Cristo existiu? Prove! - Se Liga na Informação




“Na procura de Deus é Ele quem se adianta e vem ao nosso encontro.” 

Agostinho de Hipona 

Este artigo tem por finalidade proporcionar uma reflexão sobre o aspecto reducionista do método científico empírico, enquanto usado erroneamente como única forma epistemológica¹ de verificabilidade existencial. A partir disso, propõe-se outra forma epistemológica, denominada “conhecimento revelacional”. 

Cogitar a existência de Cristo talvez seja uma das indagações mais rotineiras aos ouvidos cristãos. Como provar, de fato, a veracidade existencial do Senhor do Cristianismo? Essa busca não se restringe à Cristo, mas recai também sobre a veracidade de toda a narrativa Bíblica. Sabendo disso, e antes de respondermos se podemos provar a veracidade das questões levantadas, devemos atentar-nos ao que está sendo requerido: uma prova. Como podemos provar a veracidade de algo? 

Esse questionamento tem sua origem e fundamentação em uma epistemologia muito específica, predominante e deveras reducionista como forma de interpretação da realidade, que se disseminou no mundo contemporâneo. Devido ao avanço exponencial das ciências exatas e de seu método científico empírico2, foi o seu modelo teórico de construção de conhecimento que acabou por se tornar o método principal de se buscar comprovação da veracidade das informações, ou em termos simples, a forma de confirmar que algo é verdade.  O método científico é um modelo epistemológico que se baseia na verificabilidade das informações, na experimentação. 

Tendo suas raízes em Descartes e sua obra “O discurso do Método” de 1637, acredito que o método científico seja bem conhecido dos leitores, contudo, acredito ser importante retomar seu funcionamento em linhas gerais: 

-Primeiro, mediante a observação da “physis”³, da natureza em seu “disposto”, desenvolve-se uma teoria, uma ideia, uma hipótese, uma suposição sobre como algo é ou funciona. Chamamos esse “algo” de “objeto de estudo”, aquilo que está no mundo e pode ser apreendido pelos sentidos e/ou pela razão, para ser estudado. Nessa hipótese, procura-se ver quais são as implicações dela e quais as possíveis conclusões. 

– Na etapa seguinte é necessário, de alguma forma, testar a veracidade dessa teoria, através de experiências feitas com o objeto de estudo, sendo esse o coração do método científico. 

– Uma vez obtido o resultado das experiências, o próximo passo é correlacioná-los com a teoria inicial, para verificar se ela se confirma. Caso a resposta seja afirmativa, temos então um “fato científico”, ou seja, um argumento teórico, lógico e racional, fundamentado num método que pode ser repetido e que representa a explicação de algo no mundo. Caso a resposta seja negativa, os novos dados da razão, conseguidos com os testes, são indexados à teoria inicial, a fim de construir um novo modelo teórico, para que, novamente, possa se realizar testes. Essa ciranda entre teoria – teste – resultado gira até o momento em que a teoria possa ser confirmada, em sua totalidade, pela experiência. 

Enfim, no coração do método científico está a “prova empírica”, o teste da teoria, ou seja, a necessidade de poder testar seu objeto de estudo. Logo, é necessário um contato direto com tal objeto a ser estudado. É na observação dele que o cientista propõe suas teorias, e através de sua manipulação que coloca em prática as experiências e obtém o resultado. Lembre-se desse ponto importante do método científico: 

É necessário poder manipular seu objeto de estudo 

De fato, essa forma de adquirir conhecimento é muito útil e consegue resultados fantásticos, contudo, seu caráter comprobatório lhe outorgou uma posição dogmática, como única forma factível e inquestionável de se obter a verdade, e junto com isso, infelizmente, reduziu a realidade unicamente à possibilidade daquilo que é comprovável.  Hoje, com o enorme avanço da ciência nas mais variadas áreas, seu modo de adquirir conhecimento também passou a ser o modelo principal no cotidiano, a forma “correta” de se conhecer algo, devido à legitimação inconsciente oriunda dos inúmeros acertos e avanços conquistados. 

Nós, então, acabamos por usar esse modelo diariamente. Usamos para “provar” a temperatura do café, a distância entre cidades, o peso de objetos, dentre outros. De fato, método científico é muito funcional, mas como fazer quando o objeto de estudo não existe? Como testar o que não está presente factualmente? 

