TEXTO ÁUREO
"Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne." Gn 2.24
VERDADE PRÁTICA
O casamento foi instituído por Deus e ratificado por nosso Senhor Jesus Cristo como união entre um homem e uma mulher, nascidos macho e fêmea.
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 2.18-24
18 - E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.
19 - Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
20 - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
21 - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.
22 - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
HINOS SUGERIDOS: 150, 195, 597 da Harpa Cristã
INTRODUÇÃO
A família é assunto de interesse geral, de cristãos e não-cristãos, de religiosos e não-religiosos. Trata-se de um projeto de Deus para os seres humanos. O livro de Gênesis traz um breve e singelo relato de como tudo isso começou e também revela o propósito de Deus para a família. Não existe prazo de validade para os princípios estabelecidos nessa narrativa e eles continuam valendo na atualidade. Esse é o enfoque da última lição.
I - A ORIGEM
1. O homem e a mulher.
No relato da criação, ambos aparecem juntos, mostrando a igualdade ontológica do homem e da mulher. O texto de Gênesis 1.27 diz: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou". A palavra hebraica usada para "homem" aqui é adam, que serve tanto para o nome do primeiro homem que Deus criou, como também para "homem" no sentido de representante do ser humano, semelhantemente à palavra grega anthropos. A expressão final, "macho e fêmea os criou", mostra que adam, nesse versículo, diz respeito ao ser humano. Isso revela a igualdade de ambos, macho e fêmea, homem e mulher, como portadores da imagem de Deus; a diferença está na sexualidade (1 Pe 3.7). Ao reunir esse casal, Deus instituiu o que chamamos hoje de casamento.
2. A formação da mulher.
A Bíblia nos conta como a mulher surgiu na história humana. Curiosamente, a formação da mulher não aparece nos antigos registros do Oriente Médio. No relato da criação, em Gênesis, a formação do homem só aparece uma vez (Gn 2.7), e seis vezes a da mulher (vv.18-23). O termo "adjutora" (v.18) quer dizer "auxiliadora", conforme vemos na Almeida Revista e Atualizada e "ajudadora", de acordo com o que registra a Tradução Brasileira. Isso não inferioriza a mulher, pois os termos "auxiliador" ou "ajudador" devem ser entendidos à luz do contexto (Sl 54.4; Hb 13.6). O termo hebraico, kenegdó, "como diante dele" (v.18b), tem a ideia de "igual e adequado" (Gl 3.28). O relato da criação pressupõe que Deus colocou o homem com prioridade governamental (1 Co 11.3), mas que ambos os sexos, homem e mulher, são mutuamente dependentes (1 Co 11.11).
II - A FAMÍLIA
1. Conceito de família entre os antigos hebreus.
O lar é parte do clã, este parte da tribo e esta, por sua vez, parte do povo/nação (Js 7.16-18). O lar constitui-se de pai, mãe e filhos (Sl 128.1-4), é a família nuclear. Considerando que a base da economia do Antigo Israel era a agricultura e o pastoreio, a família nuclear com poucos membros via-se em dificuldade por falta de mão de obra para o sustento da casa. Por isso, ela poderia se estender com parentes próximos - tios e primos - ou com duas ou mais gerações vivendo juntas (Gn 24.67). As casas descobertas pelos arqueólogos mostram que essa família ampliada era formada, em média, de 15 membros. Quando se tratava de famílias ricas, acrescentavam-se servos e estrangeiros, como no caso de Abraão (Gn 14.14), ou como previsto na legislação mosaica (Êx 23.12). Saul, por exemplo, aparece na Bíblia com a menção de seu pai, avô, bisavô, trisavô, e também da tribo (1 Sm 9.1,2).
2. O papel da mulher na sociedade israelita.
A tarefa do homem e da mulher era a mesma, sendo que a mulher cuidava da casa e ajudava o marido nos trabalhos diários para sustento da família. A sentença divina por ocasião da Queda no Éden diz: "E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará" (Gn 3.16). Isso significa que a mulher se dedicaria ao trabalho da mesma forma que o homem, e também à maternidade; a mulher não é inferior, mas o homem é o chefe e pastor do lar. Ela levava a criança no ventre e continuava exercendo suas tarefas. Considerando questões médicas, sanitárias e nutricionais, a gravidez era um período de alto risco para a mãe e para o bebê.
III - PRINCÍPIOS BÁSICOS
1. Casamento.
É a mais fundamental de todas as relações sociais. Trata-se da união íntima e verdadeira entre duas pessoas de sexos opostos que manifestam publicamente o desejo de viverem juntas mediante um pacto solene e legal. Não existe no universo, entre os seres vivos inteligentes, uma intimidade maior do que a que existe entre marido e mulher, exceto apenas entre as três Pessoas da Trindade. Deus estabeleceu a família para companheirismo mútuo e felicidade, para uma convivência amorosa. A declaração: "Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.24), apresenta três princípios básicos sobre o casamento: monogamia (1 Co 7.2), heterossexualidade (Gn 4.1,25) e indissolubilidade (Mt 19.6).
2. Monogamia.
O termo diz respeito às sociedades que adotam o princípio do casamento de um homem com uma única mulher e vice-versa, conforme estabelecido pelo Criador. As palavras "e apegar-se-á à sua mulher" (v.24) apontam para o princípio monogâmico; o texto não diz "às suas mulheres", mas, pelo contrário, "à sua mulher". Essa verdade expressa o pensamento bíblico (1 Co 7.2; 1 Tm 3.2).
