TEXTO DO DIA
“Assim nós, sendo-vos tão afeiçoados, de boa vontade quiséramos comunicar-vos, não somente o evangelho de Deus, mas ainda a nossa própria alma; porquanto nos éreis muito queridos” (1Ts 2.8).
SÍNTESE
O estudo das Cartas de Paulo aos Tessalonicenses realça a Igreja como um lugar de relacionamentos saudáveis e edificantes, porque Jesus está entre nós.
INTERAÇÃO
Caro professor(a), que alegria poder mais uma vez compartilhar com você a jornada de mais um trimestre de ensinamentos e aprendizagem, desta vez a partir da leitura e reflexão das duas Epístolas do apóstolo Paulo à igreja em Tessalônica.
Como todo novo começo, que em nosso caso na Escola Dominical dá-se sempre trimestralmente, temos a oportunidade de fazer melhor o que já vem dando certo em nossas aulas, e de tentar superar aquilo que não está funcionando da maneira correta. Por isso, aproveite esse momento inicial para desafiar-se a fazer coisas diferentes; a mesmice é o pior inimigo de um educador, facilmente o levará à mediocridade.
ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Que tal aplicar em suas aulas a metodologia da “sala de aula invertida” (Flipped Classroom em inglês)? O método da “sala de aula invertida” pode ser, resumidamente, apresentado da seguinte maneira: o modelo tradicional de aulas é completamente invertido, as tarefas de casa são feitas em classe e o estudo do conteúdo é realizado em casa. Por meio da própria revista, que o educando já tem acesso às lições completas, de vídeo aulas, textos sugeridos pelo educador, os alunos estudam a temática da lição em casa durante a semana. No dia da aula, ao invés de uma exposição exclusiva do professor, podem-se debater as principais questões da lição, tirar as dúvidas que surgiram e aprofundar outras temáticas que foram tocadas superficialmente pelo comentarista, mas que interessam à turma.
Perceba que nesse ambiente educacional o aluno tem o protagonismo e o educador a responsabilidade de mediar com muita sabedoria as questões que serão discutidas.
TEXTO BÍBLICO
Atos 17.1-10.
1 — E, passando por Anfípolis e Apolônia, chegaram a Tessalônica, onde havia uma sinagoga de judeus.
2 — E Paulo, como tinha por costume, foi ter com eles e, por três sábados, disputou com eles sobre as Escrituras,
3 — expondo e demonstrando que convinha que Cristo padecesse e ressuscitasse dos mortos. E este Jesus, que vos anuncio, dizia ele, é o Cristo.
4 — E alguns deles creram e ajuntaram-se com Paulo e Silas; e também uma grande multidão de gregos religiosos e não poucas mulheres distintas.
5 — Mas os judeus desobedientes, movidos de inveja, tomaram consigo alguns homens perversos dentre os vadios, e, ajuntando o povo, alvoroçaram a cidade, e, assaltando a casa de Jasom, procuravam tirá-los para junto do povo.
6 — Porém, não os achando, trouxeram Jasom e alguns irmãos à presença dos magistrados da cidade, clamando: Estes que têm alvoroçado o mundo chegaram também aqui,
7 — os quais Jasom recolheu. Todos estes procedem contra os decretos de César, dizendo que há outro rei, Jesus.
8 — E alvoroçaram a multidão e os principais da cidade, que ouviram estas coisas.
9 — Tendo, porém, recebido satisfação de Jasom e dos demais, os soltaram.
10 — E logo os irmãos enviaram de noite Paulo e Silas a Bereia; e eles, chegando lá, foram à sinagoga dos judeus.
COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
Você acredita que fortes amizades podem crescer em pouco tempo? Bem, isso aconteceu entre Paulo e os irmãos da igreja em Tessalônica. Depois de uma breve estadia naquela cidade, que foi interrompida em virtude de uma forte perseguição contra Paulo, o apóstolo precisou sair às pressas — praticamente numa fuga, realizada na calada da noite — para Bereia, em seguida para Atenas, e por fim para uma pousada mais longa em Corinto. Apesar da brevidade da permanência de Paulo entre os tessalonicenses, o seu coração aliançou-se com aqueles irmãos. Talvez o cuidado do apóstolo com os crentes em Tessalônica envolvesse o caráter neófito da fé daquela comunidade. Para além de nossas conjecturas, o fato é que Paulo demonstra, textualmente, forte carinho e afeição por aquela igreja com quem conviveu tão pouco tempo. É sobre relacionamentos assim, que produzem edificação mútua, que refletiremos durante todo este trimestre.
