Escola Bíblica Dominical: Ele é o Santo Espírito - Se Liga na Informação





Escola Bíblica Dominical: Ele é o Santo Espírito

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TEXTO ÁUREO
No princípio criou Deus o céu e a terra.
E a terra era sem forma e vazia;
e havia trevas sobre a face do abismo;
e o Espírito de Deus se movia
 sobre a face das águas.
Gênesis 1:1,2


TEXTO BÍBLICO BASE


Admoesta-os a que se sujeitem aos principados e potestades, que lhes obedeçam, e estejam preparados para toda a boa obra;
Que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas modestos, mostrando toda a mansidão para com todos os homens.
Porque também nós éramos noutro tempo insensatos, desobedientes, extraviados, servindo a várias concupiscências e deleites, vivendo em malícia e inveja, odiosos, odiando-nos uns aos outros.
Mas quando apareceu a benignidade e amor de Deus, nosso Salvador, para com os homens,
Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo,
Que abundantemente ele derramou sobre nós por Jesus Cristo nosso Salvador;
Para que, sendo justificados pela sua graça, sejamos feitos herdeiros segundo a esperança da vida eterna.





     Prefácio

Milhares de livros têm sido escritos a respeito do Espírito Santo, no entanto é impossível imaginar que já se escreveu tudo a respeito dele, visto ser uma pessoa divina. Quanto mais penetramos na meditação dos diferentes aspectos do Espírito, tanto mais nos maravilhamos de ver quanto nos falta ainda conhecer a Seu respeito.
Os dois últimos milênios têm sido assinalados pela habitação de Sua presença na Igreja do Senhor Jesus. Em Efésios 4.6, Paulo escreve: [Há] um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, e por todos, e em todos. Nesse versículo, Paulo sumariza as três dispensações da Trindade. Sobre todos é a dispensação do Pai, durante o tempo do Antigo Testamento. Por todos é a dispensação do Filho, no período dos Evangelhos. Em todos é a dispensação do Espírito Santo, que teve seu início no dia de Pentecostes e terminará no dia do arrebatamento da Igreja.
O período compreendido entre esses dois dias especiais da História é o que recebe o nome de dispensação do Espírito Santo. Aguardamos um avivamento final do Espírito sobre a Igreja, um sopro celeste que precederá a volta de Jesus Cristo.
Isto posto, tudo que for possível estudar sobre a pessoa e a obra do Espírito será de grande proveito para cada filho de Deus. Meu propósito ao escrever esta obra não foi produzir um compêndio de teologia que apresentasse de modo didático a pessoa e a obra do Espírito. Meu objetivo é trazer à consideração diferentes pessoas, palavras e expressões bíblicas ligadas à terceira pessoa da Trindade.
Vale ressaltar que este dicionário foi escrito pela perspectiva pentecostal. Sou ministro pentecostal há meio século, portanto não é de estranhar o caráter desta obra, cujo escopo corresponde ao que tenho aprendido e ensinado ao longo de cinco décadas.
Esclareço também que não se trata de uma obra apologética. Não tive em mente escrevê-la para ser uma plataforma de polêmica teológica. Tudo que desejo é a edificação do povo de Deus.
Creio firmemente que o próprio Espírito Santo se encarregará de fazer com que os leitores não pentecostais respeitem essa conotação, assim como são respeitados por nós em suas distintas convicções.
A ordem alfabética e o índice permitirão ao leitor um manuseio lógico do livro. São mais de 200 verbetes, algun dos quais permitirão o desdobramento da matéria para formulação de estudos pessoais.
Agradeço ao dileto pastor Jefferson Magno Costa a gentileza de sua apresentação e, por antecipação, ao público ledor o favor de adquirir esta obra e, tanto quanto venha a ser possível, seu manuseio.
A Deus toda a glória e todo o louvor para sempre!
Recife, abril de 2009


ABA/ ABA, PAI

Palavra aramaica usada pelo Senhor Jesus e pelo apóstolo Paulo ao dirigirem-se ou referirem-se ao Pai celestial. Jesus, em Sua oração no jardim do Getsêmani, exclamou: Aba, Pai, todas as coisas te são possíveis (Mc 14.36). Paulo fez referência duas vezes a essa expressão, ao discorrer sobre a nossa adoção na família de Deus (Rm 8.15; Gl 4.6). Expressa um relacionamento íntimo entre Deus e Seus filhos, que tem como resultado plena confiança e dependência completa destes para com aquele. Trata-se de uma palavra característica do vocabulário de Cristo.

No mundo natural, as pessoas não se sentem livres para invocar Deus como Pai. É o Espírito Santo quem induz o novo convertido a dirigir-se a Deus assim.
Alguns escritores entendem que Aba Pai é o correspondente ao papai na língua portuguesa e resultado de uma operação divina realizada pelo Espírito Santo, chamada adoção na Bíblia (veja Mc 14.36; Rm 8.15).

ACESSO A DEUS

Desde a Queda, Adão ficou privado da presença e da intimidade com Deus. O símbolo visível dessa ruptura de relações consubstanciou sua expulsão do Paraíso. A partir de então, seus descendentes, de igual maneira, sentiram-se afastados do Criador, embora intimamente desejassem algum tipo de reconciliação.
Os recursos humanos são todos impotentes para conduzir alguém a Deus, daí a necessidade da encarnação do Filho de Deus. Durante Seu ministério na terra, Jesus declarou ser o Caminho, ou seja, o único caminho de volta para o Pai (Jo 14.6).
Tendo de regressar ao céu, após o cumprimento de Sua missão redentora na terra, Jesus declarou que o Pai enviaria o Espírito Santo, e este Espírito convenceria o homem de pecado, justiça e juízo, possibilitando-lhe crer em Jesus e ter livre acesso ao Pai celestial.
Nenhum dogma, religião, credo ou filosofia pode prover ao homem uma aproximação real e experimental de Deus. Essa é uma obra exclusiva do Espírito Santo: Por ele, ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito. Assim que já não sois estrangeiros, nem forasteiros, mas concidadãos dos Santos e da família de Deus (Ef 2.18,19).
Entenda-se que a facilitação do acesso a Deus não se restringe à oração, embora, sem dúvida, o Espírito Santo desempenhe um papel fundamental nisso, intercedendo por nós até com gemidos inexprimíveis (Rm 8.26), quando não sabemos expressar a nossa real necessidade ou quando a “nebulosidade espiritual”, em determinado momento, não nos permite identificar o que realmente necessitamos de Deus. A habitação do Espírito no cristão também facilita a adoração. Mas o acesso ao Pai, quer pela oração, quer pela adoração, é consequência da condição de justos que obtemos pela obra de Cristo e do Espírito, que nos leva a descansar a alma em Deus, em rendição total a Ele.

                                  
Adoração Ajudador
Espírito de súplica

ADOÇÃO

O Dicionário Houaiss define adoção como “processo legal que consiste no ato de se aceitar espontaneamente como filho de determinada pessoa, desde que respeitadas as condições jurídicas para tal”. Pela adoção, é estabelecida uma relação legal entre pai e filho, quase sempre precedido de um processo judicial julgado por um juiz. Teologicamente, a adoção é selada e confirmada pelo Espírito Santo, concedendo à pessoa que confessa a Cristo como Salvador o status de membro da família de Deus. A doutrina da adoção é aludida nas seguintes passagens:

Vindo a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei, para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai. Assim que já não és mais servo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro de Deus por Cristo.
Gálatas 4.4-7

Todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai. O mesmo Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus. E, se nós somos filhos, somos, logo, herdeiros também, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.
Romanos 8.14-17
A todos quantos o receberam [Jesus] deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus: aos que creem no seu nome.
João 1.12
Eu serei para vós Pai, e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Senhor Todo-poderoso.
2 Coríntios 6.18
O ensino geral das Escrituras a respeito da adoção permite-nos identificar alguns aspectos da relação entre Deus e Seus filhos. Para começar, a adoção é um dom de Deus, do qual participam as três pessoas da Trindade (Gl 4.4). É um ato soberano e livre, espontâneo e perfeito (Ef 1.5), que nos proporciona extraordinários privilégios e solenes deveres. Essa condição pode implicar algum padecimento, mas com certeza redundará em glória (Rm 8.17). Por meio da adoção, nossa vida de escravidão é anulada e nos é facultada uma maravilhosa união com Cristo (Gl 4.7; Hb 2.10-13).
A condição de filho de Deus é obtida pela fé (Gl 3.26). Por causa da adoção, cada cristão tem o dever de seguir, servir, obedecer e imitar a Deus, atitude expressa no mandamento de amar o próximo, isto é, o ser humano, como Deus amou (Mt 5.43-48; Lc 6.35; Ef 5.1; 1 Pe 1.13-17). Por serem filhos de Deus, desfrutando a adoção, os cristãos devem amar uns aos outros profundamente com um amor caracterizado pela prática da justiça, pela compaixão e até pela disposição de entregar a própria vida a favor do irmão (1 Jo 3.10,11,16-18).
Ao levar-nos a Cristo e ao conhecimento da verdade, o Espírito Santo tornou possível a nossa adoção, e Ele sempre trabalhará para que cumpramos os objetivos e os deveres devidos (Rm 8.15,16). Sendo assim, não podemos perder de vista o fato de que a adoção nos fez participantes da herança divina. Essa confiança nos ajuda a triunfar sobre todas as adversidades da vida presente e faz-nos contemplar a eternidade com serenidade, esperança e fervor (Rm 8.17; Gl 4.7; Ap 21.1-7).