3. Heterossexualidade.
Um dos propósitos divinos na criação do homem e da mulher é a procriação, visando a conservação dos seres humanos na terra: "[...] macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn 1.27,28). Quando Deus formou a mulher da costela de Adão, a Bíblia afirma: "[...] deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher" (Gn 2.24). Isso mostra que a diferenciação dos sexos assegura as particularidades de cada um na união conjugal, postura necessária à formação do casal. O homem se une sexualmente a sua esposa, como resultado do amor conjugal, não só para procriar, mas para uma vivência afetuosa, agradável e prazerosa (Pv 5.18). O relacionamento sexual aprovado na Bíblia é o de um homem e de uma mulher dentro do matrimônio. O pai e a mãe são o referencial para a formação tanto do menino quanto da menina. Acima de qualquer exemplo, o comportamento estabelecido para o homem e para a mulher deve vir da Palavra de Deus.
4. Indissolubilidade.
A natureza indissolúvel do casamento vem desde a sua origem: "e serão ambos uma só carne" (v.24b). O Senhor Jesus Cristo disse que essa passagem bíblica significa a indissolubilidade do casamento (Mt 19.6). O voto solene de fidelidade um ao outro "até que a morte os separe", que se ouve dos nubentes numa cerimônia de casamento, não é mera formalidade (Ml 2.14). O casamento só termina pela morte de um dos cônjuges (Rm 7.3), pela infidelidade conjugal (Mt 5.32; 19.9) ou pela deserção por parte do cônjuge descrente (1 Co 7.15).
IV - O DESAFIO DA IGREJA
1. Institucionalização da iniquidade.
A tendência humana é desafiar a Deus em tudo; isso vem desde a Torre de Babel (Gn 11.4) e vai continuar até o final dos tempos. E com a sagrada instituição da família não é diferente, uma vez que Deus a instituiu como união entre um homem e uma mulher (Gn 2.24; 1.27,28), o atual sistema de coisas quer institucionalizar a iniquidade ao considerar legítima diante de Deus a união de pessoas do mesmo sexo. É ir longe demais, em uma verdadeira afronta a Deus (Lv 18.22; 20.13). A Bíblia condena a prática homossexual, ou pecado de Sodoma, para usar o termo bíblico (Dt 23.17; Jd 7). O avanço dessa prática é um dos sinais do fim dos tempos (Lc 17.28-30). A Bíblia condena de maneira direta tal estilo de vida (Rm 1.26,27; 1 Co 6.10; 1 Tm 1.9,10).
2. A inversão de valores.
O que se vê hoje é a tentativa de tornar o errado certo e o certo, errado (Is 5.20). O mundo atual está invertendo os valores em busca do hedonismo, ou seja, a procura indiscriminada do prazer, gozo sensual, deleite sexual (1 Jo 2.16). Mas essas autoridades vão prestar contas de tudo isso (Is 10.1). Esse também era o desafio da Igreja do período apostólico. O apóstolo Paulo denunciou também essa inversão de valores, dizendo que "mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!" (Rm 1.25; ARA).
CONCLUSÃO
Diante do exposto, entendemos que Deus criou o homem e a mulher para ser mutuamente dependentes, entretanto,
cada um em sua particularidade, para juntos, com os filhos, “a herança do Senhor”, formarem um núcleo familiar. Essa é, então, a primeira estrutura social humana.
PARA REFLETIR
A respeito da família e sua natureza, responda:
O que aconteceu quando Deus criou o primeiro casal, Adão e Eva?
Qual a ideia de ajudadora "como diante dele"?
Quais os três princípios básicos apresentados em Gênesis 2.24?
O que visa a diferenciação dos sexos?
Onde encontramos no Novo Testamento a denúncia contra a inversão de valores?
Resumo apresentado pelo comentarista das Revistas Lições Bíblicas Adultos da CPAD, pastor Esequias Soares
Aula ministrada pelo professora Rosa Marques
OBJETIVO GERAL
Apresentar o ensinamento bíblico sobre a origem e o propósito da família.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Mostrar a formação do ser humano;
Explicar a origem da família e o papel da mulher na sociedade israelita;
Especificar os princípios básicos da família;
Conscientizar os crentes acerca do desafio da Igreja hoje.
INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A família tradicional é uma herança da civilização ocidental. O encontro entre o Cristianismo (ética judaico-cristã), a filosofia grega e o direito romano delineou e modernizou a mais antiga instituição que remonta a criação divina: a família. Há forças no mundo contemporâneo que têm interesses em desestabilizar o conceito tradicional de família, pois fazendo isso, ataca o coração dos valores éticos do Ocidente, por consequência, a derrubada da fé cristã para colocar em seu lugar uma ideologia que todos sabemos no que dará. Quando alguém afirma que a masculinidade e a feminilidade não são naturais (ignorando até a própria biologia), mas construída socialmente ao longo da história, é isso que está em jogo. Nunca houve na história do mundo um ataque tão frontal aos fundamentos da família. Um assunto urgente que merece nossa atenção e estudo!
VALORIZEAEBD.BLOGSPOT.COM.BR
EBD SUBSÍDIOS CONTEÚDOS ADICIONAIS
COMENTÁRIO DC. AILDO FERREIRA- IEADALPE -
LIÇÃO 13 - SOBRE A FAMÍLIA E A SUA NATUREZA
INTRODUÇÃO
A família foi a primeira instituição divina e possui atribuições como: vida íntima conjugal, propagação do gênero humano, subsistência, educação, proteção e afeto. Deus tinha um propósito específico ao estabelecê-la, portanto, conferiu responsabilidades a cada membro dela e um dia teremos de prestar-Lhe contas.
Para que ela alcance o ideal divino, cada componente deve exercer seu papel com fidelidade, diligência e amor. O maior modelo de paternidade em que podemos nos espelhar é o do Pai celestial, pois Ele consegue harmonizar amor com justiça e bondade com severidade (Rm 11.22).
