ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL: A ALEGRIA PELA NOVA VIDA EM CRISTO - Se Liga na Informação





ESCOLA BÍBLICA DOMINICAL: A ALEGRIA PELA NOVA VIDA EM CRISTO

Compartilhar isso
Texto do dia
"Lembrando-nos, sem cessar, da obra da vossa fé, do trabalho do amor e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai." (1 Ts 1.3)

Síntese
A nova experiência de vida dos tessalonicenses está intimamente ligada a uma forte comunhão com Deus, mas também um amor espontâneo entre eles e Paulo.

Interação
A lição de hoje tratará a respeito do relacionamento de um experiente líder cristão com uma comunidade de novos convertidos. Como percebemos por meio da leitura das cartas à igreja em Tessalônica, em momento algum Paulo desprezou as aflições que inquietavam aqueles cristãos apesar de, em alguns casos, serem questões muito triviais com relação à fé. Esta postura do apóstolo deve-nos ser inspiradora. Paulo serviu aquela igreja, apesar de - segundo uma lógica humana - ele ter o direito de solicitar aos crentes daquela comunidade que o sustentasse, inclusive financeiramente. A oportunidade que o Senhor nos concede de servir aos jovens de nossas igrejas não pode ser encarada como um fardo ou mesmo um ministério menor, mas como um chamado para servir àqueles que hoje precisam muito de nosso apoio, misericórdia e atenção.

Orientação Pedagógica
Proponha um estudo de caso aos seus alunos. Crie uma situação de conflito, envolvendo a relação entre um líder e seus liderados, que exija uma tomada de decisão. Você pode criar todo um contexto, narrando a situação imaginária ou entregando as informações por escrito. O objetivo deste tipo de atividade é desafiar os alunos a apresentarem respostas aos problemas com o máximo de empatia possível, isto é, colocando-se no lugar do outro, tanto do líder como dos liderados. Dependendo do tamanho de sua sala de aula podem ser criados dois grupos onde, após a discussão em separado, cada grupo apresentará suas respostas, as quais serão analisadas e avaliadas pelos membros do outro grupo (havendo apenas uma equipe, caberá ao professor o papel de avaliação e crítica). Após o debate, sempre faça uma conclusão, chamando os participantes mais uma vez à reflexão a respeito dos desafios que se impõe, por exemplo, na liderança de novos convertidos na Igreja hoje.

Texto bíblico

1 Tessalonicenses 1.2-10
2 Sempre damos graças a Deus por vós todos, fazendo menção de vós em nossas orações,
3 lembrando-nos, sem cessar, da obra da vossa fé, do trabalho do amor e da paciência da esperança em nosso Senhor Jesus Cristo, diante de nosso Deus e Pai,
4 sabendo, amados irmãos, que a vossa eleição é de Deus;
5 porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder, e no Espírito Santo, e em muita certeza, como bem sabeis quais fomos entre vós, por amor de vós.
6 E vós fostes feitos nossos imitadores e do Senhor, recebendo a palavra em muita tribulação, com gozo do Espírito Santo.
7 de maneira que fostes exemplo para todos os fiéis na Macedônia e Acaia.
8 Porque por vós soou a palavra do Senhor, não somente na Macedônia e Acaia, mas também em todos os lugares a vossa fé para com Deus se espalhou, de tal maneira que já dela não temos necessidade de falar coisa alguma;
9 porque eles mesmos anunciam de nós qual a entrada que tivemos para convosco, e como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro
10 e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dos mortos, a saber, Jesus, que nos livra da ira futura.

