Escola Bíblica Dominical: O deserto vai passar - Se Liga na Informação



Escola Bíblica Dominical: O deserto vai passar

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TEXTO DO DIA 
“Não to mandei eu? Esforça-te e tem bom ânimo; não pasmes, nem te espantes, porque o SENHOR, teu Deus, é contigo, por onde quer que andares” (Js 1.9). 

SÍNTESE 
A caminhada do povo de Deus pelo deserto deste mundo em breve terminará e estaremos para todo o sempre com o Senhor. 

INTERAÇÃO 
Chegamos ao final do estudo do livro de Números. Caminhamos pelo deserto, juntamente com o povo de Deus. O trimestre foi concluído, mas nosso trabalho docente não. É hora de iniciar o planejamento do próximo trimestre. Esmere-se fazendo o melhor para Deus, investindo no estudo bíblico e na oração. Com isso, você continuará aprendendo a respeito de Deus. Certo professor em uma conferência de Escola Dominical disse o seguinte: “Quando eu aprendo, consigo ensinar; ensinando, aprendo de novo”. 

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA 
Chegamos ao final de mais trimestre. Com certeza a sua fé no Deus que guiou o seu povo pelo deserto à Terra Prometida foi fortalecida mediante o estudo de cada lição. Conclua mostrando aos alunos que embora sejamos filhos(as) de Deus estamos sujeitos a enfrentar algumas crises em nossa caminhada, como os hebreus enfrentaram no deserto. Contudo, as crises não são para nos destruir, castigar, desanimar, mas o Pai as permite para nos moldar, lapidar e para que possamos confiar mais nEle, em sua fidelidade. Incentive os alunos a verem os “desertos” como oportunidades de crescimento espiritual, de transformação. O Deus que sustentou o povo no deserto durante os anos é o mesmo que vai sustentá-lo e ajudá-lo a enfrentar as dificuldades da vida. 

TEXTO BÍBLICO 

Números 32.31-33; 33.50-56. 

Números 32 
31 — E responderam os filhos de Gade e os filhos de Rúben, dizendo: O que o SENHOR falou a teus servos, isso faremos. 
32 — Nós passaremos, armados, perante o SENHOR à terra de Canaã e teremos a possessão de nossa herança daquém do Jordão. 
33 — Assim, deu-lhes Moisés, aos filhos de Gade, e aos filhos de Rúben, e à meia tribo de Manassés, filho de José, o reino de Seom, rei dos amorreus, e o reino de Ogue, rei de Basã: a terra com as suas cidades nos seus termos, as cidades do seu contorno. 

Números 33 
50 — E falou o SENHOR a Moisés, nas campinas dos moabitas, junto ao Jordão, de Jericó, dizendo: 
51 — Fala aos filhos de Israel e dize-lhes: Quando houverdes passado o Jordão para a terra de Canaã, 
52 — lançareis fora todos os moradores da terra diante de vós e destruireis todas as suas figuras; também destruireis todas as suas imagens de fundição e desfareis todos os seus altos; 
53 — e tomareis a terra em possessão e nela habitareis; porquanto vos tenho dado esta terra, para possuí-la. 
54 — E por sortes herdareis a terra segundo as vossas famílias; aos muitos, a herança multiplicareis, e, aos poucos, a herança diminuireis; onde a sorte sair a alguém, ali a terá; segundo as tribos de vossos pais, tomareis as heranças. 
55 — Mas, se não lançardes fora os moradores da terra de diante de vós, então, os que deixardes ficar deles vos serão por espinhos nos vossos olhos e por aguilhões nas vossas costas e apertar-vos-ão na terra em que habitardes. 
56 — E será que farei a vós como pensei fazer-lhes a eles. 

COMENTÁRIO DA LIÇÃO 

INTRODUÇÃO 
Neste trimestre acompanhamos a longa jornada do povo hebreu pelo deserto. Eles caminharam por aproximadamente 40 anos, num lugar onde as pessoas, em regra, não se arriscavam a fixar residência pelas condições extremamente desfavoráveis, um “grande e terrível deserto de serpentes ardentes, e de escorpiões, e de terra seca, em que não havia água” (Dt 8.15). A jornada estava chegando ao fim. 