I. SOBRE RELACIONAMENTOS QUE EDIFICAM
1. Quando nosso cuidado manifesta o amor do Pai.
Por que deveria Paulo demonstrar tanta afeição por um grupo de irmãos com quem conviveu tão pouco tempo? Aquela não era uma igreja rica e Paulo recebeu apoio financeiro de outra igreja para evangelizar Tessalônica (Fp 4.16). A multidão dos que creram também não foi capaz de garantir a segurança física de Paulo e sua equipe (At 17.4,5). Diante destas condições contrárias, o que poderia justificar tal atitude do apóstolo? Uma resposta adequada, ainda que muito abrangente, é o amor de Deus pelos tessalonicenses. Ou seja, a postura de Paulo materializa o zelo do Senhor por aquela jovem igreja, que mesmo sem muito destaque diante dos homens, era importantíssima para o Pai. Quando vivenciamos amizades num nível adequado de maturidade cristã, tornarmo-nos a manifestação encarnada do amor do Senhor para com os outros.
Por que deveria Paulo demonstrar tanta afeição por um grupo de irmãos com quem conviveu tão pouco tempo? Aquela não era uma igreja rica e Paulo recebeu apoio financeiro de outra igreja para evangelizar Tessalônica (Fp 4.16). A multidão dos que creram também não foi capaz de garantir a segurança física de Paulo e sua equipe (At 17.4,5). Diante destas condições contrárias, o que poderia justificar tal atitude do apóstolo? Uma resposta adequada, ainda que muito abrangente, é o amor de Deus pelos tessalonicenses. Ou seja, a postura de Paulo materializa o zelo do Senhor por aquela jovem igreja, que mesmo sem muito destaque diante dos homens, era importantíssima para o Pai. Quando vivenciamos amizades num nível adequado de maturidade cristã, tornarmo-nos a manifestação encarnada do amor do Senhor para com os outros.
2. Quando nem a distância enfraquece um relacionamento.
Paulo afirma que desejou ir ter novamente com os tessalonicenses, mas uma série de circunstâncias, até aquele momento, impedira o reencontro (1Ts 2,17.18). Entretanto, não era a distância ou a ausência física que faria aquela relação deteriorar-se; numa época de enormes dificuldades para comunicação à distância, o apóstolo testificou que o seu coração estava com os tessalonicenses e que eles eram um dos motivos da sua alegria diante do Senhor (1Ts 2.19,20).
Paulo afirma que desejou ir ter novamente com os tessalonicenses, mas uma série de circunstâncias, até aquele momento, impedira o reencontro (1Ts 2,17.18). Entretanto, não era a distância ou a ausência física que faria aquela relação deteriorar-se; numa época de enormes dificuldades para comunicação à distância, o apóstolo testificou que o seu coração estava com os tessalonicenses e que eles eram um dos motivos da sua alegria diante do Senhor (1Ts 2.19,20).
Pelo exemplo de Paulo e dos tessalonicenses percebemos que a qualidade de nossos relacionamentos está associada diretamente ao valor que damos a cada pessoa, pelo que ela é, e não, necessariamente, pela quantidade de tempo que passamos ao seu lado. Em um tempo de comunicação instantânea à distância, vamos ficar atentos para não tratarmos com mais carinho nossos telefones do que nossos amigos.
3. Quando uma correspondência amorosa torna-se Palavra de Deus.
As notícias que Timóteo trouxe sobre os tessalonicenses animaram Paulo para que este escrevesse cartas àquela comunidade (1Ts 3.6). É claro que Paulo não imaginou ao escrever estas correspondências: “Agora vou escrever um texto que se tornará sagrado para todos aqueles que servem a Cristo!”. Porém, não há dúvidas sobre a canonicidade destes textos; eles são a inerrante e infalível Palavra de Deus historicamente reconhecidos pela Igreja. Contudo, é a simplicidade do contexto de sua composição que nos salta aos olhos: as cartas de um amigo, um discipulador, para seus amados irmãos que estão a quilômetros de distância, constituem-se em inspirada instrução não apenas para aquela comunidade, mas para toda a cristandade. Que nossos relacionamentos sejam assim, tão genuínos, que nossas mensagens, postagens, compartilhamentos, sirvam sempre para a edificação de quem nós amamos.
Pense!
Na maioria das vezes o modo como falamos é tão importante quanto à maneira como agimos. Um tratamento amável proporciona grandes chances de que nossa mensagem atinja seu objetivo. Anunciar o amor por meio do ódio é simplesmente impossível. O Evangelho precisa ser apresentado embebecido na graça.
Ponto Importante
Na sociedade da comunicação, onde escrevemos e falamos o tempo todo, será que nossos relacionamentos são de fato tão edificantes que uma simples mensagem eletrônica, que enviamos para alguém, pode tornar-se um meio de comunicação da vontade de Deus para aqueles que precisam ouvir a voz do Senhor?
II. PRIMEIRA CARTA AOS TESSALONICENSES
1. A mais antiga das cartas paulinas.
É um consenso entre os especialistas que 1 Tessalonicenses, por ter sido redigida em Corinto durante a segunda viagem missionária, por volta dos anos 50/51 d.C, é o mais antigo texto de Paulo registrado na Bíblia. Na verdade esta epístola seria a mais antiga obra do Novo Testamento. Este fato deve levar-nos a compreender que uma leitura mais cuidadosa da Primeira Carta aos Tessalonicenses nos revelará não só o pensamento paulino em sua estrutura mais original, mas também questões e demandas — teológicas e sociais — que preocupavam as comunidades cristãs do primeiro século. Deste modo o contexto da redação desta Carta refere-se ao momento histórico em que o apóstolo dos gentios está desenvolvendo suas grandes sistematizações doutrinárias, as quais serão importantíssimas para o crescimento posterior de todo o Cristianismo.