ADORAÇÃO
É imperioso reconhecer que o Espírito Santo inspira o cristão à prática da adoração. Ele faz isso principalmente ao testificar de Cristo como merecedor de toda glória, honra e louvor.
A adoração não deve ser confundida com certas práticas, como a meditação transcendental e a ioga, que são técnicas psicofísicas. Tais práticas, portanto, envolvem a mente, não o espírito. Elas projetam o homem, não Deus. Não visam à pessoa dele. São manipuladas pelo diabo.
A adoração é devida somente a Deus. É o reconhecimento de que a criatura inanimada (natureza), a criatura humana e a criatura angelical não podem ser adoradas. Os exemplos bíblicos são claros. Os profetas condenavam com veemência o culto aos elementos da natureza (Is 44.6-19; Jr 8.1,2; Hc 2.17,18). Cornélio se prostrou diante de Pedro com a intenção de adorá-lo, mas o apóstolo se recusou a receber adoração, explicando o motivo: Levanta-te, que eu também sou homem (At 10.26). O apóstolo João, extasiado com as visões de Apocalipse, sentiu-se impulsionado a adorar o anjo que o acompanhava, mas a resposta foi: Olha, não faças tal, porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus (Ap 22.9).
Apenas o Criador pode ser adorado (Êx 34.14; Mt 4.10; Ap 19.10). Trata-se de um culto exclusivo e universal. A adoração, portanto, é a mais elevada forma de comunicação da criatura com o Criador (Êx 20.5), e essa sublimidade é descrita de maneira magnífica no capítulo 4 de Apocalipse.
Adoração é muito mais que cântico e louvor. No cântico e no louvor, dirigimo-nos a Deus, é verdade, mas a perfeita adoração significa uma aproximação legítima de Deus em reconhecimento do que Ele é, possuidor e merecedor de toda glória (Sl 29.2).
Adoramos a Deus como resultado dos convites, exortações, mandamentos e exemplos que encontramos nas Sagradas Escrituras (Sl 95.6; 96.9; Is 6 etc.). Por causa da aproximação que sentimos no momento de adoração, percebemos a nossa absoluta fragilidade, como expressa na exclamação de Isaías: Ai de mim, que vou perecendo! Porque eu sou um homem de lábios impuros e habito no meio de um povo de impuros lábios; e os meus olhos viram o rei, o SENHOR dos Exércitos! (Is 6.5). Nesses momentos, conservamos uma postura de respeito, reverência e humilhação, plataforma para uma transformação genuína (2 Co 3.18).
A perfeita adoração deve ser feita em espírito e em verdade (Jo 4.23,24), porque Deus é Espírito e é o Deus da verdade. Alma e corpo não conseguem produzir de maneira satisfatória a verdadeira adoração; o espírito, sim. No entanto, a adoração legítima deve envolver todo o nosso ser, corpo, alma e espírito (2 Sm 12.20; Jó 1.20).
A verdadeira adoração sobressai aos locais determinados de culto. Não está restrita ao templo, a um monte ou a uma cidade (Jo 4.20). A adoração em espírito está de acordo com a natureza do Deus onipresente. Para A. J. MacLeod, em O novo comentário da Bíblia : O local é secundário; o que importa é a realidade espiritual. O advento messiânico dá um golpe mortal aos preconceitos raciais. O culto deve ser pessoal e espiritual, oferecido a Deus pela inspiração do Espírito. Os requisitos indispensáveis para o verdadeiro culto são definidos como sendo realidade na vida íntima e sinceridade quanto ao propósito espiritual. [...] O original grego coloca a palavra Espírito primeiro, salientando desta maneira a natureza de Deus. Essencialmente, Deus é Espírito. ( DAVIDSON, 1997) Nosso corpo é o templo do Espírito Santo, como Paulo fez questão de lembrar aos cristãos de Corinto (1 Co 3.16). Sua habitação no cristão desfaz o conceito do local como facilitador da adoração, pois o centro de adoração agora é o coração humano transformado, não por acaso, pela obra regeneradora do Espírito Santo. Pelo Espírito, oferecemos a adoração autêntica, a qual é impossível pela mera religiosidade, como ensinou Paulo aos cristãos de Filipos:

Para A. J. MacLeod, em O novo comentário da Bíblia :

O local é secundário; o que importa é a realidade espiritual. O advento messiânico dá um golpe mortal aos preconceitos raciais. O culto deve ser pessoal e espiritual, oferecido a Deus pela inspiração do Espírito. Os requisitos indispensáveis para o verdadeiro culto são definidos como sendo realidade na vida íntima e sinceridade quanto ao propósito espiritual. [...] O original grego coloca a palavra Espírito primeiro, salientando desta maneira a natureza de Deus. Essencialmente, Deus é Espírito. ( DAVIDSON, 1997)

Nosso corpo é o templo do Espírito Santo, como Paulo fez questão de lembrar aos cristãos de Corinto (1 Co 3.16). Sua habitação no cristão desfaz o conceito do local como facilitador da adoração, pois o centro de adoração agora é o coração humano transformado, não por acaso, pela obra regeneradora do Espírito Santo. Pelo Espírito, oferecemos a adoração autêntica, a qual é impossível pela mera religiosidade, como ensinou Paulo aos cristãos de Filipos:

Nós adoramos a Deus por meio do seu Espírito e nos alegramos na vida que temos em união com Cristo Jesus em vez de pormos a nossa confiança em cerimônias religiosas como a circuncisão. Filipenses 3.3 (NTLH)

Templo do Espírito
ÁGABO
 Esse nome designa um profeta residente na Judeia. Quase nada se sabe a respeito dele. Uma tradição posterior coloca-o entre os 70 discípulos enviados por Jesus (Lc 10.1). Seu nome é mencionado duas vezes no texto bíblico, ambas no livro de Atos (11.28; 21.10).

Na primeira citação, ele é tomado pelo Espírito Santo e prediz uma grande seca no tempo do imperador Cláudio. Tácito, Suetônio e Flávio Josefo mencionam essa seca em seus escritos. Na segunda, Ágabo profetiza um incomum sofrimento que acometeria o apóstolo Paulo no exercício do seu ministério:

Vindo ter conosco, [Ágabo] tomou a cinta de Paulo e, ligando-se os seus próprios pés e mãos, disse: Isto diz o Espírito Santo: Assim ligarão os judeus, em Jerusalém, o varão de quem é esta cinta e o entregarão nas mãos dos gentios.
                                                              Atos 21.11
A exemplo da predição da seca, a mensagem comunicada ao apóstolo Paulo cumpriu-se fiel e literalmente.

TRECHOS DO LIVRO :

                 

                  II. O ESPÍRITO NO ANTIGO TESTAMENTO

O Espírito Santo é revelado no Antigo Testamento de três maneiras: primeira, como Espírito criador ou cósmico, por cujo poder o universo e todos os seres foram criados; segunda, como o Espírito dinâmico ou doador de poder; terceira, como Espírito regenerador, pelo qual a natureza humana é transformada.

1. Espírito criador.

O Espírito Santo é a terceira Pessoa da Trindade por cujo poder o universo foi criado. Ele pairava por sobre a face das águas e participou da glória da criação. (Gên. 1:2; Jo 26:13; Sal. 33:6; 104:30.) O Dr. Denio escreve: O Espírito Santo, como Divindade inseparável em toda a criação, manifesta sua presença pelo que chamamos as leis da natureza. Ele é o princípio da ordem e da vida, o poder organizador da natureza criada. Todas as forças da natureza são apenas evidências da presença e operação do Espírito de Deus. As forças mecânicas, a ação química, a vida orgânica nas plantas e nos animais, a energia relativa à ação nervosa a inteligência e a conduta moral são apenas evidências da imanência de Deus, da qual o Espírito Santo é o agente. O Espírito Santo criou e sustenta o homem. (Gên. 2:7; Jo 33:4.)
Toda pessoa, seja ou não servo de Deus, é sustentada pelo poder criador do Espírito de Deus. (Dan. 5:23; Atos 17:28.) A existência do homem é como o som da tecla do harmônio que dura tão-somente enquanto o dedo do artista a comprime. O homem deve a sua existência e a continuação desta às "duas mãos de Deus", isto é, o Verbo (João 1:1-3), e o Espírito. Foi a esses que Deus se dirigiu dizendo: "Façamos o homem."

2. Espírito dinâmico que produz.

O Espírito Criador criou o homem a fim de formar uma sociedade governada por Deus; em outras palavras, o reino de Deus. Depois que entrou o pecado e a sociedade humana foi organizada à parte de Deus e em oposição à sua pessoa, Deus começou de novo ao chamar o povo de Israel, organizando-o sob suas leis, e assim constituindo-o como reino de Jeová . (2 Crôn. 13:8.) Ao estudar a história de Israel lemos que o Espírito Santo inspirou certos homens para governar e guiar os membros desse reino e para dirigir seu progresso na vida de consagração. A operação dinâmica do Espírito criou duas classes de ministros: primeira, obreiros para Deus — homens de ação, organizadores, executivos; segunda, locutores para Deus — profetas e mestres.

(a) Obreiros para Deus. Como exemplos de obreiros inspirados pelo Espírito, mencionamos Josué (Num. 27:8-21); Otoniel (Juízes 3:9-10; José (Gên.41:38-40); Bezaleel (Êxo. 35:30-31); Moisés (Num. 11:16,17); Gideão (Jui. 6:34), Jefté (Jui 11:29); Sansão (Jui. 13:24,25); Saul (1 Sam. 10:6). É muito provável que, à luz desses exemplos, os dirigentes da igreja primitiva insistissem em que aqueles que serviam às mesas deviam ser cheios do Espírito Santo (Atos 6:3).

