a lição, um caderno inútil, fazendo valer os seus argumentos, um estudo à parte desta ferramenta. Recebo muitas reclamações de irmãos frustrados por conta disso. Há quem crie argumentos, tão à parte, que inutiliza até o tema proposto para estudo.

PONTOS:
I – SOBRE O MILÊNIO.
II – SOBRE O JUIZO FINAL.
III –  SOBRE A NOVA CRIAÇÃO.

O mundo está cada dia mais perdido em si e já passa da hora que se faça a melhor escolha; Jesus é a melhor escolha. 



  
I – SOBRE O MIÊNIO.
Considero que as lições deste trimestre foram além das expectativas.

1.1 Descrição.

Perceba-se que chegamos no milênio passando pela grande tribulação sem ter feito qualquer referência a abertura dos selos e o toque das trombetas que compõe o ponto central do juízo de Deus sobre os habitantes da terra, em vida  e não se trata do julgamento final,  Toda desobediência terá o seu preço causando pânico, dores, gemidos, mas também muitas blasfêmias contra Deus na segunda metade do tempo que fala da "grande tribulação".

1 – Satanás preso por mil anos representa o fim de toda tentação que promove a violência e a perversão.

2 – Uma verdadeira paz sob o governo de Cristo e paz no reino animal.

3 – A longevidade; uma pessoa de 100 anos será considerado jovem.
Para os pontos acima, Isaias 60:20-25 será uma boa leitura em classe.

4 – O próprio Senhor Jesus, não mais naquele corpo que assumiu para remir os homens perdidos,  porém “arrependidos”, reinará  com a glória que tinha com o pai antes da fundação do mundo.


1.2 Sobre a ressurreição dos mortos.

Há muito para se falar sobre esse assunto considerando que a Bíblia nos informa que há dois tipos de morte e a rigor, morte não significa em qualquer tempo, “aniquilação”.

Assim considerando temos:

Morte espiritual -  Os que morreram em consequência do pecado original, morreram (separação) para Deus. Os calvinistas juram que morto não pensa e assim, não pode reconhecer o poder da pregação do evangelho  e tomar a decisão de aceitar em seu coração, a presença de Cristo que leva consigo, o Pai e o Espírito Santo; “faremos nele morada...”. (Jo.14:23) Essa morte não líquida a razão, a inteligência humana.

Morte física – Aquela que faz tanta gente chorar suas perdas.

Bem aventurado e santo o que tem parte na “primeira ressurreição” (Ap.20:6) e assim, haverá uma “segunda ressurreição” como haverá uma “segunda morte”. (ap.20:6).

A segunda morte que vem logo após a segunda ressurreição, será universal,  quando os homens irão se encontrar com Deus no seu tribunal, também chamado de “juízo do trono branco”  para serem julgados segundo o justo juízo de Deus,  lançados fora por toda a eternidade. (Ap.20:13-15).

Nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus... (Rm.8:1).

Lembrando que a primeira ressurreição ocorrerá em duas fases: No arrebatamento a igreja para as bodas do Cordeiro e a (*)segunda fase na vinda do Senhor para reinar.

(*) O meu entendimento pessoal sobre o assunto não leva em conta a ressurreição de Cristo nem dos santos naqueles dias. O santos voltaram a morrer e Jesus é a figura emblemática da ressurreição de todos nós, pois se ele não tivesse ressuscitado seria vã a nossa fé (ICo.15:14), portanto aqueles que morreram na grande tribulação reinarão com Cristo sem os privilégios da igreja. (Ap.7:14-15).

  
II – SOBRE O JUIZO FINAL.

2.1 Descrição.

Poderia tranquilamente recomendar a leitura do tópico, pois está muito claro e nem carece de esclarecimentos, todavia o faço por conta dos que não acompanham e nem possuem as preciosas lições bíblicas.

 Não se pode confundir a condição de filhos pela obra da criação com os nascidos de novo, da água e do Espírito sendo assim chamados de “filhos de Deus” de forma genuína e segundo Paulo, por adoção. (Rm.8:15).

O juízo será sem misericórdia onde o lado bom ou mau do ser humano pouco importa na verdade, pois o que tira o homem da condição de pecador é o reconhecimento bíblico da razão da sua morte e o valor do seu sangue para remissão dos pecados cometidos.

Textos pela ordem:

(IJo.3:2) Amados, agora somos filhos de Deus, disse João.

(Jo.3:3) Jesus disse a Nicodemos que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus.