I. A ORIGEM
A primeira família. Deus formou Adão do pó da terra (Gn 2.7). Vendo que o homem não poderia viver sozinho, retirou uma costela de Adão e criou Eva, sua companheira (Gn 2.22). Isto mostra que diante do Todo-Poderoso homem e mulher são iguais na sua essência. Após criar a mulher, o Senhor ordenou o casamento, estabelecendo então a mais importante instituição de uma sociedade: a família (Gn 2.24).
A CRIAÇÃO DO HOMEM
O homem foi criado do pó da Terra e recebeu de Deus o fôlego da vida.
“E de um só fez toda a geração dos homens para habitar sobre toda a face da terra, determinando os tempos já dantes ordenados e os limites da sua habitação” (At 17.26).
Deus escolheu o pó da Terra para modelar o homem. Ele poderia ter optado pelo ouro, ou pelo mármore. Naquele momento, porém, o Senhor não tencionava fazer uma joia, nem talhar uma estátua. Era o seu propósito criar algo infinitamente mais precioso: o ser humano segundo a sua imagem e semelhança.
O próprio Deus criou o homem, a coroa da criação. E usou o pó da Terra para criar-nos, pois nela vivemos e dela nos alimentamos. Nenhum outro solo, a não ser o da Terra, serviria para dar-nos forma.
Adão foi criado com uma tripla missão: governar a Terra, cultivar o solo de onde fora tomado e, especificamente, para guardar o jardim que o Senhor plantou no Éden (Gn 1.26; 2.15).
A CRIAÇÃO DA MULHER
A mulher foi criada a partir da costela de Adão (Gn 2.21). Na criação de Eva, Deus atuou como anestesista, cirurgião e geneticista.
a) Anestesista. Antes de tudo, Deus seda o homem, para que este adormeça profundamente (Gn 2.21). E, assim, o Senhor dá início, bem ali no Éden, a uma ciência que só viria a ser descoberta alguns milênios mais tarde: a anestesiologia.
b) Cirurgião. Ato contínuo, o Criador submeteu Adão a uma intervenção cirúrgica: “e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar” (Gn 2.21). A operação foi tão perfeita que incluiu uma plástica. Somente aquele que nos conhece a estrutura haveria de praticar uma medicina tão perfeita (Sl 103.14).
c) Geneticista. Como última etapa da cirurgia, o Senhor extraiu de Adão uma de suas costelas. E, desta, formou a mulher (Gn 2.22). Tinha início a engenharia genética. Nesse processo, Deus vai além da mera clonagem: traz à vida um ser autônomo e cônscio de si.
Deus criou Eva, a fim de que ela estivesse ao lado de Adão, auxiliando-o com sabedoria e prudência. A idoneidade da mulher é pormenorizada em Provérbios 31. Diante de sua companheira Adão compõe um poema: “Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada” (Gn 2.23).
A matriz da raça humana, enfim, estava completa. Agora, homem e mulher haveriam de se propagar, multiplicar-se e espalhar-se por toda a Terra.
“Tanto o homem quanto a mulher foi uma criação especial de Deus, não um produto da evolução. O homem e a mulher, igualmente foram criados à ‘imagem’ e ‘semelhança’ de Deus. À base dessa imagem, podiam comunicar-se com Deus, ter comunhão com Ele e expressar de modo incomparável o seu amor, glória e santidade. Eles fariam isso conhecendo a Deus e obedecendo-o. Eles tinham semelhança moral com Deus, pois não tinham pecado, eram santos, tinham sabedoria, um coração amoroso e o poder de decisão para fazer o certo (Ef 4.24). Viviam em comunhão pessoal com Deus, que abrangia obediência moral e plena comunhão. Quando Adão e Eva pecaram, sua semelhança moral com Deus foi desvirtuada.
II. A FAMILÍA
Deus criou a família com desígnios sublimes. O Criador não fez o ser humano para viver na solidão. Quando acabou de formar o homem, o Senhor disse: “Não é bom que o homem esteja só. Far-lhe-ei uma adjutora, que esteja como diante dele” (Gn 2.18). Este texto bíblico nos mostra o primeiro objetivo de Deus ao criar a família. Fica evidente que a célula mater da sociedade foi criada a partir da necessidade humana de ter companhia. O propósito divino era estabelecer uma instituição que pudesse propiciar ao ser humano abrigo e relacionamento. A família, desde a sua instituição, foi alvo dos ataques do Inimigo. Satanás fez de tudo para que o propósito de Deus para as famílias fosse destruído.
CONCEITO DE FAMÍLIA
Conceito. Família é o sistema social básico, instituído no Éden por Deus, para a constituição da sociedade e prossecução da raça humana. Os primeiros capítulos de Gênesis revelam que a família foi a primeira das instituições divinas na terra.
Jesus utilizou-se da família para ilustrar certos atributos, atos, qualidades e dádivas de Deus, como o amor, o perdão, a longanimidade, a paternidade. Vários dos milagres de Jesus estão relacionados à família, suas necessidades, provações, encargos e responsabilidades (Mt 8.5-15; 9.18-26; Jo 2.1-11; 4.46-54; 11.1-45). Isto nos leva a imaginar o grande valor que Deus confere a esta sua primeira e vital instituição humana.
Atribuições da família.