(b) Locutores de Deus. O profeta de Israel, podemos dizer, era um locutor de Deus — um que recebia mensagens de Deus e as entregava ao povo. Ele estava cônscio do poder celestial que descia sobre ele de tempos em tempos capacitando-o para pronunciar mensagens não concebidas por sua própria mente, característica que o distinguia dos falsos profetas. (Ezeq. 13:2.) A palavra "profeta" indica inspiração, originada duma palavra que significa "borbulhar" — um testemunho à eloqüência torrencial que muitas vezes manava dos lábios dos profetas. (Vide João 7:38.)

1) As expressões empregadas para descrever a maneira como lhes chegava a inspiração mostram que essa inspiração era repentina e de modo sobrenatural. Ao referirem-se à origem de seu poder, os profetas diziam que Deus "derramou" seu Espírito, "pôs seu Espírito sobre eles", "deu" seu Espírito, "encheu-os do seu Espírito", e "pôs seu Espírito" dentro deles. Descreveram a variedade de influência, declaram que o Espírito "estava sobre eles", "descansava sobre eles", e os "tomava". Para indicar a influência exercida sobre eles, diziam que estavam "cheios do Espírito", "movidos" pelo Espírito, "tomados" pelo Espírito, e que o Espírito falava por meio deles.

2) Quando um profeta profetizava, às vezes estava em estado conhecido como "êxtase" — estado pelo qual a pessoa fica elevada acima da percepção comum e introduzida num domínio espiritual, no domínio profético. Ezequiel disse: "A mão do Senhor (o poder do Senhor Deus) caiu sobre mim ... e o Espírito me levantou entre a terra e o céu, e me trouxe a Jerusalém em visões de Deus" (Ezeq. 8:1-

3). É muito provável que Isaias estivesse nessa condição quando viu a glória de Jeová (Isa. 6). João o apóstolo declara que foi "arrebatado em espírito no dia do Senhor" (Apo.?. Vide Atos 22:17.) As expressões usadas para descrever a inspiração e o êxtase dos profetas são semelhantes àquelas que descrevem a experiência do Novo Testamento de "ser cheio" ou "batizado" com o Espírito. (Vide o livro de Atos.) Parece que nessa experiência o Espírito tem um impacto tão direto sobre o espírito humano, que a pessoa fica como que arrebatada a uma experiência na qual pronuncia uma linguagem extática.

3) Os profetas nem sempre profetizavam em estado extático; a expressão "veio a Palavra do Senhor" dá a entender que a revelação veio por uma iluminação sobrenatural da mente. A mensagem divina pode ser recebida e entregue em qualquer das duas maneiras.

4) O profeta não exercia o dom à sua discrição; a profecia não foi produzida "por vontade de homem" (2 Ped. 1:21). Jeremias disse que não sabia que o povo estava maquinando contra ele (Jer. 11:19). Os profetas nunca supuseram, nem tampouco os israelitas jamais creram, que o poder profético fosse privilégio de algum homem como dom permanente e sem interrupção para ser usado à sua própria vontade. Entenderam que o Espírito era um agente pessoal e, portanto, a inspiração era proveniente da soberana vontade de Deus. Os profetas podiam, porém, pôr-se numa condição de receptividade ao Espírito (2 Reis 3:15), e em tempos de crise podiam pedir direção a Deus.

3. Espírito regenerador.

Consideraremos as seguintes verdades relativas ao Espírito regenerador. Sua presença é registrada no Antigo Testamento, porém não é acentuada; seu derramamento é descrito, principalmente como uma bênção futura, em conexão com a vinda do Messias; e mostra características distintas.

(a) Operativo mas não acentuado. O Espírito Santo no Antigo Testamento é descrito como associado à transformação da natureza humana. Em Isa. 63:10,11 faz-se referência ao êxodo e à vida no deserto. Quando o profeta diz que Israel contristou o seu santo Espírito, ou quando se diz que deu seu "bom Espírito" para os instruir (Nee. 9:20), refere-se ao Espírito como quem inspira a bondade. (Vide Sal. 143:10.) Davi reconhecia o Espírito como presente em toda a parte, aquele que esquadrinha os caminhos dos homens, e revela, à luz de Deus, os esconderijos mais escuros de suas vidas. Depois de cometer seu grande pecado, Davi orou para que o Espírito Santo de Deus, a Presença santificadora de Deus, aquele Espírito que influencia o caráter, não lhe fosse tirado (Sal. 51:11). Esse aspecto, porém, da obra do Espírito não é acentuado no Antigo Testamento. O nome Espírito Santo ocorre somente três vezes no Antigo Testamento, mas oitenta e seis no Novo, sugerindo que no Antigo Testamento a ênfase está sobre operações dinâmicas do Espírito, enquanto no Novo Testamento a ênfase está sobre o seu poder santificador.

(b) Sua concessão representa uma bênção futura. O derramamento geral do Espírito como fonte de santidade é mencionado como acontecimento do futuro, uma das bênçãos do prometido reino de Deus. Em Israel o Espírito de Deus era dado a certos lideres escolhidos, e indubitavelmente quando havia verdadeira piedade, tal se devia à obra do seu Espírito. Mas em geral, a massa do povo inclinava-se para o paganismo e para a iniqüidade. Embora de tempos em tempos fossem reavivados pelo ministério de profetas e reis piedosos, era evidente que a nação era má de coração e que era necessário um derramamento geral do Espírito para que voltassem a Deus. Tal derramamento foi predito pelos profetas, que falaram que o Espírito Santo seria derramado sobre o povo numa medida sem precedentes. Jeová purificaria os corações do povo, poria seu Espírito dentro deles, e escreveria a sua lei em seu interior. (Ezeq. 36:25-29; Jer. 31:34.) Nesses dias o Espírito seria derramado com poder sobre toda a carne (Joel 2:28), isto é, sobre toda a classe e condição de homens, sem distinção de idade, sexo e posição. A oração de Moisés de que "todo o povo do Senhor fosse profeta" seria então cumprida (Num. 11:29). Como resultado, muitos seriam convertidos, porque "todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo" (Joel 2:32). A característica que distinguia o povo de Deus sob a velha dispensação era a possessão e revelação da lei de Deus; a característica que distingue seu povo sob a nova dispensação é a escrita da lei e a morada do Espírito em seus corações.

(c) Em conexão com a vinda do Messias, o grande derramamento do Espírito Santo teria por ponto culminante a Pessoa do Messias-Rei, sobre o qual o Espírito de Jeová repousaria permanentemente na qualidade de Espírito de sabedoria e entendimento, de conhecimento e temor santo, conselho e poder. Ele seria o Profeta perfeito que proclamaria as Boas-Novas de libertação, de cura divina, de consolo e de gozo. Qual é a conexão entre esses dois grandes eventos proféticos? Será a vinda do Ungido e a efusão universal do Espírito Santo? João Batista respondeu quando interrogado: "Eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem apos mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo." Em outras palavras, o Messias é o Doador do Espírito Santo. Foi isso que o assinalou como o Messias ou o Fundador do Reino de Deus. A grande bênção da nova época seria o derramamento do Espírito e foi o mais elevado privilégio do Messias, o de conceder o Espírito. Durante seu ministério terrestre Cristo falou do Espírito como o melhor dom do Pai (Luc. 11:13); ele convidou os sedentos espiritualmente a virem beber, oferecendo-lhes abundante abastecimento da água da vida; em seus discursos de despedida prometeu enviar o Consolador a seus discípulos. Notem especialmente a conexão do dom com a obra redentora de Cristo. A concessão do Espírito está associada com a partida de Cristo (João 16:7) e sua glorificação (João 7:39), o que implica sua morte (João 12: 23, 24; 13:31, 33; Luc.24:49). Paulo claramente declara essa conexão em Gál. 3:13,14; 4:4-6 e Efés. 1:3, 7:13, 14.

(d) Exibindo características especiais. Talvez este seja o lugar de inquirir acerca do significado da declaração: "porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado". João certamente não queria dizer que nos tempos do Antigo Testamento ninguém haja experimentado manifestações do Espírito; todo judeu sabia que as poderosas obras dos dirigentes de Israel e as mensagens dos profetas eram provenientes das operações do Espírito de Deus. Evidentemente ele se refere a certos aspectos da obra do Espírito que não eram conhecidos nas dispensações anteriores. Quais são, então, as características distintas da obra do Espírito na presente dispensasão?

1) O Espírito ainda não havia sido dado como o Espírito do Cristo crucificado e glorificado. Essa missão do Espírito não podia iniciar-se enquanto a missão do Filho não terminasse; Jesus não podia manifestar-se no Espírito enquanto estivesse em carne. O dom do Espírito não podia ser reivindicado por ele a favor dos homens enquanto ele não assumisse sua posição de Advogado dos homens na presença de Deus. Quando Jesus falou, ainda não havia no mundo uma força espiritual como a que foi inaugurada no dia de Pentecoste e que posteriormente cobriu toda a terra como uma grande enchente. Porque Jesus ainda não havia subido aonde estivera antes da encarnação (João 6:62), e ainda não estivera com o Pai (João 16:7; 20:17), não podia haver uma presença espiritual universal antes que fosse retirada a presença na carne, e o Filho do homem fosse coroado na sua exaltação à destra de Deus. O Espírito foi guardado nas mãos de Deus aguardando esse derramamento geral, até que o Cristo vitorioso o reivindicasse a favor da humanidade.

