Porque tantos zombam do cristianismo? - Se Liga na Informação



Porque tantos zombam do cristianismo?

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O fato de estarmos entrando em um governo que tem por lema "Deus acima de todos" e vários membros de seu escalão que professam ser cristãos das mais diversas confissões, trará consequências. É claro que será ótimo se virmos a corrupção ser combatida e os bons costumes promovidos, mas não se espante se o nome de Jesus passar a ser motivo de piada pelos incrédulos, como já está sendo.


Alguns membros do governo seguem uma fé fundamentada em visões e "profetadas", portanto nem será preciso ser incrédulo para duvidar e fazer piada de certas declarações. Basta ter bom senso. Essa zombaria e sarcasmo acabam sendo fornecidos pela munição que ingenuamente alguns colocam nas mãos da mídia e das redes sociais, e isso poderá causar uma reação. Refiro-me a algum tipo de endurecimento no sentido de se querer enfiar a fé cristã goela abaixo da população, mesmo daqueles que não creem em Cristo. É isso o que faz qualquer estado religioso, seja cristão ou não.



Se até aqui tínhamos visto no país esforços pelos governos anteriores de se plantar influências ateístas e profanas começando pelas escolas, é possível que venham de cima para baixo ações de cristianização compulsória, o que encontrará resistência da população de outras religiões ou avessa a qualquer crença. Para se contrapor a isso poderemos assistir à secularização da mensagem numa tentativa de mostrar que o cristianismo pode mudar o mundo para melhor. Não pode. A história está cheia de exemplos de governos autodenominados cristãos que só serviram para comprometer o testemunho de Cristo na terra.



Veja a história do cristianismo. Assim que os apóstolos partiram, entraram no meio dos cristãos "lobos cruéis" visando destruí-los, e até mesmo entre os cristãos se levantaram "homens falando coisas pervertidas para arrastar os discípulos atrás deles" (At 20:29-30). Era ataques de fora e também de dentro, tudo visando destruir e corromper o testemunho cristão. Não demorou para conseguirem isso.



Como a perseguição vinda de fora era cruel e constante, os cristãos estavam dispostos a qualquer coisa para fazer cessar isso e viram com bons olhos a "conversão" do Imperador Constantino. Mas como um imperador romano poderia dialogar com os cristãos, cujo Cabeça estava nos céus? Convocando para o diálogo os líderes, mas não todos. Então foram escolhidos, pelos próprios cristãos, anciãos que fossem dentre os mais proeminentes e esses passaram a ter acesso à corte romana.



Você pode imaginar alguém que nada tinha passar à condição de presença constante na corte do Imperador de maior poder em todo o mundo? Agora lembre-se de que a Palavra de Deus nunca falou de um único ancião ou presbítero ou bispo (que são sinônimos) em uma localidade, mas sempre de um plural de pessoas. Nos tempos apostólicos eles eram nomeados pelos apóstolos ou por direta delegação deles, como a que Tito recebeu (Tt 1:5-9), mas depois eram apenas reconhecidos, não eleitos, nomeados ou ordenados.



Mas no momento em que foi preciso, por uma determinação circunstancial, escolher apenas um em cada cidade, as consequências disso foram passadas de geração em geração até os dias de hoje, quando a função do bispo, presbítero ou ancião ficou totalmente deturpada. Esses ofícios acabaram sendo institucionalizados, primeiro pela supremacia de um deles, o bispo de Roma transformado em Papa, e depois pela designação sendo usada como chefe máximo de religiões protestantes, como o bispo ou presidente da Igreja A ou da Igreja B.



Se você observar uma antiga pintura do primeiro concílio convocado pelo Imperador Constantino em Nicea, verá que bem no centro, cercado pelos bispos de diferentes grandes cidades, está o próprio Imperador. Sim, esta é a época representada pela carta à Igreja de Pérgamo, e fala dela como habitando no lugar onde Satanás tem seu trono, ou seja, o mundo.



"Conheço as tuas obras, e onde habitas, que é onde está o trono de Satanás [o mundo]; e reténs o meu nome, e não negaste a minha fé, ainda nos dias de Antipas, minha fiel testemunha, o qual foi morto entre vós, onde Satanás habita." (Ap 2:13).



Voltando agora à influência causada pela mão de ferro do Imperador Constantino sobre o Império, a conversão ao cristianismo passou a ser compulsória, como seria depois debaixo do poder do papado romano, quando até judeus eram obrigados a serem batizados para não serem mortos e terem seus bens confiscados pelo Papa.

Para convencer os pagãos de seu tempo a fazerem uma transição mais suave do paganismo aos costumes cristãos, Constantino baixou o nível do cristianismo até o nível pagão e logo surgiria um sincretismo pagão-cristão com a criação da veneração dos chamados "santos". Uma antiga estátua romana do deus Júpiter foi transportada para o Vaticano, ganhou uma chave na mão e foi rebatizada de "São Pedro".


Desse modo os pagãos puderam encontrar no panteon dos "santos" cristãos os equivalentes aos seus deuses pagãos e assim seguirem vivendo sua idolatria. Esse sincretismo seria depois o mesmo aplicado às religiões afro no Brasil, que têm em seus Orixás equivalentes aos santos católicos romanos.

Portanto, não se deixe enganar: Sempre que existe uma tentativa de se cristianizar o mundo é o cristianismo puro que acaba perdendo. Como alguém já disse, "cristianismo é como a pura e branca neve que desce do céu; cristandade é a lama que é criada quando ela toca na terra". Se você for cristão não se deixará embalar pelo "canto de sereia" de uma política cristianizada, e muito menos por políticos abrindo a Bíblia em seus discursos no parlamento.

Seja sábio e não se deixe levar pela multidão, pela emoção e pela emoção pública-evangélica. Doravante nem tudo o que aparecerá na mídia e nas redes como piada do cristianismo será isso mesmo, mas apenas piada do que as religiões — principalmente as pentecostais — fizeram com o cristianismo. Ou seja, o que veremos daqui para frente será gente fazendo piada das piadas que cristãos sem noção fizeram com a Palavra de Deus.

por Mario Persona 

Mario Persona é palestrante e consultor de comunicação, marketing e desenvolvimento profissional (www.mariopersona.com.br). Não possui formação ou título eclesiástico e nem está ligado a alguma denominação religiosa, estando congregado desde 1981 somente ao Nome do Senhor Jesus. Esta mensagem originalmente não contém propaganda. Alguns sistemas de envio de email ou RSS costumam adicionar mensagens publicitárias que podem não expressar a opinião do autor.)


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