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Escola Bíblica Dominical: O culto racional

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Texto Áureo
"Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional.", Rm 12.1

Verdade Aplicada
Tanto o intelecto como nossas emoções devem estar envolvidos no culto oferecido a Deus, de acordo com a Sua Palavra.
TEXTOS DE REFERÊNCIA

Ef 5.15,18-21
15 - Portanto, vede prudentemente como andais, não como néscios, mas como sábios
18 - E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito;
19 - Falando entre vós em salmos, e hinos, e cânticos espirituais; cantando e salmodiando ao Senhor no vosso coração;
20 - Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo;
21 - Sujeitando-vos uns aos outros no temor de Deus.


Introdução
Os elementos do culto devem sempre centralizar a Deus como objetivo do nosso culto racional e trazer as mudanças ao cristão através de uma pregação relevante e transformadora.

1. A adoração
Deus deve ser adorado não somente pelo que Ele pode nos dar ou oferecer, mas, sim, pelo que Ele é, por Sua grandeza e Seus atributos (Sl 48.1; 145.1-3).
1.1. Adorar
Adorar a Deus é inclinar-se diante de Sua grandeza e bendizer o Seu santo nome:
"Bendize, ó minha alma, ao SENHOR, e tudo o que há em mim bendiga o seu santo nome.", (Sl 103.1). É um grande privilégio termos a capacidade e a graça de enaltecer o nosso Criador, uma vez que as Sagradas Escrituras nos exortam a fazê-lo. Quando os discípulos de Cristo se reúnem, podem, por exemplo, adorar ao Senhor através dos louvores, dos dízimos, das ofertas.


1.2. Louvor

Uma expressão de admiração e apreciação. Quando elogiamos uma pessoa, declaramos que temos apresso por ela, deferência, e reconhecemos suas qualidades e que suas realizações são grandiosas. Louvamos a Deus por causa do que Ele é (Sl 47.6-7) e por aquilo que Ele faz (Sl 103.1-5). Todos devem louvar a Deus (Sl 150.6), em todo tempo (Sl 34.1), e em todas as circunstâncias (1Ts 5.16-18).


1.3. Dízimos e ofertas
Como vimos anteriormente, a adoração a Deus não deve estar ao louvor, pois diversas ações expressam o reconhecimento a Deus. Dentre estas ações de adoração registradas na Bíblia encontramos: dizimar e ofertar. Tratam-se de ações que expressam o reconhecimento da soberania de Deus em relação a todos os recursos e riquezas (Sl 24.1; Ag 2.8). Portanto, somos tão somente mordomos. Por sermos mordomos, servimos (um dos sentidos do termo adoração) a Deus, também, com os bens e recursos que Ele nos dá para administrarmos, como indicado em vários textos bíblicos: Êxodo 10.24-26; Lucas 8.1-3; 2Coríntios 9.7-8; 3João 7-8 (a responsabilidade da Igreja com o sustento dos missionários). Eles expressam a nossa fé e gratidão, não compram as bênçãos de Deus, mas certamente liberam a Sua bênção de forma especial sobre as nossas vidas.


2. Os elementos do culto
O culto deve seguir uma liturgia, e essa liturgia possui elementos distintos, que têm sua importância e significados.


2.1. A oração
A oração é uma atividade indispensável na vida do discípulo de Cristo. A oração é uma prática que faz a diferença. Vide o efeito da intercessão de Moisés pelos israelitas (Sl 106.23). No contexto da presente lição é preciso que a igreja local, em seus cultos, resgate o ensino sobre a relevância da oração e dedique mais tempo à mesma, considerando este tempo de tanto ativismo e distrações. Nosso momento de oração não pode se resumir somente ao culto. Devemos cultivar em nossa vida não somente momentos de oração, mas uma vida de oração (Ts 1.2). 

