Escola Bíblica Dominical: Os cuidados e deveres da nova geração - Se Liga na Informação



Escola Bíblica Dominical: Os cuidados e deveres da nova geração

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TEXTO DO DIA
“Dá ordem aos filhos de Israel e dize-lhes: Da minha oferta, do meu manjar para as minhas ofertas queimadas, do meu cheiro suave, tereis cuidado, para mas oferecer a seu tempo determinado” (Nm 28.2).

SÍNTESE
No deserto, Deus se relacionava intimamente como seu povo e lhe concedeu leis, que o ajudara a ter relacionamentos saudáveis, e a oportunidade de adorá-lo.

INTERAÇÃO
Estimado(a) professor(a), estamos no último mês do trimestre e, diante disso, é possível que alguns alunos tenham perdido a empolgação inicial e, por isso, faltaram algumas aulas. Ante essa circunstância seja proativo e convoque os outros professores e alunos para que façam um jejum pelos discentes que estão afastados da Escola Dominical. Se possível, planeje com a turma ou parte dela, uma visita a cada um dos faltosos. Essa estratégia, sem dúvida, vai melhorar significativamente a frequência de sua classe. O professor(a) comprometido(a) com a obra para a qual foi vocacionado, jamais desiste de seus alunos!

ORIENTAÇÃO PEDAGÓGICA
Para apresentar o terceiro tópico da lição, faça alguns esquetes. Lembrando que o objetivo dessa atividade é aumentar a participação dos alunos nas aulas.

Divida a turma em dois grupos e peça que representem, em cinco minutos, uma cena que simbolize a adoração no tabernáculo (apresentação de uma oferta). Escolha três jurados e ofereça um prêmio ao grupo vencedor, que poderá ser caixa de bombons. Parabenize a todos que participaram. Ao final, conclua dizendo que a adoração era o cerne da vida comunitária hebraica.

TEXTO BÍBLICO

Números 26.1,2,52-55,64,65.
1 — Aconteceu, pois, que, depois daquela praga, falou o SENHOR a Moisés e a Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, dizendo:
2 — Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, da idade de vinte anos para cima, segundo as casas de seus pais, todo que, em Israel, vai para o exército.
52 — E falou o SENHOR a Moisés, dizendo:
53 — A estes se repartirá a terra em herança, segundo o número dos nomes.
54 — Aos muitos, multiplicarás a sua herança; e, aos poucos, diminuirás a sua herança; a cada qual se dará a sua herança, segundo os que foram deles contados.
55 — Todavia, a terra se repartirá por sortes; segundo os nomes das tribos de seus pais, a herdarão.
64 — E entre estes nenhum houve dos que foram contados por Moisés e Arão, o sacerdote, quando contaram aos filhos de Israel no deserto do Sinai.
65 — Porque o SENHOR dissera deles que certamente morreriam no deserto; e nenhum deles ficou, senão Calebe, filho de Jefoné, e Josué, filho de Num.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO

INTRODUÇÃO
Os capítulos 26 a 30 do livro de Números, seguem o mesmo padrão dos capítulos iniciais e o intervalo entre um evento e outro dista quase quatro décadas. As gerações são diferentes: A primeira foi escrava no Egito e morreu no deserto, restando apenas Moisés, Josué e Calebe (Nm 26.64,65). A segunda geração era formada por pessoas com, no máximo, 59 anos de idade. Diante de um novo grupo de indivíduos, o Senhor ordenou que fosse feito novamente um censo (Nm 26.1-51), relembrou a lei e estabeleceu algumas leis civis (Nm 26.52-56; 27.1-11; 30.1-16; 36.1-13). O Senhor também falou a respeito da importância da adoração (Nm 28—29), pois os novos hebreus precisavam conhecer sua identidade e força (censo), suas responsabilidades civis e familiares (leis) e o dever de adorar ao Senhor em todo o tempo.

I. A IMPORTÂNCIA DAS PESSOAS

1. Um censo providencial.
“Aconteceu, pois, que, depois daquela praga, falou o SENHOR a Moisés e a Eleazar, filho de Arão, o sacerdote, dizendo: Tomai a soma de toda a congregação dos filhos de Israel, da idade de vinte anos para cima, segundo as casas de seus pais, todo que, em Israel, vai para o exército” (Nm 26.1,2). As provações do deserto consumiram os últimos ex-escravos hebreus que saíram do Egito e, agora, o povo deveria ser numerado novamente pois, conforme Deus prometera, o caminho para Canaã estava liberado, mas ainda havia muitas terras a serem conquistadas.

Deus estava “cansado” da ingratidão e da rebelião dos hebreus. Por isso, Ele intentou ferir todo o povo, exterminando-os para fazer a partir de Moisés um novo povo (Nm 14.11,12). Mas Moisés, como um líder amoroso e humilde, intercedeu em favor dos seus irmãos. Então, o Senhor ouviu e aceitou a súplica do seu servo. Deus ouve e responde as nossas súplicas, por isso nunca desista de clamar.