Dentre as muitas atribuições da família, enumeramos algumas consideradas relevantes:
a) Vida íntima conjugal. Só o casamento justifica e legitima a união sexual marido-mulher. Logo no primeiro capítulo da Bíblia está escrito a respeito do primeiro casal, “Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra” (v.28). E como se dá tal multiplicação? Pela união física do casal, que deve decorrer do amor e do consenso mútuo. No capítulo seguinte (Gn 2.24) está também registrado que, após o casamento, homem e mulher “serão ambos uma carne”.
b) Propagação do gênero humano. Este foi um dos propósitos de Deus quando da instituição da família: a geração de filhos, para o povoamento da terra e a prossecução do gênero humano. Deus conferiu esta faculdade ao casal, o que constitui uma elevada responsabilidade (Gn 1.28).
c) Subsistência. Basicamente, a motivação que está subentendida no desempenho diuturno e penoso do trabalho e igualmente do exercício das profissões é o sustento, o conforto, o bem-estar; enfim, o atendimento suficiente e sensato das necessidades dos membros da família.
d) Educação. Os filhos são herança do Senhor (Sl 127.3) e não meros acidentes biológicos na vida do casal. Cada filho que nasce ou que é admitido na família importa em cinco principais responsabilidades para os pais:
1. um corpinho para cuidar (vestuário, saúde, etc); 2. um estômago para alimentar;
3 uma personalidade para formar;
4. uma mente para educar e
5. uma pessoa completa para ser conduzida a Cristo, seu Salvador e Senhor.
amoroso dos pais e irmãos mais velhos, e aprende a praticá-lo.
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES.
é importante que, introdutoriamente, tracemos algumas observações iniciais sobre esse tema.
Primeiro, aspecto quando Deus criou a família, Ele o fez em um ambiente perfeito: o Éden. A família não foi criada em meio a um ambiente de conflitos, guerras e desgraças, ou de doenças e falta de recursos para provisão. O plano divino era que Adão e Eva pudessem frutificar perto da presença de Deus, e não distante dEle.
Segundo, aspecto homem e mulher se complementam. Ambos foram criados com peculiaridades próprias que, quando estão unidos, suprem suas necessidades de afeto, reconhecimento e companhia. Essa complementação foi planejada pelo próprio Deus, por ocasião da criação do casal.
Terceiro, aspecto: o lar é um ambiente de proteção e provisão.˜Apesar de o mundo desprezar essa prerrogativa, fazendo com que pais abandonem suas esposas e seus filhos, deixando-os à sua própria sorte, o homem foi vocacionado por Deus para ser o provedor da família, e a mulher, para ser a rainha do lar. Isso não significa que a mulher não possa abraçar uma profissão e ajudar no sustento do lar, mas, sim, que essa segunda vocação, se for escolhida, precisa ser muito bem administrada para não gerar insatisfação ou desestruturar a família.
Quarto aspecto: há um interesse espiritual tanto na preservação da família quando na desestruturação dela. Nosso lar é um campo de batalha onde o Espírito de Deus luta contra Satanás, e nós precisamos ter consciência de que podemos glorificar a Deus com a nossa família. Isso ocorre quando apresentamos a fé cristã aos nossos filhos, quando oramos com eles e por eles, quando damos a eles o exemplo correto de paternidade e maternidade, quando tratamos bem o nosso cônjuge e quando oferecemos um exemplo correto e bíblico de adoração ao Senhor. Por não entenderem essa realidade muitos pais veem seus filhos se afastando de Deus e cedendo espaço para o Inimigo.
Quinto aspecto: é possível ensinar à família a ser submissa a Deus e a resistir ao Diabo. Ninguém consegue vencer o Diabo sem antes ser submisso a Deus e à Sua Palavra, e não há atalhos para essa vitória. Uma pessoa que resiste aos mandamentos divinos ou os despreza é alvo fácil das ciladas malignas, e isso pode ser ainda mais sério na família do cristão.
É um mito imaginar que seremos vitoriosos quando resistirmos aos ataques do Inimigo se não tivermos o menor interesse de, antes, sermos submissos a Deus e à Sua Palavra.
III – A PRINCÍPIOS BÁSICOS
O Senhor não permitiu que o homem, instintiva e levianamente, se ajuntasse à sua mulher. De forma solene, une-os através do casamento, decretando: “Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Estas, pois, são as características e princípio do casamento: monogâmico, heterossexual e indissolúvel.
O casamento é uma instituição social de origem divina, fundada no princípio da raça humana, para dar origem e sustentação à família (Gn 2.22-24; Mt 19.4-6). Quanto ao ato, o casamento é um concerto, ou aliança, feito entre pessoas de sexos opostos — diante de Deus, da família, da igreja — de serem marido e mulher enquanto viverem (Ml 2.14).
É a fase da união dos noivos. O bom casamento é mais do que uma união de corpos; é uma comunhão plena de duas pessoas por amor. “Unir-se-á à sua mulher” (Gn 2.24; Mt 19.5).
Um bom casamento deve ser também a união de duas famílias. O casamento é um estado digno e honroso (Hb 13.4). Isto acha-se também em Salmos 107.41; Efésios 5.31.
Monogâmico. O primeiro princípio do casamento é a monogamia: um homem para uma única mulher, e uma mulher para um único homem. Infelizmente, não demoraria a aparecer o primeiro caso de poligamia (Gn 4.19). Depois de Lameque, (Filho de Metusael, um descendente de Caim, que foi o primeiro polígamo, tendo se casado com Ada e Zilá (Gn 4.18-24). Seus filhos foram Jabal (pai dos que habitam em tendas e têm gado), e Jubal (pai de todos que tocam harpa e órgão), e Tubalcaim (mestre de toda a obra de cobre e de ferro). Tal costume, que não era aprovado, mas, sempre acabava por acarretar sérios problemas domésticos(1Sm1.1-6). A monogamia foi plenamente ratificada por Jesus e pelos apóstolos (Mt 19.4-6; 1Tm 3.2). Por isso, hoje a poligamia não tem lugar na Igreja de Deus.
Heterossexual. A heterossexualidade é o segundo princípio do casamento (Gn 2.24). Deus fez a mulher para o homem e o homem para a mulher: ambos se completam (1Co 11.11,12). Portanto, o homossexualismo, quer masculino, quer feminino, é uma abominação aos olhos do Criador (Lv 18.22; Rm 1.26).