2) Nos tempos do Antigo Testamento o Espírito não era dado universalmente, mas, de modo geral limitado a Israel, e concedido segundo a soberana vontade de Deus a certos indivíduos, como sejam: profetas, sacerdotes, reis e outros obreiros em seu reino. Mas na presente época ou dispensação o Espírito está ao dispor de todos, sem distinção de idade, sexo ou raça. Nesta relação nota-se que o Antigo Testamento raramente se refere ao Espírito de Deus pela breve designação "o Espírito". Lemos acerca do "Espírito de Jeová " ou "Espírito de Deus". Mas no Novo Testamento o título breve o "Espírito" ocorre com muita freqüência, sugerindo que suas operações já não são manifestações isoladas, mas acontecimentos comuns.

3) Alguns eruditos crêem que a concessão do Espírito nos tempos do Antigo Testamento não envolve a morada ou permanência do Espírito, que é característica do dom nos tempos do Novo Testamento. Eles explicam que a palavra "dom", implica possessão e permanência, e que nesse sentido não havia Dom do Espírito no Antigo Testamento. É certo que João Batista foi cheio do Espírito Santo desde o ventre de sua mãe e isso implica uma unção permanente. Talvez esse e outros casos semelhantes poderiam ser considerados como exceções à regra geral. Por exemplo, quando Enoque e Elias foram transladados, foram exceções à regra geral do Antigo Testamento, isto é, a entrada na presença de Deus era por meio do túmulo e do Seol (o reino dos espíritos desencarnados).
Conhecendo as Doutrinas da Bíblia
Myer Pearlman




QUEM É O ESPÍRITO SANTO?

A pneumatologia bíblica é, indiscutivelmente, uma matéria de suma importância para a Igreja de Cristo na terra. É a doutrina do Espírito Santo, a terceira Pessoa da Trindade. A única fonte de informação sobre o Espírito Santo é a Bíblia, por isso, tudo quanto ensinamos acerca das ações do Espírito tem sua base na Palavra de Deus. A Bíblia é a nossa autoridade única sobre a personalidade e a divindade do Espírito. Do primeiro capítulo de Gênesis ao último capítulo de Apocalipse, o Espírito está presente. O conhecimento dessa doutrina não se restringe ao Antigo Testamento. No Novo Testamento, o Senhor Jesus Cristo deixou muitos ensinamentos acerca do Espírito Santo. No trimestre do Centenário pentecostal no Brasil, especialmente para a Assembleia de Deus, essa doutrina ganha um sentido especial. Sem desmerecer as demais doutrinas bíblicas, a ênfase ao assunto objetiva aclarar a doutrina e produzir convicções firmes e abalizadas na Palavra de Deus. Quando Jesus iniciou seu ministério terreno, começou identificando o Espírito Santo como uma Pessoa Divina. No seu primeiro sermão numa sinagoga de Nazaré, ele afirmou: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração” (Lc 4.18). No Antigo Testamento, as manifestações do Espírito Santo aconteciam de tempo em tempo, de acordo com as necessidades e circunstâncias especiais. No Novo Testamento, a manifestação do Espírito, a partir do Dia de Pentecostes, desceu para viver na vida da Igreja de Cristo e guiá-la neste mundo. Neste primeiro capítulo vamos identificar e conhecer o Espírito Santo, a terceira Pessoa da Trindade, estudando sua Deidade, Personalidade, suas operações e manifestações, segundo as Escrituras. A dispensação do Espírito é para todo o tempo da vida da Igreja na terra até a volta do Senhor Jesus.

 I – A DOUTRINA DO ESPÍRITO SANTO
 A importância da doutrina

 Os opositores do pentecostalismo declaram que os pentecostais dão ênfase exagerada à doutrina do Espírito Santo em detrimento das demais doutrinas. Entretanto, a ênfase dada a essa doutrina fortalece a crença nas demais, porque esta é o motor que dinamiza a Igreja, que a faz andar e cumprir o seu papel missionário no mundo. Assim como a Igreja não é Igreja sem Cristo, também, Cristo enviou o Espírito Santo para que o seu nome fosse glorificado na Igreja ( Jo 14.16,17). Uma igreja cristã autêntica não ostenta apenas a doutrina do Espírito Santo em detrimento das demais. Pelo contrário, ela tem no Espírito Santo a chave para a compreensão das demais doutrinas.

Os vários sentidos da palavra “espírito” na Bíblia
Nas línguas originais da Bíblia, o hebraico e o grego, encontramos a palavra “espírito” com sentidos diferentes. Para entender essa palavra referindo-se à terceira Pessoa da Trindade, precisamos recorrer ao contexto do termo para sabermos a que “espírito” está se referindo o texto bíblico. No Antigo Testamento, a palavra hebraica ruach significa “vento, hálito, ar, respiração”. No Novo Testamento, a língua grega traz o vocábulo pneuma, que tem na sua raiz o sentido de ação, do movimento do ar. Tanto ruach como pneuma podem referir-se ao espírito humano bem como ao Espírito divino. Quando se refere ao espírito humano, os dois termos referem-se à vida ou ao fôlego de vida no homem. O fôlego que o tornou um ser vivente (Gn 2.7; Mt 27.50; Lc 8.55).

Em relação ao homem, o espírito diz respeito à parte superior da vida humana, pois é seu espírito que torna a alma humana distinta da irracional. O espírito representa a natureza suprema do homem e o torna capaz de ter comunhão pessoal com o seu Criador. Em relação aos anjos, a palavra espírito identifica a natureza sobrenatural dos anjos. Eles são espíritos criados por Deus (Mt 8.16; Mc 1.23; Lc 1.11; At 5.19; 1 Co 2.12; Hb 2.7).

A palavra espírito, quando encontrada em forma minúscula, tem um sentido adjetivo. O seu significado é qualitativo. Refere-se à qualidade de um ser. Em relação ao Espírito Santo, encontramos várias vezes a palavra espírito com sentido qualitativo, quando diz: “Espírito de santificação” (Rm 1.4), “Espírito de sabedoria” (Is 11.2), “Espírito do Senhor” ou “espírito de Cristo”, “espírito de fé”, “espírito de coragem”. São considerações que se referem à qualidade ou a ação do Espírito Santo.

Quando se trata da palavra “espírito” em relação a Deus, tanto ruach quanto pneuma passam a ter um sentido especial, porque Deus é Espírito. De forma direta, o autor da Carta aos Hebreus diz que Ele é o Espírito Eterno (Hb 9.14). Outrossim, a palavra “espírito” não faz do Espírito Santo um ser impessoal. Ele não é “uma coisa”, nem “um poder cósmico”. Ele é Deus Pessoal. Não é uma mera energia ou influência sobrenatural. Ele é Deus, a terceira Pessoa da Trindade.

 Como descrevê-lo?

O Espírito Santo é o Espírito Eterno do Deus Triúno. Não é outro, mas é o mesmo Deus imutável (Ml 3.6). Ao estudar sobre o Espírito Santo, sabemos que Ele é o mesmo Espírito que operou no Antigo Testamento e opera no Novo Testamento. O capítulo 14 do Evangelho de João apresenta uma característica do Espírito Santo como Consolador. Na língua grega do Novo Testamento, a palavra é traduzida de parácleto. Essa palavra indica alguém que se coloca ao lado de outrem para ajudar, consolar, advogar. O Espírito Santo é personagem de relevância singular na vida da Igreja de Cristo. A ênfase em sua doutrina nessa dispensação não diminui nem relega as demais doutrinas bíblicas a somenos importância. Pelo contrário, essa ênfase reconhece a atividade do Espírito Santo para este tempo como cumprimento das Escrituras a seu respeito conforme promessa e declaração do Senhor Jesus. Portanto, o Espírito Santo é o Agente ativo da Trindade que representa a Pessoa de Jesus Cristo na mensagem do evangelho pleno.

O Espírito Santo no Antigo e Novo Testamentos O Espírito Santo não é uma descoberta no Novo Testamento. Ele está presente em toda a Bíblia. Na criação, no planejamento e na construção do universo, o Espírito está presente como o Espírito criador (Gn 1.2; Is 40.12- 14). No contexto da criação de todas as coisas, Ele atuou na formação do homem ( Jó 33.4). O Espírito Santo agiu em favor do povo de Deus por intermédio dos juízes, reis, sacerdotes e profetas, e até por pessoas totalmente leigas nos ministérios do Antigo Testamento (2 Sm 23.2; Mq 3.8). Um dos meios mais eficazes da atuação do Espírito Santo no Antigo Testamento foi por meio dos profetas pelos quais foi revelado o retrato do Messias (Is 11.1-5; 61.1-4). No texto de Isaías 11.1-5, o profeta apresenta o Espírito manifestando-se na vida do Messias prometido com sete qualidades distintas. Não se trata de sete espíritos, mas de sete qualidades do Espírito na vida do Messias. Figuras metafóricas de água, rios, nuvens, vento e outras figuras são demonstradas numa linguagem que revela a presença do Espírito Santo atuando nos tempos antigos.

No Novo Testamento, o Espírito manifesta-se de forma indireta, mas presente, no nascimento e na vida terrena de Jesus (Lc 1.35; 4.1). Mesmo que Israel, como nação, não tenha reconhecido em Jesus o Messias prometido, muitos homens e mulheres o reconheceram. Zacarias, o sacerdote, via-o como “a consolação de Israel” prometida (Lc 1.17). Posteriormente, João Batista o identificou como “cordeiro vindo da parte de Deus para remir os pecados de Israel”. Mais tarde, depois de ter cumprido o seu ministério terreno, Jesus foi identificado como aquEle que batizaria “com o Espírito Santo e com fogo” (Mt 3.11; Mc 1.8; Lc 3.16; Jo 1.33). De forma direta, vemos o Espírito Santo atuando nos Atos dos Apóstolos, a começar no Dia de Pentecostes (At 2.1-4). O batismo com o Espírito Santo com a evidência do falar em línguas aconteceu naquele dia especial e se repete a cada dia da existência da Igreja na terra. A experiência do falar em línguas espirituais e a manifestação especial dos dons espirituais é real em toda a dispensação da graça, nestes tempos da vida da Igreja de Cristo na terra.

