REFLEXÕES TEOLÓGICAS: Atributos de Deus - Se Liga na Informação



REFLEXÕES TEOLÓGICAS: Atributos de Deus

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Por Wagner Cidral
1. INTRODUÇÃO
Conhecer e amar a Deus é algo que todo cristão deve, ou pelo menos deveria fazer. O estudo da teologia (Estudo sobre Deus, sua obra e revelação) é muita das vezes desconsiderado pelos cristãos pois demanda como um assunto desinteressante. Porem, não se ama alguém a qual não conhecemos. A capacidade de amar e apreciar alguém, e de falar dela para outras pessoas, só vem a medida do conhecimento sobre ela.
O conhecimento de Deus dado aos homens, por Ele mesmo, não é completo em sua plenitude e essência. Pois Deus é infinito e suas criaturas finitas e o pecado afetou a mente humana, o tornando incapaz de conhecer a Deus de forma plena, sem que a criatura distorça, perverta, confunda ou abuse dela para fins egoístas. Deus permitiu-se conhecer apenas para que tais homens viessem a ser alcançados por sua própria revelação especial que é a sua Palavra ou por sua revelação natural, que é para que todos os homens sejam indesculpáveis no dia do juízo.[1] E é sobre essa porção dada por Deus, a qual se percebe através de seu relacionamento com a Criatura que vamos estudar. Esse relacionamento pode nos mostrar algumas facetas das características de Deus, seus atributos, que chegam até os cristãos por misericórdia.
O modo que conhece-se a Deus mostra a verdadeira realidade e felicidade do coração do homem. Mesmo Deus sendo em essência incompreensível, Ele pode ser cognoscível. Berkofh diz:
Dr. Orr: Não podemos conhecer a Deus nas profundezas do seu Ser absoluto. Mas podemos, ao menos, conhece-lo ate onde ele se revela em sua relação conosco. A questão, portanto, não é quanto a possibilidade de um conhecimento de Deus na impenetrabilidade do seu Ser, mas é esta: podemos conhecer a Deus procurando saber como ele se relaciona com o mundo e conosco? Deus se relacionou conosco revelando a si mesmo, e, supremamente, em Jesus Cristo.[2]
Joao Calvino em As Institutas da Religião Crista fala sobre o dever do homem conhecer a Deus a ponto que sintam que devem todas as coisas a Deus, e que todo homem é favorecido pelo seu cuidado paterno. Mas preciso e em suas palavras ele vai dizer:
Entendo por conhecimento de Deus não só conceber que algo seja Deus, mas também compreender o que, no conhecimento acerca dEle, nos convém saber, o que é útil para sua gloria e, por fim, o que é necessário.[3]
Deve-se buscar o conhecimento de Deus, para a gloria do próprio Deus, sem querer angariar para si benefícios, que outrora seriam inúteis. Fica-se então, como servos dEle, o presente de poder glorifica-lo e buscar as coisas reveladas que emanam de sua pessoa. Deuteronômio 29:29 diz: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor, ao nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nos filhos para sempre, que sigamos todas as palavras desta lei”.[4]
A.A. Pink em seu livro os “Atributos de Deus” diz:
Deixe-me esclarecer algo (principalmente tendo em vista a degradação da pregação moderna em auto-ajuda): conhecer a Deus não é aprender alguns princípios para você ter “o melhor de sua vida hoje”. Não é ensinar a nós mesmo uma pretensa “sabedoria” para aplicarmos em nossa vida e termos sucesso. Conhecer a Deus não é um meio para alcançarmos nosso bem-estar egocêntrico. É o mais majestoso de todos os fins. Nós fomos criados para conhecer a Deus e nos gloriarmos nele.[5]
Neste trabalho, irá se compreender de forma panorâmica a relação do Ser de Deus e seus atributos, as divisões dos respectivos atributos e com foco no atributo escolhido: Bondade de Deus que esta presente no que a teologia sistemática chama de atributos comunicáveis de Deus.