É um consenso entre os especialistas que 1 Tessalonicenses, por ter sido redigida em Corinto durante a segunda viagem missionária, por volta dos anos 50/51 d.C, é o mais antigo texto de Paulo registrado na Bíblia. Na verdade esta epístola seria a mais antiga obra do Novo Testamento. Este fato deve levar-nos a compreender que uma leitura mais cuidadosa da Primeira Carta aos Tessalonicenses nos revelará não só o pensamento paulino em sua estrutura mais original, mas também questões e demandas — teológicas e sociais — que preocupavam as comunidades cristãs do primeiro século. Deste modo o contexto da redação desta Carta refere-se ao momento histórico em que o apóstolo dos gentios está desenvolvendo suas grandes sistematizações doutrinárias, as quais serão importantíssimas para o crescimento posterior de todo o Cristianismo.
2. Sobre uma possível estrutura da epístola.
O texto inicia-se, como tradicionalmente Paulo faz em seus escritos, com uma apresentação dele e de sua equipe, seguida imediatamente de uma calorosa saudação pastoral. Após a saudação, na primeira parte do texto, o apóstolo concentra-se num testemunho de louvor pela vida dos tessalonicenses e de gratidão pela comunhão tão profunda que se desenvolveu entre ele, Paulo, e os crentes em Tessalônica. Como não podia ser diferente, neste momento da carta o apóstolo fala de seus sentimentos para com aquela comunidade, e reconhece as virtudes e cuidados daqueles irmãos para com ele e seu ministério. A segunda grande divisão, que naturalmente apresenta-se no texto, engloba o esclarecimento de Paulo quanto à paradosis (tradições judaicas) para aquela jovem comunidade. Logo em seguida há uma seção dedicada a uma série de exortações práticas. O texto finaliza-se com uma orientação para leitura coletiva da correspondência — daí o caráter epistolar desta obra paulina —, e com uma palavra de despedida.
O texto inicia-se, como tradicionalmente Paulo faz em seus escritos, com uma apresentação dele e de sua equipe, seguida imediatamente de uma calorosa saudação pastoral. Após a saudação, na primeira parte do texto, o apóstolo concentra-se num testemunho de louvor pela vida dos tessalonicenses e de gratidão pela comunhão tão profunda que se desenvolveu entre ele, Paulo, e os crentes em Tessalônica. Como não podia ser diferente, neste momento da carta o apóstolo fala de seus sentimentos para com aquela comunidade, e reconhece as virtudes e cuidados daqueles irmãos para com ele e seu ministério. A segunda grande divisão, que naturalmente apresenta-se no texto, engloba o esclarecimento de Paulo quanto à paradosis (tradições judaicas) para aquela jovem comunidade. Logo em seguida há uma seção dedicada a uma série de exortações práticas. O texto finaliza-se com uma orientação para leitura coletiva da correspondência — daí o caráter epistolar desta obra paulina —, e com uma palavra de despedida.
3. Uma escrita pastoral.
Um dos aspectos mais destacáveis desta epístola paulina é o tipo de linguagem utilizada pelo apóstolo. Não encontramos neste texto uma rigidez cerimonial ou mesmo um distanciamento formal; este texto é uma típica correspondência pastoral. 1 Tessalonicenses trata-se de uma carta redigida por um pastor amoroso e atento a uma comunidade de novos convertidos. Esta postura adotada por Paulo deve levar-nos a reavaliar constantemente nossos procedimentos relacionais: de que modo trato as pessoas à minha volta? Sou alguém que por meio de minhas ações reflito o amor de Deus pela humanidade? Estes são alguns dos questionamentos que devemos constantemente fazer-nos, tomando por base a vida de Cristo, e por que não, também o tratamento de Paulo para com os tessalonicenses.
Um dos aspectos mais destacáveis desta epístola paulina é o tipo de linguagem utilizada pelo apóstolo. Não encontramos neste texto uma rigidez cerimonial ou mesmo um distanciamento formal; este texto é uma típica correspondência pastoral. 1 Tessalonicenses trata-se de uma carta redigida por um pastor amoroso e atento a uma comunidade de novos convertidos. Esta postura adotada por Paulo deve levar-nos a reavaliar constantemente nossos procedimentos relacionais: de que modo trato as pessoas à minha volta? Sou alguém que por meio de minhas ações reflito o amor de Deus pela humanidade? Estes são alguns dos questionamentos que devemos constantemente fazer-nos, tomando por base a vida de Cristo, e por que não, também o tratamento de Paulo para com os tessalonicenses.
Pense!
Qual a relevância dos novos convertidos para você? Você os vê como parte integrante da comunidade ou simplesmente como um grupo de pré-cristãos, “quase-cristãos”?
