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A Nossa Esperança - Meditação

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Deus vai adiante

O Senhor é quem vai adiante de ti; Ele será contigo, não te deixará, nem te desamparará; não temas, nem te atemorizes. Deuteronômio 31:8


Um antigo provérbio inglês lembra que “aquele que é relutante em partir diz adeus muitas vezes”. Foi o que aconteceu com Moisés, em seus momentos finais com o povo de Israel. Ele tinha medo de que, após sua saída, o povo deixasse os caminhos de Deus. Suas palavras de despedida, apresentadas em Deuteronômio 31, repetem conselhos e desafiam: “Sê forte e corajoso.” Primeiro ele se dirige ao povo e depois a Josué. Na parte final do capítulo, Deus apresenta o mesmo conselho ao novo líder e ainda o repete mais quatro vezes no primeiro capítulo de Josué. Ao todo são sete lembranças de que liderança, fidelidade, novos desafios e conquistas exigem força e coragem.

A garantia da presença divina permanece firme, mas ela não elimina os problemas. Você precisa avançar com fé e enfrentar as crises com força e coragem, confiando que Deus acalma a tempestade ou fortalece os braços para suportá-la. Deus estará a seu lado, mas encare os desafios confiando Nele e também fazendo sua parte. Não espere que tudo já apareça pronto em suas mãos; não se coloque como vítima de nenhuma situação ou pessoa e não desista diante da primeira dificuldade. Se cair, aprenda a se levantar e tenha sonhos ousados. Seja “forte e corajoso”. Deus está com você.

A promessa mais marcante para Josué, e também para você, que tem um ano inteiro pela frente, está no verso 8, que diz: “O Senhor é quem vai adiante de ti.” Se você ainda tem dúvida sobre o futuro, está enfrentando uma crise espiritual, emocional ou financeira, tem algum problema sério de saúde, está passando por uma prova de fé e se sente sozinho, fraco ou desanimado, renove essa certeza. Com o Senhor à frente, não há rio que não se detenha, muro que não caia ou porta que não se abra. Fortaleça sua confiança no Senhor e troque sua ansiedade pela paz que Ele oferece. Não se esqueça: seus problemas passam, mas Deus é eterno.
Diamantes para Deus

Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. 1 Coríntios 3:6


“Lá está o porto”, exclamou David a seus pais. A expectativa era grande. Jorge Riffel e sua esposa examinavam o rosto de todos os que estavam no local de desembarque enquanto o navio se aproximava. Queriam ver se alguém os aguardava. Finalmente, um homem acenou intensamente e chamou seus amigos. “Lá está ele!”, exclamou Riffel. “É o nosso amigo Reinaldo. Que bom que ele veio!”

A família Riffel havia morado quatro anos no estado do Kansas, nos Estados Unidos, mas estava retornando para a Argentina. Durante aquele período, eles conheceram a mensagem adventista e queriam apresentá-la a seus amigos. Jorge escreveu cartas para a Argentina. Ele começou a orar pelas respostas até que um amigo lhe respondeu, dizendo que estava disposto a guardar o sábado se tivesse alguém para observá-lo com ele. “Isso resolve o problema”, disse Jorge Riffel. “Vamos vender nossa fazenda aqui no Kansas e voltar para a Argentina.”

Riffel e outras três famílias de origem alemã viajaram para Argentina. Enquanto os outros permaneceram em Buenos Aires, Riffel, sua esposa Maria, e o filho, que se chamava David, viajaram mais um dia pelo rio Paraná e chegaram ao porto de Diamante. Ali, numa sexta-feira, em agosto de 1890, encontraram Reinaldo Hetze, que havia chegado da Rússia três anos antes.

Depois de carregar a bagagem, a família Riffel entrou no “carro” de Reinaldo e ainda viajaram cerca de 28 km por estrada de terra. Estavam ansiosos para chegar a algum lugar antes do pôr do sol. Durante a viagem de três horas, Jorge aproveitou para contar como havia encontrado a verdade do sábado e da segunda vinda de Cristo. No sábado pela manhã, realizaram o que acreditamos ter sido o primeiro culto adventista na América do Sul.

Dessa forma simples, mas milagrosa, a mensagem chegou pelo porto de Diamante e deu início à obra adventista no território da Divisão Sul-Americana. Começou com poucos, mas Deus deu o crescimento. Hoje existem milhões de diamantes para Deus como resultado do trabalho de uma família ousada e comprometida. Porém, ainda existem muitos que não conhecem essa mensagem de esperança. O desafio agora está em nossas mãos. Se tivermos fé e disposição, “todo o mundo será logo advertido, e o Senhor Jesus retornará à Terra com poder e grande glória” (Atos dos Apóstolos, p. 111).
Grão de mostarda

É como um grão de mostarda, que é a menor semente que se planta na terra. No entanto, uma vez plantado, cresce e se torna a maior de todas as hortaliças. Marcos 4:31, 32, NVI


O grão de mostarda representa muito bem a história da Divisão Sul-Americana. A sede que coordena o trabalho da Igreja Adventista na Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Equador, Paraguai, Peru e Uruguai começou muito simples e pequena, mas Deus sempre esteve no comando.

