Deputado Benito Gama, presidente da CPI que ficou conhecida como CPI do PC Farias e deu origem ao Impeachment de Fernando Collor de Mello, assegura que condições atuais são “bem piores” do que na época, principalmente pelo que considera um desastre na economia: “inflação, desemprego e falta de credibilidade nos investimentos”. Sobre a questão política, enfatiza: “a Presidente perdeu o controle do Congresso”.
O Radioatividade desta quinta-feira (03) ouviu opiniões importantes sobre o processo de Impeachment da Presidente Dilma Rousseff. Deputado Benito Gama, que está no Plenário da Câmara e pode, inclusive, virar membro da Comissão que tratará do assunto, ficou na ponta da linha para comentar como vê a situação atual do país. Sua análise sobre os acontecimentos recentes é sincera: “é um momento muito difícil, eu diria até dramático”.
Assim como a ex-mulher de Collor, Benito Gama também acredita na diferença entre os dois momentos em que o Impeachment virou assunto principal para os brasileiros: “A economia também não estava bem, mas não estava no nível que está hoje. Hoje, a política e a economia são uma conjunção de fatores muito importantes e gravíssimos”. O deputado vê a aceitação do Presidente da Câmara em relação ao pedido, nesta quarta-feira, como o início de um processo “extremamente complexo” e destaca: “O Brasil precisava realmente de uma avaliação e de uma discussão pública e transparente”.
Lembramos, no programa, a fala de Lula sobre o Impeachment e a prisão, recente, de dois tesoureiros do PT; além do líder no Senado e do Presidente do Partido. Afinal, a força to partido faz diferença? “Toda. Antes, essa situação que vivemos hoje seria impensável. Lhes asseguro que as condições são bem piores do que na época do Presidente Collor, até porque a economia hoje está realmente um desastre: inflação, desemprego e falta de credibilidade nos investimentos. E tem a questão política: a Presidente perdeu o controle do Congresso”, diz o deputado.
E afinal, como é se sentir nesse tipo de volta ao mundo que fez Benito Gama acabar pertencendo ao mesmo partido que Roberto Jefferson e Fernando Collor de Mello? “É a questão partidária brasileira (…) Estar no mesmo partido de Collor foi um acidente de percurso”. Ouça:
Fonte: Jovem Pan
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