O julgamento do Trono Branco ocorrerá após a última rebelião de Satanás. (Ap.20:7).

2.2 O julgamento.

(Ap.20:12) Faz menção de livros; aqueles que registram as obras do homens e note-se que não fala de homens que na vida, foram bons ou maus e a razão vem a seguir:

O mesmo texto fala do “livro da vida” e ninguém teve o seu nome nele registrado por conta das boas obras ou  da religião. Religião é o que menos importa. A questão é pessoal, não permite outro mediador e nem Maria a mãe de Jesus segundo a carne, mas aos que tiveram no calvário a razão de crer e deixar esse mundo com tudo o que nele há.

 (Ef.2:8) “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus.”. 

(Rm.8:1) “Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito.”.

(IJo.2:15) “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele.”.

HADES para os ímpios – Para os que morrem sem o arrependimento; é um lugar de tormentos, porém de caráter provisório. (Lc.16:23).

PARAÍSO – Para os justos, igualmente provisório, porquanto Deus fará novos céus e nova terra.. (Lc.16:23).

GEENA – É eterno e é o verdadeiro inferno ou  lago de fogo onde os ímpios serão lançados após o julgamento. (Mt.23:33).

PURGATÓRIO – Nunca existiu e nem se fala mais nisso.


III – SOBRE A NOVA CRIAÇÃO.

3.1 Um novo céu e uma nova terra.

O estado de novo para céus e terra dá conta que Deus fará realmente o paraíso sem a restrição das fronteiras entre os rios Tigre e Eufrates.

No milênio haverá uma transformação com cura geral das águas dos mares e dos rios e das doenças que hoje acometem os homens de forma assustadora.

(Ez.47:9) “E será que toda a criatura vivente que passar por onde quer que entrarem estes rios viverá; e haverá muitíssimo peixe, porque lá chegarão estas águas, e serão saudáveis, e viverá tudo por onde quer que entrar este rio.)”.

3.2 A nova Jerusalém.
                                                                                             
Sabemos que há muitas revelações no livro do Apocalipse que parecem utopia e os acontecimentos pós milênio passa essa sensação pela grandeza da revelação e talvez essa seja uma das razões de Paulo dizer:

1 – “Óh profundidade das riquezas... (Rm. 11:33) é muita riqueza e nada neste mundo se compara com a glória a ser revelada”. (Rm.8:18)

2 – “Arrebatado ao paraíso, ouviu palavras inefáveis que ao homem não pe lícito falar...”.


Assim a nova Jerusalém desce do céu;  a cidade santa,  para dar brilho ao novo mundo. (Ap. 21:9-21).

Como declara o autor a cidade santa que desce do céu, não é a sede do governo milenar de Cristo; esta é a Jerusalém celestial.

No milênio o governo será exercido a partir de Israel da Jerusalém terrena sob o comando do próprio Senhor Jesus.


3.3 A eternidade dos salvos.

Diz o autor que a nova Jerusalém, a celestial é o eterno lar de todos os salvos em Cristo.

Louvado seja Deus.

E Deus limpará de nossos olhos toda lágrima.

A intensidade da alegria no Senhor  afastará as más lembranças desta vida.

Sem religião.
Sem reencarnação.
Sem purgatório
Sem maquiagem. Apenas os fieis desfrutarão destas bênçãos.



(Ap.2:10) “(...) Sê fiel até a morte e dar-te-ei a coroa da vida”. 

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LIÇÃO 12 - O MUNDO VINDOURO




TEXTO ÁUREO
"E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe." (Ap 21.1)




VERDADE PRÁTICA
Cremos no Juízo Final, no qual serão julgados os que fizerem parte da Última Ressurreição; e cremos na vida eterna para os fiéis.





Apocalipse 21.1-5


1 - E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
2 - E eu, João, vi a Santa Cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.
3 - E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.


4 - E Deus limpará de seus olhos toda lágrima, e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas.
5 - E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve, porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.





INTRODUÇÃO


O mundo vindouro abordado na presente lição pretende mostrar o que virá depois do Juízo Final, o novo céu e a nova terra, a nova Jerusalém, o lar dos santos na eternidade e por toda a eternidade. Trata-se definitivamente do epílogo da história humana. Mas haverá alguns eventos que precederão o mundo vindouro, como o Reino de Cristo de mil anos, o Juízo Final e a ressurreição de todos os incrédulos, bem como o seu destino final.