A despeito de um conjunto de circunstâncias contrárias, a Igreja em Tessalônica floresceu.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
Logo no início de sua primeira Epístola aos Tessalonicenses, Paulo preocupa-se em tornar claro àqueles irmãos seu cuidado e amor por eles. Como demonstrará o apóstolo, estes sentimentos tinham uma dupla origem: em primeiro lugar, naturalmente, brotavam do coração do Pai - de onde deriva toda e qualquer experiência de amor verdadeiro que vivenciamos. Em segundo lugar, mas não menos importante, a afeição daquele pastor por aquele grupo de novos convertidos era resultado da nobreza espiritual destes.
É necessário lembrarmos que quando falamos da Igreja em Tessalônica estamos tratando de uma comunidade que nasceu debaixo de forte perseguição, que muito cedo ficou "órfã" de uma referência espiritual e isto no meio de uma sociedade hostil e avessa aos valores cristãos. Entretanto, a despeito deste conjunto de circunstâncias contrárias, a Igreja em Tessalônica floresceu. Os irmãos daquela cidade abandonaram suas tradições idólatras e propuseram-se a viver a radicalidade do Evangelho em sua versão literal; aspirando, com muita singeleza de coração, o Dia do Senhor.

I- PAULO E OS TESSALONICENSES: UM LÍDER E SEUS AMIGOS

1. Um líder que pode chamar seus liderados de amigos.
A experiência de Paulo em Tessalônica aponta para um modelo bíblico de relacionamentos; o apóstolo não é só um pastor que tem amigos (algo raro atualmente), mas que seus amigos são os membros da comunidade que ele lidera. Paulo não se coloca em outro nível, acima dos outros, quase como um super-herói; pelo contrário, o apóstolo trata os Tessalonicenses como amigos queridos, pessoas com as quais ele não queria manter apenas uma relação institucional, e sim uma amizade mutuamente edificante. Não eram apenas os crentes daquela igreja que eram edificados pelos ensinamentos e ministério do apóstolo, mas o próprio Paulo, através da vida daqueles irmãos declarava-se abençoado e edificado.



2. Paulo um líder que se alegrava através da vida dos irmãos.
Seus relacionamentos trazem-lhe alegria, paz e edificação, ou, ao contrário, são fonte de dores e problemas? Entre Paulo e os tessalonicenses essa questão estava muito clara: a alegria que aqueles irmãos traziam a Paulo não era pelo que eles tinham, mas por aquilo que eles eram. E o que eles eram? Amados de Deus e de Paulo. Grande parte dos relacionamentos na atualidade vem desgastando-se em virtude de expectativas erradas; não devemos aproximarmo-nos dos outros em vista de benefícios ou interesses pessoais, mas antes nossa alegria deve ser o privilégio de conviver com pessoas, principalmente com aquelas cujo coração já foi transformado pelo amor do Pai (Fp 4.1). Devemos alegrar-nos por pessoas, nunca por bens materiais ou instituições.

3. Uma amizade que tem como fundamento Cristo.
Só há uma razão para explicar o tipo de amizade edificante que surgiu a partir do encontro entre Paulo e a comunidade em Tessalônica: Cristo! Ora, como pessoas de locais diferentes, com uma formação cultural diversa, que permaneceram próximas durante um curto espaço de tempo conseguem desenvolver um relacionamento tão sólido, se não através da graça de Cristo, que as faz perceber umas às outras como importantes e especiais (Rm 12.5;1 Co 12.25)? Todas estas convulsões sociais que vivenciamos hoje: intolerância, xenofobia, discriminação, são resultado de uma compreensão errada do amor de Cristo em relação ao próximo, a qual ao invés de perceber o outro como o próximo, compreende-o como o estranho, o diferente, o inimigo. Somente o poder de Jesus em nossos corações é capaz de redirecionar nossos relacionamentos para retornarmos ao plano original do Pai para a humanidade. Acreditemos no poder do amor, o qual é capaz de causar uma transformação no mundo (Jo 13.35).

Pense
Será que você se permite desenvolver relacionamentos sadios com os membros de sua igreja? Em alguns casos, infelizmente, muitos jovens parecem solitários, isolados e arredios a amizades; que o paradigma dos tessalonicenses frutifique entre nós.

Ponto Importante
Percebemos que não eram apenas os tessalonicenses que eram ricamente abençoados nesse relacionamento, mas o próprio Paulo faz questão de reconhecer o quanto sua vida era tocada e animada por Deus através dos amáveis irmãos em Tessalônica

II- QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DESTA IGREJA QUE PAULO AMA?

