Escola Bíblica Dominical: Ananias e Safira e a mentira ao Espírito Santo - Se Liga na Informação



Escola Bíblica Dominical: Ananias e Safira e a mentira ao Espírito Santo

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TEXTO DO DIA
“Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?” (At 5.3).

SÍNTESE
A mentira é algo abominável para o Senhor.

INTERAÇÃO
Parece-nos, às vezes, que existem “pecadinhos” e “pecadões”. Na verdade não existe! O que diferencia os erros são as consequências. Você já contou uma mentirinha? Quais foram as consequências? Na lição desse domingo veremos que uma mentira custou a vida de um casal. Isso pode parecer cruel, mas ao longo da lição veremos que a falta de temor a Deus e a mentira podem trazer sérios danos e graves consequências para o crente. Que a lição de hoje possa conscientizar seus alunos de que o temor a Deus evita que o crente peque.

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Pergunte aos seus alunos quais as mentiras mais comuns que eles constumam ouvir. Depois de ouví-los, sugira que falem a respeito de alguma técnica que podemos utilizar para saber se alguém está mentindo. Em seguida faça a seguinte pergunta: “Como podemos vencer a tentação de mentir ou de não falar toda a verdade?”. Faça-os refletir a respeito do fato de que podemos cair no mesmo pecado que tanto condenamos em outras pessoas. Oriente-os a discutir a respeito de como a mentira pode causar sérias consequências às pessoas, sejam crentes ou não. Finalize explicando que o jovem crente deve ser padrão dos fiéis em tudo, por isso deve sempre falar a verdade (1Tm 4.12).

TEXTO BÍBLICO

Atos 5.1-13.
1 — Mas um certo varão chamado Ananias, com Safira, sua mulher, vendeu uma propriedade
2 — e reteve parte do preço, sabendo-o também sua mulher; e, levando uma parte, a depositou aos pés dos apóstolos.
3 — Disse, então, Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo e retivesses parte do preço da herdade?
4 — Guardando-a, não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus.
5 — E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram.
6 — E, levantando-se os jovens, cobriram o morto e, transportando-o para fora, o sepultaram.
7 — E, passando um espaço quase de três horas, entrou também sua mulher, não sabendo o que havia acontecido.
8 — E disse-lhe Pedro: Dize-me, vendestes por tanto aquela herdade? E ela disse: Sim, por tanto.
9 — Então, Pedro lhe disse: Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor? Eis aí à porta os pés dos que sepultaram o teu marido, e também te levarão a ti.
10 — E logo caiu aos seus pés e expirou. E, entrando os jovens, acharam-na morta e a sepultaram junto de seu marido.
11 — E houve um grande temor em toda a igreja e em todos os que ouviram estas coisas.
12 — E muitos sinais e prodígios eram feitos entre o povo pelas mãos dos apóstolos. E estavam todos unanimemente no alpendre de Salomão.
13 — Quanto aos outros, ninguém ousava ajuntar-se com eles; mas o povo tinha-os em grande estima.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO
Os relatos a respeito dos acontecimentos sobrenaturais no livro de Atos continuam no capítulo cinco. A comunidade dos crentes do primeiro século crescia e todos estavam em comunhão. Havia um compartilhamento dos bens materiais naquele momento a fim de que ninguém passasse necessidade. Os apóstolos testemunhavam com poder a respeito do Cristo ressurreto. O ambiente era tão fraterno que muitos vendiam suas propriedades e davam à Igreja para abençoar os mais carentes. Contudo, nesse ambiente, ainda havia os falsos irmãos em Cristo. Por falta de temor e verdade, um casal quis enganar os apóstolos e entregar apenas parte do dinheiro de uma venda como se fosse o valor total. Isso trouxe terríveis consequências para o casal e em um temor muito grande sobre o Corpo de Cristo.

I. O ENGANO NA OBRA DE DEUS

1. A comunidade cristã.
O capítulo quatro do livro de Atos diz que era um o coração e alma da multidão dos que criam (v.32). Tudo era em comum, pois as pessoas que possuíam propriedades vendiam e traziam o valor aos apóstolos que o distribuíam entre os necessitados (At 4.32-35). A igreja de Jerusalém era realmente uma família, de forma que as necessidades de qualquer irmão, principalmente das viúvas sem sustento, foram supridas por essa arrecadação central. A generosidade era o traço principal daqueles irmãos que não colocavam os bens materiais, o dinheiro, como prioridade em suas vidas (1Tm 6.10).

2. Dando lugar ao Diabo.
Mesmo em meio a um ambiente fraterno no qual temos o belo exemplo de Barnabé, que vendeu sua propriedade e colocou o dinheiro aos pés dos apóstolos (At 4.36,37), houve um casal que deu lugar ao Diabo. Os nomes deles eram Ananias e Safira. O texto nos diz que eles venderam uma propriedade e retiveram parte do valor (At 5.1,2) e levaram, então, uma parte aos apóstolos. O apóstolo Pedro, cheio do Espírito Santo, logo o repreendeu dizendo que ele (Ananias) tinha dado lugar ao Diabo. A Bíblia diz: “Sede sóbrios, vigiai, porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar” (1Pe 5.8). Temos de estar em constante vigilância para não darmos lugar ao Diabo em nossas intenções ou atitudes. Cuidar do coração, pois é enganoso (Jr 17.9) e fugir da aparência do mal (1Ts 5.22) são atitudes que todos devem praticar.