A partir daqui poderíamos abordar outras epistemologias que não se enraízam no modelo cartesiano, como a filosofia grega antiga ou a fenomenologia, e que ainda passam longe da discussão teológica, porém, vamos nos ater penas à problemática do modelo cartesiano. Como provar se alguém existiu ou que algo aconteceu? Como posso obter verdades sobre o meu objeto de estudo, que nesse caso é o passado, se o passado, de fato, não existe? Num primeiro momento pode soar estranho a afirmação anterior, então, creio ser necessário uma breve reflexão sobre o tempo para que percebamos a sua realidade. 

Na tentativa de acomodar nossa mente humana e limitada à passagem do tempo, costumamos chamar o “tempo” que virá, as coisas que ainda não aconteceram, de Futuro. As coisas que passamos, o “tempo” que ficou para trás, chamamos de Passado, mas em ambos os casos nenhum deles existe, posto que, como fora dito, aquilo que virá, de fato ainda não aconteceu, e o que já passou, não é mais que mera lembrança. Somando a isso fato de o “tempo” presente também ser um construto teórico, para acomodar nossas mentes com a realidade da passagem futuro-passado, vemos que o nosso objeto de estudo, o “passado”, sequer existe. Parafraseando Agostinho de Hipona, no instante que o futuro acontece, passa a ser presente, e como esse instantaneamente passa, passou a ser passado, logo, e assim sendo, o tempo não existe 4. 

Guardando a filosofia do tempo para outro momento, nos atentemos ao fato de que o passado, por mais próximo que seja, quer sejam segundos, minutos ou horas, de fato, não existe mais. O que me resta dele, e o que de fato pode me apontar sua existência são as pessoas que viveram esse momento, livros que foram escritos, músicas compostas, quadros pintados, produções humanas em geral, que de alguma forma, nos remetem o que aconteceu. Na historiografia chamamos esses relatos, esses “pedaços do passado”, de vestígios ou “fontes” 5.

Esse é o enorme problema que a Historiografia6 enfrenta. Como conseguir provar a verdade das suas afirmações sobre o passado, sendo que seu modelo teórico de conhecimento tem por base o método científico? Se esse tem como modus operandi o submeter de seu objeto de estudo às experiências, e estas são feitas, obrigatoriamente, manipulando-o segundo as teorias propostas, como a Historiografia vai se apropriar do seu objeto de estudo, afim de experimentá-lo, posto que ele, o passado, não existe mais? 


Não me atendo à discussão acadêmica sobre a epistemologia da História, ou seja,  na forma como a historiografia lida com a construção do seu conhecimento, é fato que essa ciência, mesmo não sendo denominada “ciência exata”, acaba por se ver obrigada a usar o mesmo sistema teórico, bem como seu ferramental7, para poder se constituir e ser “encarada” como “ciência”. O questionamento inerente à afirmação anterior é: “Como a Historiografia poderá constituir-se como conhecimento empírico, se ela não tem acesso ao seu objeto de Estudo? Sendo direto: como a História vai provar que o passado existiu? A resposta mais simples e sincera só pode ser essa: 

A História não pode provar absolutamente nada sobre o passado. 

Se o passado não existe mais, e este é o objeto de estudo do da Historiografia, é impossível ao historiador dispô-lo em experiências. Sendo assim, a estratégia da Historiografia é mudar o seu foco de trabalho. O objeto de estudo deixa de ser o passado e passa a ser os vestígios que o passado nos deixou, as “fontes”. Essa mudança só dificulta ainda mais a busca pela “verdade histórica”, pois o que chega à contemporaneidade, e pomposamente chamamos de “fontes”, numa tentativa frustrada de dar “ares” de legitimidade, são apenas pedaços, fragmentos do que foi produzido no passado. Perceba que não é, de fato, o passado que chega até nós, apenas pequenos pedaços, poucos vestígios, praticamente “restos” de um tempo que não existe mais. O fato é, mesmo que seja um quadro de Da Vinci, um Livro de Shakespeare ou uma Sinfonia de Handel, o que chega a nós é aquilo que “sobrou”, e não o passado enquanto “ente” 8. O Historiador se depara com uma tarefa deveras impossível: “contar a História que as fontes trazem”. Uma tarefa tal como montar um quebra cabeça de dez mil peças, tendo apenas um punhado delas em mãos, e sequer ter ideia da imagem a ser formada.

Fica evidente a grande diferença e as complicações geradas dessa mudança de objeto de estudo. Pela impossibilidade de estudar o passado, resta ao historiador estudar seus vestígios, logo, não estuda, de fato, o passado, mas documentos elaborados no passado. Como adendo à já complicada tarefa, estes documentos não são imparciais, refletindo em sua composição as cosmovisões sociais e particulares de seus artífices. O objeto de estudo mudou e mudou drasticamente. O Historiador não pode mais dizer que está “analisando o passado”, se vendo obrigado a dizer que está “estudando o que as fontes dizem sobre determinado período e lugar do passado.” 