1. Fé operosa.
A experiência salvífica dos tessalonicenses não foi algo circunscrito ao campo teórico, a um evento que envolvia elementos meramente abstratos. Ao contrário, o impacto da presença do Evangelho naquela comunidade produziu mudanças visíveis, constatáveis por qualquer indivíduo, pois conduziu os tessalonicenses a uma salvação não-egoísta, mas ao contrário, uma experiência de doação e comprometimento em fazer um mundo melhor para si e para os outros (1 Ts 1.7,8). Esta pode ser uma compreensão da expressão utilizada por Paulo em 1 Tessalonicenses 1.3. Não é de uma fé morta, estática, apática de que fala o apóstolo, mas de uma vivência dinâmica, viva e transformadora.

2. Amor abnegado.
Os tessalonicenses receberam a verdade do Evangelho na convicção de que não era mais para si que eles deveriam viver, e sim para Cristo e para o serviço do outro (1 Ts 4.9,10,12). Não há amor egoísta; se é amor, necessariamente é altruísta. Uma postura que pensa apenas em si, que procura exclusivamente o autobenefício, jamais poderá ser denominada de amor; talvez seja ganância, inveja, cobiça; o amor, no entanto, é capaz de vivenciar perdas para garantir o bem-estar do outro (1 Co 13.4). Os irmãos desta comunidade foram capazes de vencer o ódio por meio do amor, a traição através do perdão (1 Co 13.6-9). As relações em nossas igrejas devem ser constituídas naturalmente, sem estratégias artificiais, promotoras de ilusões para ambas as partes. O amor não engana, mas antes, trata com verdade.

3. Esperança que não é ansiosa.
A convicção de que nada deste mundo é permanente, e que, no entanto, é para a eternidade que caminhamos, não nos isenta de nossas responsabilidades imediatas, como por exemplo, o trabalho (2 Ts 3.10-12). Há pessoas que diante da notícia de uma mudança, não conseguem pensar ou fazer mais nada, paralisam suas vidas, tornam-seimprodutivas e inúteis, aprisionadas pela expectativa do novo ou diferente. A esperança que tomava os corações daqueles irmãos tinha um fundamento sólido: Jesus Cristo (1 Ts 5.8). Tudo aquilo que realizamos, segundo a orientação do Salvador, certamente será próspero. A ansiedade é resultado de uma fé que não se estabeleceu em Cristo, mas nas riquezas, poderes ou influências dos homens. Nossa confiança no futuro, contudo, deriva da fé na obra realizada amorosamente na cruz do Calvário (1 Ts 2.19).

Pense
Nossa sociedade necessita urgentemente de pessoas que retomem o princípio do amor divino.

Ponto Importante
Nossa fé dever ser operosa, não por nós mesmos, mas em função do fluir do ser de Deus para nossas vidas.

III- A NOVA VIDA EM CRISTO E SEUS EFEITOS

1. A transformação que não se pode esconder.
O testemunho de Paulo sobre os tessalonicenses é forte. Entretanto, este não era o ponto de vista isolado de um amoroso pastor; as igrejas circunvizinhas (1 Ts 1.7) e a população pagã da região também eram testemunhas de que a salvação em Cristo mudou radicalmente a postura dos irmãos em Tessalônica (1 Ts 1.8). Ora, foi o próprio Jesus que anunciou a impossibilidade de se esconder os resultados da bênção de Deus na vida daqueles que o reconhecem como SENHOR (Mt 5.14). O impacto do poder da salvação na vida de uma pessoa, ou neste caso, de uma comunidade inteira, é incalculável; não se pode mensurar o quanto de mudança, e em que áreas e níveis, tal encontro é capaz de repercutir (2 Co 5.17).