A indissolubilidade. Finalmente, o terceiro princípio do casamento é a indissolubilidade (Mt 19.6). O casamento só pode ser dissolvido em três circunstâncias: morte (Rm 7.2,3), infidelidade (Mt 19.9) e abandono (1Co 7.15). No caso de traição conjugal, se houver guarida para o perdão, este não deve ser ignorado. Deus instituiu o casamento monogâmico, heterossexual e indissolúvel.
IV – O DESAFIO DA IGREJA
Na atualidade. A família está inserida dentro de um contexto social e, portanto, sujeita a mudanças. Porém, os princípios divinos para as famílias são eternos e imutáveis (Mt 24.35). Os inimigos e desafios enfrentados pelas famílias na atualidade são muitos, A Igreja de Cristo está diante da institucionalização da iniquidade e da inversão de valores. esses são principais desafio destacado aqui na lição , vamos falar a seguir mas antes destacarei os desafios espirituais.
Desafios Espirituais da Igreja aspecto Família
a) A carne. Aqui, referimo-nos à “carne” como a natureza carnal que se opõe ao Espírito Santo e volta-se para tudo o que é contrário à vontade de Deus. Sabemos que há uma luta constante entre essas duas naturezas: a carnal e a espiritual. O apóstolo Paulo experimentou tal luta (Rm 7.15-24). Ela é tão intensa, que pode nos fazer pensar que não há como sair vencedor (Rm 7.24). Mas Deus, em Cristo Jesus, nos dá a solução. Ele nos livra “do pecado e da morte” (Rm 8.1,2). O apóstolo Paulo nos adverte: “Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne”
(Gl 5.16). A família cristã precisa, na direção do Espírito, combater a natureza carnal. Assim, evitará o adultério, os vícios e todas as mazelas que visam destruí-la.
b) O mundo. Diz-nos o apóstolo do amor: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele” (1 Jo 2.15). Quanto a este ponto não há meio-termo: ou amamos a Deus ou amamos o mundo. Não há a mínima possibilidade de servimos a dois senhores (Mt 6.24). Saiba, pois, que existe vitória para quem escolher amar a Deus. E Ele dará vitória à nossa família a partir da fé que depositarmos nEle (1 Jo 5.4).
c) O Diabo. A Palavra de Deus nos ensina uma única forma de vencermos o Maligno: “Sujeitai-vos, pois, a Deus; resisti ao diabo, e ele fugirá de vós” (Tg 4.7). Se a família sujeitar-se a Deus e resistir o Diabo, este fugirá, pois o segredo da nossa vitória contra Satanás começa com a nossa submissão a Deus, para que depois, sim, possamos resistir ao Diabo. E quando resistirmos ao adversário, não nos esqueçamos de usar a “armadura de Deus” (Ef 6.10-17), em especial, “o escudo da fé”, com o qual poderemos “apagar todos os dardos inflamados do maligno” (Ef 6.16). A família cristã precisa verdadeiramente crer naquele que a criou e usar a sua Palavra para direcionar suas tomadas de decisões e sua vida espiritual.
Desafios Social na Igreja no aspecto Família
A devassidão e a violência nunca foram tão exaltadas. Devassidão é a depravação de costumes; libertinagem. Esta geração agem , a como se não houvesse Deus. a institucionalização da iniquidade e da inversão de valores. estão tão presente que andam de pés juntos numa introdução de perversidade em todo o sistema do nosso país e quem sabe a nível mundial. e de todas as formam visam implantar no sistema sua politica de atuação maligna , trazendo sérios prejuízo a família . todos nós sabemos que por traz disso a uma atuação maligna de Satanás . Nunca a família foi tão desafiada pelas forças do mal como hoje. Porém, é na presença do Senhor que a família garantirá a vitória sobre os desafios da sociedade atual. Entretanto, perto está o dia do juízo sobre os praticantes da iniquidade.
Institucionalização da iniquidade. “ Podemos definir a iniquidade ato perverso; maldade, ato contrário à justiça, à equidade”. A tendência humana é desafiar a Deus em tudo; isso vem desde a Torre de Babel (Gn 11.4) e vai continuar até o final dos tempos. E com a sagrada instituição da família não é diferente, uma vez que Deus a instituiu como união entre um homem e uma mulher (Gn 2.24; 1.27,28), o atual sistema de coisas quer institucionalizar a iniquidade ao considerar legítima diante de Deus a união de pessoas do mesmo sexo. É ir longe demais, em uma verdadeira afronta a Deus (Lv 18.22; 20.13). A Bíblia condena a prática homossexual, ou pecado de Sodoma, para usar o termo bíblico (Dt 23.17; Jd 7). O avanço dessa prática é um dos sinais do fim dos tempos (Lc 17.28-30). A Bíblia condena de maneira direta tal estilo de vida (Rm 1.26,27; 1Co 6.10; 1Tm 1.9,10).
A inversão de valores. Significado de Inversão Ação ou efeito de inverter ou inverter-se. Ato ou resultado de mudar ou mudar-se; alterar a ordem, o estado das coisas.
O que se vê hoje é a tentativa de tornar o errado certo e o certo, errado (Is 5.20). O mundo atual está invertendo os valores em busca do hedonismo, ou seja, a procura indiscriminada do prazer, gozo sensual, deleite sexual (1Jo 2.16). Mas essas autoridades vão prestar contas de tudo isso (Is 10.1). Esse também era o desafio da Igreja do período apostólico. O apóstolo Paulo denunciou também essa inversão de valores, dizendo que “mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!” (Rm 1.25).
Há uma tentativa clara de desconstruir o modelo bíblico de família. A ideia é demolir conceitos tradicionais
de masculinidade e de feminilidade. Assim, se desconstrói o casamento, a família tradicional e, por fim, o modelo de nossa sociedade para dar lugar a outro que ninguém sabe onde dará.