2. RELAÇÃO DO SER E DOS ATRIBUTOS DE DEUS
É conhecido por boa parte dos estudiosos sérios de teologia que o conhecimento de Deus não pode ser cientificamente definido. Ao estudar ou tentar chegar a ideias menos incoerentes sobre o ser de Deus, verifica-se que o Ser de Deus de forma alguma, esta separado de seus próprios atributos.
Para Moises o próprio Deus em sua fala vai dizer: Eu sou o que sou. Nada pode separar a Deus dEle mesmo. O que resta tentar o estudante, que busca por conhecer o Ser de Deus é tentar compreende-lo pelos seus atributos que por misericórdia chegam até nos. Robert Culver vai dizer:
Nós conhecemos os atributos de Deus por meio da sua criação. A Criação não emergiu de Deus como uma emanação. Mesmo assim, foi ele que a fez, e deixou suas marcas do seu caráter nela, mesmo que não sem alguma ambiguidade, devido ao pecado que há em nós e a maldição do pecado sobre a criação.[6]
Os atributos não são partes da essência, como que se a essência de Deus fosse composta por várias características, atributos ou qualidades. Toda a essência se encontra em cada atributo e o atributo na essência diz Culver.[7]
Berkhof vai fazer também a mesma afirmativa:
Da simplicidade de Deus segue-se que Deus e seus atributos são um. Não devemos considerar os atributos como outras tantas partes que entram na composição de Deus, pois, ao contrario dos homens, Deus não é composto de diversas partes. Tampouco devemos considera-los como alguma coisa acrescentada ao Ser de Des, embora o nome, derivado de ad e tribuere, pareçam apontar nessa direção, pois nenhum acréscimo jamais foi feito ao Ser de Deus, que é eternamente perfeito.[8]
Berkhof corrobora com Culver dizendo então o quão é perigoso separar a essência divina dos atributos ou perfeições divinas. Para Shedd “Toda essência está em cada atributo, e cada atributo, na essência.” [9] Por isso, Deus é o que Ele é, e seus atributos são características do Ser e não partes dEle.
2.1 O SER DE DEUS
O Ser de Deus, ou sua existência é uma premissa fundamental das Escrituras baseada em pressupostos de que Deus existe e que Ele se revelou em sua palavra. [10] Pode-se conhecer de forma parcial a Deus apenas pelos modos que Ele escolheu se revelar. As formas de se conhecer a Deus se dá por duas fontes. A sua revelação geral, que é Deus revelado na sua criação, seres humanos e natureza. A referencia bíblica bastante usada para essa fonte é Salmos 19.1; Os Céus proclamam a glória de Deus.[11] E por sua revelação especial, que é a própria palavra, onde mostra quem Ele é e o que Ele tem feito na história da redenção.
Louis Berkhof na introdução cap. III da primeira parte de sua Teologia Sistemática, sobre o Ser de Deus diz:
É evidente que o ser de Deus não admite nenhuma definição cientifica. Para dar uma definição lógica de Deus teríamos de começar fazendo pesquisa de algum conceito superior, sob qual Deus pudesse ser coordenado com outros conceitos: e depois teríamos de expor as características aplicáveis exclusivamente a Deus.  Uma definição genético-sintética assim não se pode dar de Deus visto que Deus não é um dentre varias espécies de deuses, que pudesse ser classificado sob um gênero único. [12]
É possível então relatar que segundo Berkhof é possível somente ter uma definição de Deus sob a perspectiva analítica-descritiva, onde se explica apenas as características de uma pessoa, mas deixa oculto ou desconhecido a essência do Ser. Mesmo assim seria incapaz de ter um conhecimento completo ou perto disso do ser de Deus.
