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28/11/2018

Escola Bíblica Dominical: Diversidade Sexual e de Gênero

Lições Bíblicas nº 56

TEXTO BÍBLICO BÁSICO

Gn 2.18-25
18 - E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele.
19 - Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo animal do campo e toda ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
20 - E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo animal do campo; mas para o homem não se achava adjutora que estivesse como diante dele.
21 - Então, o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar.
22 - E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão.
23 - E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada.
24 - Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
25 - E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam.

TEXTO ÁUREO
 "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou." Gn 1.27


ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS
Prezado professor, os tempos da pós-modernidade têm trazido grandes desafios à Igreja no campo político, econômico e social.
Não raro, a Igreja tem lidado cotidianamente com novos desafios no campo da sexualidade humana. O tema sobre diversidade sexual e de gênero tem ocupado as grandes mídias e se tornado um monumental desafio a todos que creem no padrão bíblico sobre o assunto.
Nesta aula, aproveite para esclarecer aos seus alunos sobre as teorias da diversidade sexual e de gênero. Eles precisam entender que há grande beleza na diversidade e devemos valorizá-la, porém essa diversidade precisa ser vivida dentro dos limites morais e éticos das Escrituras Sagradas.
Estude de maneira cuidadosa sobre o que a Bíblia fala sobre a sexualidade humana e compartilhe as suas descobertas com sua classe.


Palavra introdutória
As grandes mudanças ocorridas na cultura ocidental alcançaram, de maneira significativa, as concepções mais tradicionais a respeito da sexualidade humana. Ultimamente, as teorias sobre diversidade sexual e de gênero (DSG) ganharam enorme espaço nas grandes mídias e nos veículos de comunicação no Brasil e em boa parte do mundo.
Mais do que nunca, a Igreja vai precisar de muito preparo para interagir com a sociedade e marcar uma posição biblicamente firme no enfrentamento deste imenso desafio.
Diversidade sexual e de gênero é um termo para se referir a uma lista enorme de orientações e práticas sexuais que estão fora do padrão natural, que inclui apenas as relações sexuais binárias, ou seja, as relações entre um homem e uma mulher (Gn 1.27; 5.2; Mt 19.4; Mc 10.6).


1. BREVE RELATO HISTÓRICO SOBRE SEXUALIDADE HUMANA
Segundo as teorias da ideologia de gênero, ninguém nasce homem ou mulher, porque a sexualidade é uma construção social, ou seja, o ser humano vai se tornando homem ou mulher na medida de suas experiências de vida e escolhas pessoais.
No entanto, do ponto de vista científico, a sexualidade corresponde à parte biológica da pessoa que é adquirida no início da concepção no útero materno. As características biológicas, sim, são desenvolvidas culturalmente pelos povos de maneira diferente e são construídas no meio social onde a pessoa vive.

1.1. O patriarcado
Nas sociedades mais antigas, a mulher era vista como alguém restrita às atividades domésticas. Assim, todas as suas atividades ficavam limitadas ao universo domiciliar. O homem, por sua vez, como provedor, saía de casa em busca de alimentos e provisões para sua família. Mulher e filhos eram considerados propriedades do marido.
1.2. O matriarcadoEm algumas tribos, as mulheres eram as provedoras. Elas saíam de casa para plantar, colher e produzir bens para sua casa. Já ao homem, era dado um papel secundário. Ele saía para caçar e pescar e ia à guerra, quando necessário, contra tribos rivais.
1.3. Na Roma AntigaNas sociedades romanas, mulher e homem desempenhavam papéis diferentes na relação familiar, assim como nas atividades profissionais. A mulher da classe rica era proibida de exercer qualquer atividade que envolvesse esforço físico, como também de dedicar-se a atividades educacionais ou comerciais. Sua função era gerar filhos saudáveis e ser sustentada pelo marido. Seu poder e espaço de negociação restringiam-se ao universo do seu lar.