Em fevereiro de 1916, quando a sede sul-americana foi organizada, havia apenas um presidente, o missionário norte-americano Oliver Montgomery, e um secretário-tesoureiro. Éramos 4.903 membros batizados, 88 igrejas, três Uniões e 15 campos locais. Mas a igreja mundial criou as condições para o crescimento, enviando para nossa região 13,11% de todos os recursos destinados aos campos missionários.
Menos de uma década depois, em 1922, o pastor Montgomery foi escolhido presidente da Divisão Norte-Americana e retornou para sua pátria. Mas o trabalho naquele que era chamado de “continente negligenciado” se tornou tão relevante que Rubén R. Figuhr, presidente da Divisão Sul-Americana de 1941 a 1950, foi escolhido presidente da igreja mundial.

O grão de mostarda cresceu, multiplicando a obra que havia começado pequena. Dos 4.903 membros em 1916, a igreja já superou os 2,5 milhões atualmente. Das 88 congregações, já ultrapassamos o número de 28 mil igrejas e grupos. Dos 760 batismos do primeiro ano de nossa Divisão, apenas em 2017, chegamos a 230.364 novos membros. Tínhamos, em 1916, a média de um adventista para cada 851 habitantes. Em 2018, nosso número era de um para cada 136. Enquanto a população aumentou 139,96%, nos últimos 52 anos, a igreja na Divisão Sul-Americana cresceu 1.401,30%. Realmente temos que celebrar as bênçãos e renovar a confiança na direção divina.

Esse caminho de conquistas foi aberto por pessoas como Jorge Riffel na Argentina, Albert Staufer no Brasil e no Uruguai, Ferdinand Stahl no Peru, Thomas Davis no Equador, Claudio e Antonieta Dessignet no Chile, Elwin Snyder no Paraguai e Sebastián Pereira na Bolívia.

Os próximos capítulos dessa história estão em nossas mãos. Para escrevê-los somos chamados a olhar com confiança através do para-brisa, mas sem tirar os olhos do retrovisor.
Liberdade e respeito
Que vos ameis uns aos outros; como Eu vos amei. João 13:34


Uma das marcas históricas da Igreja Adventista do Sétimo Dia é sua defesa da liberdade, tanto religiosa quanto de expressão. Desde nossa origem, temos levantado essa bandeira não apenas para defender nosso direito de crer, pregar e adorar, mas também para compartilhar os princípios de liberdade e respeito com todos.

Em uma sociedade civilizada e com princípios religiosos, liberdade e respeito deveriam ser valores naturais, mas nem sempre tem sido assim. Basta observar que, enquanto 90% dos habitantes do mundo professam alguma religião, o que deveria promover um ambiente de paz, amor e tolerância, 70% da população vive em regiões com algum tipo de restrição à liberdade religiosa e 32%
têm restrição alta ou muito alta. Como em nossa região a maioria dos países tem
baixa restrição, acabamos nos acomodando com o tema. Contudo, dia a dia, o cenário está se modificando. Devemos ser gratos a Deus pela liberdade oficial, mas também temos de nos preparar para encarar os desafios que começam a surgir.

Por outro lado, esses princípios são uma via de mão dupla. Assim como devemos defender a liberdade e usá-la sempre com respeito a qualquer crença ou pessoa, também precisamos receber o mesmo direito. Não podemos aceitar nenhuma imposição que tente calar a expressão de nossa fé.

Sobre esse tema, nosso dever é claro: precisamos “lavrar o mais eficaz protesto contra medidas tendentes a restringir a liberdade de consciência” (Testemunhos Para a Igreja, v. 5, p. 452). Nossas ações devem ser sempre em defesa de ideias, evitando confrontação desnecessária. Afinal, não cremos na imposição de nossos valores sobre aqueles que não professam nossa fé. Se, para dar liberdade religiosa a alguns, outros tiverem de perdê-la, estaremos voltando à Idade Média, quando a religião foi usada como meio de opressão.

Defendendo, vivendo e compartilhando a liberdade e o respeito, estaremos simplesmente encarnando os ensinamentos de Jesus: “Que vos ameis uns aos outros; como Eu vos amei” (Jo 13:34).

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