2. A causa da nova vida.
Sistemas religiosos não libertam pessoas. Frases de efeito e palavras de ordem podem até possuir algum poder retórico, mas são incapazes de construir qualquer realidade para além da ilusão (1 Co 2.4). Somente a genuína Palavra, que anuncia tanto a morte sacrifical quanto o retorno triunfal de Cristo, é poderosa para ressignificar toda história de vida de uma pessoa (1 Ts 1.5). Não foi uma estratégia ou método para crescimento de igrejas que fez a diferença na vida dos tessalonicenses, mas apenas a pregação do Evangelho puro e simples. Em tempos como os nossos, o caminho para um crescimento saudável da Igreja é retornar aos padrões bíblicos do Novo Testamento apresentados aqui em 1 Tessalonicenses: pregação avivada, testemunho individual eloquente, oração e liberdade para operação do Espírito Santo (1 T 5.17,19).

3. A nova vida exclusiva para Cristo.
Não há acordo entre o Senhor Jesus e as entidades da maldade (Mt 6.24). A postura dos tessalonicenses foi muito corajosa; abandonar radicalmente as divindades vigentes de sua comunidade significava romper com todo o quadro cultural em que eles estavam inseridos. Reconhecer como falsos deuses aqueles que até pouco tempo eram seus patronos sociais exige muita convicção. Existem mudanças processuais, libertações lentas, antigas práticas culturais arraigadas que exigem tempo para ser abandonadas; contudo, com relação à adoração ao verdadeiro Deus não existem negociações (1 Rs 18.21). Nada pode estar acima de nossa relação com Cristo. Há, na contemporaneidade, um esforço contínuo, da mentalidade que rege o mundo, na direção de adequar práticas sociais reprováveis ao contexto da aceitação cristã. Assim como os tessalonicenses, todavia, não devemos abrir mão de nenhum dos princípios revelados por Cristo.

SUBSÍDIO 1
"A ação de graças de Paulo, sempre damos graças a Deus por vós todos (v.2) é mais que forma educada usada comumente em carta convencional escrita naqueles dias. Ela ilustra a relação afetuosa e pessoal do apóstolo com os seus convertidos, e um intenso sentimento de alegria e solicitude. Esta passagem é testemunho vívido da igreja missionária primitiva, mostrando como a força totalmente transformadora do evangelho se comportava em ambiente pagão. [...] As evidências externas dos valores cristãos interiores e eternos têm de aparecer na vida diária destes convertidos: as atividades transformadas, a labuta amorosa, a resistência sob pressão. Inversamente, a eficácia surpreendente do testemunho (6-10) só pode ser explicada pela efusão de qualidades divinamente implantadas. A verdadeira fé se mostra por obras correspondentes; mas meras 'boas obras' que não emanem da fé carecerão de frutificação espiritual; o amor divinamente implantado fará surgir ações vigorosas de grande custo; motivos menores que estes fracassarão sob prova. A esperança cristã manterá os homens firmes sob tensão; o mero idealismo humano esfacela-se sob pressão (cf. Cl 1.4,5; Hb 10.22-24; 1 Pe 1.21,22; Ap 2.2-4)" (Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Vol. 9, Gálatas a Filemom. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. pp. 360,361).

SUBSÍDIO 2
"Sabendo... que a vossa eleição é de Deus; porque o nosso evangelho não foi a vós somente em palavras, mas também em poder (1 Ts 1.4,5). Paulo notou que as qualidades cristãs interiores acham expressão na maneira como o crente vive a sua vida. Agora ele apresenta um aspecto semelhante. O Evangelho vem como palavras, mas não simplesmente com palavras. O Espírito Santo infunde estas palavras com poder, e os dois têm um impacto visível. Nessa passagem do Evangelho, os termos 'foi' (1.5), 'recebendo' (1.6), e então 'soou' (1.8) vieram daqueles que foram tão poderosamente afetados por aqueles que se tornaram 'nossos imitadores e do Senhor' (1.6). Eles mesmos anunciam... como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir ao Deus vivo e verdadeiro (1.9). A mensagem do Evangelho foca a nossa atenção em Cristo e na salvação que Deus nos oferece nEle. Os primeiros evangelistas cristãos não acatavam a idolatria, mas apresentavam a Jesus. A decisão de converter-se a Deus era crítica; a decisão de rejeitar a idolatria era uma consequência. Às vezes perdemos de vista essa ordem de conversão. A salvação não é uma questão de converter-se do álcool a Deus. É uma questão de se converter a Deus (e então) abandonar o álcool" (RICHARDS, Lawrence O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 7.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2012. p. 455).