Ideologia de Gênero : O que é Ideologia de Gênero? Para os defensores da Ideologia de Gênero, a sexualidade humana é vista como uma CONSTRUÇÃO SOCIAL, que para eles significa que o ser humano nasce “sexualmente neutro”. Podemos dizer que essa ideologia surgiu a partir da chamada Revolução Sexual, na década de 1960, onde o corpo e o sexo se desvinculam da função familiar. Antes, a sexualidade era vivida em sua plenitude no matrimônio, hoje essa sexualidade se encontra completamente desvinculada do matrimônio. Nesse aspecto, os proponentes dessa ideologia não mais veem o corpo como algo que lhe é dado de acordo com seus aspectos biológicos e pessoais, mas como uma construção pessoal adquirida a partir da sociedade e da cultura que o ser humano vive. Então, o conceito de masculinidade e feminilidade se dá, não mais pelo curso natural do desenvolvimento humano-biológico, mas pela construção social e cultural da sociedade.
Esse conceito quando estimulado em crianças e adolescentes é uma tragédia para construção da identidade pessoal deles.
O que fazer?
• Conhecer o assunto por intermédio de livros e sites especializados, posicionando claramente contra a proposição do movimento de Ideologia de Gênero.
• Conhecer o que as escolas de nossos filhos estão ensinando e exigir o direito de que seus filhos não sejam doutrinados em sala de aula.
• Ter a consciência que esta é uma ideologia formada para manipular pessoas, pois não há outros gêneros que não o Masculino e Feminino, ou seja, homem e mulher.
• Investir na educação religiosa dos nossos filhos e filhas, mostrando-os que Deus criou o ser humano para a sua glória, implantando nele a sua Imagem: “Façamos o ser humano conforme a nossa imagem e semelhança” (Gn 1.26-28).
Vivemos em uma sociedade permissiva, onde faltam valores morais e éticos. Tanto nas escolas públicas quanto nas privadas as crianças e os jovens estão em contato com filosofias ateístas, ideologias materialistas e pragmáticas. Tais ensinos, nocivos à fé cristã, já fazem parte do currículo de muitas escolas. Por isso, os pais não podem negligenciar a educação dos seus filhos. Eles precisam, com a ajuda da igreja, ser instruídos para orientar seus filhos (Ef 6.1-4). Os resultados da educação divorciada dos valores cristãos podem ser os piores possíveis: a exposição e insinuação de crianças em pose sensuais ,na mídia e redes sociais , milhares de adolescentes grávidas, jovens e adultos aderindo a novos conceitos anti bíblico , a Institucionalização da iniquidade , inversão de valores, aumento das doenças sexualmente transmissíveis, aumento do número de casos de AIDS, etc.
Se quisermos uma sociedade melhor, mais justa e solidária, precisamos, como Igreja do Senhor, valorizar o ensino da Palavra de Deus. Para isso, é imprescindível investir na Educação Cristã, pois o seu principal objetivo é levar o crente a conhecer mais a Deus (Os 6.3), contribuindo para que o fiel tenha uma vida reta perante o Senhor e a sociedade. Nesse processo, a participação da liderança é decisiva.
Educação é dever do Estado e direito do cidadão, porém, a educação começa na família. Os pais receberam de Deus uma das mais nobres missões: educar seus filhos. Aqueles que amam ao Senhor e a sua Palavra vão fazer de tudo para que seus filhos sejam educados segundo os princípios bíblicos.
A Escola Dominical é a maior e a mais acessível agência de educação religiosa das igrejas evangélicas. Ela auxilia todas as faixas etárias na compreensão das Sagradas Escrituras. Porém, a Escola Dominical não pode ser a única responsável pela formação espiritual e moral de nossas crianças, adolescentes e jovens. A responsabilidade maior cabe aos pais. Aliás, a educação de nossos filhos deve começar, prioritariamente, em nosso lar, pois assim Deus recomenda em sua Palavra (Ef 6.1-4).
Leve seus filhos à igreja. Lamentavelmente, muitos pais vão à igreja sem seus filhos. As crianças e os jovens devem ser persuadidos, com amor, a ir à Casa do Senhor. Se ainda na infância forem conduzidos à Casa de Deus, quando jovens darão valor a essa prática saudável (Mc 10.13-16).
A Educação Cristã começa no lar e é fortalecida na Igreja, O ensino da Palavra de Deus no lar é fundamental. Os pais são, por natureza, os primeiros professores dos filhos. A criança conhece a Deus primeiramente através dos pais, por isso, não deixe de fazer o culto doméstico. Reserve ao menos 10 minutos por dia para louvar e adorar ao Senhor com seus filhos. Convide toda sua Família para participar Tais momentos são especiais e ajudam a fortalecer a família.
CONCLUSÃO
O homem moderno se opõe as instituições tradicionais, como a religião e a família. Esta última tem sido alvo de ataques que procuram ruir os fundamentos bíblicos e cristãos que servem de âncora para uma família saudável e feliz. A família é a mais importante instituição criada por Deus para a sociedade.
Deus criou a família como centro de comunhão e realização humana, um lugar por meio do qual as bênçãos divinas fluiriam sobre a Terra. como vimos constantemente a família tem sido alvo de grandes investidas precisamos orar, ensinar e conduzir-ló levando ela a presença de Deus. mas também é preciso cada membro cumpra suas responsabilidades para que possamos viver de forma harmoniosa .
Dc. Aildo Ferreira
LIÇÃO 13 - SOBRE A FAMÍLIA E A SUA NATUREZA
TEXTO ÁUREO
"Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne." (Gn 2.24)
VERDADE PRÁTICA
O casamento foi instituído por Deus e ratificado por nosso Senhor Jesus Cristo como união entre um homem e uma mulher, nascidos macho e fêmea.