3. A mentira.
Ananias e Safira mentiram em relação à quantia da venda da propriedade. O que se destaca no texto é que Pedro afirma que o casal não mentiu aos homens, mas mentiram e tentaram enganar a Deus (At 5.4). O ato deles foi uma fraude. Um ditado popular diz que “a mentira tem pernas curtas”. Porém, mais do que isso, sabemos que a mentira é uma afronta ao Espírito Santo de Deus e que o pai da mentira é o Diabo (Jo 8.44). Apocalipse 22.15 afirma que “ficarão de fora os cães e os feiticeiros, e os que se prostituem, e os homicidas, e os idólatras, e qualquer que ama e comete a mentira”. Dizer que é crente e burlar contas, fraudar governo, empresas ou igreja, é um ato abominável diante de Deus. Nossa palavra deve ser sim, sim, ou, não, não. O que for fora isso é de procedência maligna (Mt 5.37).

Pense!
Por que em uma comunidade de pessoas cristãs havia um casal que se deixou corromper?

Ponto Importante
Mesmo nos ambientes cristãos haverá pessoas que não foram transformadas pelo Espírito Santo.

II. AS CONSEQUÊNCIAS DA FRAUDE

1. Morte do casal.
A consequência da fraude foi a pior possível para o casal. Assim que Pedro repreendeu Ananias, a respeito da mentira a Deus, ele caiu e morreu. Três horas depois, sua esposa Safira aparece e Pedro a questionou. Porém, ela também mentiu (v.8). Assim sendo, a sentença de morte é pronunciada, e ela, da mesma forma, caiu e morreu. A mentira sempre trará consequências terríveis. Paulo diz que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23) e embora Deus perdoe aqueles que se arrependem de seus pecados (1Jo 1.9), eles terão sempre que encarar as consequências. O rei Davi, mesmo reconhecendo e recebendo o perdão do Senhor pelo seu adultério e homicídio, enfrentou duras consequências no meio de sua família.



2. Temor entre o povo.
Podemos questionar o fato de que esse casal mereceu a morte por causa de uma mentira. Atualmente, não seria muita gente morta em virtude do mesmo pecado? Talvez tal punição tenha se dado por se tratar de uma situação singular. A Igreja estava no seu nascedouro e a hipocrisia e o engano, sem punição, poderiam causar grande estrago àquela primeira comunidade. A Palavra de Deus diz que assim que Ananias caiu e expirou, veio um grande temor sobre todos os que ouviram; da mesma forma aconteceu quando Safira morreu (vv.5,11). Esse juízo rápido e severo da parte do Senhor ajudou os crentes a manter o respeito pelas coisas de Deus. Infelizmente vivemos dias em que o temor a Deus e às suas coisas está longe de muitas pessoas. Deus não se deixa escarnecer (Gl 6.7); e não há nada escondido que não venha ser revelado (Lc 12.2). Por isso andemos com temor e tremor diante do Senhor, com zelo pela sua obra (Jr 48.10).

3. Continuação dos milagres.
É interessante notar que aquele trágico episódio não causou uma evasão na igreja, ou uma repreensão aos apóstolos de que estavam sendo duro demais com as pessoas da comunidade. Pelo contrário, logo após o triste episódio, podemos ver que muitos sinais e prodígios eram feitos pelas mãos dos apóstolos (v.12). Aquela severa punição causou um grande temor entre todos (v.11) e muitos sinais e prodígios eram feitos fazendo aumentar o número de crentes (v.14). Quando há temor a Deus a glória do Senhor desce. Portanto, precisamos nos despir do velho homem e estar na presença do Senhor com integridade para vermos a sua glória (Cl 3.9,10).

Pense!
Você já pensou nas consequências que a mentira pode trazer para a sua vida?

Ponto Importante
Através de uma mentira, pessoas, relacionamentos e instituições podem sofrer duramente. O cristão deve evitar a mentira sob quaisquer circunstâncias.

III. SINCERIDADE, INTEGRIDADE E VERDADE COMO TRAÇOS DO CARÁTER CRISTÃO

1. O cristão precisa ser sincero.
O vocábulo sincero vem de duas palavras latinas, “sine” sem e “cera”. Alguns trabalhadores cobririam imperfeições nas esculturas com cera. O senado romano teria decretado que toda escultura deveria ser entregue “sine cera”, ou seja “sem cera”. A partir daí, o termo teria assumido o significado de “sem trapaça”, e posteriormente, sincero. O crente em Cristo também precisa viver uma vida “sem cera”, ou seja, deve ser autêntico. Muitos hoje em dia são como aquelas esculturas da Roma antiga, querem maquiar suas ações reprováveis. Jesus disse que somos a luz do mundo (Mt 5.14), e que nossas obras devem resplandecer para glorificarem a Deus Pai (Mt 5.16). O oposto de sincero é falso, fingido, hipócrita. Jesus chamou de hipócritas os mestres da Lei e fariseus que exigiam das pessoas coisas que eles não conseguiam fazer, além da vaidade exterior que se esforçavam em possuir, mas cujo interior era como um sepulcro (Mt 23.1-31).