Ponto Importante
É necessário que nossos relacionamentos sejam literalmente desenvolvidos na Igreja, isto é, que tenhamos a capacidade de partir de um momento inicial de estranhamento para uma amizade verdadeira.
III. SEGUNDA CARTA AOS TESSALONICENSES
1. Sobre a autenticidade desta carta.
A partir do século XIX, uma série de teólogos colocou em cheque a autenticidade, com especial modo a questão da autoria paulina deste texto. Os argumentos seriam que há consideráveis diferenças entre a escatologia apresentada nas epístolas: o estilo, a estrutura e as palavras da Segunda Carta seriam muito similares ao da Primeira o que apontaria para um plágio. Todavia, é necessário notar que os mesmos argumentos podem ser utilizados para demonstrar a autenticidade do texto: as mudanças na abordagem escatológica dão-se em razão deste ser um ensinamento em série para uma mesma comunidade — não faria sentido simplesmente repetir as mesmas ideias de uma carta para outra. A similaridade (estilística e vocabular) deve ser percebida como algo natural para dois textos de um mesmo autor. Defendemos assim a autoria paulina e a autenticidade da epístola.
A partir do século XIX, uma série de teólogos colocou em cheque a autenticidade, com especial modo a questão da autoria paulina deste texto. Os argumentos seriam que há consideráveis diferenças entre a escatologia apresentada nas epístolas: o estilo, a estrutura e as palavras da Segunda Carta seriam muito similares ao da Primeira o que apontaria para um plágio. Todavia, é necessário notar que os mesmos argumentos podem ser utilizados para demonstrar a autenticidade do texto: as mudanças na abordagem escatológica dão-se em razão deste ser um ensinamento em série para uma mesma comunidade — não faria sentido simplesmente repetir as mesmas ideias de uma carta para outra. A similaridade (estilística e vocabular) deve ser percebida como algo natural para dois textos de um mesmo autor. Defendemos assim a autoria paulina e a autenticidade da epístola.
2. Por que uma Segunda Carta?
Ao assumirmos o caráter canônico do texto de 2 Tessalonicenses surge uma questão central: qual o propósito desta Segunda Carta (escrita num curto espaço de tempo depois da primeira)? Uma resposta natural seria a forte ligação entre o apóstolo e aqueles irmãos — acrescentado ainda o fato de os tessalonicenses serem novos na fé em Cristo e estarem debaixo de forte perseguição (2Ts 1.3-12). Outra possível resposta, tomando como referência a centralidade da temática escatológica na Segunda Carta (2Ts 2.1-17), seria o interesse do apóstolo em esclarecer àquela jovem comunidade cristã, pontos obscuros e dúvidas que surgiram a partir da divulgação da Primeira Carta. Em termos gerais, pode-se dizer que enquanto na Primeira Epístola o autor anima os tessalonicenses diante das perseguições que sofrem/sofreram; neste segundo texto o objetivo é preveni-los e consolá-los quanto às perseguições que virão.
Ao assumirmos o caráter canônico do texto de 2 Tessalonicenses surge uma questão central: qual o propósito desta Segunda Carta (escrita num curto espaço de tempo depois da primeira)? Uma resposta natural seria a forte ligação entre o apóstolo e aqueles irmãos — acrescentado ainda o fato de os tessalonicenses serem novos na fé em Cristo e estarem debaixo de forte perseguição (2Ts 1.3-12). Outra possível resposta, tomando como referência a centralidade da temática escatológica na Segunda Carta (2Ts 2.1-17), seria o interesse do apóstolo em esclarecer àquela jovem comunidade cristã, pontos obscuros e dúvidas que surgiram a partir da divulgação da Primeira Carta. Em termos gerais, pode-se dizer que enquanto na Primeira Epístola o autor anima os tessalonicenses diante das perseguições que sofrem/sofreram; neste segundo texto o objetivo é preveni-los e consolá-los quanto às perseguições que virão.
3. Sobre o conteúdo desta epístola.
Menor que a primeira, 2 Tessalonicenses pode ser subdividida em três grandes partes: O capitulo 1, no qual o apóstolo procura animar os irmãos que estão aflitos diante da perseguição que os assola. Já no capítulo 2, Paulo concentra-se numa discussão sobre escatologia, com o objetivo de demonstrar que a vinda do Senhor será precedida por uma série de eventos que precisam ser discernidos e compreendidos pela Igreja. Por fim, no capítulo 3, o apóstolo oferece uma série de orientações para o bem-estar da comunidade local e para seus relacionamentos interpessoais.
Menor que a primeira, 2 Tessalonicenses pode ser subdividida em três grandes partes: O capitulo 1, no qual o apóstolo procura animar os irmãos que estão aflitos diante da perseguição que os assola. Já no capítulo 2, Paulo concentra-se numa discussão sobre escatologia, com o objetivo de demonstrar que a vinda do Senhor será precedida por uma série de eventos que precisam ser discernidos e compreendidos pela Igreja. Por fim, no capítulo 3, o apóstolo oferece uma série de orientações para o bem-estar da comunidade local e para seus relacionamentos interpessoais.