A geração que atravessou o mar Vermelho a pé enxuto havia sido consumida durante a peregrinação, — mais de seiscentos mil homens; entretanto, nenhum deles faleceu por falta do cuidado de Deus, morreram pela desobediência; tentaram a Deus e caíram no deserto (Hb 3.16,17). 

I. CHEGANDO AO FIM DA JORNADA 

1. A antecipação da herança.
Os filhos de Rúben, Gade, e metade da tribo de Manassés eram afeitos à pecuária, donos de muitos animais. Eles solicitaram a antecipação da sua herança a Moisés. Porém, essas tribos se prontificaram a transpor o Jordão e ajudar a derrotar os exércitos cananitas (Js 4.12,13). 

2. O perigo de ficar à margem de Canaã.
Ao que tudo indica, os rubenitas, gaditas e os homens da meia tribo de Manassés não perceberam o perigo que corriam em ficar, na verdade, no “limiar da herança”. O futuro revelaria o erro daquela decisão, pois aqueles israelitas separados do restante das tribos pelo Jordão, e sem nenhuma defesa natural contra os inimigos — foram os primeiros a se tornarem idólatras e, vulneráveis, também os primeiros a serem levados cativos à Assíria (1Cr 5.25,26). Convém observar que aquelas duas tribos e meia tinham um sério problema: não anelavam entrar na Terra Prometida. Qualquer campina serviria para eles. 

3. Recordando a viagem no deserto.
Depois da purificação do exército de Israel (Nm 31.13-24), e da resolução a respeito das terras a leste do Jordão, que ficaram com as tribos de Rúben, Gade e metade da tribo de Manassés (Nm 32), chegou a hora da despedida do grande líder. Moisés então faz um longo discurso. Ele discorre a respeito da história da travessia pelo deserto, começando com a saída do Egito (Nm 33). Esse capítulo possui uma peculiaridade: relembra o passado e, por isso, traz consigo uma forte carga de informações valiosas sobre como viver no presente. É necessário trazer à memória do povo as experiências do passado, a fim de que os mesmos erros não sejam praticados novamente. 

Por fim, o Senhor (vv.50-56) adverte o povo a respeito das consequências para quem se tornar relapso em obedecê-lo. O amor do Altíssimo por seu povo, a cada novo parágrafo das Escrituras, mostra Deus como um Pai cuidadoso, que não quer que nenhum dos seus filhos se perca, mas cheguem ao pleno conhecimento da verdade (1Tm 2.4). 

Pense! 
Se era tão ruim ficar ao leste do Jordão, por que Moisés autorizou a antecipação da herança das duas tribos e meia? 

Ponto Importante 
As duas tribos e meia desprezaram todo o esforço empreendido e, por isso, pagaram um alto preço anos depois. 

II. FÉ E HERANÇA 

1. Chegando ao fim da viagem.
Os hebreus fixaram acampamento nas campinas dos moabitas, junto ao Jordão, na direção de Jericó (Nm 33.50). A cansativa viagem pelo deserto estava chegando ao fim e esse era um momento de especial alegria. Há cerca de 38 anos eles estavam em Cades Barneia (Nm 13) e ali, tomados pelo desânimo e pela falta de fé, decidiram retornar ao Egito. 

O Deus que guiou os hebreus até a Terra Prometida deseja nos guiar em nossa trajetória por esse mundo tenobroso; precisamos crer nisso, ter fé. Deus é bom e tem cuidado de nós; por isso podemos descansar o nosso coração, pois o Senhor nunca erra, nem se atrasa, ou permite que a luta da vida seja mais dura do que possamos suportar. Tenha fé! 

