Escola Bíblica Dominical: A prioridade missionária dos Pentecostais - Se Liga na Informação



Escola Bíblica Dominical: A prioridade missionária dos Pentecostais

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TEXTO DO DIA
“E como pregarão, se não forem enviados? [...]” (Rm 10.15).

SÍNTESE
Somos chamados por Deus para fazer missões na era do Espírito Santo até os confins da Terra.

INTERAÇÃO
Nessa lição, estudaremos a respeito da prioridade missionária dos pentecostais — anunciar a salvação. Salvação que recebemos mediante a fé em Jesus Cristo. Ela é resultado da graça divina, mas Cristo pagou um alto preço. Nós fomos chamados por Deus e revestidos de poder, pelo Espírito Santo, para evangelizar até os confins da Terra. Que jamais venhamos negligenciar o mandato de Cristo: “Ide por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura” (Mc 16.15).

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
O enfoque da lição de hoje é o chamado que recebemos de Deus para fazermos missões na era do Espírito Santo. Não estamos sozinhos em nossa missão, mas isso não impede que venhamos desenvolver algumas estratégias para realizarmos, da melhor maneira possível, o mandato que nos foi confiado pelo Senhor. Então, inicie a aula conversando com a turma a respeito da necessidade de estabelecermos estratégias para realizarmos a obra missionária. Jesus, o nosso Mestre, também fez uso de uma estratégia de sucesso para anunciar a todos o Reino de Deus. Em seguida, escreva no quadro uma definição de estratégia: “Parte da arte militar que trata das operações e movimento de um exército”. Depois peça que os alunos formem três grupos. Cada grupo deverá tirar uma tira de papel (de um pote) com a estratégia utilizada para evangelizar. Essa estratégia deverá ser analisada e explicada pelo grupo. Para concluir peça que formem um único grupo. Cada grupo terá 10 minutos para explicar a estratégia que o personagem utilizou.

1 — A estratégia utilizada por Jesus para anunciar o Reino de Deus;
2 — A estratégia dos crentes da Igreja Primitiva;
3 — A estratégia adotada por Paulo para alcançar as nações.

Conclua enfatizando que mesmo não dispondo dos recursos que temos na atualidade, Jesus, a Igreja do primeiro século e Paulo obtiveram sucesso em sua missão.

TEXTO BÍBLICO

Efésios 2.4-9; Tito 2.11-14.

Efésios 2
4 — Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou,
5 — estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos),
6 — e nos ressuscitou juntamente com ele, e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus;
7 — para mostrar nos séculos vindouros as abundantes riquezas da sua graça, pela sua benignidade para conosco em Cristo Jesus.
8 — Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus.
9 — Não vem das obras, para que ninguém se glorie.

Tito 2
11 — Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens,
12 — ensinando-nos que, renunciando à impiedade e às concupiscências mundanas, vivamos neste presente século sóbria, justa e piamente,
13 — aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo,
14 — o qual se deu a si mesmo por nós, para nos remir de toda iniquidade e purificar para si um povo seu especial, zeloso de boas obras.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO
Os pentecostais são conhecidos por seu fervor missionário. Da mesma forma que os discípulos foram cheios do Espírito para testemunhar do Senhor Jesus, os pentecostais do século XX foram muito usados por Deus para alcançar pessoas que antes não conheciam a Jesus. Com a mensagem da salvação, anunciaram também o batismo com o Espírito Santo, a contemporaneidade dos dons, a cura divina e a volta de Jesus. E Deus confirmou a mensagem pentecostal, é o que veremos nessa lição.


I. A SALVAÇÃO NA PERSPECTIVA PENTECOSTAL E BÍBLICA

1. Deus amou o mundo.
Para que iniciemos esta lição é preciso entender a mensagem que os pentecostais trazem em relação a missões. Evangelizamos e enviamos missionários porque cremos que a salvação é uma obra de Deus e do seu amor. Uma verdade fundamental para que compreendamos a salvação é que Deus estende seu amor e misericórdia a todos os homens (Rm 11.32). Não há dúvidas a respeito da vontade de Deus de que todas as pessoas venham a se arrepender (2Pe 3.9). O próprio Senhor Jesus Cristo disse que “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). Cremos que a salvação é ofertada a todos indistintamente, e que o alcance do sacrifício de Jesus Cristo não se restringe a algumas pessoas escolhidas por uma soberania divina determinista. Pregamos o evangelho porque entendemos que todos podem ser alcançados pela salvação, embora tenhamos a consciência de que realmente nem todos aceitarão a mensagem de Jesus.