O Espírito Santo na atualidade Por atualidade contamos todo o tempo da Igreja desde o Dia de Pentecostes, quando o Espírito foi derramado como chuvas torrenciais sobre quase 120 pessoas reunidas num cenáculo em Jerusalém (At 2.1-4). Ao longo da história da Igreja até ao dia de hoje, a chama que acendeu em Jerusalém no Dia de Pentecostes não apagou. O Espírito continua a inspirar a Igreja no cumprimento de sua missão principal de pregar o evangelho a toda criatura. Os modismos que têm entrado no seio da igreja em nome do Espírito Santo são facilmente identificados pela própria Bíblia, que revela quem é o Espírito e como Ele opera no mundo. O Espírito Santo não pode ser cerceado nem manipulado por caprichos de líderes egocêntricos que não fazem a obra do evangelho para a glória de Deus, mas a fazem para a glória própria. Um exemplo triste exposto na Bíblia é a igreja de Laodiceia, na Ásia Menor, dos tempos bíblicos. Por seu mundanismo, tornou-se uma igreja morna e intragável pelo próprio Deus (Ap 3.15).

Outro aspecto da doutrina do Espírito Santo é conhecer sua asseidade.

II – A ASSEIDADE DO ESPÍRITO SANTO

Mas o que significa asseidade? O termo asseidade é pouco usado na linguagem cotidiana das nossas igrejas. Advindo do latim aseitatis, o termo serve para qualificar o atributo divino, mas o sentido literal refere-se ao ser, ou “a si mesmo”. Portanto, trata-se de um termo especial com um sentido singular, pois só é referido a Deus. No campo da filosofia e da teologia, asseidade define tratar-se de um atributo inerente de Deus pelo qual Ele existe por si mesmo. O dicionarista Houaiss define “asseidade” como uma “qualidade fundamental de Deus que o distingue de todos os demais seres do universo”. Em relação a Deus, denota que Ele existe por si mesmo e de si mesmo, independentemente de qualquer outra coisa. Ele é autoexistente. Trata-se de uma qualidade pela qual Ele possui em si mesmo a causa ou o princípio de sua própria existência, sendo, portanto, incriado, além de absolutamente autônomo, livre e incondicionado”. Portanto, asseidade atribui-se exclusiva e unicamente ao Ser Divino, e o Espírito Santo, terceira pessoa da Trindade, é a manifestação da Divindade. Essa verdade é um atributo incomunicável da Divindade. Ele não é um entre outros espíritos. Ele é o Espírito do Deus Trino.

Naturalmente, para falar da asseidade do Espírito requer-se falar e refletir sobre sua existência.

A existência do Espírito Santo

A primeira grande verdade acerca da existência de Deus é que Ele é o Espírito Infinito e perfeito em quem todas as coisas têm sua fonte, sustento e fim. Em Hebreus 9.14, o autor da epístola o apresenta como “o Espírito Eterno”. Se Ele existe como Ser Divino, não é uma parte deste, mas é o próprio Deus Espírito ( Jo 4.24). Ele tem existência própria, mas isso não significa que esteja separado da Divindade como se fosse uma fração da mesma. As pessoas da Trindade são distintas em suas manifestações, mas pertencem à mesma essência indivisível e eterna. Ele não se originou em nada e em ninguém, porque tem origem em si mesmo. Ele é a expressão da unicidade de Deus. Nós e os anjos fomos criados e, por isso, dependemos do Criador, mas o Espírito não tem autodependência. Ele não depende e nem precisa de qualquer relação, embora queira e possa livremente relacionar-se com suas criaturas inteligentes, anjos e homens. Assim é com o Pai e com o Filho, pois Jesus declarou que “o Pai tem vida em si mesmo” ( Jo 5.26). Portanto, o Espírito de Deus é a essência de seu próprio ser, não simplesmente um atributo ou função de Deus. Ele é Deus mesmo, não um “deus”, mas é o único Deus triúno. A preexistência do Espírito é uma qualidade de sua existência eterna. Ele é chamado “o Espírito Eterno” porque não conhece princípio nem fim de existência.

 Atributos de sua asseidade Entre os vários atributos da Divindade, dois desses atributos conferem ao Espírito Santo, bem como as demais Pessoas da Trindade, qualidades que só pertencem à Divindade. São denominados pelos teólogos como atributos incomunicáveis. Esses atributos são propriedades qualitativas, jamais adquiridas ou acrescentadas, mas pertinentes a Ele eternamente, porque possui imutabilidade inata. Mas o que é isso? Ora, imutabilidade inata refere-se a sua capacidade de permanecer o mesmo o tempo todo, porque é próprio de sua natureza divina. Significa que Ele está livre de toda e qualquer mudança (Ml 3.6), e que não aumenta nem diminui, nem cresce nem está sujeito a decadência. Sua imutabi lidade não significa que Ele não se mova como uma estátua, mas significa que Ele permanece para sempre o mesmo. Nem o tempo nem o espaço o imobilizam, nem o atingem. É um atributo que pertence às três Pessoas igualmente (Rm 1.23; Hb 1.11).

Outro aspecto qualitativo da Divindade é a sua eternidade (Hb 9.14). É uma qualidade pertinente à Divindade. Mais uma vez o autor da Carta aos Hebreus identifica o Espírito como “Eterno”. Significa que Ele transcende a todas as limitações temporais. Ele é atemporal. Existem dois outros termos ligados à eternidade que podem ilustrar e aclarar ainda mais essa qualidade da Divindade que são: a infinidade e a imensidade.

Em relação à infinidade, entende-se que sua existência não tem fim. Nada confina o Espírito Santo no espaço, nem o retém no tempo. E ninguém pode confinar o Espírito num espaço. Ele não pode ser medido, nem se pode dar extensão ao Espírito Santo. Em relação à imensidade do Espírito, sabemos que ela deriva da eternidade de Deus. Ora, se Ele é impacial (não limitado ao espaço), também é atemporal. Ele está acima do espaço e do tempo, porque não tem qualquer sinal de físico. Ele possui uma grandeza incomensurável. Sua grandeza não é estática, nem aumenta, nem diminui. Sua imensidade está em toda a criação. Ele não se divide, nem se fraciona em partes, mas pode estar em todo lugar por inteiro ao mesmo tempo com todo o seu Ser (Sl 139.7-12). Os homens são espíritos corporizados e, portanto, limitados no espaço. Nem aos anjos nem aos homens lhes é atribuída essa qualidade de “imensidade”. Pelo contrário, tanto anjos como homens ocupam lugares definidos no espaço, visto que não podem estar em toda parte e encher todo lugar. A plenitude pertence, de fato, única e exclusivamente à Divindade (Sl 97.1-12).

III – A DEIDADE DO ESPÍRITO SANTO Falamos da asseidade do Espírito que não é a mesma coisa que deidade. A palavra deidade define-se como um substantivo feminino que se refere a alguma coisa que se venera ou adora. Em termos de religião, deidade refere-se a alguma entidade espiritual que pode ser venerada ou adorada. Em relação à Bíblia Sagrada, deidade tem um sentido neutro em relação a Deus e significa algo que representa sua natureza divina.

O Espírito é Deus

Esta declaração é comprovada na Bíblia e na experiência humana. Ele não um deus entre outros deuses. Ele é Deus identificado como a terceira pessoa da Trindade. No Antigo Testamento, Ele revelou-se ao povo de Israel e a Moisés em especial como o único e verdadeiro Deus vivente (Dt 4.35). Toda a nação israelita concentrou sua fé na declaração que Moisés fez ao povo: triplicidade de sua natureza divina. Depois do Pentecoste, numa reunião da igreja emergente, Pedro identificou e revelou a personalidade do Espírito Santo implícita na deidade do Pai e do Filho Jesus (At 5.3). A deidade é a mesma nas três Pessoas. Não são deidades separadas, mas pertencem à mesma essência divina do Único Deus manifesto em três Pessoas.

O Espírito é coigual com o Pai e o Filho

 A doutrina do Deus Trino e Uno é revelada na Bíblia. Percebe-se que essa revelação acerca da Trindade foi sendo aclarada à medida que em que as doutrinas cristãs foram sendo construídas através dos primeiros séculos da Era Cristã. Os apóstolos revelaram em seus escritos a doutrina da Trindade. Os três, Pai Filho e Espírito Santo existem eternamente como três Pessoas distintas, mas unidas em essência. As três Pessoas da Trindade têm vontades separadas e nunca se conflitam (Lc 22.42; 1 Co 12.11). Não há uma hierarquia divina. A ordem hierárquica é apenas humana para facilitar a nossa compreensão. Os três, Pai, Filho e Espírito Santo, são uma só deidade assim como o sol — embora sendo um, é constituído de três elementos que são luz, calor e fogo. O raio de luz se manifesta pelo actínico, que é invisível; o lumífero, que é visível; e o calorífico, que produz aquecimento.