Pense!
Se considerarmos estes argumentos como pertinentes para a escrita da Segunda Carta, podemos notar o coração pastoral de Paulo, que mesmo à distância, não deixava de preocupar-se com o bem-estar daqueles novos convertidos em Tessalônica.
Ponto Importante
A fragilidade dos argumentos geralmente apresentados como contrários à canonicidade de 2 Tessalonicenses é tão notória que para desmontá-los não é necessário apresentar nenhum contra-argumento, mas apenas reposicioná-los como teses favoráveis à autenticidade do texto e da autoria de Paulo.
CONCLUSÃO
O estudo sistemático da Bíblia nos traz inúmeros benefícios; talvez um dos mais relevantes é a percepção de que os princípios que nortearam a obra de Deus no início da Igreja ainda são praticáveis hoje. As estratégias e os mecanismos podem mudar para dialogar com a sociedade atual, mas nossos princípios — dentre eles o amor, cuidado e respeito com o outro são simplesmente inegociáveis.
ESTANTE DO PROFESSOR
RENOVATO, Elinaldo de Lima. 1 e 2 Tessalonicenses. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2008.
HORA DA REVISÃO
1. Em que contexto do ministério do apóstolo Paulo ocorreu a fundação da igreja em Tessalônica?
Durante a segunda viagem missionária de Paulo, após a prisão em Filipos, momento em que o apóstolo seguia uma visão de Deus.
2. Segundo podemos observar no livro de Atos, e especialmente nas suas epístolas escritas aos tessalonicenses, como era o relacionamento entre o apóstolo Paulo e aquela igreja?
Era muito afetuoso, cheio de atenção, cuidado e respeito mútuo.
3. Que argumentos são apresentados para tentar descredenciar 2 Tessalonicenses como um texto paulino os quais podem, na verdade, ser utilizados exatamente para demonstrar a autenticidade deste texto?
Diferenças entre a escatologia apresentada nas epístolas; o estilo, a estrutura e as palavras da segunda carta seriam muito similares ao da primeira.
4. De que modo a relação entre Paulo e os irmãos em Tessalônica pode inspirar nossos relacionamentos enquanto cristãos?
Através do cuidado pastoral de Paulo, do amor dos crentes Tessalonicenses, da fé corajosa daqueles irmãos.
5. É possível utilizar nossas mensagens, e-mails e posts como instrumentos para anúncio das verdades do Reino? Como? Justifique sua resposta.
Sim, por meio de uma compreensão de que tudo o que nós fazemos deve ser para a glória de Deus.
SUBSÍDIO I
Não há razão importante para duvidar das palavras que iniciam 1 Tessalonicenses 1.1, esta epístola é certamente um trabalho do apóstolo Paulo. O que temos diante de nós é certamente sua primeira contribuição ao Novo Testamento, que podemos datar de aproximadamente 50 ou 51 a.C.
Paulo está escrevendo acerca de sua breve estada em Atenas (1Ts 3.1; cf. At 17.16-34), ou mais provavelmente sobre sua próxima e prolongada viagem missionária a Corinto (At 18.1-18). É um grupo pioneiro de crentes em Tessalônica que receberá essa iminente carta, Tessalônica, a ostentosa capital da Macedônia, um porto no Mar Egeu, situava-se na principal via leste-oeste do Império Romano — a Via Egnatia. Sua população relativamente grande, cerca de 200.000 habitantes, incluía um grupo de judeus suficientemente grande para apoiar a sinagoga que viria a ser o ponto inicial da pregação de Paulo na cidade.
O ministério de Paulo em Tessalônica é reconhecido pela orquestração divina. Devia ser muito mais do que um simples povoado no itinerário de um ministério ocupado. Antes de passarmos à ocasião precisa da epístola, um cronograma de eventos foi elaborado para facilitar a compreensão da visita de Paulo” (ARRINGTON, French L.; ARRINGTON e STRONSTAD, Roger (Ed). Comentário Bíblico Pentecostal. 1 Tessalonicenses. 4ª Edição. RJ: CPAD, 2006. p.1363).
SUBSÍDIO II
“Ocasião e propósito de 2 Tessalonicenses
Esclarecer confusões a respeito da segunda vinda de Cristo. Depois de ter enviado a sua primeira carta à igreja de Tessalônica, Paulo recebeu notícias adicionais sobre os crentes dali. Eles estavam enfrentando intensa perseguição e grandes aflições, mas, apesar dos seus problemas, perseveravam na fé. Alguns, no entanto, estavam afirmando que Jesus já teria retornado. Estes crentes podiam ter entendido mal a afirmação que Paulo fez, de que a volta de Cristo seria tão inesperada como a vinda de um ladrão no meio da noite (1Ts 5.1-3). Ou talvez eles tivessem recebido outra carta que, afirmando ser de Paulo, simplesmente declarava que Cristo já teria retornado (2.2,3). Estes rumores, juntamente com a perseguição, estavam dividindo e enfraquecendo a jovem igreja. Pensando que já estavam nos últimos dias, alguns crentes recusavam-se a trabalhar (compare 1 Tessalonicenses 5.14 com 2 Tessalonicenses 3.11.12).