2. A salvação pela graça.
Desde que Adão e Eva decidiram desobedecer a Deus, receberam não apenas o estado pecaminoso, mas também a capacidade tendência ao pecado. O homem nasce com a semente do pecado dentro de si. Ao longo da vida essa semente irá germinar e dar seus frutos e, como consequências, haverá o afastamento de Deus, a ausência do perdão dos pecados e a condenação para o inferno. A salvação é justamente a mudança no estado da pessoa do pecador que, de condenado eternamente, passará a ser uma pessoa perdoada de seus pecados, amiga de Deus e futura participante da vida eterna.

3. É oferecida a todos.
Pentecostais fazem missões porque entendem que a graça não é limitada. Acreditam que a provisão da salvação é para todos, universal, ainda que nem todos se apropriem dela. Visto que “Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo” (2Co 5.19), um cristão pentecostal não pode restringir o que Deus planejou para que fosse de alcance amplo.

E essa graça é ministrada a todos: “Porque a graça de Deus se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens” (Tt 2.11). Paulo deixa claro em sua carta pastoral a Tito que a graça de Deus não é manifesta a alguns escolhidos, mas a todos os homens.

Pense!
Fazemos missões porque cremos que a graça de Deus se manifestou a todos os homens.

Ponto Importante
A salvação é oferecida a todos os homens ou apenas a uma parcela da humanidade?

II. MISSÕES NO NOVO TESTAMENTO

1. Os discípulos de Jesus.
Eles foram missionários. De dois em dois, foram comissionados a curar enfermos e a dizer que o Reino de Deus havia chegado. Quando retornavam, vinham eufóricos, pois até os espíritos malignos se sujeitavam a eles (Lc 10.1-17).

Marcos menciona que os discípulos, “tendo partido, pregaram por todas as partes, cooperando com eles o Senhor e confirmando a palavra com os sinais que se seguiram” (Mc 16.20). Esse texto nos mostra que a equipe de Jesus era formada por missionários, pessoas dispostas, cheias do Espírito, cuja mensagem era acompanhada de sinais que os designavam arautos do Jesus Ressurreto.

2. Jerusalém, Judeia, Samaria e confins da terra.
A ordem de Jesus era clara: que seus discípulos fossem suas testemunhas em Jerusalém, Judeia, Samaria e até os confins da terra. Da mesma forma que Ele ordenou que os discípulos estivessem esperando o cumprimento da promessa de revestimento de poder em Jerusalém — o que fizeram em oração e foram cheios do Espírito Santo — o Senhor ordenou que eles se dirigissem a esses lugares para falarem dEle. Essa orientação não era que primeiro a mensagem fosse conhecida em Jerusalém, para depois ser conhecida na Judeia, Samaria e confins da terra: os discípulos deveriam falar do Senhor simultaneamente. Mesmo com as diferenças culturais existentes nesses lugares, os seguidores de Jesus deveriam alcançar a todos.

3. Ensinando a respeito do batismo com o Espírito Santo.
Missões pentecostais não podem deixar de ensinar o batismo com o Espírito Santo. Vejamos o caso da terceira viagem missionária de Paulo, quando esteve em Éfeso. Essa cidade portuária recebeu a visita de Apolo, um judeu alexandrino instruído no caminho do Senhor; e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor, conhecendo somente o batismo de João (At 18.24,25). Este evangelista creu em Jesus e foi salvo, mas não conhecia o batismo com o Espírito Santo. Quando Apolo se dirigiu para Corinto, Paulo foi visitar Éfeso, e tendo encontrado lá discípulos de Jesus — com certeza fruto do trabalho de Apolo — perguntou-lhes: “[…] Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes?” (At 19.2). A resposta dos irmãos foi sincera: “Nós nem ainda ouvimos que haja Espírito Santo” (At 19.2). Aqueles homens já haviam recebido a Jesus, pois Lucas os chama de discípulos. Entretanto, ainda não haviam sido batizados em nome de Jesus, nem no Espírito Santo. No verso 6, lemos que Paulo impôs as mãos sobre esses irmãos, uns doze servos de Deus, “e falavam línguas e profetizavam”. Deste texto tiraremos duas lições importantes. A primeira: que eles já tinham sido convencidos pelo Espírito Santo para a salvação, mas não tinham sido revestidos de poder. A segunda: que eles falaram em línguas e profetizaram quando Paulo lhes impôs as mãos, uma prática que nos parece comum na época. Se Paulo impôs as mãos para que aqueles crentes fossem cheios do Espírito, não há por que haver críticas a essa prática.