O Espírito possui atributos da deidade

Quantos atributos Deus têm? Na verdade, a diversidade dos atributos de Deus não o diferencia em suas manifestações. Não são mais nem menos poderosos. Seus atributos pertencem às três Pessoas da Trindade, que revelam características do Ser divino. Entretanto, para dar sentido especial nesta matéria, destacamos três atributos inerentes a cada uma das Pessoas da Trindade, que são: a onipotência, a onipresença e a onisciência. São atributos restritos apenas à Divindade. Anjos e homens não os possuem. W. T. Conner, teólo go, escreveu o seguinte em seu livro Doctrina Cristiana: “Por onipotência de Deus se entende que todo o poder que há no Universo, físico ou espiritual, tem sua origem em Deus. Ele, por conseguinte, pode fazer qualquer coisa que o poder seja capaz”.

O primeiro atributo, onipotência, revela-se pelo fato de que Ele tem todo o poder, no universo criado, físico ou espiritual. Do latim omni-potentia, significa “todo” (de omni) e “poderoso” (de potentia). No hebraico aparece a palavra shaddai, que significa “autossuficiente” ou “todo-poderoso”. Na língua grega do Novo Testamento, o termo é pantokrator com o mesmo sentido de “todo-poderoso”. Teologicamente, Deus é o Todo-Poderoso que pode tudo quanto lhe apraz. Nada o limita, porque Ele pode fazer tudo. Porém, Ele não faz qualquer coisa que fira sua natureza santa e perfeita (2 Tm 2.13; Hb 6.18). Não há nada que o limite, porque Ele, como Ser Absoluto, está livre de qualquer limitação ou confinamento. Precisamos compreender que quando afirmamos que Deus tem poder para fazer todas as coisas, não nos referimos às coisas que fogem à ordem que Ele tem estabelecido para o mundo. Ele não fará qualquer coisa que contrarie sua natureza perfeita e santa; Deus, por exemplo, não pode mentir (Nm 23.19), porque contraria sua natureza moral. Quando usamos a expressão “Deus não pode fazer” não significa que Ele não esteja livre para fazer qualquer coisa, mas significa que Ele é Santo e Absoluto, e não corre o risco de falhar. Ele está livre de qualquer limitação ou confinamento. Simplesmente Ele não pode fazer coisas que contrariem sua natureza divina. O Espírito tem todo o poder, mas Ele respeita o livre-arbítrio do homem. Não há divisão ou parte da Onipotência divina no Espírito Santo, porque embora cada uma das pessoas da Trindade seja distinta, os atributos divinos pertencem aos três por igual. Por isso, o Espírito não é uma terceira autoridade divina, mas Ele faz o que lhe apraz (1 Co 12.11).

O segundo atributo é onipresença.

O Salmo 139 revela que a sua presença se faz sentir em todo lugar. Assim como o Espírito penetra todas as coisas e perscruta o nosso entendimento, também pode estar em todo o lugar ao mesmo tempo. Sua presença é plena e perfeita. Ele não se divide em várias presenças manifestas, mas sua presença pessoal é perfeita e total. Deus é Espírito e preenche a imensidade, e cada ponto do Universo é preenchido por Ele (At 17.24-28; Jr 23.23,24). Ele não só possui total conhecimento das coisas que possam ocorrer em todo lugar, mas sua presença pode encher todos os luga res. Ele não se divide em presenças, mas sua presença pessoal é total, plena e perfeita em cada lugar que estiver. Em relação à Trindade, cada Pessoa que a constitui destaca-se em manifestações distintas, as quais mostram a onipresença da Divindade. O Pai foi conhecido e manifesto pelo Filho na terra ( Jo 3.3) e o Espírito Santo é a manifestação do Pai e do Filho na vida interior do crente ( Jo 14.17,19,20,23). A história da Igreja atesta que o Espírito sempre esteve e está presente na sua missão na terra, sem restrição de espaço ou tempo.

O terceiro atributo divino é a onisciência. A palavra onisciência deriva de suas palavras latinas: omnis e scientia. A primeira significa “tudo ou todo” e scientia significa “conhecimento ou ciência”. Esse atributo está intrínseco na natureza divina das Pessoas da Trindade. O Espírito Santo, do mesmo modo que o Pai e o Filho, tem total conhecimento, isto é, Ele possui perfeito conhecimento. Nada escapa ao seu conhecimento. Sua compreensão é infinita e sua sabedoria é uma qualidade singular e indescritível em sua natureza divina. Ele sabe tudo acerca de si mesmo e de tudo quanto criou (Sl 139.2,11,13). Ele sabe tudo acerca dos homens, por dentro e por fora (1 Rs 8.39; Jr 16.17; Rm 8.27). Ninguém pode esconder coisa alguma do Espírito Santo. Nenhum só pensamento nosso passa despercebido do Deus Trino.

 IV – A PERSONALIDADE DO ESPÍRITO SANTO

O Espírito Santo tem personalidade própria. Ele não é uma emanação ou influência da Divindade. Antes, é uma pessoa divina incorpórea que não pode ser confundida com alguma forma física ou corpórea. Sua Personalidade tem um caráter moral espiritual que se manifesta por meio do falar, do sentir e do fazer alguma coisa. Pronomes pessoais são conferidos ao Espírito Santo No Evangelho de João 16.8,13,14, o texto contém pronomes pessoais como “ele”, “aquele”, que no grego bíblico aparece como ekeinos e indicam tratamento pessoal. Em João 14.16, temos a expressão “outro consolador” e o pronome “outro” indica alguém, não uma coisa. No grego esse pronome é allos e significa “outro do mesmo tipo”. O Filho de Deus, Jesus Cristo, revelou-se como Pessoa. Depois de cumprida a sua missão Ele prometeu enviar “outro consolador” que é o Espírito Santo.

Três atributos pessoais são revelados e identificados no Espírito Santo: intelecto, vontade e sentimento. O primeiro faz com que o Espírito Santo fale, pense, raciocine e determine (Rm 8.27; 1 Co 2.10,11,16). O segundo atributo é a vontade, demonstrada na Palavra de Deus. Ele faz o que quer, como e quando quer, porque Ele tem conhecimento prévio de tudo e não corre o risco de errar. Os dons espirituais são distribuídos por Ele conforme a sua vontade (1 Co 12.7,11). O seu conhecimento inerente e pleno lhe dá condições de agir livremente. O terceiro atributo é o sentimento. Ele tem emoções. O Espírito possui todos os graus de afeição e sensibilidade de quem ama, geme, chora, intercerde (Rm 8.26,27; Ef 4.30).

Aprendemos, inicialmente, que precisamos conhecer o Espírito Santo para entendermos suas manifestações no mundo, em especial, na Igreja de Cristo. A grande verdade dessa lição é sabermos que o Espírito não é um mero símbolo espiritual. Ele é Deus Pessoal que se comunica conosco.


                                       ELIENAI CABRAL - CPAD




                                              I - Quem É o ESPÍRITO SANTO
O ESPÍRITO SANTO é a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Ele aparece pela primeira vez nas Escrituras em Gênesis 1.2, e daí em diante sua presença é proemi­nente em ambos os Testamentos. O vocábulo que dá sentido ao seu nome é o grego pneuma, vindo da raiz hebraica ruach. Ambos os termos, quando aplicados para dar significação divina e sem igual, denotam o infinito ESPÍRITO de DEUS.
A atuação deste supremo Ser é marcante nas Escritu­ras como o Substituto legal do Filho de DEUS, desde o Pentecoste até o arrebatamento da Igreja (Jo 16.7), e continuando depois com ela para sempre (Jo 14.16). Ele veio ao mundo como o "Agente da Comunicação Divi­na". Sua origem não se encontra nas tábuas genealógicas, pois, sendo Ele um dos membros da Divindade, é a ori­gem de si mesmo e a causa de sua própria substância.