Paulo percebeu que tinha que escrever uma segunda carta, para dissipar os rumores e para orientar a jovem igreja. Em resumo, esta carta revela o coração de um pastor preocupado. Paulo não queria que nenhum falso ensino afastasse seus novos convertidos da fé cristã. Eles já tinham sofrido muito por Cristo, para serem desviados por mexericos de gente ociosa” (Comentário do Novo Testamento Aplicação Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2010. pp.458,459).
Read more: http://valorizeaebd.blogspot.com/2018/03/licao-1-introducao-as-cartas-aos.html#ixzz5B0qeUA00
INTRODUÇÃO
Tessalônica era a capital e a maior cidade (com uma população aproximada de duzentas mil pessoas) da província romana da Macedônia. A mais importante estrada romana (a via Egnátia) - que se estendia desde Roma até o Oriente - passava por Tessalônica. Esta estrada, juntamente com o próspero porto da cidade, fazia de Tessalônica um dos centros comerciais mais ricos e famosos do império romano.
Reconhecida como uma cidade livre, Tessalônica tinha permissão de ter um governo próprio e estava isenta da maioria das restrições impostas por Roma sobre outras cidades do império. No entanto, juntamente com o seu aspecto internacional, muitas religiões pagãs e influências culturais instalavam-se, desafiando a fé dos jovens cristãos do lugar.
I. SOBRE RELACIONAMENTOS QUE EDIFICAM
“Nenhum homem é uma ilha isolada”. Essa importante estrofe do pregador John Donne (1572-1631), lembra-nos de que vivemos numa comunidade global, formada por pessoas de etnias e culturas diferentes. Todos recebemos do Criador a mesmíssima vida soprada em Adão (Gn 2.7; 5.3; At 17.25,26). O Senhor é doador da vida e de relacionamentos saudáveis, “porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos” (At 17.28).
A principal base de todo relacionamento saudável é o amor fraterno. Trata-se do tipo de amizade em que o outro é aceito e respeitado como tal. É um amor interpessoal, que valoriza as qualidades, respeita as diferenças e suporta as fragilidades. É um amor capaz de se alegrar com as conquistas do outro, e de se entristecer com o infortúnio alheio (Rm 12.15). Ele é cordial e fraterno (Rm 12.10), e se esforça pela paz (v.18). O amor fraterno é uma das principais colunas dos relacionamentos saudáveis (Hb 13.1), e não existe qualquer amizade verdadeira (1Pe 3.8) que subsista sem ele (1Ts 4.9). O amor fraternal desenvolve-se inicialmente na família, entre os parentes consanguíneos, porque o núcleo familiar é o lugar mais apropriado para o surgimento e crescimento das interações humanas frutíferas que se estenderão por toda vida. Ao longo da vida social, o amor fraternal é compartilhado com outras pessoas independente do parentesco, da etnia e posição social, chegando a tornar-se mais profundo e significativo do que os laços familiares (Pv 17.17; 18.24). Esse sentimento é caracterizado pela dedicação, compromisso, interesse, respeito pela outra pessoa e, assim como a Epafrodito, pode levar até ao sacrifício (Fp 2.19-30; 4.18). A base dele é o amor agápico (1Ts 4.9).
Amor agápico (Jo 13.34). Este é o amor com que Deus ama-nos (Jo 3.16). Na verdade, o amor que é o próprio Deus (1Jo 4.8,16). Esse é o amor pelo qual Deus deu seu Filho para morrer pelos homens (1Jo 4.10), e o Filho deu-se a si mesmo à morte pela humanidade (Jo 15.13). Devemos “amar o próximo como a nós mesmos” (Mt 22.39). Todavia, tal amor pode sucumbir ao egoísmo, e aos interesses pessoais. Jesus deu-nos novo mandamento: que amemos uns outros, assim como ele nos amou (Jo 15.12). Um amor disposto ao sacrifício, cujo interesse não é o “si”, mas o “outro”. A descrição mais completa desse amor encontra-se em 1 Coríntios 13.1-13 e o seu exemplo mais singular em Filipenses 2.5-11 e 2 Coríntios 8.9. Em todas as dimensões possíveis esse amor se expressa por inteiro somente na Pessoa do Pai (1Jo 4.8,16), do Filho (Ef 3.19) e do Espírito Santo (Rm 15.30; ver 2Co 13.13). Deste modo, o amor agápico não é manifestado integral e completamente nas interações humanas pelo simples fato de o homem manifestar feixes de sentimentos contraditórios, positivos e negativos: amor e ódio, humildade e soberba, justiça e injustiça. Todavia, esse amor é derramado no coração do filho de Deus para que ele ame como Deus também ama (Rm 5.5; Jo 13.35). É desenvolvido na caminhada diária com o Senhor e a comunidade de fé. Não existem relacionamentos perfeitos. Eles são construídos e dependentes da experiência, maturidade e sabedoria da pessoa em interpretar e corrigir as experiências afetivas negativas (Pv 15.31), transformando-as em lições positivas para que não se repita os erros cometidos (Pv 9.9; 13.16). É preciso educar as emoções para conviver com as diferenças e não responder o agravo com outro (Pv 15.1,18,23). Isto não ocorre de um dia para o outro, mas é um processo que perdura por toda vida. (Lições Biblicas Cpad Jovens 4º Trimestre de 2015 ,Título: Estabelecendo relacionamentos saudáveis — Vivendo e aprendendo a viver Comentarista: Esdras Costa Bentho).