ESTANTE DO PROFESSOR
Teologia Sistemática Pentecostal. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1996.

CONCLUSÃO
Os acontecimentos maravilhosos que envolveram os tessalonicenses não foram resultantes da ação humana, mas um ato gracioso do amor do Pai. Porém, uma vez salvos, aqueles irmãos resolveram viver intensamente seu chamado à salvação de modo que se tornaram modelo para as comunidades a sua volta. O mais importante em nossa relação com Deus é o quanto estamos dispostos a doar-nos a Ele, por seu Reino e filhos.

Hora da revisão.

É normal que um líder tenha seus liderados como amigos?
Sim. Líderes verdadeiros são aqueles que acolhem amorosamente os que estão ao seu lado.

Qual a importância de termos uma fé operosa?
Através deste tipo de fé podemos fazer grandes obras para Deus. Uma fé que nada faz, não é fé verdadeira.

De que modo superaremos as ansiedades que caracterizam tão fortemente nossa sociedade?
Através de uma fé que se centraliza em Cristo, e não em riquezas, poderes ou glória humana.

Qual a importância do testemunho apresentado pelos tessalonicenses aos seus contemporâneos?
Num contexto em que a pregação ao ar livre era perseguida, o testemunho era o modo por excelência para anunciar Cristo.

Por que é impossível servir ao Senhor e outras divindades ao mesmo tempo?
Porque a adoração é uma decisão que implica exclusividade, ou seja, um coração dedicado inteiramente ao Senhor.

SE VOCÊ QUER AJUDAR ESSA OBRA, ENTÃO CLIQUE EM NOSSOS ANÚNCIOS! 




INTRODUÇÃO

Paulo e Silas tinham sido expulsos de Tessalônica pelos seus inimigos, que difamaram o apóstolo junto aos novos crentes da jovem igreja naquele lugar. Esta carta responde às acusações dos inimigos de Paulo, descrevendo aquilo que os crentes já sabiam — a verdade da mensagem de Paulo e Silas, a sinceridade das suas motivações, e a prova de ambas, através de seus atos entre eles. Paulo estava completamente comprometido com o crescimento daqueles que tinham vindo à fé por meio da sua pregação.

I. PAULO E OS TESSALONICENSES: UM LÍDER E SEUS AMIGOS 

Depois de fundar a igreja de Tessalônica (At 17.1- 15), Paulo enviou Timóteo e Silas para visitarem a igreja, a fim de averiguar se os convertidos estavam firmes. 
Na volta, os dois trouxeram o seguinte relatório: os convertidos estavam firmes; estavam sofrendo perseguição; havia a tentação de voltarem a padrões pagãos; alguns dos crentes morreram e os parentes deles queriam saber se perderiam a vinda de Cristo; e o pensamento da próxima vinda de Cristo fazia com que alguns negligenciassem o seu serviço (1 Ts 4.11,12; cf. 2 Ts 3.11).

Paulo escreveu essa primeira carta aos Tessalonicenses para encorajar, advertir e instruir os novos convertidos. As pessoas convertidas não apenas acreditaram em Cristo, mas entraram para uma comunhão vital com seus fiéis ministros, associando-se com eles. Possivelmente, essas pessoas deixaram a sinagoga e se uniram a Paulo e Silas na casa de Jasom.

A pregação de Paulo em Tessalônica foi eficaz (ITss 1,5). A convicção interna foi seguida pela correspondente profissão de fé externa e pública admissão na igreja. Embora poucos judeus foram convertidos, porém, uma grande multidão de gregos piedosos recebeu a Cristo, bem como muitas distintas mulheres foram persuadidas e agregadas a Paulo e Silas.  Quando Paulo saiu de Tessalônica sob um clima de intensa perseguição, ficou preocupado com o futuro da igreja. Não descansou sua alma até encontrar-se com Timóteo em Atenas e saber que aqueles irmãos estavam firmes na fé (ITss 2.1-5). Paulo nutria tal amor por esta igreja que chegou a dizer; “Sim, vós sois realmente a nossa glória e a nossa alegria!” (ITss 2.20).