Gênesis 2.18-24
18 - E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.
19 - Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
20 - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
21 - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.
22 - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
INTRODUÇÃO
A família é assunto de interesse geral, de cristãos e não-cristãos, de religiosos e não-religiosos. Trata-se de um projeto de Deus para os seres humanos. O livro de Gênesis traz um breve e singelo relato de como tudo isso começou e também revela o propósito de Deus para a família. Não existe prazo de validade para os princípios estabelecidos nessa narrativa e eles continuam valendo na atualidade. Esse é o enfoque da última lição.
I - A ORIGEM
1. O homem e a mulher. No relato da criação, ambos aparecem juntos, mostrando a igualdade ontológica do homem e da mulher. O texto de Gênesis 1.27 diz: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou". A palavra hebraica usada para "homem" aqui é adam, que serve tanto para o nome do primeiro homem que Deus criou, como também para "homem" no sentido de representante do ser humano, semelhantemente à palavra grega anthropos. A expressão final, "macho e fêmea os criou", mostra que adam, nesse versículo, diz respeito ao ser humano. Isso revela a igualdade de ambos, macho e fêmea, homem e mulher, como portadores da imagem de Deus; a diferença está na sexualidade (1 Pe 3.7). Ao reunir esse casal, Deus instituiu o que chamamos hoje de casamento.
2. A formação da mulher. A Bíblia nos conta como a mulher surgiu na história humana. Curiosamente, a formação da mulher não aparece nos antigos registros do Oriente Médio. No relato da criação, em Gênesis, a formação do homem só aparece uma vez (Gn 2.7), e seis vezes a da mulher (vv.18-23). O termo "adjutora" (v.18) quer dizer "auxiliadora", conforme vemos na Almeida Revista e Atualizada e "ajudadora", de acordo com o que registra a Tradução Brasileira. Isso não inferioriza a mulher, pois os termos "auxiliador" ou "ajudador" devem ser entendidos à luz do contexto (Sl 54.4; Hb 13.6). O termo hebraico, kenegdó, "como diante dele" (v.18b), tem a ideia de "igual e adequado" (Gl 3.28). O relato da criação pressupõe que Deus colocou o homem com prioridade governamental (1 Co 11.3), mas que ambos os sexos, homem e mulher, são mutuamente dependentes (1 Co 11.11).
SÍNTESE DO TÓPICO I
A origem da família remonta a criação do homem e da mulher como a base da formação familiar.
II - A FAMÍLIA
1. Conceito de família entre os antigos hebreus. O lar é parte do clã, este parte da tribo e esta, por sua vez, parte do povo/nação (Js 7.16-18). O lar constitui-se de pai, mãe e filhos (Sl 128.1-4), é a família nuclear. Considerando que a base da economia do Antigo Israel era a agricultura e o pastoreio, a família nuclear com poucos membros via-se em dificuldade por falta de mão de obra para o sustento da casa. Por isso, ela poderia se estender com parentes próximos - tios e primos - ou com duas ou mais gerações vivendo juntas (Gn 24.67). As casas descobertas pelos arqueólogos mostram que essa família ampliada era formada, em média, de 15 membros. Quando se tratava de famílias ricas, acrescentavam-se servos e estrangeiros, como no caso de Abraão (Gn 14.14), ou como previsto na legislação mosaica (Êx 23.12). Saul, por exemplo, aparece na Bíblia com a menção de seu pai, avô, bisavô, trisavô, e também da tribo (1 Sm 9.1,2).
2. O papel da mulher na sociedade israelita. A tarefa do homem e da mulher era a mesma, sendo que a mulher cuidava da casa e ajudava o marido nos trabalhos diários para sustento da família. A sentença divina por ocasião da Queda no Éden diz: "E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará" (Gn 3.16). Isso significa que a mulher se dedicaria ao trabalho da mesma forma que o homem, e também à maternidade; a mulher não é inferior, mas o homem é o chefe e pastor do lar. Ela levava a criança no ventre e continuava exercendo suas tarefas. Considerando questões médicas, sanitárias e nutricionais, a gravidez era um período de alto risco para a mãe e para o bebê.
SÍNTESE DO TÓPICO II
A família nuclear constitui-se de pai, mãe e seus filhos, onde homem e mulher exercem funções distintas.
III - PRINCÍPIOS BÁSICOS
1. Casamento. É a mais fundamental de todas as relações sociais. Trata-se da união íntima e verdadeira entre duas pessoas de sexos opostos que manifestam publicamente o desejo de viverem juntas mediante um pacto solene e legal. Não existe no universo, entre os seres vivos inteligentes, uma intimidade maior do que a que existe entre marido e mulher, exceto apenas entre as três Pessoas da Trindade. Deus estabeleceu a família para companheirismo mútuo e felicidade, para uma convivência amorosa. A declaração: "Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.24), apresenta três princípios básicos sobre o casamento: monogamia (1 Co 7.2), heterossexualidade (Gn 4.1,25) e indissolubilidade (Mt 19.6).
2. Monogamia. O termo diz respeito às sociedades que adotam o princípio do casamento de um homem com uma única mulher e vice-versa, conforme estabelecido pelo Criador. As palavras "e apegar-se-á à sua mulher" (v.24) apontam para o princípio monogâmico; o texto não diz "às suas mulheres", mas, pelo contrário, "à sua mulher". Essa verdade expressa o pensamento bíblico (1 Co 7.2; 1 Tm 3.2).