II. PRIMEIRA CARTA AOS TESSALONICENSES
A cidade de Tessalônica. Tessalônica era um movimentado porto no mar Egeu. A estrada romana que conectava as principais cidades da Macedônia — a via Egnátia - era a estrada principal que passava por Tessalônica. O Arco de Galério, que passava por cima da via Egnátia na época de Paulo, ainda existe.
Em 315 a.C., Cassandro, um comandante do exército de Alexandre, o Grande,fundou a cidade e lhe deu o nome de sua mulher, Tessalônica, a meia-irmã de Alexandre, o Grande. A localização estratégica da cidade permitiu que crescesse rapidamente e obtivesse riqueza e influência. Por volta de 146 a.C., Tessalônica tinha sido designada a capital da Macedônia. Os romanos até permitiam que os tessalonicenses tivessem seu próprio governo (em 42 a.C., Antônio e Otávia recompensaram a cidade pelo apoio dado a eles na batalha de Filipos, tornando-a uma cidade livre). Durante o reinado de Augusto, Tessalônica era a cidade mais popular da Macedônia. Assim, quando Paulo chegou à cidade, ela era o centro comercial e político da Macedônia.
A igreja. Como era seu costume, Paulo primeiramente procurou os judeus, em Tessalônica. Durante três sábados, ele ensinou na sinagoga, explicando o Evangelho e mostrando que Jesus era o Cristo, o Messias — aquele sobre quem os profetas tinham profetizado. Alguns ficaram convencidos (At 17.1-4). Entre eles, estavam Jasom, que ofereceu a sua casa aos missionários, e Aristarco, que posteriormente veio a ser companheiro de viagem de Paulo (veja At 19.29; 20.4; 27.2). Alguns gregos tementes a Deus (gregos que freqüentavam a sinagoga) e importantes mulheres de Tessalônica também se converteram.
Mas os líderes judeus da sinagoga tiveram inveja do sucesso de Paulo e pensaram que ele estivesse roubando os membros proeminentes da sua congregação. Em uma tentativa de interrompê-lo, eles reuniram alguns homens perversos na praça do mercado e iniciaram um alvoroço na cidade. O grupo invadiu a casa de Jasom, à procura de Paulo e Silas. Como não os encontraram ali, levaram Jasom à presença dos magistrados da cidade (At 17.6). Eles acusaram Jasom de hospedar pregadores que estavam afirmando que Jesus, e não César, era rei (At 17.7). A traição era uma acusação grave. Os romanos não toleravam nenhum sinal de desacato ao seu governo.
Além disto, os magistrados da cidade provavelmente tinham ouvido a respeito da recente expulsão dos judeus de Roma, ordenada por Cláudio (por volta de 49 d.C.).
O historiador Suetônio escreveu que Cláudio expulsou os judeus de Roma devido aos “tumultos instigados por Cresto” (veja também At 18.1,2). Alguns estudiosos acreditam que “Cresto” é Cristo, com a grafia errada. Se for assim, os tumultos dos judeus teriam ocorrido em resposta à pregação do Evangelho de Jesus Cristo. Embora os magistrados de Tessalônica provavelmente não entendessem por que os judeus estavam se comportando de forma violenta, ou de quem seria a culpa, certamente teriam sido informados dos tumultos dos judeus que tinham ocorrido por todo o império romano, e não queriam que a sua cidade entrasse neste redemoinho.
Devido à instabilidade social de Tessalônica, os crentes decidiram enviar Paulo e Silas à cidade vizinha, Beréia. Os oponentes de Paulo em Tessalônica não foram dissuadidos tão facilmente e logo seguiram Paulo e Silas, iniciando uma agitação contra eles também naquela cidade (At 17.13). Uma vez mais, Paulo teve que fugir.
Desta vez, ele foi a Atenas - o centro da cultura grega (At 17.15). A igreja de Tessalônica nasceu em meio a uma atmosfera de perseguição. O grupo de crentes tinha que suportar não somente a oposição determinada dos judeus tessalonicenses, mas também os magistrados da cidade, que podiam ser manipulados pelos judeus. O pequeno grupo que se reunia ao redor de Paulo constituía-se basicamente de gregos tementes a Deus e antigos pagãos. A igreja de Tessalônica era constituída de um grupo de novos crentes entusiasmados. Dentro de alguns meses, a sua coragem, a sua determinação, o seu afã e a sua devoção ficaram famosos. Eles ainda tinham muito a aprender sobre a fé cristã, pois Paulo só tinha podido educá-los durante um curto período de tempo. Ainda assim, a sua coragem, face às perseguições, os transformou em uma igreja cheia de esperanças extraordinárias.
