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28/12/2018

Cristão e Política: aos eleitos em 2018


O temor do Senhor é o princípio da sabedoria. O rei Salomão, considerado o homem mais sábio da terra, revela no livro de Provérbios o fundamento para cultivar a sabedoria. Salomão sabia que, se quisesse ser bem sucedido no trono, não haveria outra forma, a não ser buscar ser sábio. Em 2 Crônicas 1.7, depois de consolidar-se como rei, no lugar de Davi, seu pai, Deus aparece a Salomão e lhe diz: “Pede-me o que quiseres e dar-to-ei!”
Salomão prontamente responde: “Ó Deus, Tu foste extremamente bondoso para com o meu pai, Davi, e agora deste-me o reino. Só pretendo que as Tuas promessas se confirmem! A Tua palavra, dirigida a Davi, meu pai, concretizou-se, e fizeste-me rei sobre um povo tão numeroso como o pó da terra! Dá-me agora sabedoria e conhecimento para os governar com competência. Porque quem seria capaz de dirigir sozinho uma tão grande nação como esta?”
Salomão pede a Deus sabedoria e conhecimento para governar com competência. Ele não pediu riquezas, e nem para ser o homem mais poderoso e respeitado da terra, ele pediu sabedoria e conhecimento.  O governo de Salomão partiu do princípio de temor a Deus e certamente houve grandes impactos em seu governo.
Em 1 Reis 4.20-25 , a Palavra diz: “Judá e Israel eram tão numerosos como a areia da praia; eles comiam, bebiam e eram felizes. E Salomão governava todos os reinos, desde o rio até a terra dos filisteus, chegando até a fronteira do Egito. Esses reinos traziam tributos e foram submissos a Salomão durante toda a sua vida. As provisões diárias de Salomão eram trinta tonéis da melhor farinha e sessenta tonéis de farinha comum, dez cabeças de gado engordado em cocheiras, vinte de gado engordado no pasto e cem ovelhas e bodes, bem como cervos, gazelas, corças e aves escolhidas. Ele governava todos os reinos a oeste do rio, desde Tifsa até Gaza, e tinha paz em todas as fronteiras. Durante a vida de Salomão, Judá e Israel viveram em segurança, cada homem debaixo da sua videira e da sua figueira, desde Dã até Berseba”.
A Bíblia aponta para o resultado de um governo cuja base se sustenta no temor a Deus. Perceba que há um equilíbrio social em que as pessoas pagavam tributos e usufruíam de paz, segurança e prosperidade. As pessoas trabalhavam e podiam gozar do fruto do trabalho, não havia miséria. A economia e a segurança estavam sólidas. As famílias poderiam dedicar-se à educação de seus filhos em suas próprias casas, já que gozavam de estabilidade e harmonia social.
Salomão respeitava o ser humano, dando condições dignas de trabalho, refletindo assim o temor ao Senhor. Em 1 Reis 5.14, a Bíblia diz o seguinte: “Ele [Salomão] os mandou para o Líbano em grupos de dez mil por mês, e eles se revezavam: passavam um mês no Líbano e dois em casa. Adonirão chefiava o trabalho”.

Salomão reconhecia a importância do descanso, do tempo em que cada trabalhador deveria dedicar à própria família. Havia um importante senso de gestão de pessoas.
O tempo passou, e o temor a Deus que gera a sabedoria se enfraqueceu: “O rei Salomão amou muitas mulheres estrangeiras, além da filha do faraó. Eram mulheres moabitas, amonitas, edomitas, sidônias e hititas. Elas eram das nações sobre as quais o Senhor tinha dito aos israelitas: ‘Vocês não poderão tomar mulheres dentre essas nações, porque elas os farão desviar-se para seguir os seus deuses’. No entanto Salomão apegou-se amorosamente a elas”.
Se o temor do Senhor se enfraqueceu, a sabedoria também se esvaiu. O reflexo da falta de sabedoria de Salomão é apresentado na Bíblia no capítulo 11, e a consequência lhe é apresentada: “O Senhor irou-Se contra Salomão por ter-se desviado do Senhor, o Deus de Israel, que lhe havia aparecido duas vezes. Embora Ele tivesse proibido Salomão de seguir outros deuses, Salomão não obedeceu à ordem do Senhor. Então, o Senhor disse a Salomão: “Já que essa é a sua atitude e você não obedeceu à minha aliança e aos meus decretos, os quais lhe ordenei, certamente lhe tirarei o reino e o darei a um dos seus servos”.
Deus anuncia a Salomão que haveria uma divisão no trono. Haveria o reino de Judá e de Israel. Esta foi a consequência do afastamento do rei. Quando Salomão morre, Roboão, seu filho, assume o trono de Judá, e uma das primeiras reivindicações do povo é a seguinte, conforme 1 Reis 12.4: “Teu pai colocou sobre nós um jugo pesado, mas agora diminui o trabalho árduo e este jugo pesado, e nós te serviremos”.
O povo já não vivia em harmonia social como foi descrito em 1 Reis 4.20 -25. As pessoas estavam sob um grande fardo. Certamente trabalhavam muito e não usufruíam do seu trabalho. Não havia paz como outrora.
Quando o temor a Deus é perdido, a sabedoria se esvai, e o povo padece. As consequências da falta de sabedoria na condução de um governo são: instabilidade social, desemprego, exploração, insegurança, corrupção, desrespeito ao ser humano etc.
Que os eleitos em 2018 busquem a sabedoria através do temor a Deus e não O percam jamais, pois as consequências se refletem nos pesados fardos que nós brasileiros temos carregado há muito tempo.
:: Carlos Said Pires [Grupo de Ação Política – GAP]
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