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Escola Bíblica Dominical: Quem Domina a Sua Mente

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INTRODUÇÃO

Chegamos a mais uma Lição dando continuidade ao nosso Presente assunto deste trimestre batalha espiritual, está sessão nos apresenta outro campo de batalha interno. O nosso comentarista como exemplo apresenta o capítulo 4. Do livro do apostolo Paulo aos Filipenses mostrando como nossos pensamentos deve proceder, nossa mente não deve estar focalizada em coisas desse mundo, Os temas contemplados nesta epístola são diversos. O apóstolo fala sobre o caráter de Deus, a alegria, o serviço, o conflito e o sofrimento dos santos. Esta carta é uma declaração de amor e gratidão do apóstolo pelo amoroso zelo dos filipenses para com os obreiros do Senhor.

I. SOBRE A EPÍSTOLA AOS FILIPENSES

A epístola está classificada no grupo das cartas da prisão — Filipenses, Filemon, Colossenses e Efésios. Além de realçar a verdadeira Cristologia, a epístola orienta-nos quanto ao comportamento que devemos ter diante das hostilidades e perseguições enfrentadas pela Igreja de Cristo.
A carta pode ser dividida em duas partes principais: (1) Circunstâncias em que Paulo se encontrava e (2) assuntos de interesse da Igreja — alegria, o serviço, o caráter de Deus, o conflito e o sofrimento, etc.

1. A doutrina.  

 Objetivo da carta Agradecer aos filipenses por suas ofertas generosas; informar o seu estado pessoal na prisão de Roma; transmitir à congregação a certeza do triunfo do propósito de Deus na sua prisão para levar os membros da igreja de Filipos a se esforçarem em conhecer melhor o Senhor, conservando a unidade, a humildade, a comunhão e a paz.

2. O relacionamento.

 Independente do seguimento na sociedade, quer seja ele cristão ou não, sempre surgirão conflitos decorrentes do convívio social.  Os conflitos têm como fonte o choque de ideias, de temperamento, de interesses pessoais ou de fonte maligna. Certo é: independente de qual seja a fonte, é preciso muita sabedoria, imparcialidade e direção de Deus na busca da solução, visando sempre o que seja melhor para o bom andamento da igreja.


 Nem tudo, porém, era maravilhoso e perfeito na igreja de Filipos. Ali, estava ocorrendo um grande problema de relacionamento entre duas importantes mulheres que cooperaram na implantação da igreja filipense: Evódia e Síntique (v.2). Esse problema estava perturbando a comunhão da igreja e expondo a saúde espiritual do rebanho. A fim de resolver a questão, Paulo se dirige a um obreiro local (Timóteo ou Tito, não sabemos) que, com Clemente e os demais cooperadores, procuraria despertar e restabelecer o relacionamento harmônico e fraterno entre Evódia e Síntique. Como verdadeiro pastor, o apóstolo tratou as duas mulheres com o devido cuidado e respeito, pois as tinha em grande estima pelo fato de ambas terem contribuído muito para o seu apostolado.

3. O ensino.

 Quando o apóstolo Paulo escreveu a Epístola aos Filipenses, ele achava-se preso. Correntes, pés presos aos troncos, solidão e longos períodos de prisão são umas das muitas consequências daquilo que significava ser preso no Novo Testamento. O sofrimento na prisão é um tema muito explorado pelo apóstolo nesta Epístola.

A Carta aos Filipenses retrata a assistência oferecida pela igreja ao apóstolo. Aqui está todo o contexto que impulsiona Paulo a redigir uma carta à comunidade que lhe assiste em tudo. A melhor maneira que o apóstolo encontrou de agradecer aquela igreja foi escrevendo a ela sobre o sentimento de gratidão que transbordara no seu coração pela generosidade da igreja filipense. Além desse motivo, podemos encontrar outros que constituem a Epístola:
(1) Agradecer a ajuda enviada pela comunidade filipense (2.25);
(2) informar a visita de Timóteo e explicar o motivo do retorno inesperado de Epafrodito (2.19-30);
(3) prevenir a comunidade cristã do perigo de se cultivar o “espírito” de competição, egoísmo e individualismo de alguns (2.1-4);
(4) alertar a comunidade de Filipos acerca dos pregadores judaizantes que depositavam a salvação nos costumes passageiros e na observação da Lei (3.2-11), como se esses elementos tivessem algum valor espiritual para conter os impulsos da carne (Cl 2.23).