2. Um exército poderoso.
Segundo Números 26.2, “todos os filhos de Israel”, maiores de 20 anos, deveriam ser contabilizados em um novo censo. Deus estava tratando da nova geração do deserto. Eles precisavam aprender que, diante dos inimigos e das guerras vindouras, não deveriam se gloriar quanto ao número de guerreiros ou à força física dos jovens soldados. Precisavam aprender a confiar inteiramente no Deus que os tirou do Egito e que já havia prometido que eles possuiriam “a porta dos seus inimigos” (Gn 22.17).

Quando Balaque tentou empreender um “ataque espiritual” em desfavor de Israel, por intermédio do suborno ao profeta Balaão, o rei dos moabitas afirmou que Israel era um grande e poderoso povo.

Deus fez dos hebreus um povo valente, guerreiro. Ele também fez cair um pavor, um respeito, nas nações circunvizinhas em relação a Israel.

3. Um povo abençoado.
Depois que foi concluído o recenseamento, “falou o SENHOR a Moisés, dizendo: A estes se repartirá a terra em herança, segundo o número dos nomes” (Nm 26.52,53). O Senhor poderia ter dado essas instruções após a conquista da Terra, mas preferiu animar e fortalecer o coração e a fé de todos previamente. Israel deveria esperar, confiar e descansar nas promessas de Deus.

Sabemos que as pessoas só vão até onde a visão delas alcança. Assim, o Senhor estava internalizando naquela nova geração o sentimento de luta e conquista, mostrando, sobretudo, que eles eram mais que vencedores, pois havia a garantia, em Deus, de que tudo fluiria bem; tanto que o Altíssimo instruiu em como dividir a herança da Terra Prometida.

Pense!
O fato de Moisés ter “mudado a opinião” de Deus a respeito do extermínio dos hebreus incrédulos, demonstra que o Senhor não é imutável?

Ponto Importante
Moisés não “mudou a opinião” de Deus acerca da morte dos hebreus incrédulos, mas apenas retardou o acontecimento; com isso, o próprio Moisés também não pôde entrar em Canaã.

II. A IMPORTÂNCIA DAS LEIS

1. Lei acerca da divisão da terra (Nm 26.52-65).
O povo que fora criado no deserto precisava de regras e normas. Era um povo santo, separado e não poderia viver segundo os costumes adquiridos no Egito e nem segundo os hábitos das nações vizinhas. Por isso, no livro de Números, vamos encontrar várias leis civis e normas de condutas. Por exemplo, em Números 26.52-65, o Senhor determina regras para a divisão das terras que seriam conquistadas. O Altíssimo conhecia o seu povo, sabia da dureza de coração deles e que poderia haver brigas e discórdias na partilha das terras que haveriam de ser conquistadas.

2. Lei para proteger os relacionamentos (Nm 30.1-16).
Deus estabeleceu leis acerca dos votos das mulheres e dos homens. O propósito do Senhor era evitar que os votos feitos viessem afetar os relacionamentos entre marido e mulher ou entre pai e filha. Sabemos que um povo forte e próspero é também o resultado de famílias fortes e unidas. Contudo, o objetivo não era apenas evitar os conflitos familiares, pois segundo a Bíblia de Estudo Pentecostal “esse capítulo deixa claro que Deus requeria do seu povo o cumprimento das promessas feitas a Ele e ao próximo”. O Senhor desejava mostrar a seriedade de um voto ou promessa.


3. Lei a respeito da divisão da presa (Nm 31.25-47).
O Senhor também estabeleceu critérios a respeito dos espólios de guerra. Eles deveriam ser divididos em duas partes iguais, sendo que uma parte seria dada aos guerreiros que lutaram na batalha e a outra seria distribuída entre os “que ficaram com a bagagem” (1Sm 30.24,25). Uma parte também deveria ser entregue ao Senhor como uma oferta. Desta forma ninguém ficaria com tudo e nem ninguém ficaria sem nada.

Pense!
Sendo Israel um povo santo, poderia aproveitar o ordenamento jurídico de outros povos?

Ponto Importante
Deus sabia que as leis de outros povos eram injustas. Por isso, os hebreus deveriam ser um referencial para outras nações.

III. A IMPORTÂNCIA DA ADORAÇÃO

1. Uma vida bem cuidada.
A partir do capítulo 21, o livro de Números narra vários conflitos bélicos vencidos pelos hebreus, os quais trouxeram muitas riquezas das cidades despojadas. Em várias ocasiões, naquela jornada extenuante, faltou água, mas nunca faltou o cuidado divino. Sempre houve milagres. Quer seja a rocha proporcionando água em abundância, como rios caudalosos, para dessedentar a necessidade de milhões de pessoas e animais, quer fazendo brotar água de um poço seco (em Beer), depois de, juntos, os israelitas cantarem um louvor a Deus, “falando” ao poço.