3. Heterossexualidade. Um dos propósitos divinos na criação do homem e da mulher é a procriação, visando a conservação dos seres humanos na terra: "[...] macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn 1.27,28). Quando Deus formou a mulher da costela de Adão, a Bíblia afirma: "[...] deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher" (Gn 2.24). Isso mostra que a diferenciação dos sexos assegura as particularidades de cada um na união conjugal, postura necessária à formação do casal. O homem se une sexualmente a sua esposa, como resultado do amor conjugal, não só para procriar, mas para uma vivência afetuosa, agradável e prazerosa (Pv 5.18). O relacionamento sexual aprovado na Bíblia é o de um homem e de uma mulher dentro do matrimônio. O pai e a mãe são o referencial para a formação tanto do menino quanto da menina. Acima de qualquer exemplo, o comportamento estabelecido para o homem e para a mulher deve vir da Palavra de Deus.
4. Indissolubilidade. A natureza indissolúvel do casamento vem desde a sua origem: "e serão ambos uma só carne" (v.24b). O Senhor Jesus Cristo disse que essa passagem bíblica significa a indissolubilidade do casamento (Mt 19.6). O voto solene de fidelidade um ao outro "até que a morte os separe", que se ouve dos nubentes numa cerimônia de casamento, não é mera formalidade (Ml 2.14). O casamento só termina pela morte de um dos cônjuges (Rm 7.3), pela infidelidade conjugal (Mt 5.32; 19.9) ou pela deserção por parte do cônjuge descrente (1 Co 7.15).
SÍNTESE DO TÓPICO III
Os princípios básicos da família são o casamento monogâmico, sua indissolubilidade e a heterossexualidade.
IV - O DESAFIO DA IGREJA
1. Institucionalização da iniquidade. A tendência humana é desafiar a Deus em tudo; isso vem desde a Torre de Babel (Gn 11.4) e vai continuar até o final dos tempos. E com a sagrada instituição da família não é diferente, uma vez que Deus a instituiu como união entre um homem e uma mulher (Gn 2.24; 1.27,28), o atual sistema de coisas quer institucionalizar a iniquidade ao considerar legítima diante de Deus a união de pessoas do mesmo sexo. É ir longe demais, em uma verdadeira afronta a Deus (Lv 18.22; 20.13). A Bíblia condena a prática homossexual, ou pecado de Sodoma, para usar o termo bíblico (Dt 23.17; Jd 7). O avanço dessa prática é um dos sinais do fim dos tempos (Lc 17.28-30). A Bíblia condena de maneira direta tal estilo de vida (Rm 1.26,27; 1 Co 6.10; 1 Tm 1.9,10).
2. A inversão de valores. O que se vê hoje é a tentativa de tornar o errado certo e o certo, errado (Is 5.20). O mundo atual está invertendo os valores em busca do hedonismo, ou seja, a procura indiscriminada do prazer, gozo sensual, deleite sexual (1 Jo 2.16). Mas essas autoridades vão prestar contas de tudo isso (Is 10.1). Esse também era o desafio da Igreja do período apostólico. O apóstolo Paulo denunciou também essa inversão de valores, dizendo que "mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!" (Rm 1.25; ARA).
SÍNTESE DO TÓPICO IV
A Igreja de Cristo está diante da institucionalização da iniquidade e da inversão de valores. O desafio é urgente!
CONCLUSÃO
Diante do exposto, entendemos que Deus criou o homem e a mulher para ser mutuamente dependentes, entretanto, cada um em sua particularidade, para juntos, com os filhos, “a herança do Senhor”, formarem um núcleo familiar. Essa é, então, a primeira estrutura social humana.
------------------------------------------------
Referências
Revista Lições Bíblicas. A RAZÃO DA NOSSA FÉ, Assim cremos, assim vivemos. Lição 13 – Sobre a família e a sua natureza. I – A origem. 1. O homem e a mulher. 2. A formação da mulher. II – A família. 1. Conceito de família entre os antigos hebreus. 2. O papel da mulher na sociedade israelita. III – Princípios básicos. 1. Casamento. 2. Monogamia. 3. Heterossexualidade. 4. Indissolubilidade. IV – O desafio da Igreja. 1 – Institucionalização da iniquidade. 2. A inversão de valores. Editora CPAD. Rio de Janeiro – RJ. 3° Trimestre de 2017.
Elaboração dos slides: Ismael Pereira de Oliveira. Pastor na Igreja Assembleia de Deus, Convenção CIADSETA, matrícula número 3749-12. Inscrito na CGADB, número do registro 76248. Contatos para agenda: 63 - 984070979 (Oi) e 63 – 981264038 (Tim), pregação e ensino.
Resumo apresentado pelo comentarista das Revistas Lições Bíblicas Adultos da CPAD, pastor Esequias Soares
Aula ministrada pelo Dr. Ev. Caramuru Afonso Francisco
Acesse (www.portalebd.org.br)
Aula ministrada pelos professores da EBP EM FOCO
Aula ministrada pelo Professor Fábio Segantin
Acesse (www.fabiosegantin.blogspot.com.br)
Aula ministrada pelo professor Dr. João Pereira
(Acesse: http://jpresponde.blogspot.com.br/)
Aula ministrada pelo Pr. Agnaldo Betti - Pastor Supervisor da Assembleia de Deus em Campinas/SP
Aula ministrada pelo Ev. Rodrigo Gomes
Aula ministrada pelo professor Pr. Edvaldo Bueno (Igreja AD ministério Belém em Paulínia/SP)
Aula ministrada pelo professor Janderson Nascimento
Aula ministrada pelo professor Lucas Neto
Aula ministrada pelo professor Alberto Alves da Fonseca
Aula ministrada pelos professores da Assembléia de Deus em Londrina. (Acesse:www.adlondrina.com.br)
Aula ministrada pelo professora Rosa Marques
Aula ministrada pelo Dc Rosileudo Lima

Nenhum comentário:
Postar um comentário