2. Integridade em todo o tempo.
Em tempos difíceis como esses, em que há falta de integridade e caráter, precisamos prezar por uma vida íntegra em todo o tempo. Sejamos como Daniel, cuja integridade e lealdade eram tão pungentes que os seus inimigos não encontravam nada de que pudessem acusá-lo.

3. A verdade acima de tudo.
Jesus disse que conheceríamos a verdade e ela nos libertaria (Jo 8.32). Ele é a própria verdade (Jo 14.6). O mesmo apóstolo João, em suas cartas, escreve: “Meus filhinhos, não amemos de palavra, nem de língua, mas por obra e em verdade” (1Jo 3.18). A vida do cristão deve ser um exemplo de alguém que anda na verdade. Mesmo que ela custe caro, como Daniel que, por andar na verdade de Deus, foi parar na cova dos leões. Contudo, o Senhor esteve ali com ele. Mesmo que custe o desprezo desse mundo que jaz no maligno (1Jo 5.19). Mesmo que custe o abandono de amigos e a incompreensão da família. No entanto, a verdade deve sempre ser seguida em amor.

Pense!
Você está disposto(a) a não negociar a verdade, custe o que custar?

Ponto Importante
Deus revela a sua vontade para aqueles que andam em sinceridade.

CONCLUSÃO
O triste episódio de Ananias e Safira nos traz importantes lições a respeito do temor e do andar em verdade. Em um mundo mergulhado na corrupção e no engano, Deus ainda nos chama para ser pessoas sinceras e íntegras, um exemplo de boas obras e a fim de que ninguém tenha nenhum mal para dizer de nós (Tt 2.7,8).

ESTANTE DO PROFESSOR
CABRAL, Elienai. Integridade Moral e Espiritual: O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2014.

HORA DA REVISÃO

1. Cite algumas características dos irmãos da Igreja Primitiva.
O coração e alma deles era um só. Tudo era em comum. Não havia necessitado entre eles. Vendiam suas propriedades e colocavam aos pés dos apóstolos.

2. Qual foi a mentira que o casal Ananias e Safira contaram?
Eles venderam uma propriedade e retiveram parte do valor quando foram entregar aos apóstolos (v.2).

3. Cite as consequências da fraude de Ananias e Safira.
A morte do casal e um temor muito grande que caiu sobre todos (vv.5,10,11).

4. Segundo a lição, cite um exemplo bíblico de integridade.
A sinceridade e integridade devem ser valores inegociáveis na vida de todo crente. João e Paulo nos exortam a viver uma vida regida pela verdade em todos os momentos.

5. Como permanecer sincero em um mundo corrompido?
Resposta pessoal.

SUBSÍDIO I
Ananias… caiu e expirou

“Deus feriu com severidade a Ananias e Safira (vv.5,10), para que se manifestasse sua aversão a todo engano, mentira e desonestidade no reino de Deus.

Um dos pecados mais abomináveis na igreja é enganar o povo de Deus no tocante ao nosso relacionamento com Cristo, trabalho para Ele, e a dimensão de nosso ministério.

Entregar-se a esse tipo de hipocrisia significa usar o sangue derramado de Cristo para exaltar e glorificar o próprio eu diante dos outros.

Esse pecado desconsidera o propósito do sofrimento e da morte de Cristo (Ef 1.4; Hb 13.12), e revela ausência de temor do Senhor (vv.5,11) e de respeito e honra ao Espírito Santo (v.3), e merece o justo juízo de Deus” (Bíblia de Estudo Pentecostal. RJ: CPAD, 1995, p.1638).

SUBSÍDIO II

“E não se achava nele nenhum vício ou culpa (6.4)
Quando abrimos os jornais ou constatamos na mídia televisiva a realidade das confabulações mentirosas, caluniosas envolvendo nossos políticos podemos entender como é difícil a vida política. […] Daniel foi alvo dessa maldade dos seus pares dentro do palácio da Babilônia. Aqueles se tornaram inimigos de Daniel, sem que ele tivesse ofendido a qualquer um deles. Confabularam contra Daniel buscando alguma falha moral, material e mesmo religiosa, mas foram frustrados pela integridade dele (Dn 6.4,5). Osvaldo Litz escreveu em um livro: A Estátua e a Pedra, que o ‘sucesso sempre exige um tributo’. Também o sucesso conseguido através da fidelidade e do esmero. A intenção do rei de promover a Daniel para o posto de maior poder no governo suscitou a inveja dos outros presidentes. Eles seriam passados para trás e um estrangeiro teria poder sobre eles. A integridade moral e política de Daniel para com o rei eram incontestáveis. Porém, destacava-se, também, a fidelidade de Daniel para com o seu Deus” (CABRAL, Elienai. Integridade Moral e Espiritual: O Legado do Livro de Daniel para a Igreja Hoje. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2014, p.92).


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