Alguns versículos da própria Bíblia falam da incognoscibilidade de tentar conhecer o Ser de Deus em sua plenitude; Salmos 145.3: “Grande é o Senhor e mui digno de ser louvado; a sua grandeza é insondável”.[13] Jó 26.14: “Eis que isto são apenas as bordas dos seus caminhos! Dele temos ouvido apenas um leve sussurro! Mas o trovão do seu poder, quem o entenderá? ”.[14]
Esses versículos nos mostram que não somente o Ser de Deus é incompreensível, mas também que cada um de seus atributos, sua grandeza, poder, pensamentos, caminhos, sabedoria e juízo, está além da capacidade humana de compreender totalmente ao Ser de Deus.
Bancroft afirma que desde que o homem teve inicio, o homem procurou descrever ou retratar Deus. Deus era retratado por meio de figuras, pintura e de palavras descritivas. Porem, sempre como uma tentativa falha, ficando muito aquém do seu alvo. Bancroft então afirma que a única forma de conhecer parte do ser de Deus seja pelos seus atributos:
A natureza de Deus melhor se revela pelos Seus Atributos. Precisamos ter o cuidado de não imaginá-los como sendo abstratos, mas como meios vitais que revelam a natureza de Deus.[15]
O Ser de Deus é esse, incognoscível porem cognoscível nas partes que Ele mesmo quis se revelar. E cabe buscar as possibilidades do conhecimento a qual tem-se a disposição com as ferramentas apresentadas; Bíblia.
2.2 A POSSIBILIDADE DE CONHECER O SER DE DEUS
A incompreensão de Deus pode levar ao estudante a um desespero pela busca de conhecer a Deus. Porem, a Bíblia ensina que Deus é cognoscível, ou seja, Ele pode ser conhecido de modo verdadeiro, pessoal e o suficiente para que haja salvação. Uma das características de Deus é que Ele é um Deus pessoal, e por ser pessoal, se revelou a sua criação.
Berkhof diz que o conhecimento que pode-se ter de Deus, que é o próprio Deus se revelando, é requisito absoluto para a salvação. Mostrando que os primitivos pais da igreja descobriram através de Cristo, revelação de Deus para a salvação. Por Cristo poderiam conhecer os atributos de Deus.[16]
Na oração sacerdotal Cristo, o Filho de Deus, Logos vivo de Deus na Terra, em Joao 17:3 diz: “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”.[17] O próprio Cristo incentivou a todos aquele a terem conhecimento sobre Deus o Pai.
Os escolásticos dividiam o conhecimento de Deus em duas partes; Quid e Qualis. Quid é aquilo que não pode ser conhecido da Essência de Deus. E Qualis é o que escorre pela relação de Deus com a criação na qual podemos ter algo sobre a natureza de Deus, revelando alguns de seus atributos. [18]

Em doutrina bíblica na Bíblia de Estudo NAA, nos dar um parecer muito coerente com o pouco que podemos conhecer de Deus.
Deus jamais será conhecido de modo absoluto, mas nós podemos saber coisas sobre Ele que são absolutamente verdadeiras, tanto que podemos estar dispostos a viver e morrer por essas crenças. Deus proporcionou um conhecimento sobre si mesmo que é pessoal, relacional e suficiente par uma vida frutífera, fiel e piedosa.[19]
Também para Berkhof, o homem não pode dar uma definição de Deus de forma exata no sentido literal da palavra, porem, pode o homem dar uma descrição que é parcial, através de características relacionais daquilo que se pode conhecer de Deus.[20]
2.3 O SER DE DEUS REVELADO EM SEUS ATRIBUTOS
Robert Culver diz que os atributos não estão relacionados a Deus em sua essência. Pois algo que se pode colocar ou tirar é apenas objeto, enquanto que os atributos são o Próprio Deus. Atributos significa um membro, uma parte, uma vertente, de Deus, mas sim, o próprio Deus. Culver afirma:
Os atributos de Deus não podem ser considerados representações simbólicas, como a coroa e o centro são para um rei ou o símbolo do peixe para igreja. Nesses casos, os símbolos não têm semelhança necessária a, ou identidade com, o rei e a igreja.[21]
Devemos lutar contra o perigo de particionar Deus em sua essência e ser. O Ser de Deus ao se relacionar com os homens, deixa ser conhecido por suas características, e por aí que podemos ter noção do que Deus é parcialmente. Essas qualidades não podem ser mudadas, muito mesmo com o tempo alteradas, pois Deus é um Deus imutável, e isso se inclui a suas qualidades de essência que por si são o próprio Deus. Deus não pode ser abstrato, mas sim um Ser vivente e relacional. E essa relação que indicam seus atributos.