OCASIÃO E PROPÓSITO
Consolidar os cristãos tessalonicenses na sua fé e assegurar-lhes sobre o retorno de Cristo. 1 Tessalonicenses é basicamente uma carta de elogios e agradecimentos. Nesta carta, Paulo alegra-se pelo progresso dos tessalonicenses na fé cristã. Timóteo tinha trazido a Paulo um relatório encorajador sobre os crentes de Tessalônica. A sua fé em Cristo tinha permanecido forte. Embora gravemente submetidos à prova, eles tinham suportado a perseguição. Tendo aceitado a mensagem de Paulo com grande alegria, eles tinham estado esperando ansiosamente pela volta de Cristo. A sua ansiedade era um sinal precioso de que o Espírito Santo tinha estado trabalhando nos seus corações. Esta carta comemora estas boas notícias. Embora o ministério de Paulo entre eles tivesse sido curto, eles tinham prosperado na fé. Paulo escreveu para felicitá-los e para responder às suas perguntas a respeito da fé.
A pequena e jovem igreja de Tessalônica enfrentava inimigos poderosos e determinados. Paulo não estava tão preocupado com o poder dos inimigos quanto com a resistência da fé dos tessalonicenses. Eles continuariam a buscar Deus? Eles continuariam a amar e incentivar uns aos outros? Eles conseguiriam desprezar as tentações da vida em uma cidade cosmopolita? Esta carta explica exatamente como os crentes poderiam suportar a perseguição e a oposição.
Os temas principais na carta de 1 Tessalonicenses incluem: Perseguição; Ministério de Paulo; Esperança; e Preparação para a Segunda Vinda.
III. SEGUNDA CARTA AOS TESSALONICENSES
A comunicação pode ser complicada. Para começar, o que é ouvido e repetido nem sempre é o que foi dito.
Evidentemente, isto foi o que aconteceu em Tessalônica. Paulo tinha escrito a sua primeira Carta, calorosa e pessoal, para ensinar, incentivar e fortalecer os crentes dali. Talvez a mensagem mais poderosa da carta de Paulo tenha sido o seu ensinamento a respeito da segunda vinda de Cristo . Paulo queria consolar aqueles que tinham perdido entes queridos e dar esperança a todos eles. Jesus, em breve, retornaria, e eles deveriam estar preparados.
Pouco tempo depois de ter escrito a sua primeira carta à igreja de Tessalônica, Paulo escreveu a segunda. Ele também a escreveu em Corinto . O conteúdo de 2 Tessalonicenses confirma que o lugar da escrita era Corinto .
• Paulo, Timóteo o e Silas ainda estavam juntos (1 .1 ), e Corinto é o único lugar onde se sabe que os três teriam se reunido depois da evangelização inicial de Tessalônica (veja A t 18.5).
• A condição da igreja de Tessalônica era praticamente a mesma: os crentes ainda estavam sendo perseguidos (compare 1 Ts 1.6 com 2 Ts 1.4). A pesar dos seus problemas, a igreja de Tessalônica ainda estava crescendo (compare 1Ts 1.8 com 2Ts 1.3). Cristo — está mais próxima agora do que já esteve.
PROPÓSITO
Esclarecer confusões a respeito da segunda vinda de Cristo. Depois de ter enviado a sua primeira carta à igreja de Tessalônica, Paulo recebeu notícias adicionais sobre os crentes dali. Eles estavam enfrentando intensa perseguição e grandes aflições, mas, apesar dos seus problemas, perseveravam na fé. Alguns, no entanto, estavam afirmando que Jesus teria retornado. Estes crentes podiam ter entendido mal a afirmação que Paulo fez, de que a volta de Cristo seria tão inesperada como a vinda de um ladrão no meio da noite (1 T s 5.1-3). Ou talvez eles tivessem recebido outra carta que, a firmando ser de Paulo, simplesmente declarava que Cristo já teria retornado (2 .2 ,3 ). Estes rumores, juntamente com a perseguição, estavam dividindo e enfraquecendo a jovem igreja. Pensando que já estavam nos últimos dias, alguns crentes recusavam -se a trabalhar (compare 1 Ts 5.14 com 2 Ts 3 .11 ,12 ).
Paulo percebeu que tinha que escrever uma segunda carta, para dissipar os rumores e para orientar a jovem igreja. Os temas principais na carta de 2 Tessalonicenses incluem : Perseguição; Volta de Cristo; Grande Rebelião; e Persistência .
CONCLUSÃO
Sabendo que os crentes estavam sendo perseguidos por sua fé, Paulo incentivou a igreja a perseverar, apesar dos seus problemas e provações. Ele afirmou que Deus traria a vitória aos seus fiéis seguidores e julgaria aqueles que os perseguissem .
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DC. AILDO FERREIRA - IEADALPE - AD ITAPISSUMA – PE
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