I - SOBRE O MILÊNIO



1. Descrição. O milênio é o reino de Cristo de mil anos. Nesse período, Satanás será aprisionado no abismo instalado por ocasião da vinda de Cristo em glória (Ap 20.2,3). Isso significa que a ação destruidora de Satanás na terra será neutralizada, iniciando-se assim uma nova ordem de coisas. É a tão almejada paz universal, pois nesse reino haverá perfeita paz, retidão e justiça entre os seres humanos e também harmonia no reino animal (Is 9.711.5-9). A longevidade das pessoas, a garantia do sucesso no trabalho e a resposta imediata às orações são algumas das características do reino do Messias (Is 65.20-25). A sede de seu governo será Jerusalém: "[...] porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do SENHOR" (Is 2.3). O Senhor Jesus se assentará sobre o trono de Davi, e de Jerusalém reinará sobre toda humanidade. Esse reino, que trará salvação aos judeus, é a conclusão do programa divino sobre o povo de Israel (Is 59.20Rm 11.26).




2. Sobre a ressurreição dos mortos. A Bíblia ensina que os justos e os injustos serão ressuscitados (Dn 12.2Jo 5.29At 24.25). Mas em Apocalipse ficamos sabendo que há um intervalo de mil anos entre essas ressurreições. A primeira ressurreição é a dos justos, e a outra é a última ressurreição: "Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição" (Ap 20.5). São partes da primeira ressurreição os santos provenientes da Era da Igreja e os do Antigo Testamento, juntamente com os mártires da Grande Tribulação (Ap 6.9-1120.4). Convém salientar que a ressurreição divide-se em duas fases. Por ocasião do arrebatamento da Igreja (1 Co 15.521 Ts 4.16Ap 20.6), serão ressuscitados os súditos do Rei dos reis. Quanto à ressurreição dos injustos, também conhecida como Ressurreição Universal ou ainda Última Ressurreição, envolverá todos os descrentes desde o princípio do mundo até aquele dia.




SÍNTESE DO TÓPICO I
Milênio: um tempo em que o Senhor Jesus reinará sobre toda a humanidade.





II - SOBRE O JUÍZO FINAL


1. Descrição. É conhecido como o Juízo do Grande Trono Branco: "E vi um grande trono branco" (Ap 20.11). Aqui serão julgados "os outros mortos", aqueles que não fizeram parte da primeira ressurreição (Ap 20.5). Isso mostra que ficam de fora os crentes da primeira ressurreição, pois eles já fazem parte do reino de Cristo e estão com o corpo glorificado (Ap 20.4). Deus instaurará esse juízo após a última rebelião de Satanás, que acontecerá depois dos mil anos do reinado de Cristo (Ap 20.7). Deus executará esse juízo por meio de Jesus Cristo: "o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo" (Jo 5.22).



2. O julgamento. Não há menção de vivos no Juízo Final: "E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras" (Ap 20.12). Os "grandes e pequenos" não se referem à idade, adultos e crianças, mas a status, pessoas de todas as classes sociais. Todos eles serão julgados com base nas obras registradas nesses livros. O resultado desse julgamento é a condenação eterna: "E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo" (Ap 20.15). Não existe aqui lugar para o sono da alma, nem para uma segunda oportunidade, muito menos para o aniquilamento.





3. Destino dos ímpios. É o inferno, descrito aqui como "lago de fogo" ou "ardente lago de fogo e enxofre" (Ap 19.20). Esse lugar foi preparado para o Diabo e seus anjos (Mt 25.41), e não para os seres humanos, mas será o destino final dos perdidos por causa da sua incredulidade e desobediência, pois a vontade de Deus é que ninguém se perca, mas que todos sejam salvos (1 Tm 2.4).

a) Hades. A Septuaginta emprega esse termo para traduzir o hebraico sheol, no Antigo Testamento, que significa o "mundo invisível dos mortos" (Sl 89.48). Ambos os termos se traduzem, às vezes, por "inferno" na Almeida Revista e Corrigida (Sl 9.17Mt 16.18). O lugar serve como estágio intermediário dos mortos sem Cristo, uma prisão temporária até que venha o Dia do Juízo (Ap 20.13,14). Os condenados que partiram desde o início do mundo permanecem lá, conscientes e em tormentos, sabendo perfeitamente porque estão nesse lugar (Lc 16.23,24).

b) Geena. O mundo judaico contemporâneo de Jesus cria que a Geena era o lugar no qual os ímpios receberiam como castigo o sofrimento eterno. O termo, traduzido por "inferno", foi usado pelo Senhor Jesus nos evangelhos: "Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?" (Mt 23.33), e indica o lago de fogo apocalíptico.