II - Sua Preexistência
A natureza e os atributos do ESPÍRITO SANTO caracteri­zam-no como o "ESPÍRITO eterno", não conhecendo princípio de dias nem fim de existência (Hb 9.14). Ele aparece ao lado de DEUS, quando havia unicamente o DEUS trino e uno. O tempo, que marca extensão, é percebido através da relação entre "antes" e "depois". Uma vez que o ESPÍRITO SANTO tem a mesma natureza de DEUS, o tempo não se aplica a Ele já que existe pela própria necessidade de sua existência. Ele é um Ser vivo, dotado de perso­nalidade, não sendo meramente uma influência ou ema­nação de DEUS. Antes, é uma Pessoa claramente divina, que faz parte da Trindade.
Não um ser criado, como nós ou as demais criaturas que, por um ato de DEUS, passamos a existir num certo tempo e lugar.
1. No Antigo Testamento
O período do Antigo Testamento foi de preparação e espera a este Ser eterno, cuja ação plena concretizou-se no Novo. Mas antes, como sabemos, o Eterno ESPÍRITO de DEUS já operava.
Em suas várias manifestações e demonstrações de po­der, tanto no universo físico como no espiritual, sua presença é sentida e revelada (Gn 1.2; 6.3; Êx 8.19; Jo 33.4 etc.) Entretanto, eram apenas manifestações objeti­vas e tópicas, pois até então o ESPÍRITO SANTO não havia sido "derramado" e sim "manifestado" (cf. Jl 2.28; Jo 7.39). O ESPÍRITO SANTO se revelava de três maneiras, visto no contexto geral.
a. Como ESPÍRITO criador do cosmo. Por cujo poder o Universo e todos os seres foram criados.
b. Como ESPÍRITO dinâmico ou doador de poder. Revelado como o Agente de DEUS em relação aos homens; entretanto, não era outorgado como dádiva permanente. Em sentido tópico, tal sucedia até mesmo no caso dos profetas, embora seja seguro pensar que homens mais profundamente espirituais possuíam o dom do ESPÍRITO por tempo mais dilatado que o comum (cf. Sl 51.11- Ml 2.15).
c. Como ESPÍRITO regenerador. Pelo qual a natureza humana é transformada "de glória em glória na mesma imagem, como pelo ESPÍRITO do Senhor" (2 Co 3.18). Encontramos sua presença no Antigo Testamento, em várias manifestações de poder, num total de 88 vezes: 13 no Pentateuco; sete em Juízes; sete em 1 Samuel; cinco nos Salmos; 14 em Isaías; 12 em Ezequiel; e trinta ou­tras, por inferência.
Dos 39 livros do Antigo testamento, apenas 16 não fazem referência específica a Ele - mas em essência.
Algumas referências marcam sua presença nesse perí­odo, descrevendo-o como membro ativo da Divindade e participante de decisões somente a ela inerentes. Veja­mos algumas:
•   Na criação do Universo: "E o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas" (Gn 1.2).
•   Na criação do homem: "E disse DEUS: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhan­ça..." (Gn 1.26).
•   No juízo sobre o pecado: "Então disse o Senhor DEUS: Eis que o homem é como um de nós..." (Gn 3.22).
•   No julgamento sobre o dilúvio: "Então disse o Se­nhor: Não contenderá o meu ESPÍRITO para sempre com o homem..." (Gn 6.3).
•   Sobre a construção da torre de Babel: "Eia, desça­mos, e confundamos ali a sua língua..." (Gn 11.7).
O ESPÍRITO SANTO é também retratado, em relação aos ho­mens, como aquEle que ilumina (Jo 33.8), dá forças especiais (Jz 14.6,19), concede sabedoria (Êx 31.1-6; Dt 34.8), outorga revelações (Nm 11.25; 2 Sm 23.2), instrui sobre a vontade de DEUS (Is 11.2), administra graça (Zc 12.10) e, finalmente, enche as vidas com sua presença (Ef 5.18).
2. No Novo Testamento
O ESPÍRITO SANTO entra em cena logo nas primeiras páginas do Novo Testamento. O anjo Gabriel informa a Zacarias, um velho sacerdote da ordem de Abias, que seu futuro filho, João Batista, seria cheio do ESPÍRITO SANTO desde o ventre materno (Lc 1.15). O mesmo mensageiro celestial diz a Maria que o ESPÍRITO SANTO desceria sobre ela (Lc 1.35). Mais adiante encontramos o justo Simeão, e "o ESPÍRITO SANTO estava sobre ele" (Lc 2.25). Durante a vida terrena de nosso Senhor JESUS, a atuação do ESPÍRITO SANTO acompanhava seus passos, palavras e obras. Ou seja, JESUS era "cheio do ESPÍRITO SANTO" (Lc 4.1). E podia exclamar: "O ESPÍRITO do Senhor é sobre mim" (Lc 4.18).

III - Sua Existência Pós-pentecostal
Vinte e cinco livros dos 27 que compõem o Novo Testamento descrevem o ESPÍRITO SANTO como um Ser real. Apenas dois, Filemom e 3 João, falam dEle apenas em essência.
Há duas citações sobre a existência do Pai e do Filho que não mencionam sua existência:
"E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único DEUS verdadeiro, e a JESUS CRISTO, a quem envias-te" (Jo 17.3).
"E mostrou-me o rio puro da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de DEUS e do Cordeiro..." (Ap22.1).
No entanto, a ausência do ESPÍRITO SANTO nestas duas citações não lhe nega a existência como Pessoa real! Pelo contrário, prova sua humildade e grandeza.
De acordo com a Lei mosaica, o testemunho de dois homens era verdadeiro para se firmar qualquer palavra ou sentença.
Dois grandes personagens, João Batista e JESUS Cris­to, afirmaram ter visto o ESPÍRITO SANTO em forma corpórea.
"E João testificou, dizendo: Eu vi o ESPÍRITO descer do céu como uma pomba, e repousar sobre ele. E eu não o conhecia, mas o que me mandou a batizar com água, esse me disse: Sobre aquele que vires descer o ESPÍRITO, e sobre ele repousar, esse é o que batiza com o ESPÍRITO SANTO" (Jo 1.32,33).
"E, sendo JESUS batizado, saiu logo da água, e viu o ESPÍRITO de DEUS descendo como pomba e vindo sobre ele" (Mt 3.16).

IV - Sua Natureza
A terceira Pessoa da Trindade é ESPÍRITO por natureza! Ou seja, tal qual Ele é, tanto o seu Ser como o seu caráter, assim são também o Pai e o Filho: iguais em aspecto, poder e glória. O fato de o ESPÍRITO SANTO ser DEUS fica provado não somente por sua identificação com o Pai e o Filho, nas fórmulas do batismo e da bênção apostólica, mas também pelos atributos divinos que pos­sui. Em outros aspectos, o ESPÍRITO SANTO é co-participante dos atos de DEUS, especialmente pela sua maneira tríplice de agir, como por exemplo:

1.     Na bênção das tribos
"O Senhor DEUS te abençoe e te guarde: o Senhor [JESUS] faça resplandecer o seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti. O Senhor [ESPÍRITO SANTO] sobre ti levante o seu rosto, e te dê a paz" (Nm 6.24-26).


2.     Na bênção apostólica
"A graça do Senhor JESUS CRISTO, e o amor de DEUS, e a comunhão do ESPÍRITO SANTO seja com vós todos" (2 Co 13.13).

3.     No perdão
"Ó Senhor [DEUS], ouve; ó Senhor [JESUS], perdoa: Ó Senhor [ESPÍRITO SANTO], atende-nos e opera sem tardar" (Dn 9.19).

4.     No louvor
"E clamavam uns para com os outros, dizendo: SANTO [DEUS], SANTO [JESUS], SANTO [ESPÍRITO SANTO] é o Senhor dos Exércitos: toda a terra está cheia da sua glória" (Is 6.3).

5.     No batismo
"Portanto ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do ESPÍRITO SANTO..." (Mt 28.19).

6.     Nos dons
"Ora há diversidade de dons, mas o ESPÍRITO é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Se­nhor [JESUS] é o mesmo. E há diversidade de opera­ções, mas é o mesmo DEUS que opera tudo em todos" (1 Co 12.4-6).

7.     Na unidade da fé
"Há um só... ESPÍRITO... um só Senhor [JESUS]... um só DEUS e Pai de todos..." (Ef 4.4,6).

8.     No testemunho
"Porque três são os que testificam no céu: o Pai, a Palavra, e o ESPÍRITO SANTO; e estes três são um" (1 Jo 5.7).

Evidentemente, a presença do ESPÍRITO SANTO é vista por toda a extensão das Escrituras, sempre agindo de comum acordo com o Pai e o Filho.
De DEUS se declara: "Desde a antigüidade fundaste a terra: e os céus são obra das tuas mãos" (Sl 102.25).
De CRISTO se declara: "Porque nele foram criadas to­das as coisas, visíveis e invisíveis, sejam tronos, sejam dominações, sejam principados, sejam potestades: tudo foi criado por ele e para ele" (Cl 1.16).
Do ESPÍRITO SANTO se declara: "Pelo seu ESPÍRITO ornou os céus" (Jo 26.13). Os atos da criação - em separado, ainda que completos - da parte de cada Pessoa reúnem-se na afirmação do nome de DEUS [Eloim], e daí por diante.
Ele é, portanto, o ESPÍRITO eterno (Hb 9.14). É onipresente (Sl 139.7-10), onipotente (Lc 1.37) e onisci­ente (1 Co 2.10). A Ele se atribuem obras divinas: tomou parte na criação (Gn 1.2); produz novas criaturas para JESUS (Jo 3.5); ressuscitou a JESUS CRISTO dentre os mor­tos (Rm 1.4; 8.11).
O sentido que lhe dá a palavra grega - herdada do original hebraico - é sem igual. Pneuma, como termo psicológico, representa a sede da percepção, do sentido, da vontade, do estado da mente, ou pode ser equivalente ao ego da pessoa humana (Mc 2.8; Lc 1.47; Jo 11.33; 13.21 etc...). Porém, o termo pneuma, ou vocábulo grego correspondente, aparece 220 vezes no Novo Testamento. Nada menos de 91 dessas ocorrências, em essência espe­cial, com ou sem qualificativo quanto ao caráter ou a origem, indicam o ESPÍRITO SANTO.
São usados pronomes masculinos, como na indicação do Pai e do Filho, dominando, portanto, toda construção gramatical neste sentido. Isto é importante!

V - Seu Relacionamento
A atuação do ESPÍRITO SANTO pode ser vista tanto em relação ao universo físico como ao espiritual. Sua ação pode ser presenciada em ambos os Testamentos. Entretanto, com maior impacto, o ESPÍRITO foi prometido para uma dispensação futura, a tal ponto que, nos tempos do Messias, Ele seria "derramado sobre toda a carne".

1. Com o Universo
"E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o ESPÍRITO de DEUS se movia sobre a face das águas" (Gn 1.2).
Observe-se que a palavra "DEUS" está no plural, e o verbo, no singular (no hebraico, há três números: singular, dual e plural). Assim, a natureza de DEUS é revelada na primeiras palavras de Gênesis, como de igual modo o Filho e o ESPÍRITO SANTO: uma Trindade, porém um só DEUS.
O Filho aparece na "segunda" palavra da Bíblia - Ele é o princípio (Ap 3.14).
O Pai aparece na "quarta" palavra.
O ESPÍRITO SANTO aparece na "trigésima-terceira" palavra, e daí por diante sua presença contínua e suas mani­festações tópicas nas obras de DEUS são presenciadas em cada acontecimento. Dessa maneira, podemos aceitar que, na criação do Universo, o Pai a propôs e o Filho agiu pela energia do ESPÍRITO SANTO. Subentende-se, portanto, que o ESPÍRITO SANTO, como Divindade inseparável em toda a criação, manifesta sua presença em todos os elementos da natureza criada. Todas as forças da natureza são ape­nas evidências da presença e operação do ESPÍRITO de DEUS. Toda a criação, e todo ser criado, deve sua existên­cia e continuação às "mãos de DEUS": CRISTO ("Nele fo­ram criadas todas as coisas", Cl 1.16) e ao ESPÍRITO SANTO ("Ele criou e ornamentou a todas as coisas"; cf. Jo 26.13; 33.4; Sl 104.30).

