OPINIÃO: O cristão e o ritualismo alimentar - Se Liga na Informação



OPINIÃO: O cristão e o ritualismo alimentar

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A alimentação pode tornar-se uma forma de elitismo espiritual, uma pedra de tropeço para o evangelho.



A alimentação saudável é um assunto viral em nosso tempo. Nunca se falou tanto em alimentos saudáveis, dietas, corpo perfeito, emagrecimento, academia e estética. Em um mundo onde a religião declina, tornou-se comum procurar algo que satisfaça o desejo humano pela pureza, bondade e ética, mesmo que essa procura seja inconsciente.
A ideia de pureza e outras crendices, quase misticismo, relacionadas à alimentação remetem à crença religiosa. O crescimento do movimento comer limpo tem criado uma hierarquia moral da comida. Julgar-se puro pela alimentação e rigidez na escolha alimentar leva ao julgamento do que o nosso próximo come e até sobre como ele é.  Tal foco relaciona-se com virtudes pessoais, controle e disciplina do corpo.
E o cristão? O cristão deve glorificar a Deus em todas as esferas de sua vida cotidiana, sendo assim, o assunto da alimentação, não será de pouca importância.
Todavia a ciência de que moralizar uma certa dieta, entende-se por dieta um padrão alimentar, e criar uma espiritualidade artificial é algo que contradiz os mandamentos bíblicos. Escolhas alimentares não são padrões de santidade e piedade, alimentar-se somente de alimentos “verdadeiros”, ou seguir o padrão vegetariano não torna alguém mais piedoso do que aquele que opta por alimentos processados ou pela alimentação omnívora.
A alimentação pode tornar-se uma forma de elitismo espiritual, uma pedra de tropeço para o evangelho. O cristão não deve, através de sua liberdade alimentar, pôr tropeço no caminho de outros cristãos mais débeis.
No que diz respeito ao reino de Deus, o amor é mais importante do que comida e bebida.
O cristão é confrontado com as palavras de Paulo em Romanos 14:1-23, primeiramente sobre a diversidade da igreja demostrando o poder de Cristo em unir pessoas diferentes em uma fé genuína e ressaltando o ponto de cada pessoa ter suas próprias convicções, quanto a questões que não estão especificamente ordenadas na Bíblia ou não são proibidas por elas.
Parafraseando John MacArthur*, “o cristão forte alimenta-se com o que lhe agrada e glorifica a Deus, o irmão fraco alimenta-se de acordo com sua dieta cerimonial e agradece ao Senhor. “
Independentemente da escolha alimentar, a finalidade deve ser agradar a Deus, o foco da alimentação deve ser agradar o Soberano Senhor.
A mente cristã não deve ser moldada pelos costumes do mundo, a moralidade, pureza espiritual não depende de alimentos.
As escrituras recomendam uma alimentação saudável e equilibrada. O paladar e o olfato, dadiva de Deus, proporcionam prazer na alimentação.
Todos sabemos que uma alimentação balanceada combinada com uma vida ativa e práticas esportivas, tornam mais prolongada a vida humana. Todavia o cristão é como Paulo “o viver é Cristo, o morrer é lucro” (Fl.1:21)­- . Biblicamente não encontramos uma promessa como: “Se comeres legumes serás recompensado com a salvação”.
Não destruamos o que Cristo edificou por questões alimentares. Todos os alimentos são puros, erro, porém é comer, provocando pecado próprio, ou seja, indo contra a própria consciência, ou ofendendo as convicções de outro cristão, levando-o a cair em pecado ou enfraquecendo sua religiosidade.
Na nova Aliança da Graça, Deus está mais preocupado com o quanto que se come e como se come do que os alimentos que o cristão come.  Se o cristão não é capaz de controlar seus hábitos alimentares, provavelmente também será incapaz de controlar outros hábitos como os da mente (luxúria, avareza, ódio/raiva) e incapaz de proteger a língua de injurias, fofocas ou conflitos.
Podemos concluir, como Cristo, que não é o que entra que contamina, mas o que sai de dentro dos corações (Mt.15:18).

Fonte: Gospel Prime

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