Para Berkhof:
Da simplicidade de Deus segue-se que Deus e seus atributos são um. Não devemos considerar os atributos como outras tantas partes que entram na composição de Deus, pois, ao contrário dos homens, Deus não é composto de diversas partes. Tampouco devemos considerá-la como alguma coisa acrescentada ao Ser de Deus.[22]
Por mais que Deus revele alguns dos seus atributos, o entendimento sobre seu Ser, grandeza, poder, pensamentos, caminhos, juízos e sabedorias, está muito além da capacidade da sua criação o compreende-lo totalmente. Sabe-se que ele se releva, porem jamais a totalidade da sua obra e caráter. 
3. TERMOS E DIVISÕES DOS ATRIBUTOS DE DEUS
O termo “atributos” é considerado um tanto quanto improprio pois transmite uma ideia que algo pode ser acrescentado a Deus. Berkhof defende a ideia de que o termo “propriedade” soa em seu melhor sentido, para indicar algo do próprio Deus e somente dEle. O termo é entendo a luz do termo propriedade, e quer dizer sobre as qualidades essências nas quais o Ser de Deus é relevado e observando as tais qualidades pode ser identificado.
A Bíblia de estudo NAA, na sua Doutrina Bíblica ao final, comentada por Erik Thoennes[23] comentada traz uma definição que soma a definição do termo, muito pratica para a vida cristã que pode colaborar muito para o entendimento simplificado sem ser simplista.
Os atributos de Deus são as descrições normativas que as imagens, os nomes e as ações ilustram a partir de diferentes perspectivas. Os atributos são as características essenciais que o fazem ser quem Ele é.[24]
Uma definição mais profunda e com aplicação e exemplificação e que vale ser considerada é a de Bancroft em sua Teologia Elementar.
O termo “atributo” em sua aplicação as pessoas e as cousas, significa algo pertencente as pessoas ou cousas. Pode ser definido como qualidade ou característica essencial, permanente, distintiva e que pode ser afirmada, como por exemplo a cor ou o perfume de uma rosa. Os atributos de uma cousa lhe são tão essenciais que, sem eles, ela não poderia ser o que é; e isso é igualmente verdade dos atributos de uma pessoa. Se um homem se visse privado dos atributos dos atributos que lhe pertencem, deixaria de ser homem. Se transferirmos essas ideias a Deus, descobriremos que Seus atributos Lhe pertencem inalienavelmente, e, portanto, o que Ele é agora, há de ser sempre.[25]
Enxerga-se que Deus não pode ser despido de seus atributos, e que eles são o próprio Deus. Como Berkhof finaliza em tal tema, “se continuemos a empregar o nome “atributos”, é porque é comumente utilizado, e o fazemos com claro entendimento de que se deve excluir rigidamente a noção de algo acrescentado ao Ser de Deus”.[26]
As divisões dos atributos de Deus são bastantes diversificadas segundo os autores de renomes da teologia sistemática. Varias classificações, porem são as mesmas em certo sentido. As mais importantes segundo Berkhof são as seguintes:[27]
Atributos Naturais: Auto existência, simplicidade, infinidade, imutabilidade que pertencem a natureza constitutiva de Deus. Atributos Morais: Verdade, bondade, misericórdia, justiça, santidade que o qualificam com um ser moral.
Atributos Absolutos: Essência de Deus. Atributos Relativos: Considera a relação de Deus com a sua criação.