O que concluímos sobre tal mudança? É impossível ao historiador obter uma prova empírica sobre o passado, segundo a exigência do método oriundo das ciências exatas. É aqui que podemos voltar ao nosso questionamento inicial. Podemos provar que Jesus existiu? Se seguirmos o pensamento exposto acima, somos obrigados a dizer que não. Não podemos provar que Jesus existiu, porém, isso não é uma vitória da ciência sobre a “fé”, mas a derrota da ciência pela própria ciência, segundo o caráter reducionista do método empírico. 

A dificuldade, então, não é a impossibilidade de provar, segundo o método científico, que Cristo existiu, mas a impossibilidade existencial de qualquer personagem histórico. Usando essa forma empírica de analisar as fontes, a única afirmação que resta à historiografia é: “segundo as fontes, tal personagem pode ter existido”. Personagens como Napoleão, Pitágoras ou Sócrates também tem sua existência colocada em “cheque”.  



Em última análise, tudo que pode ser dito sobre o passado são conjecturas baseadas em leituras vestigiais, logo, é impossível “clamar” por uma verdade Histórica. Isso é tão verdade que a Historiografia, em vez de render-se à sua incapacidade de alcançar verdades, prefere se aproximar da Filosofia, passando a descaracterizar a “verdade” enquanto possibilidade. Paradoxal à própria ideia de “ciência”, não? Isso nos leva, novamente à pergunta: como provar que Cristo existiu? Como demonstração da epistemologia a ser exposta adiante, reproduzo um diálogo que tive com uma aluna, durante a aula de História e Mitologia, ministrada numa turma de sexto ano.

A última afirmação feita ao término da exposição foi: mitologia é, de forma simples, religiões que perderam seus “fiéis”, consideradas como “mortas”. Ao término da aula, a aluna claramente angustiada, veio à minha mesa. Sabendo do meu posicionamento de fé, fez a seguinte pergunta: 

“Professor, se o mito é uma religião que morreu, como posso saber que Cristo existe de verdade? 

A pergunta me pegou desprevenido. O sinal já havia soado e eu precisava ir para a próxima classe. Isso sem falar na complexidade em abordar tal assunto dentro das escolas. Enquanto organizava meu material para tentar ganhar alguns segundos de pensamento, pedi a Deus uma estratégia. Este graciosamente me atendeu e me coloquei a indagar a menina. 

Primeiramente, pedi a ela uma prova de que era, de fato, filha de sua mãe. A menina se propôs a me mostrar seu RG como prova de filiação. Eu contra argumentei, afirmando que o RG poderia ser falsificado, e não me garantia a veracidade da informação. A menina tornou a dizer que traria sua certidão de nascimento. Novamente, rebati da mesma forma feita ao argumento anterior. Não satisfeita, a menina se propôs a trazer fotos e vídeos com sua mãe. Afirmei então, que as fotos e vídeos mostrariam ela com uma mulher, mas também não provariam ser ela a sua mãe. A menina apelou, oferecendo trazer sua mãe à escola. Eu, novamente, refutei-a, dizendo que a presença física de uma mulher não provaria sua filiação. Em sua última tentativa, a menina cogitou trazer pessoas conhecidas dela e de sua mãe e, novamente, falei à menina que ela poderia ter combinado com essas pessoas para me enganar. 

A angústia da menina era evidente. Diante da impossibilidade de provar sua filiação materna, se calou, sem saber como prosseguir. Foi nesse momento que indaguei se algum dia chegara a duvidar que a sua mãe era, de fato, sua mãe. A resposta, em tom de obviedade, foi não. Nunca duvidara. Quando perguntado o porquê de não duvidar, novamente se calou. Talvez nunca tivesse refletido sobre tal certeza. Respondi então: 

“Você nunca duvidou porque vive com ela constantemente. Ela te carregou desde um feto, te deu carinho e amor, sempre estando presente. O laço de comunhão entre vocês é tão claro e inegável que você jamais se preocupou se ela é sua mãe.” 

Não precisei voltar à pergunta inicial dela, pois, inteligente como era, já tinha entendido onde eu queria chegar. A angústia em seu rosto deu lugar a um resplendor de felicidade. Seus olhos pareciam brilhar com a descoberta, saindo animada enquanto eu saia mais animado ainda. A comunhão com sua mãe era “prova” suficiente do seu parentesco, bem como de sua existência. 