2. A herança pela fé, uma visão.
Em Números 34.2, Deus está falando a respeito do futuro, no qual os israelitas herdariam, pela fé, a Terra Prometida. A vinda do tempo de Deus para aquela geração não tardaria. As profecias bíblicas, agora, teriam seu cabal cumprimento. 

O Senhor estava fornecendo uma visão aos hebreus do que seria a herança deles. O propósito era encorajar o povo a seguir caminhando e conquistando as muitas cidades. Aos olhos dos israelitas não havia nenhuma possibilidade de êxito nas batalhas, mas a visão espiritual fornecida a eles pelo Senhor tornou-se o combustível necessário para lançá-los à guerra. 

3. A herança pela fé, uma proteção.
O Senhor, ao estabelecer os limites da herança dos hebreus, estava aguçando a fé do povo e os protegendo contra a cobiça. O Eterno não desejava que a aquisição de bens materiais fosse a força motriz de Israel, — eles precisavam anelar, como Abraão, a cidade que tem fundamentos (Hb 11.10). A herança oferecida pelo Senhor, entretanto, deveria ser conquistada com força e coragem, pela fé (Js 1.9). 

Pense! 
Por que os hebreus deveriam lutar por uma herança que já lhes pertencia? 

Ponto Importante 
O servo de Deus deve buscar a realização de seus projetos pessoais, mas desde que seja segundo a vontade divina. 

III. O FIM DA JORNADA 

1. A oferta aos levitas.
Os dois últimos capítulos do livro de Números trazem as últimas recomendações de Moisés para o povo, pouco antes da entrada em Canaã. Segue-se, após, a repetição da lei em Deuteronômio e a morte de Moisés, quando encerra-se a história da caminhada de 40 anos no deserto. 

Depois de determinar a divisão da terra, o Senhor fez lembrar da necessidade de os levitas morarem em cidades próprias e da existência, também, de cidades de refúgio. Santidade e justiça são virtudes imprescindíveis para quem quer ser abençoado. Israel sabia que a bênção do Senhor decorreria da obediência ao seu padrão ético e moral e, por isso, essas determinações foram atendidas. 

2. Estabelecimento de leis justas.
Por fim, o Senhor entregou, por intermédio de Moisés, as últimas leis penais (homicídio culposo e doloso) e hereditárias (bastante avançadas para a época). Deus estabeleceu diversas leis devido à dureza do coração dos hebreus. Israel deveria refletir a glória do Senhor em seu ordenamento jurídico. 

As leis tinham um propósito maior: apontavam, sobretudo, para a justiça que provém da cruz do Calvário. Eram justas, proféticas, e messiânicas. 

3. Conquistando o impossível.
Ao longo de 40 anos, Israel palmilhou por uma estrada de muitas dificuldades. Agora, às margens da Terra Prometida, receberia as últimas instruções de Deus e, debaixo da sua bênção, entraria triunfantemente em Canaã, para conquistar o que aparentemente era impossível. Isso poderia ter acontecido há quase quatro décadas, mas, pela incredulidade da primeira geração de hebreus, a porta foi fechada. 

Agora, o caminho estava aberto e uma nova geração que cresceu no deserto, marcharia vitoriosa. O rio Jordão estava cheio, transbordando pelas suas ribanceiras, mas não haveria problema quanto a esse fato, pois Deus cumpriria brevemente sua promessa. 

A vida do crente é semelhante a do povo de Deus no deserto. São muitas estradas empoeiradas pelas quais devemos trilhar, tendo em vista o aprimoramento espiritual para, depois, tomarmos posse das bênçãos que estão preparadas para aqueles que amam a Deus. 

Pense! 
Qual era o real propósito das muitas leis entregues aos hebreus? 

Ponto Importante 
A dureza do coração dos hebreus fez com que Deus, por amor, concedesse leis civis e cerimoniais. 

CONCLUSÃO 
O livro de Números, ao narrar a caminhada dos hebreus, por cerca de 40 anos, em uma região desértica, simboliza a vida de fé de cada cristão, em todos os tempos. Cabe a cada crente se apropriar de cada fato narrado no livro de Números e assim guardar as importantes lições que o ajudarão na jornada de fé até a Canaã Celestial. 