II.  QUAIS AS CARACTERÍSTICAS DESTA IGREJA QUE PAULO AMA?

 Um testemunho formidável (1.3). A igreja de Tessalônica, embora nova na fé, tinha as marcas da maturidade cristã. Ela possuía as três virtudes cardeais da vida cristã: fé, amor e esperança (ICo 13.13). Quanto ao passado estava firmada na verdade, pois tinha colocado sua fé em Deus e agora estava trabalhando para Ele. Quanto ao presente estava envolvida no amor a Deus e ao próximo. Quanto ao futuro estava sendo alimentada pela expectativa da segunda vinda de Cristo.
A fé é a aceitação da mensagem do evangelho, a confiança em Deus e Jesus, e a dedicação obediente (1.8; 3.2,5-7,10; 5.8). A fé produz obras. 

O Amor é a afeição que é expressa no cuidado altruísta da alguém, o tipo de amor que o próprio Deus demonstrou ao enviar Jesus para morrer por nós (Rm 5.8); os cristãos devem demonstrá-lo uns aos outros e para todos os homens (3.12), e sua atitude diante de Deus deve ser da mesma qualidade, expressando-se em completa devoção a Ele (3.6,12; 5.8,13). O amor produz serviço intenso. A palavra usada por Paulo para “abnegação” é kópos, trabalho exaustivo, labor.

A palavra denota o trabalho árduo e cansativo, que envolve suor e fadiga. Enfatiza o cansaço que decorre da utilização de todas as energias da pessoa. Nós evidenciamos o nosso amor por Cristo por aquilo que fazemos para Ele. Nós demonstramos amor ao próximo não apenas com palavras, mas com atitudes concretas de serviço.

 A esperança é a expectativa confiante de que Deus continuará a cuidar do Seu povo e que o fará vencer as provações e os sofrimentos até chegar à bem-aventurança futura na Sua presença (2.19; 4.13; 5.8). 

A esperança produz paciência triunfadora. A igreja de Tessalônica estava com os pés na terra, mas com os olhos no céu. Ela servia no mundo, mas aguardava a glória do céu. Sua esperança não era vaga, mas firme. A palavra que Paulo usou para “firmeza” é uma das mais ricas da língua grega. E hupomone, que significa paciência triunfadora. Fritz Rienecker diz que hupomone é o espírito que suporta as coisas, não com mera resignação, mas com uma viva esperança. É o espírito que suporta as coisas porque sabe que elas estão a caminho de um alvo de glória.

III. A NOVA VIDA EM CRISTO E SEUS EFEITOS

A igreja de Tessalônica imitou os missionários e o Senhor Jesus (ICo 11.1). A palavra “imitadores”, mimetai, (de onde vem a nossa palavra mímica) descreve alguém que imita outra pessoa, particularmente para seguir seu exemplo ou ensino. A igreja de Tessalônica recebeu não apenas as boas-novas do evangelho, mas também, uma nova vida em Cristo. Ela abraçou não apenas informação, mas também, transformação. Ela possuía não apenas uma boa teologia, mas também, uma nova ética. Em segundo lugar, a igreja recebeu a mensagem certa (1.6b). A igreja de Tessalônica recebeu “a Palavra” mesmo sob um forte clima de hostilidade e perseguição. A igreja nasceu saudável porque sua fé foi estribada numa base certa, a semente cresceu e frutificou porque nasceu de um solo fértil.

No capítulo 12 de Romanos encontramos um conjunto de exortações a respeito do viver a nova vida em Cristo. Essas exortações estão relacionadas a vários aspectos do viver cristão e envolvem a mordomia da adoração cristã, onde é mostrado o valor do corpo e da mente no serviço de Deus. Atenção é dada à mordomia dos dons espirituais, onde Paulo combate a apatia e o individualismo. A Igreja é o corpo de Cristo e como corpo ela deve viver. Por último o apóstolo exorta a respeito do exercício das virtudes cristãs, destacando a prática do viver cristão vitorioso.