Esse relato traz em sua arché, em seu cerne, outra forma de conhecimento, o conhecimento denominado “revelacional”, ou “transcendente”. Revelacional porque essa forma de conceber a verdade não é construída pelo ser, usando seus sentidos ou sua razão. Ou seja, não é construída pelo sujeito, apesar de ter certa característica empírica. Essa verdade é entregue ao ser, transcendendo-o, vindo de algum ponto de fora de si. Enquanto o modelo empírico se baseia no que o sujeito pode ler sobre a realidade usando seus sentidos, o conhecimento “transcendental”, ou “revelacional” se baseia em uma verdade revelada por alguém e na comunhão com alguém. 

Isso não é especificidade da religião. Como vimos acima, a aceitação da verdade “revelacional” sobre o parentesco refletia tão somente o aspecto “comum” da vida. Podemos ver o mesmo padrão num filho que “confia” na verdade que um pai diz, ou num cônjuge que confia em seu parceiro sem “prova empírica” alguma. Essa é a enorme e brutal diferença entre o conhecimento secular e o conhecimento proposto no Cristianismo. 

Enquanto o método científico, que não é antitético à fé, se baseia no quanto o indivíduo pode descobrir do mundo real usando seus sentidos, o conhecimento revelacional vai mais longe e profundo, baseando-se no quanto Deus se revela ao ser, mediante revelação e capacitação do seu espírito, para a partir de então poder conhecer a Deus e o mundo. 

É esse aspecto revelacional que age como prova existencial de Cristo. Não só para a existência dEle, mas para toda a verdade que cerca as escrituras, bem como a realidade que se mostra à sua volta. R.C. Srproul afirma que 9:       

“Tudo o que sabemos sobre o Cristianismo nos foi revelado por Deus. Revelar significa “tirar o véu.” Tem a ver com remover a cobertura e descobrir algo que está encoberto […] A revelação geral nos proporciona o conhecimento de que Deus existe. “Os céus proclamam a glória de Deus”, diz o salmista. A glória de Deus é manifesta nas obras das suas mãos. Essa manifestação é tão clara e visível que nenhuma criatura pode deixar de percebê-la. Ela revela o poder eterno de Deus e sua divindade (Rm.1.18-23). A revelação na natureza, porém, não proporciona uma revelação plena de Deus. Não nos dá informações sobre o Deus Redentor que encontramos na Bíblia. O Deus que se revela na natureza, entretanto, é o mesmo Deus que se revela na Bíblia.” 

A escritura diz que estamos mortos e cegos pelo pecado10. Nossa condição era de completos perdidos. Não somente na perspectiva física que destrói nossos corpos ou na perspectiva moral, que destrói nossos valores, mas também na perspectiva espiritual, que nos mantém mortos para as coisas espirituais e, em consequência, aflige nossa mente, nossa possibilidade de conhecer o espiritual, limitando-nos também no raciocínio sobre as coisas naturais. 

Tal como na alegoria da caverna proposta por Platão11, é necessário nos livrarmos das amarras que nos mantém olhando ao fundo da caverna, que nos limita no conhecer apenas a “sombra da realidade”. Necessitamos, de alguma forma, olhar para o mundo além das sombras. A diferença abissal entre Cristianismo e Platonismo se dá em como ocorre tal libertação. Para nós cristãos, essa liberdade só acontece quando Cristo nos liberta para conhecer e conhecê-lo.  Talvez não haja passagem mais clara que desvele isso senão a do Apóstolo Paulo sendo abordado no caminho de Damasco 12. Cristo se revela a Paulo, e este passa a viver a comunhão intensa com Cristo, e em todas as suas dificuldades, jamais questionou a verdade de Cristo. Da mesma forma, o cristão genuíno tem para si o Cristo que se revelou, e a partir dessa revelação instaura-se uma comunhão que é a prova mais legítima e profunda que se pode ter. Prova essa que levou milhares à morte, quer seja pelo amor às missões, quer seja por não negar sua fé. 

Talvez a afirmação que fique é: “isso não prova nada”. De fato, se você quiser “jogar com as regras” das ciências exatas, não poderá provar a existência de Cristo, porém, não poderá provar milhares de outras coisas que existem ou existiram. Não somente sobre o passado, mas sobre o sentimento, os valores, a beleza, e tantas outras coisas que não prováveis através do referido método. O que isso dispõe a nós é como o método empírico, se não for “colocado em seu devido lugar”, acaba por reduzir a realidade apenas a uma “plausibilidade empírica” empobrecendo a própria noção de realidade e sua complexidade ontológica. 