Pense!
A mensagem pentecostal genuína afirma que Jesus salva, cura, liberta, batiza com o Espírito Santo e em breve voltará.

Ponto Importante
Da mesma forma que Paulo fez com os crentes em Éfeso, devemos ensinara respeito do batismo com o Espírito Santo.

CONCLUSÃO
Da mesma forma que a Igreja do Novo Testamento era pentecostal e missionária, cheia do Espírito Santo e desejosa de ver pessoas se achegando a Cristo, devemos ser nós também. Que não nos falte o ardor missionário, e que Deus nos use para tornar seu nome conhecido.

ESTANTE DO PROFESSOR
ARRINGTON, French L. (Ed.). Comentário Bíblico Pentecostal: Novo Testamento. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2004.

HORA DA REVISÃO (As respostas serão publicadas posteriormente)

1. Qual a mensagem dos pentecostais em relação a missões?

2. A salvação é ofertada a todos, sem distinção?

3. Os discípulos de Jesus foram missionários? Qual foi a estratégia de Jesus para enviá-los?

4. A ordem de Jesus em Atos 1.8 era simultânea? Ou devemos primeiro alcançar Jerusalém?

5. O que missões pentecostais não podem deixar de ensinar?

SUBSÍDIO I
“A importância do evangelismo pessoal vê-se no fato de que a evangelização dos pecadores foi o último assunto de Jesus aos discípulos antes de ascender ao céu. Nessa ocasião, Ele ordenou à Igreja o encargo da evangelização do mundo (Mc 16.15). O alvo do Evangelismo Pessoal é tríplice: salvar os perdidos, restaurar os desviados e edificar os crentes. Ganhar alma foi a suprema tarefa do Senhor Jesus aqui na terra (Lc 19.10). Paulo, o grande homem de Deus, do Novo Testamento, tinha o mesmo alvo e visão (1Co 9.20). Uma grande parte dos crentes pensa que a obra de ganhar almas para Jesus é para os pregadores, pastores e obreiros em geral. Contentam-se em, comodamente sentados, ouvir os sermões, culto após culto, enquanto os campos estão brancos para a ceifa, como disse o Senhor da seara (Jo 4.35). O ‘ide’ de Jesus para irmos aos perdidos (Mc 16.15), não é dirigido a um grupo especial de salvos, mas a todos, indistintamente, como bem revela o texto citado. Portanto, a evangelização dos pecadores pertence a todos os salvos. Cada crente pode e deve ser um ganhador de almas. Nada o pode impedir, irmão, de ganhar almas para Jesus, se propuser isso agora em seu coração. A chamada especial de Deus para o ministério está reservada a determinados crentes, mas a chamada geral para ganhar almas é feita a todos os crentes” (GILBERTO, Antonio. Prática do Evangelismo Pessoal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1983, p.10).

SUBSÍDIO II
“O mandato para as missões acha-se em cada evangelho e em Atos dos Apóstolos. Porque toda a autoridade nos céus e na terra foi entregue a Jesus (Mt 28.19-20).

‘Vão’ (gr. poreuthentes) não é um imperativo. Significa, literalmente, ‘tendo ido’. Jesus toma por certo que os crentes irão, quer por vocação, por lazer, ou por perseguição. O único imperativo nesse trecho bíblico é ‘façam discípulos’ (gr. mathêteusate), que inclui batizá-los e ensiná-los continuamente.

Marcos 16.15 também registra esse mandamento: ‘Tendo ido por todo o mundo, proclamem (anunciem, declarem e demonstrem) as boas novas a toda a criação’ (tradução literal)” (HORTON, Stanley M. Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal. 1ª Edição. RJ: CPAD, 1996, p.584).

Fonte: Revista CPAD

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