Nova Criação e Regeneração

Quando o ser humano é regenerado, o que acontece é uma ação decisiva e instantânea do Espírito Santo no ser humano. Podemos dizer que ocorre uma nova criação no interior humano: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é: as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo” (2Co 5.17). Chama-nos a atenção a expressão “nova criatura é”. Significa que não “será”, muito menos há qualquer ideia relativizada acerca da natureza do novo nascimento. Simplesmente a pessoa que está em Cristo “é uma nova criatura”. De maneira decidida e espontânea ela foi regenerada pelo Espírito Santo e reconciliada com Deus por intermédio de Cristo Jesus (2Co 5.19). Aqui está a garantia da real conversão, da marca de nova criação. Tal experiência é que traz na vida do novo convertido a certeza de que agora ele está seguro em Deus e nada poderá abalar a sua fé.

Pela fé em Cristo o ser humano pode se tornar nova criatura. Nesse aspecto, o passado fica para trás e em Cristo tudo se faz novo. Então, passamos ter um novo olhar, uma nova atitude, um novo comportamento. Assim, ocorre a verdadeira conversão no Senhor.

O novo nascimento é uma das mais importantes doutrinas cristãs, pois ninguém pode fazer parte de Reino de Deus se não passar pelo processo de sincera conversão (Jo 3.3). É quando pela fé em Jesus experimentamos uma metanoia, isto é, uma transformação que se inicia no interior para transbordar para o exterior. Os sentimentos egoístas do coração são substituídos por aquilo que agrada a Deus, os pensamentos passam pela renovação da nossa mente por ação do Espírito Santo, por isso, temos a mente de Cristo (1Co 2.16). 

 O Crente nascido de novo tem uma ética fundamentada na obra da redenção. A partir desta, somos chamados a cultuar o nosso Deus com entendimento e sabedoria (Rm 12.1), sendo instrumento disponível de Deus para abençoar a vida dos nossos irmãos por intermédio do uso dos dons (Rm 12.6-8). De modo que o amor suplanta e se torna a grande medida dessa instrumentalidade. Ou seja, fomos separados para amar sem fingimento; amar cordialmente uns aos outros; sermos intensos no cuidado com o outro e fervorosos no espírito; alegrando-se na esperança, sendo paciente na tribulação e perseverando em oração; comunicando a nossa necessidade ao outro; sendo unânime naquilo que importa; não ambicionando as coisas altas; não desejando o mal do outro; dando de comer e de beber ao inimigo; não devolvendo o mal com o mal, mas com o bem (Rm 12.9-21). A nova vida em Cristo consiste em viver em santidade.

  CONCLUSÃO 

O Apostolo Paulo estava muito Alegre em saber da perseverança , e firmeza em que os irmão desfrutava na presença do Senhor Jesus,  igreja não apenas seguiu o exemplo de Cristo e dos missionários, mas também, tornou-se exemplo para os demais crentes. A palavra utilizada por Paulo para “modelo”typos, significa marca visível, cópia, imagem, padrão, arquétipo, e, por conseguinte, exemplo. Originalmente a palavra denotava a marca deixada por um golpe. Depois foi usada num sentido ético de um padrão de conduta, mas, mais comumente, como aqui, de um exemplo a ser seguido. Trata-se daquilo que deixa uma impressão desejável. Os crentes tessalonicenses eram a “impressão” de Cristo.

PARA BAIXA ESTE COMENTÁRIO  CLICK AQUI


DC. AILDO FERREIRA - IEADALPE - AD ITAPISSUMA III – PE


Aula ministrada pelo professor Eliabe Camargo








Aula ministrada pelo professor Adriel Lemos











Aula ministrada pelo pastor Edvaldo Bueno











Aula ministrada pelo professor Gabriel Raso











Aula ministrada pelo professor Janderson Nascimento











Aula ministrada no canal do Youtube Estudos Bíblico C.E.B.











Aula ministrada pelo professor Geziel Costa.





Nenhum comentário:

Postar um comentário