1.4. Na sociedade ocidental
Na sociedade ocidental, as funções do gênero humano, ou seja, de homem e mulher, delinearam-se a partir da história e das influências culturais. O gênero feminino ficava em casa cuidando dos filhos, da alimentação e das questões do lar e da família. As meninas vestiam roupas com características femininas e brincavam com bonecas, por exemplo. Já o menino era ensinado a ser homem, tanto no modo de vestir-se como nos brinquedos.

1.5. Os desdobramentos sociais 
Com o desenvolvimento dos estudos na área da sociologia e antropologia, a partir do século 20, começou-se a entender que as culturas compreendiam as questões sobre sexualidade de maneiras diferentes. A conclusão mais extremista e perversa deste processo foi a relativização dos papéis de homem e mulher na sociedade, conforme o legado da visão judaico-cristã.
Com o advento do feminismo, a partir do início da década de 1960, acentuou-se esse processo de relativização e instalou-se uma total confusão a respeito dos papéis de homem e mulher. Somado a isso, nas últimas décadas, movimentos homossexuais começaram a advogar suas causas de legalidade e igualdade no tratamento da diversidade de gênero.
Atualmente, alguns veículos de comunicação e pessoas do mundo artístico, abraçaram as causas gays e tentam empurrar por goela abaixo da sociedade esses ensinos que não fazem parte de suas tradições, não têm apoio científico e, muito menos, das Escrituras Sagradas.

2. TEORIAS DA DIVERSIDADE SEXUAL E DE GÊNERO 
Hoje, no mundo ocidental, há uma lista enorme de opções sexuais defendidas com unhas e dentes pela militância gay, que tenta influenciar o meio social, apresentando-as como
orientações sexuais normais, naturais e aconselháveis. Essa lista é composta de opções um tanto quanto extremistas. Seus praticantes e simpatizantes advogam a obrigação de impor esses entendimentos a toda sociedade.
Seguem algumas dessas teorias:
Não binários. Defendem um sistema de gênero que vai além das classificações homem ou mulher; feminino ou masculino.
Transgênero. Refere-se à pessoa que tem uma identidade de gênero diferente do seu próprio sexo de nascimento.
Homossexual. Pessoa que sente atração sexual por indivíduos do mesmo sexo.
Bissexual. Pessoa que sente atração sexual tanto por indivíduos do sexo oposto quanto do seu próprio sexo.
Intersexual. Refere-se àqueles que apresentam variações de caracteres cromossômicos, gônadas ou órgãos sexuais.
Um exemplo é a agenesia peniana, que é a falta do pênis nos homens e a síndrome de La Chapelle, em que as mulheres desenvolvem órgãos sexuais masculinos. Essas pessoas, em geral, identificam-se com ambos os sexos ou com nenhum deles.
Transexual. Refere-se às pessoas que fizeram, ou pensam em fazer, a cirurgia de mudança de sexo.

A sigla GLS (gays, lésbicas e simpatizantes) foi criada para caracterizar as pessoas identificadas com a diversidade sexual e de gênero. Porém, mais tarde, essa sigla mudou para LGBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros). No entanto, hoje, a sigla utilizada é LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transgêneros e intersexuais). O relato bíblico é muito claro ao afirmar exclusivamente dois sexos distintos: E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou;
macho e fêmea os criou (Gn 1.27).
Todo e qualquer relacionamento sexual, fora desse padrão, constitui-se em erro e desvirtuação do propósito e da natureza da sexualidade humana; e, consequentemente, em um pecado diante de Deus.
_________________
Não é possível reconhecer
a diversidade sexual e
de gênero como algo
legítimo. Fazer isso implica
a aceitação de todas essas
formas de sexualidade
entendidas por esses grupos
de pessoas, o que contraria
a Constituição Federal, a
natureza do ser humano e,
principalmente, a vontade
de Deus expressa
em Sua Palavra.
_________________ 

3. O QUE A BÍBLIA DIZ SOBRE A SEXUALIDADE HUMANA
A ciência e a Bíblia ensinam que o ser humano nasce biologicamente macho ou fêmea. Até aqueles que nascem hermafroditas têm, em seu DNA, traços genéticos de homem ou mulher.
Assim, o homem caracteriza-se pelos cariótipos 46, XY. A mulher, por sua vez, caracteriza-se pelos cariótipos 46, XX. 
Segue uma lista de palavras para designar esta forma de entender a sexualidade humana:
Binários. Pessoas que aceitam a humanidade dividida em suas classificações únicas: homem e mulher; feminino ou masculino.
Cisgêneros. Pessoas cuja identidade de gênero corresponde à mesma do seu sexo.
Heterossexuais. Pessoas que têm atração sexual por indivíduos do sexo oposto.
 