2.2. A musica
A música tem o poder de influenciar nossa vida de maneira profunda. O livro dos Salmos era o hinário do povo de Israel do Antigo Testamento e do período da Igreja Primitiva. A música tem seu início no céu (Jó 38.4-7). Deus é musical. A Bíblia registra que Jesus cantou (Mc 14.26). Assim se expressou o reformador Calvino: A música tem um poder secreto para mover os corações, por isso devemos ser mais diligentes em regulá-la". É preciso enfatizar, também, a finalidade didática da música nos cultos, pois deve contribuir para que haja aprendizado bíblico e na promoção de um ambiente propício para avivar a fé e inspirar na busca de uma maior comunhão com Deus. Afinal, culto não é um espetáculo a ser assistido e nem entretenimento. 
2.3. O centro do culto
Certamente o centro da adoração deve ser o Deus Uno e Trino. Entretanto, infelizmente, não é isso que às vezes vemos. Muitos dão ênfase em demasia aos anjos, sem contar o antropocentrismo exacerbado. Muitos louvores têm enaltecido o homem, a benção material e financeira, como o centro do culto. Em muitas letras de canções evangélicas não se louva mais ao Senhor Deus, ficando este em segundo e até mesmo esquecido. Vivemos um período em que o antropocentrismo tem precedido o teocentrismo em nossas igrejas.


3. A pregação relevante
A pregação para ser relevante deve seguir o padrão das Sagradas Escrituras. Tanto os primeiros pregadores como o próprio Jesus utilizavam o Antigo Testamento (Lc 4.17; At 2.16;8.32-35; 28.23). Para pregar a Palavra,  os discípulos aplicavam a verdade para os seus ouvintes e tinham a vida e os ensinamentos de Cristo como paradigma. 

3.1. Bíblica
Um dos maiores desafios para pregar na atualidade é o pregador manter-se fiel aos ensinamentos bíblicos, explanando-os e aplicando-os às necessidades dos ouvintes. Vale a pena ressaltar que a pregação para ser relevante precisa ter como base a Palavra de Deus; o conteúdo da mensagem cristã provém das Sagradas Escrituras. Em seu livro "Homilética: da pesquisa ao púlpito", Jilton Moraes afirmou o seguinte: "Se o que expõe no púlpito não está baseado na Palavra de Deus é de pouco ou nenhum valor para os que vão ouvir a mensagem de Deus.". A explanação da Bíblia não pode se resumir a testemunhos e estórias da nossa vida. As Escrituras sempre tem muito a nos oferecer.


3.2. Contextualização
Também chamada de aplicação, a contextualização é a ligação da mensagem bíblica com a realidade dos ouvintes, ou seja, contextualizar é atualizar a mensagem do texto bíblico, após interpretação responsável, e torná-la relevante ao momento atual. Precisamos considerar a realidade dos ouvintes, suas demandas, necessidades, cultura, dialetos e costumes. A exposição da Palavra de Deus não pode ficar limitada apenas à interpretação. Se não houver contextualização, não há boa pregação. É necessário unir duas eras, a era bíblica e a era atual.


3.3. Cristocêntrica
Assim como o centro do culto deve ser Deus, não devemos esquecer que Jesus Cristo é a revelação máxima de Deus ao homem. Sendo assim, Ele deve ser o centro da pregação pois nEle, o mistério que esteve oculto desde todos os séculos e todas as gerações, se manifestou a nós através da fé (Cl 1.26). O próprio Jesus afirmou que toda a Escritura testemunhava dEle (Lc 24.27), ou seja, desde o Antigo até o Novo Testamento as Escrituras falam da obra de Deus realizada através de Jesus, seja na promessa, na realização e no cumprimento. Jesus é o centro da Bíblia e ela nos leva até Ele.

Conclusão
O culto racional é aquele que oferecemos a Deus de forma integral. Todo elemento e liturgia do culto serve ao propósito de enaltecer o nome do Senhor.

Questionário 

1. O que é adorar a Deus?

2. O que é a oração?

3. Quando a música teve início?

4. Quem deve ser o centro da pregação?

5. O que o próprio Jesus afirmou?

Fonte: Revista Betel

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