ESTANTE DO PROFESSOR 
CABRAL, Elienai. Josué: Um líder que fez a diferença. 2ª Edição. RJ: CPAD, 2012. 

HORA DA REVISÃO 

1. Por que as tribos de Rúben, Gade e a meia tribo de Manassés resolveram antecipar a sua herança? 
Porque essas tribos eram afeitas à pecuária, donos de muitos animais e as terras pareciam excelentes para a pecuária. 

2. Segundo a lição, por que é necessário relembrar as experiências do passado? 
Faz-se necessário que a memória do povo esteja atenta para experiências do passado, a fim de que os mesmos erros não sejam praticados novamente. 

3. Por que as leis foram dadas por Deus? 
Deus estabeleceu diversas leis devido à dureza do coração dos hebreus. Israel deveria refletir a glória do Senhor em seu ordenamento jurídico. 

4. Segundo a lição, por que foi importante Deus mencionar os limites da Terra Prometida? 
Foi importante para proteger os hebreus da cobiça. 

5. O que você aprendeu de mais significante a respeito do livro de Números? 
Resposta pessoal. 

SUBSÍDIO I 
“Números 34.1-15. Aqui temos a definição da linha pela qual a terra de Canaã foi medida e limitada por todos os lados. Havia uma concessão muito maior prometida a eles, a qual, no devido tempo, teriam possuído, se tivessem sido obedientes, chegando até o rio Eufrates (Dt 11.24). E até lá o domínio de Israel estendeu-se, nos tempos de Davi e de Salomão (2Cr 9.26). Mas o que aqui está descrito é apenas Canaã, que era a parte das nove tribos e meia, pois as outras duas e meia tribos já tinham sido assentadas (vv.14,15). 

Aqueles que estivessem dentro destas fronteiras, e somente a eles, os israelitas deveriam destruir. Até aqui a sua espada sanguinária devia ir, e não além. Deus não desejava que o seu povo aumentasse o seu desejo de possessões mundanas, mas que soubesse quando tivesse o suficiente, e ficasse satisfeito com isto. Os próprios israelitas não deveriam estar sozinhos no meio da terra, mas deveria deixar lugar para que seus vizinhos vivessem a seu lado. Deus determinou os limites da nossa terra. Devemos, então, definir limites aos nossos desejos, fazendo com que o nosso pensamento e a nossa vontade estejam de acordo com nossa condição” (HENRY, Matthew. Comentário Bíblico do Novo Testamento. 1ª Edição. Volume 1. RJ: CPAD, 2010, pp.554,555). 

SUBSÍDIO II 
“Números 32. Nesse mesmo tempo, as tribos de Gade e de Rúben e a metade da de Manassés, que eram muito ricas em gado e em todas as espécies de bens, rogaram a Moisés que lhes desse o país dos amorreus, conquistado algum tempo antes, porque era muito rico em pastagens. Esse pedido fê-lo crer que o desejo deles era evitar, sob esse pretexto, o combate contra os cananeus. Assim, disse-lhe que era apenas por covardia que lhe faziam aquele pedido, para viver em tranquilidade numa terra conquistada pelas armas de todo povo. 

Eles responderam que estavam tão longe da intenção de querer evitar o perigo quanto desejavam colocar, por esse meio, as suas mulheres, os seus filhos e os seus bens em segurança, para estar sempre prontos a seguir o exército aonde os quisessem levar. Moisés, satisfeito com a explicação, concedeu-lhes o que pediam, com a condição de que essas tribos marchariam com as outras contra os inimigos até que a guerra estivesse completamente terminada. Assim, eles tomaram posse daquele país e ali construíram cidades fortificadas. Puseram nelas as suas mulheres, filhos e bens, a fim de estarem mais livres para tomar as armas e cumprir a sua promessa” (JOSEFO, Flávio. História dos Hebreus. RJ: CPAD, 2012, pp.214,215).


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