Aqui cabe um adendo. Creio ser essa noção de “conhecimento revelacional” que faça falta em muitos dos jovens cristãos. Na ânsia de se tornarem relevantes no campo apologético, tentam usar “das mesmas armas” do campo em que propõem defender a verdade do Cristianismo, mas se esquecem do aspecto revelacional e transcendente da verdade e do conhecimento cristão. Estes devem estar no ponto de partida de toda apologética e cosmovisão, e não no seu “fim”. São causa e não efeito. É evidente que ao abordar esse aspecto, outros ramos da ciência vão querer tirar-lhe o crédito, contudo, é sempre necessário que o aspecto revelacional do conhecimento cristão seja e esteja claro nos debates. 

Concluindo, a pergunta é respondida, mas não como se esperava de início. Cristo não “existiu”, Cristo existe, bem como sua palavra é real. A “prova verídica” da sua existência se dá na forma muito mais bela e sublime. Não no frio da experimentação empírica laboratorial, posto que essa não é capaz de recolher em si a totalidade da existência, mas se dá no calor da comunhão e contemplação de Cristo, o único que recolhe em si a totalidade da existência e da verdade. Aquele que se revela e se dispõe a nós em seu existir. Portanto, a maior prova existencial de Cristo é a comunhão real e espiritual diária, experimentada somente por aqueles que foram alcançados pelo Espírito Santo, na melhor forma de um “método do Espírito” .

Quando se trata de conhecer a Deus, toda a iniciativa depende dEle. Se Ele não se quiser revelar, nada do que façamos nos permitirá encontrá-lo.” C.S Lewis                                                            _____________ 

1: Epistemologia: reflexão geral em torno da natureza, etapas e limites do conhecimento humano, visto nas relações que se estabelecem entre o sujeito indagativo e o objeto de estudo, as duas polaridades tradicionais do processo cognitivo; teoria do conhecimento. 
2: Empírico: relativo ao empirismo. Baseado na experiência e na observação, metódicas ou não. 
3:   Physis – Natureza. Aquilo que existe na qualidade total do ser. Alvo do labor filosófico grego. Este buscava conhecer sua “arché”, seu princípio, seu arquétipo, para dela alcançar a “aletheia”, o desvelar, a “verdade” que se recolhe ao se dispor à natureza. 
4: Agostinho de Hipona, Confissões Livro XI O passado não é, pois é o tempo que se afasta de nós, é tudo que já não é mais palpável, simplesmente porque já se foi. O Presente é o “agora”, mas se permanecesse sempre presente e não se tornasse passado,            não seria mais tempo, e sim eternidade. Então se o presente precisa se tornar passado para      ser tempo, ele não é, porque o que é não deixa de ser. O Futuro também não é, já que ainda não existe, e quando existir deixará de ser futuro e passará a ser presente, que tão logo já será passado. 
5: Documentos que, através de seus sinais e interpretação, permitem que o historiador possa tentar reconstruir a história. 
6: Historiografia, em sua concepção mais comum, remete ao produto do ofício do historiador, podendo ainda ser entendida como conjunto de obras históricas produzidas por historiadores ao longo do tempo. 
7: Ferramental: Conjunto de ferramentas necessárias à uma tarefa. 
8: Aquilo que existe. Um “ser”. 
9:http://www.monergismo.com/textos/bibliologia/revelacao_sproul.htm 
10: 2 Coríntios 4-4 Nos quais o deus deste século cegou os entendimentos dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus. 
11: O mito fala sobre prisioneiros (desde o nascimento) que vivem acorrentados numa caverna e que passam todo tempo olhando para a parede do fundo. Nesta parede são projetadas sombras de estátuas representando pessoas, animais, plantas e objetos, mostrando cenas e situações do dia a dia. Os prisioneiros passam a nomeá-las (as sombras), analisando e julgando as situações. Imaginemos que um dos prisioneiros fosse forçado a sair das correntes para poder explorar o interior da caverna e o mundo externo. Entraria em contato com a o mundo externo e perceberia que passou a vida toda analisando e julgando apenas imagens projetadas, ou seja, partes da realidade. Ao sair da caverna e entrar em contato com o mundo externo, inicialmente sentiria dores provindas dos novos movimentos que pode fazer, e tão logo se acostumasse com as dores, ficaria confuso por não saber interpretar a nova realidade que está exposto. Ao passo que vence o desconforto e a confusão, passa a ficar encantado com a realidade ali disposta. Voltaria para a caverna para passar todo conhecimento adquirido colegas ainda presos. Porém, seria ridicularizado ao contar o que viu e sentiu, pois seus colegas só conseguem se apropriar da realidade que vislumbraram na parede iluminada da caverna. Os prisioneiros o chamarão de louco, ameaçando-o de morte caso não pare de falar absurdidades. 
12: Atos 9 

Fonte: Napec 

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