 Nem tudo, porém, era maravilhoso e perfeito na igreja de Filipos. Ali, estava ocorrendo um grande problema de relacionamento entre duas importantes mulheres que cooperaram na implantação da igreja filipense: Evódia e Síntique (v.2). Esse problema estava perturbando a comunhão da igreja e expondo a saúde espiritual do rebanho. A fim de resolver a questão, Paulo se dirige a um obreiro local (Timóteo ou Tito, não sabemos) que, com Clemente e os demais cooperadores, procuraria despertar e restabelecer o relacionamento harmônico e fraterno entre Evódia e Síntique. Como verdadeiro pastor, o apóstolo tratou as duas mulheres com o devido cuidado e respeito, pois as tinha em grande estima pelo fato de ambas terem contribuído muito para o seu apostolado.

II. SOBRE A “MENTE” NO CONTEXTO BÍBLICO

Assim como o nosso corpo deve ser ofertado em sacrifício vivo a Deus, da mesma forma a nossa mente também precisa ser (Rm 12.2). Para que a adoração seja verdadeira ela precisa ser realizada por pessoas com a mente transformada. Essa transformação, como mostra o original metamorphousthe, de onde vem o vocábulo metamorfose, significa ser transformado em nossa mais profunda natureza interior.

1. Mente como faculdade psicológica.

Precisamos de uma renovação na nossa mente, não deixar que ela nos governe, mas temos que ter em mente o que é justo o que é lícito e da vontade de Deus. Devemos governar nossa mente e direcioná-la as coisas de Deus. Devemos renovar o nosso entendimento, moldá-lo na palavra de Deus.
A mente do cristão é um lugar de constantes batalhas, e toda vitória dependente de nossa posição nesta guerra. Nossa mente às vezes nos leva a pensar que não vamos dar conta de cumprir algum alvo em nossas vidas, mas como cristão temos que se lembrar do que a palavra de Deus nos diz. Fp 4.8;
“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de DEUS” (Rm 12.2).

  E não vos conformeis - conformar quer dizer entrar na forma, se submeter ao sistema, concordar com o modus viventi dos descrentes, vestir-se como os pecadores, falar como os pecadores, assistir as mesmas coisas que os descrentes, ter os mesmos objetivos de vida que os pecadores, ter os mesmos valores que esses pecadores.


 Com este mundo - mundo aqui significa sistema satânico, ideias e ações satânicas, filosofias satãnicas.
Mas transformai-vos - aqui está no imperativo, é uma ordem para que o crente se transforme a sim mesmo, é uma tranformação interna que se verá na parte exterior também. Não é DEUS quem vai nos transformar, mas nós mesmos que vamos lutar contra o pecado, contra Satanás e seus demônios e principalmnete vamos lutar contra nós mesmos e nossas concupiscências (desejos). (http://www.apazdosenhor.org.br/profhenrique/licao9-mgr-2tr16-a-nova-vida-em-cristo.htm).

 2. A mente como forma de pensar. Cl 3.2.

Pensar nas “coisas que são de cima” é oferecer a Deus o “culto racional” (Rm 12.1). É ocupar a mente com aquilo que agrada a Deus (Fp 4.8). “E não nas que são da terra”. O crente tem de escolher uma ou outra das duas coisas do v.2. As coisas do céu, ou as mundanas. Não há posição neutra para o crente. Sabemos de antemão que o apego às coisas mundanas é inimizade contra Deus (Tg 4.4).
Cuidado! Com que você tem ocupado sua mente? Que tipo de conteúdo você está enviando para ela? Todos nós estávamos mortos em pecados, destituídos da glória de Deus, alienados do Pai, todavia, Cristo, ao morrer na cruz, garantiu uma nova vida para os que nele cressem. Assim como Ele foi crucificado, também devemos crucificar diariamente nossa carne com suas concupiscências; morrer para o pecado. Da mesma maneira que Ele ressuscitou, precisamos nascer de novo; viver para Deus. E isso implica em um novo pensar, agir e sentir.
 Agora, não temos mais prazer em obedecer nossos desejos carnais, pelo contrário, nosso prazer está em cumprir a vontade de Deus. Trocamos as coisas materiais pelas espirituais. Nossas atitudes obedecem a um novo comando, olhamos a vida sob uma nova perspectiva. “… As coisas velhas se passaram; eis que tudo se fez novo” (2Co 5.17).