3.1. Pilar da sexualidade bíblica
As Escrituras Sagradas defendem que, no princípio, Deus criou homem e mulher: E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou (Gn 1.27).
O sexo foi criado para ser praticado entre um homem e uma mulher, com vistas à perpetuação da raça humana e como elemento de prazer e aprofundamento do amor e da intimidade matrimonial (Gn 2.23-25).
Desde a Criação, está explícito o sentido binário da sexualidade. Assim, homem e mulher, dentro dos limites da vida conjugal, praticam sexo com a finalidade da procriação, mas também da busca de prazer, cumplicidade e complementação. 
Foi por isso que Deus deu a Adão uma mulher e não outro
homem: E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão. E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do varão foi tomada (Gn 2.22,23).
Adão recebeu a mulher das mãos do Criador com imensa surpresa e profunda alegria, tanto é que se manifestou da maneira como o fez nos versos acima. A mulher lhe foi dada como ajudadora (Gn 2.18).
A Bíblia proíbe de maneira terminante o sexo extraconjugal.
Da mesma forma, ela considera como algo repugnante o sexo praticado entre dois homens ou duas mulheres (Lv 18.22,23).
Assim, além de exclusivo ao matrimônio, o sexo é para ser praticado entre um homem e uma mulher. Nas Escrituras, o que passar disso é chamado de fornicação — a prática do sexo entre pessoas solteiras ou entre uma casada e a outra solteira (1 Co 6.10) —; adultério — a prática sexual fora do casamento (Pv 5; Hb 13.4); ou ainda prostituição — a prática do sexo, caracterizada pela venda do próprio corpo (1 Co 6.15-19).
 

3.2. A homossexualidade e a Bíblia 
A diversidade caracteriza-se pela multiplicidade, pluralidade, variedade ou diferença. Certamente, há uma beleza implícita na diversidade; porém, a diversidade, para ser boa e recomendável, deve seguir dentro de certos parâmetros de moral e ética.
A humanidade é composta de pessoas de todas as raças, cores, línguas e nações; no entanto, todos foram criados à imagem e semelhança do Criador (Gn 1.26,27). Assim, o mesmo Criador estabeleceu em Sua Palavra as regras para o compartilhamento da vida sexual.
A Bíblia deixa muito claro que os comportamentos homossexuais são resultantes do pecado e da desobediência a Deus: Pois mudaram a verdade de Deus em mentira e honraram e serviram mais a criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém! Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à natureza. E, semelhantemente, também os varões, deixando o uso natural da mulher, se inflamaram em sua sensualidade uns para com os outros, varão com varão, cometendo torpeza e recebendo em si mesmos a recompensa que convinha ao seu erro (Rm 1.25-27).
A prática do homossexualismo também foi condenada pela Igreja Primitiva, que associava esse tipo de conduta a atitudes de devassidão, privando, assim, o praticante da comunhão com Deus. Paulo, o apóstolo aos gentios disse: Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o Reino de Deus (1 Co 6.10).

CONCLUSÃO
As pressões dos movimentos gays pela legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo são imensas nas esferas legislativas. Outrossim, muitos, hoje, advogam que duas pessoas do mesmo sexo possam adotar filhos. Porém, o reconhecimento da união homossexual, como casal ou família, ainda é um impasse no Brasil e em vários países do mundo.
Oremos para que a Igreja esteja realmente preparada para enfrentar e vencer esta grande batalha.

ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. O que a Bíblia ensina sobre o relacionamento sexual?
R.: (A RESPOSTA SERÁ PUBLICADA POSTERIORMENTE)

Fonte: Revista Lições da Palavra de Deus n° 56

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