Foi mais difícil do que eu pensava listar esses pontos baixos da nossa televisão neste ano que está acabando.
Claro que ainda abundam as gafes, as situações bizarras e as "falhas nossas" --só que, na maioria das vezes, esses deslizes são tão divertidos que acabam rendendo BONS momentos na frente do vídeo para o espectador.
A verdade é que quase todas as emissoras abertas têm feito grandes investimentos, e o nível geral está bem mais alto do que há uns dez anos.
Ainda assim, lá vão meus "Top 7":
7. Quase todos os episódios de "As Brasileiras"
Historinhas bobocas, com narração em off invasiva e desnecessária, além de muito poucas paisagens das cidades que teoricamente serviam de cenário: esse prolongamento da série "As Cariocas", exibida com sucesso pela Globo em 2010, deixou tanto a desejar que não haverá uma terceira temporada.
| Blad Meneghel/TV Globo | ||
| Xuxa ao lado de Bianca Byington e Giulia Gam em episódio de "As Brasileiras" |
6. A estreia chocha do "Encontro com Fátima Bernardes"
A ex-apresentadora do "Jornal Nacional" se despediu da bancada com pompa e fanfarra para se dedicar a seu novo programa matinal. Previsto para março, foi sendo adiado até junho - e a sensação de quem assistiu ao primeiro episódio é de que não estava pronto. A bem da verdade, não está até hoje: muitas reportagens foram substituídas por meras aparições do elenco da Globo, e a audiência flutua de um dia para o outro. Fátima ainda não é a nossa Oprah.
| Roberto Filho - 12.jun.12/Folhapress | ||
| Fátima Bernardes |
5. As mudanças de horário na grade da Record
Enfrentando índices declinantes de audiência, a emissora controlada pela Igreja Universal do Reino de Deus apelou para um recurso que era típico do SBT: as súbitas alterações no horário de seus programas, principalmente no horário nobre. Pobre de quem tentou acompanhar a novela "Máscaras", que passou a ser exibida por volta da meia-noite.
4. A inexistência da internet em "Avenida Brasil"
A segunda incursão de João Emanuel Carneiro pelo horário das 9 da noite foi sensacional, mas claro que não foi perfeita. Houve muitas falhas, quase todas creditadas na conta da licença poética e na necessidade de esticar a trama. Mas uma delas foi imperdoável: a total inexistência de pen drives, redes sociais, "clouds" e qualquer outro recurso de armazenamento digital no universo de Nina e Carminha. O autor se justificou dizendo que não entende nada de internet, mas para isto existem os colaboradores, não é mesmo? O público não engoliu, e roubo das fotos em papel que incriminavam a vilã virou uma piada.
| Reprodução/Site | ||
| Carminha (Adriana Esteves) e Tufão (Murilo Benício) em "Avenida Brasil" |
3. O suposto estupro no BBB12
Confine 12 jovens adultos com os hormônios em ebulição, regue-os com álcool abundante e aguarde: mais cedo ou mais tarde, um problema sério vai acontecer. E finalmente aconteceu na 12ª Edição do "Big Brother Brasil", quando um "brother" teria (ou não) tentado fazer sexo à força com uma "sister" desacordada. O caso acabou na polícia, e quase que o "reality show" de maior sucesso do país acaba com ele. Mas sobreviveu, e volta agora em janeiro. Quero só ver o que o Boninho vai preparar para que escândalos do gênero não se repitam.
| Frederico Rozário/Folhapress | ||
| Daniel e Monique |
2. A degringolada da RedeTV!
Este momento transcorre nos bastidores, mas que os (poucos) espectadores do canal conseguem perceber no vídeo. Mesmo loteando grande parte de seus horários, a Rede TV! não consegue honrar seus compromissos nem lançar um programa de razoável sucesso. Será que a ida do "Pânico" para a Band lhe será fatal?
1. A morte de Hebe Camargo
Outro momento que se passou longe das câmeras e foi um dos mais tristes do ano. O consolo é que Hebe teve uma vida plena, repleta de sucessos, e deixou uma vaga que jamais será preenchida.
| Eduardo Knapp - 2.mar.2009/Folhapress | ||
| Hebe Camargo |
Tony Goes tem 52 anos. Nasceu no Rio de Janeiro mas vive em São Paulo desde pequeno. É publicitário em período integral e blogueiro, roteirista e colunista nas horas vagas. Escreveu para vários programas de TV e alguns longas-metragens, e assina a coluna "Pergunte ao Amigo Gay" na revista "Women's Health". Colaborador frequente da revista "Junior" e da Folha Ilustrada, foi um dos colunistas a comentar o "Big Brother 11" na Folha.com.
Fonte: Folha de São Paulo
Nenhum comentário:
Postar um comentário