O fornecimento milagroso de água e de maná ao longo da peregrinação demonstra de maneira inequívoca uma verdade que permeia todas as Escrituras: Deus provê as necessidades daqueles que o servem e o adoram em espírito e em verdade.

2. O dever de um povo agradecido.
Em Números 28 e 29 o Senhor revela que o seu povo não deveria descuidar da adoração. Então Ele mostra, mediante o estabelecimento das ofertas, a primazia da adoração. Israel seria uma comunidade de adoradores, por isso deveriam aprender a serem agradecidos. A gratidão ao Senhor seria revelada mediante as ofertas.

A especificação de algumas regras para o recebimento de ofertas, na presença do Senhor, demonstrava que os hebreus não poderiam fazer o que bem quisessem. As regras eram de Deus e isso deveria ser cumprido reverentemente sob pena de danos terríveis aos adoradores. Vivemos debaixo de uma nova aliança, mas tal aliança não admite permissividade. As mortes de Ananias e Safira servem como exemplo disso, a fim de que se entenda o que pode acontecer com alguém que desobedece, voluntariamente, dentro de uma ambiência litúrgica e cultural divina.

3. Um Deus que merece ser adorado.
A vida deve ser como um culto contínuo de adoração; esse era e é o propósito do Deus de Israel. O cerne da existência e das atividades do povo de Deus. Não era por acaso que o tabernáculo encontrava-se no centro do acampamento e tudo se movia ao seu redor.

Números 28 começa com uma grave advertência de Deus: “Dá ordem aos filhos de Israel e dize-lhes: Da minha oferta, do meu manjar para as minhas ofertas queimadas, do meu cheiro suave, tereis cuidado, para mas oferecer a seu tempo determinado”. Deus demonstrou o cumprimento da aliança com seu povo. Todavia, agora, o Senhor estava deixando claro que as falhas da jornada no deserto não deveriam se repetir e que a adoração dos hebreus, na Terra Prometida, deveria se transformar num estilo de vida.

Pense!
A liturgia do culto ao Senhor pode ser compatível com os modismos sociais e culturais do nosso tempo?

Ponto Importante
O culto a Deus deve ser solene e reverente, calçado na simplicidade, santidade e obediência.

CONCLUSÃO
A partir da morte dos últimos representes da antiga geração, um novo grupo de israelitas, que conquistaria a terra dos cananeus, precisava entender alguns princípios acerca da vontade de Deus. Por isso, o Senhor determinou um novo censo, estabeleceu leis e fez um apelo incisivo sobre a necessidade de que Israel adorasse ao Senhor voluntariamente, de todo o coração. A conquista de Canaã exigiria muitos esforços dos israelitas.

ESTANTE DO PROFESSOR
BRAZIL, Tiago. Em Espírito e em Verdade: A Essência da Adoração Cristã. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2017.

HORA DA REVISÃO

1. Qual referência bíblica demonstra que todos da geração de ex-escravos que saiu do Egito morreram no deserto?
Números 26.64,65.

2. Quais os nomes das duas pessoas que saíram do Egito e entraram em Canaã?
Josué e Calebe.

3. Cite dois tipos de assuntos versados nas leis mencionadas à segunda geração dos hebreus.
Lei que trata de herança e de relacionamento familiar.

4. Qual a referência na qual Deus exige que a oferta seja prestada com cuidado, no tempo certo?
Números 28.2.

5. Segundo a lição, o propósito de Deus era que a vida dos hebreus fosse como um culto contínuo de adoração?
Sim. Esse era o real propósito divino.

SUBSÍDIO
“Imediatamente após um ato de apostasia (capítulo 25), vem um censo mais detalhado, semelhante ao descrito no capítulo 1. Esse censo inclui os descendentes dos israelitas que saíram do Egito (v.4b) e que eram da idade de vinte anos ou mais, a idade mínima para a inclusão no primeiro censo. A frase da NVI, ‘estes foram os israelitas que saíram do Egito’ não pode dizer respeito à primeira geração, pois os versículos 64 e 65 dizem expressamente que ninguém dessa geração, exceto Calebe e Josué, estavam entre eles. O propósito imediato desse levantamento é produzir dados estatísticos para a partilha da terra após a sua conquista (vv.52-56). Isso, por si só, já é um fato curioso, considerando-se a formidável oposição que tinham pela frente.

A visão de Deus para o futuro era diferente da visão dos espias. Os espias haviam dito: ‘Não somos capazes de tomar a terra’. Deus dizia: ‘Tomarão a terra’. Com esse intuito, Israel inicia confiantemente suas preparações sem sentir que está se precipitando. A primeira geração estava fadada a perecer no deserto, por causa de seus pecados. Deus havia levantado um segunda geração para pôr os pés na terra prometida” (HAMILTON, Victor P. Manual do Pentateuco. 1ª Edição. RJ: CPAD, 2016, pp.405,407).


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