2. Com CRISTO
O ESPÍRITO SANTO desceu sobre Maria, produzindo a concepção virginal do Filho de DEUS (Mt 1.20; Lc 1.23), e é visto como aquEle que "ungiu" JESUS de Nazaré, capacitando-o para sua missão evangelizadora (Lc 4.18,19) e seu ministério miraculoso. Pedro afirma que DEUS "ungiu a JESUS de Nazaré com o ESPÍRITO SANTO e com virtude; o qual andou fazendo bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque DEUS era com ele" (At 10.38). Ele veio substituir o Filho na missão de conduzir os homens a DEUS, como sua Testemunha pode­rosa (Jo 15.26). É a força restauradora por meio da qual CRISTO opera (Rm 8.11). Finalmente, Ele é o "Amigo Fiel" de CRISTO, glorificando-o por ter realizado tão subli­me redenção em favor de quem não a merecia (Jo 16.14).

3. Com a Igreja
O ESPÍRITO SANTO é o único que pode regenerar a alma, mediante seu toque transformador. Sua presença entre os salvos deve ser contínua e perpétua, pois assim produz no crente fruto semelhante a natureza moral positiva de DEUS (Gl 5.22,23).
O objetivo principal do fruto do ESPÍRITO no crente, bem como de todas as suas operações na alma, é transformá-lo segundo a imagem de CRISTO, nos termos mais literais possíveis (2 Co 3.18). A promessa de JESUS a seus discípulos foi a presença constante do ESPÍRITO em suas vidas. Ele disse: "... para que [o ESPÍRITO SANTO] fique convosco para sempre... porque habita convosco, e estará em vós" (Jo 14.16,17).

a. Após a ressurreição de CRISTO. Depois de ressurreto, JESUS entrou numa casa para participar com seus discípu­los da primeira reunião de seu ministério celestial. As portas daquele santuário improvisado estavam "cerradas... onde os discípulos, com medo dos judeus, se ti­nham ajuntado".
Após tê-los saudado ("Paz seja convosco!"), o segun­do ato do Senhor foi "soprar" sobre eles, dizendo: "Recebei o ESPÍRITO SANTO" (Jo 20.19,22).
Todo salvo, segundo as Escrituras, tem o ESPÍRITO SANTO como selo da ressurreição de CRISTO. Porque "se alguém não tem o ESPÍRITO de CRISTO, esse tal não é dele" (Rm 8.9). E esta é a confirmação divina: "Se o ESPÍRITO daquele que dos mortos ressuscitou a JESUS habita em vós", então, sem nenhuma dúvida, "somos filhos de DEUS" (Rm 8.11,16).
Ora, o grande sucesso, tanto da igreja como do crente em particular, tem sido a presença gloriosa do ESPÍRITO SANTO.
Paulo revela aos crentes de Corinto: "Não sabeis vós que sois o templo de DEUS, e que o ESPÍRITO de DEUS habita em vós?" (1 Co 3.16).

b. A habitação do ESPÍRITO. Depois do processo de regeneração no pecador, o ESPÍRITO SANTO passa a habitar nele, e aí permanece como Agente divino da comunica­ção com o Pai e o Filho. A habitação do ESPÍRITO é uma fase posterior à obra da conversão, e possibilita o cresci­mento da nova vida iniciada naquele que foi chamado das trevas para viver na luz.
"Precisamos reconhecer sua presença permanente no templo de nossos corpos. Esse reconhecimento deve tor­nar-se sagrado e levar-nos, sem interrupção alguma, a uma vida imaculada, livre de pecado. É o segredo da experiência de seu poder, que permanentemente atua na­quele que é fiel e obediente a CRISTO".
A comunhão com o ESPÍRITO SANTO leva o crente a aspirar pela sua presença, no dizer de Paulo: "Não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do ESPÍRITO" (Ef 5.18).

c. A companhia do ESPÍRITO. R. M. Riggs observa que desde o seu advento, no dia de Pentecoste, em Jerusa­lém, e através de outras visitações nas congregações de Samaria (At 8), Cesaréia (At 10), Antioquia da Síria (At 13.2,4), Antioquia da Pisídia (At 13.14), Éfeso (At 19.1-7), Corinto (1 Co 12.13) e Galácia (Gl 3.2), o ESPÍRITO SANTO continua habitando pessoalmente nos crentes em JESUS - algo que CRISTO não poderia fazer quando andava visivelmente na terra em carne humana, isto é, de habitar o corpo dos outros, mas o ESPÍRITO SANTO o faz agora.

d. Dirigindo nossos passos. A partir do Pentecoste, o ESPÍRITO SANTO passou a dirigir os passos da Igreja. A nova dispensação, inaugurada pela glorificação de Cris­to, é chamada tanto de era do ESPÍRITO SANTO como era da Igreja.
O ESPÍRITO e a Igreja em tudo agem de comum acordo. A Igreja sem o ESPÍRITO seria um corpo sem vida; e o ESPÍRITO sem a Igreja, uma força sem meio de ação. Por esta razão o ESPÍRITO e a Igreja são inseparáveis e sempre dirigidos um para o outro.
Ambos são anunciados e prometidos por JESUS durante o seu ministério terreno (Mt 16.18; Jo 7.39). Depois da ressurrei­ção de nosso Senhor, os dois aparecem juntos no plano da salvação. Finalmente, o ESPÍRITO e a Igreja estão unidos na mesma espera: o advento de JESUS CRISTO (Ap 22.17).

e. No livro de Atos dos Apóstolos. O ESPÍRITO SANTO rouba a cena neste livro que é padrão para a Igreja, tanto no sentido evangelístico como no administrativo e soci­al. Assim como nos evangelhos a presença do Filho de DEUS revelando e exaltando o Pai é o fato principal, também a presença do ESPÍRITO SANTO, exaltando e revelando o Filho de DEUS, preenche o campo inteiro de nossa visão em Atos - até nossos dias.
Cumprem-se assim as palavras de JESUS aos discípu­los: "Ele [o ESPÍRITO SANTO] habita convosco, e estará em vós" (Jo 14.17).

4. Com o Mundo
Nosso Senhor sintetizou a missão do ESPÍRITO: "E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da jus­tiça, e do juízo" (Jo 16.8).

a. "Do pecado, porque não crêem em mim" (Jo 16.9). Existem várias interpretações sobre o poder de convenci­mento do ESPÍRITO SANTO, sendo que as opiniões seguem mais ou menos assim: "As palavras de JESUS no versículo 9 apontam principalmente o tremendo pecado da rejei­ção ao Messias, do qual é antes de todos acusada a incrédula comunidade judaica" (At 3.18-20; 7.7,45;15.22).
Está em foco o pecado de rejeição, porquanto a Luz veio ao mundo, mas os homens a rejeitaram. JESUS "veio para o que era seu [os judeus], e os seus não o recebe­ram" (Jo 1.11). Com a vinda gloriosa do ESPÍRITO SANTO, todos foram convencidos deste pecado "contra" CRISTO.
Uma segunda interpretação diz respeito à poderosa atuação do ESPÍRITO na conversão do homem. O ESPÍRITO SANTO opera diretamente no coração do homem, e este se convence de que é um pecador de fato a vagar sem rumo nesta vida. O ESPÍRITO, então, mostra-lhe a cruz de CRISTO (Ap 22.17).

b. "Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais" (Jo 16.10). Temos aqui um avanço em rela­ção a idéia anterior, pois o ESPÍRITO SANTO agora não somente revela aos homens de que consiste o pecado, convencendo-os dessa realidade, mas também de que consiste a justiça. Em outras palavras, o ESPÍRITO de DEUS convence os homens da justiça de CRISTO.

c. "E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado" (Jo 16.11). O senso moral correto exige que os homens sejam recompensados ou punidos. Essa prova moral baseia-se na justiça de DEUS, que exige recebam a virtude e o vício as sanções que lhes são devidas: recom­pensa ou punição.
Aqui no mundo, as sanções da virtude e do vício são evidentemente insuficientes: muitas vezes o vício triun­fa, enquanto a virtude é humilhada. A justiça deseja que cada um seja tratado segundo as suas obras, e isto não pode ser feito senão por meio de CRISTO. O ESPÍRITO San­to, portanto, convence o mundo deste juízo por CRISTO (At 17.30,31). Em síntese, o ESPÍRITO SANTO convence o mundo:
•   Do pecado: contra o CRISTO - crucificado.
•   Da justiça: de CRISTO - glorificado.
•   Do juízo: por CRISTO - diante do Trono Branco.
Por três vezes JESUS referiu-se ao ESPÍRITO SANTO como o "ESPÍRITO de verdade" (Jo 14.17; 15.26; 16.13). Signifi­ca que o ESPÍRITO SANTO é o Agente que conduz os homens a CRISTO, que é a Verdade, convence os homens de que tudo o que CRISTO falou era verdade, bem como da reali­dade do Juízo Final, diante do Trono Branco, efetuado por CRISTO ao lado do Pai.


                                                       FONTE : APAZDOSENHOR.ORG

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