III. SOBRE A MENTE DE CRISTO. 

Quem tem a mente de cristo, seus pensamentos e atitudes não são controlada pelos seus desejos e inclinações da carne, sua alegria não é passageira, mas resultado de sua inteira confiança o em Cristo.

1. O Sentimento de Alegria. 

A versão bíblica ARC emprega a palavra “regozijar” no lugar de “alegria” (v.4). O que é regozijar-se? É alegrar-se plenamente. A declaração paulina afirma que a fonte da alegria cristã é o Senhor Jesus, que promoveu a nossa reconciliação com Deus (Rm 5.1,11). Através dele somos estimulados a permanecer firmes na fé (Rm 5.2).

Uma alegria que produz moderação (v5). O texto bíblico recomenda que a nossa “equidade [deve ser] notória a todos os homens”, pois “perto está o Senhor” (v.5). Na versão ARA, o termo “equidade” é traduzido como “moderação”. Ambas as palavras são sinonimas porque dizem respeito à amabilidade, benignidade e brandura. Levando em conta o contexto de Filipenses, os termos referem-se à pessoa que nunca usa de retaliação quando é provada ou ameaçada por causa de sua fé.
O apóstolo Paulo espera dos filipenses autocontrole e não um comportamento explosivo, próprio de pessoas destemperadas ou sem domínio próprio. Ele assim o faz, por saber que, aquele que tem a alegria do Senhor no coração, possui uma disposição amável e honesta para com outras pessoas.

2. Nossa Gratidão a Deus.

 Atitudes de , gratidão ,alegria e bondade, combinadas com uma constante vigilância relacionada à volta de Cristo, devem afastar qualquer inquietaçãoPaulo ofereceu a oração como um antídoto à preocupação. Antes, as vossas petições sejam em tudo conhecidas diante de Deus. A oração combate a preocupação, permitindo que purguemos aquilo que estiver nos preocupando. Podemos entregar o nosso stress a Deus.

3. A Paz de Deus

Uma paz que excede todo o entendimento. No versículo 7, o apóstolo fala acerca da “paz de Deus, que excede todo o entendimento”. Ficando claro que a alegria e a paz são recíprocas entre si. Não há alegria sem paz interior. Esta é decorrência daquela. Essa paz vem do próprio Jesus: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá” (Jo 14.27).
Em síntese, a paz de Deus transcende qualquer compreensão humana, pois não há como discuti-la filosófica ou psicologicamente. Há casos em que somente a paz de Deus acalma os corações perturbados. É a paz divina que excede — ultrapassa ou transcende — a todo o entendimento, pois não depende das circunstâncias. Ainda no versículo 7, lemos que essa paz, dada por Cristo, “guardará os vossos corações e os vossos sentimentos em Cristo Jesus”. O texto fala de “coração e sentimento”, cita delas os pensamentos e das emoções que experimentamos no cotidiano. Que saibamos, em Cristo, ouvir o belo conselho do sábio: “Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida” (Pv 4.23).
                                                                 
CONCLUSÃO

Conforme destaquei, o Apostolo Paulo expressa sua gratidão e ao mesmo tempo reconhece o apoio ao trabalho que os irmãos tem demostrado, a preocupação e o cuidado eram que eles permanecessem firmes no Senhor.  Em questões que sejam dispensáveis, os crentes filipenses não devem ir a extremos, mas evitar o fanatismo e a hostilidade, julgando uns aos outros com indulgência. Mantendo –se unidos no Senhor, cuja sua mente e propósito devem estar em Cristo. Os crentes são motivados à alegria e à consideração aos outros, lembrando-se de que o Senhor voltará em breve. A promessa da segunda vinda do Senhor encoraja a conduta cuidadosa de seus seguidores (Fp 4.5).

OBRAS CONSULTADA

Ø  Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. 4 ed., RJ: CPAD, 2009, p.505.
Ø  Comentário Bíblico Beacon. 1 ed., Vol. 9, RJ: CPAD, 2006, p.277
Ø  ZUCK, R. B. Teologia do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2008.
Ø  RICHARDS, L. O. Comentário Histórico-Cultural do Novo Testamento. 1 ed., RJ: CPAD, 2007
Ø  Lições Bíblicas Adulto do 3º Trimestre de 2013 - Título: Filipenses — A humildade de Cristo como exemplo para a Igreja Comentarista: Elienai Cabral.

Para baixar este esboço Adicional da  lição 6 do 1º Trim.2018 Click aqui

Fonte: http://valorizeaebd.blogspot.com/

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