SÍNTESE DO TÓPICO II
O Juízo Final é o evento que sacramentará o destino dos ímpios.






III - SOBRE A NOVA CRIAÇÃO


1. Um novo céu e uma nova terra. O quadro descrito no texto da Leitura Bíblica em Classe diz respeito à nova criação, ou seja, não se trata, pois, de uma renovação ou de alguma restauração, mas de tudo ser novo: "Eis que faço novas todas as coisas" (v.5); "Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão" (Is 65.17). Essa promessa reaparece no Novo Testamento (2 Pe 3.13). O velho mundo vai desaparecer (Is 34.451.62 Pe 3.7,10,12) por causa da sua contaminação; os céus e a terra não poderão resistir à santidade e à glória de Deus: "E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles" (Ap 20.11). Essa palavra profética é reiterada mais adiante: "Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe" (v.1). O universo físico não se susterá diante da pureza, santidade e glória daquele que está assentado sobre o trono.



2. A nova Jerusalém. Antes de tudo, convém ressaltar que a nova Jerusalém "que de Deus descia do céu" (v.2) não é a mesma Jerusalém do Milênio. Isso é de fácil compreensão. Aqui já estamos no período pós-milênio. A descrição da cidade mostra com abundância de detalhes que a sua glória excede em muito ao da Jerusalém milenial (Ap 21.9-21). O templo dela é Deus e o Cordeiro (v.22); a cidade não necessita de sol nem de lua (v.23), e nela não haverá noite (v.25). Nós veremos o rosto de Deus e do Cordeiro (Ap 22.4), e a glória de Deus e de Cristo nos alumiará para sempre (Ap 22.5). A nova Jerusalém é chamada ainda de "a Jerusalém que é de cima" (Gl 4.26) e a "Jerusalém celestial" (Hb 12.22).



3. A eternidade dos salvos. A nova Jerusalém é o eterno lar de todos os salvos em Cristo. O próprio Deus estará continuamente entre os humanos: "Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará" (v.3), e Deus mesmo limpará de nossos olhos toda a lágrima (v.4). Ali não haverá morte, que é o último inimigo a ser derrotado (1 Co 15.26,54). O pecado será banido para sempre, e ali nunca mais haverá maldição contra alguém (Ap 22.3). É a nossa eterna bem-aventurança. Aqui está o final glorioso da jornada da Igreja.



SÍNTESE DO TÓPICO III
Novos céus e nova terra será uma nova realidade implantada por Deus.





CONCLUSÃO
Nós cremos que, assim como todas as profecias sobre a primeira vinda do Messias se cumpriram, de igual modo todas as profecias sobre o mundo vindouro se cumprirão também, pois Deus é fiel.











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Referências
Revista Lições Bíblicas. A RAZÃO DA NOSSA FÉAssim cremos, assim vivemos. Lição 12 – O mundo vindouro. I – Sobre o milênio. 1. Descrição. 2. Sobre a ressurreição dos mortos.  II – Sobre o juízo final. 1. Descrição. 2. O julgamento. 3. Destino dos ímpios. A) Hades. B) Geena. III – Sobre a nova criação. 1. Um novo céu e uma nova terra. 2. A nova Jerusalém. 3. A eternidade dos salvos. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 3° Trimestre de 2017.


Elaboração dos slides: Ismael Pereira de Oliveira. Pastor na Igreja Assembleia de Deus, Convenção CIADSETA, matrícula número 3749-12. Inscrito na CGADB, número do registro 76248. Contatos para agenda: 63 - 984070979 (Oi) e 63 – 981264038 (Tim), pregação e ensino.





Aula ministrada pelo Dr. Ev. Caramuru Afonso Francisco 
 Acesse (www.portalebd.org.br)








Aula ministrada pelos professores da EBP EM FOCO








Aula ministrada pelo Professor Fábio Segantin
 Acesse (www.fabiosegantin.blogspot.com.br)








Aula ministrada pelo professor Dr. João Pereira
 (Acesse: http://jpresponde.blogspot.com.br/)








Aula ministrada pelo Ev. Rodrigo Gomes










Aula ministrada pelo Pr. Edvaldo Bueno (Igreja AD ministério Belém em Paulínia/SP)










Aula ministrada pelo professor Janderson Nascimento







Aula ministrada pelo professor Lucas Neto










Aula ministrada pelo professor Alberto Alves da Fonseca









Aula ministrada pelo professora Rosa Marques









Aula ministrada pelo Pastor Silvio



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