Apoiadores de Bolsonaro arrecadam R$ 1,3 milhão para a Santa Casa de Juiz de Fora - Se Liga na Informação



Apoiadores de Bolsonaro arrecadam R$ 1,3 milhão para a Santa Casa de Juiz de Fora

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Mobilização via redes sociais foi feita como uma retribuição ao atendimento que o então candidato recebeu no hospital após sofrer um atentado durante ato de campanha na cidade.



Após uma mobilização de eleitores do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), a Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora recebeu R$ 1.306.269,90 em doações. O dinheiro foi doado por 54.905 pessoas. O balanço arrecadado até 13 de novembro e a destinação dos recursos foram divulgados manhã desta segunda-feira (10) pelo presidente da Santa Casa, Renato Villela Loures.



"Arrecadamos uma quantia expressiva. Foi uma campanha espontânea, que não foi feita pela Santa casa e estas doações vieram", disse o presidente da Santa Casa.

Renato Villela Loures informou que o dinheiro será investido em um novo Centro de Tratamento Intensivo (CTI) com dez leitos. Ainda não há dados posteriores ao balanço divulgado nesta segunda. Loures disse ainda que, apesar de não ser um pedido da instituição, as doações podem continuar, pois estão contribuindo de forma relevante.

"O novo CTI está orçado em R$ 150 mil por leito. E as doações continuam caindo, talvez venha mais, vamos torcer para chegar ao R$ 1,5 milhão. A expectativa é começar as obras no 5º andar em 2019, com duração de até seis meses", explicou.

Doações feitas por apoiadores de Bolsonaro devem viabilizar um novo CTI na Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora — Foto: Roberta Oliveira/G1

A Santa Casa de Juiz de Fora possui 523 leitos, sendo quase 300 destinados ao SUS. Loures informou que entre janeiro e setembro deste ano, o hospital realizou média de 1.169 internações, sendo 685 pelo sistema único de saúde. No mesmo período, o ambulatório realizou 7.450 atendimentos mensais na emergência.

"No ano passado, que temos a estatística completa, foi de 71 % dos procedimentos do SUS. Este ano temos que fazer a estatística ainda, bem maior do que o governo nos exige, que é de 60%".

Loures revelou ainda que há aproximadamente 15 dias esteve em Brasília, com o Bolsonaro, e representantes de Santas Casas e Filantrópicas de Salvador, Campo Grande, Belo Horizonte, São Paulo e Porto Alegre. No encontro foi entregue ao presidente eleito uma série de reivindicações do setor filantrópico do país. Confira algumas das pautas apresentadas:

revisão dos modelos de custeio, remuneração e financiamento das Santas Casas e dos hospitais filantrópicos.
uma solução para negociar as dívidas das instituições filantrópicas do país, que somam R$ 24 bilhões.
revisão das parcerias públicas e privadas para gestão das unidades de saúde da rede pública.
valorização das entidades que realizam procedimentos de média e alta complexidade
fortalecimento da política de ensino profissionalizante dos hospitais de ensino e da rede de hospitais filantrópicos, como a Santa Casa de Juiz Fora que é credenciada nos ministérios da Saúde e da Educação.

"As reivindicações são extremamente importantes, porque 55% do atendimento hospitalar ao sistema único e 70% dos procedimentos de alta complexidade do SUS são feitos pelas filantrópicas. O subfinanciamento do SUS levou a uma dívida de R$ 24 bilhões que, se não for resolvido, pode entrar em caos, em dificuldades e seria difícil de regularização a curto prazo", destacou Loures.


Bolsonaro e a Santa Casa

Jair Bolsonaro foi atendido pela Santa Casa de Misericórdia de Juiz de Fora no dia 6 de setembro após ter sido esfaqueado durante um ato de campanha na cidade. O presidente eleito teve lesões nos intestinos delgado e grosso e passou por uma cirurgia na unidade hospitalar.


Em 30 de outubro, após ser eleito, Bolsonaro disse através das redes sociais que pretendia doar a sobra da campanha eleitoral para a Santa Casa. Entretanto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não permitiu o repasse do restante dos recursos da campanha para o hospital. Segundo informou ao G1, a destinação das sobras de campanha das candidaturas à Presidência da República deve ser transferidas para a direção nacional do partido – no caso, o PSL – que será o responsável pela identificação, utilização, contabilização e prestação de contas ao TSE, conforme ao artigo 53 da Resolução nº 23.553.



Proibiram nosso presidente de doar a sobra de campanha para o hospital que salvou sua vida. E Já que somos o seu caixa 2 ...
➡ SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE JUIZ DE FORA.
CNPJ: 21.575.709/0001-95
BANCO DO BRASIL.
AGENCIA 4478-4
C/C 6367-3
TEL: 32- 3229-2223


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Diante da proibição, o internauta e eleitor, Heber da Silva Barros, propôs a iniciativa através da conta no Twitter e diversos eleitores aderiram à ideia e passaram a realizar depósitos na conta bancária da Santa Casa de Juiz de Fora.

Ainda em novembro, o presidente eleito incluiu o hospital como destinatário de R$ 2 milhões em emenda parlamentar prevista para 2019. O valor é parte da verba de emenda individual a que ele tem direito em seu mandato atual de deputado federal. A informação sobre a destinação foi publicada no site da Câmara dos Deputados.

No texto, Bolsonaro cita que “a Santa Casa tem demonstrado grande resiliência para enfrentar os desafios do dia a dia e manter estabilidade num momento de crise pelo qual passam todos os hospitais filantrópicos do país. O nosso déficit em 2017 foi de R$ 27.963.125,84 referente aos atendimentos a pacientes do SUS (internados e externos), sendo a média mensal de R$ 2.330.260,49, o que representa (36,92%)”.

A publicação destaca que o déficit é decorrente da defasagem da tabela do SUS sem reajuste há mais de 12 anos.

"Toda emenda parlamentar tem sua destinação, tem que se fazer um projeto voltado para o SUS. Custeio envolve basicamente medicamento, muita prótese, tudo aquilo que você usa no paciente do SUS. O governo federal audita estas verbas, não é dada para o hospital ou a Prefeitura fazer o que quiser", ressaltou Loures.

Fonte: G1

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