Atributos Imanentes ou Intransitivos: São atributos do próprio Deus, não chega para sua criação tal conhecimento. Atributos Emanentes ou transitivos: São como a bondade, justiça que produzem efeito externo para a sua criação.
Atributos Incomunicáveis: São aqueles somente pertencentes a Deus como sua imutabilidade. Atributos Comunicáveis: São aquele que são percebidos com o relacionamento de Deus e sua Criação.
Mesmo com variantes de definições e tentativas de se tatear quais são as divisões que mais se achegam próximo do que se é, por ser humano finito, o homem nunca chegará a um absoluto. São apenas caminhos a ser seguidos e não a formula final de Deus. Desta maneira, consegue-se enxergar que somente por alguns atributos que são revelados, que pode-se conhecer a Deus. A partir desses atributos pode-se ter uma parcela de conhecimento sobre o Ser de Deus; sempre limitado ao homem finito, mas por misericórdia do próprio Deus deixou-se conhecer pelo seu relacionamento com a sua criação e criatura.
4. OS ATRIBUTOS INCOMUNICÁVEIS E COMUNICÁVEIS DE DEUS
Porém, a separação, divisão, distinção mais comum entre os estudiosos e escritores é a que distinção que expõem sobre os Atributos incomunicáveis de Deus e os Atributos Comunicáveis. Não como formula final, mas como algo que pode-se compreender de forma mais tranquila.
Atributos incomunicáveis: Seus atributos que não é revelado a sua criação como a sua independência, que é sua existência própria, autossuficiência, asseidade, imutabilidade, eternidade (infinidade), onipresença e unidade.[28] Deus em seu ser não tem a necessidade de nada, por isso o serviço a ele jamais deve ser motivado pelo pensamento humanista, ou egocentrista, de que Deus possa precisar daqueles que o buscam, pois Ele mesmo é provedor de tudo e todas as coisas. Por conta da sua imutabilidade pode-se confiar, pois não é um Deus inconstante ou instável. Sua eternidade pode ser uma fonte de paz para os cristãos, pois, com Ele, em sua eternidade se tem descanso e consolo, pois até mesmo se a morte alcançar a vida terrena, tem-se a certeza da vida eterna ao seu lado.
Atributos comunicáveis: Uma lista um pouco mais longa, é confirmada através das Escrituras (Revelação Especial) que está presente no espirito humano como a bondade, justiça, amor, poder, retidão, santidade, paz, misericórdia, zelo, ira e etc.[29] É nesses atributos que Deus se posiciona como ser moral, consciente, inteligente e livre, com um Deus surpreendentemente pessoal.
Berkhof vai dizer que a personalidade humana requer um Deus pessoal para sua explicação, pois o mundo em geral dá tal testemunho da personalidade de Deus, pois em toda sua estrutura e constituição ele se revela através da criação, seus sinais de inteligência, emoções, e também um senso e religião, que a própria natureza do homem busca. Fazer o que é reto, moral e ético vem de uma implicação que existe um Ser Supremo, Perfeito Juiz e Legislador.[30]
5. O ATRIBUTO DA BONDADE DE DEUS
Dentro dos atributos comunicáveis é encontrado os atributos morais de Deus. Eles são geralmente considerados como as perfeições mais gloriosas do próprio Deus. Charles Hodge em sua Sistemática vai dizer que a bondade no sentido bíblico do termo, inclui o amor, a misericórdia e a graça de Deus.[31] Berkhof por sua vez, acrescenta a longanimidade em seu escopo.[32]

Charles Hodge procura o cuidado de não confundirmos a bondade de Deus com a bondade humana, que é muitas das vezes julgada ou formulada sem um padrão perfeito que é Deus.
Como todas as modificações da bondade supramencionadas e encontram em nossa natureza depilada, e por si mesmas se recomendam a nossa aprovação moral, sabemos que tem de existir em Deus sem medida e sem fim.  Nele são infinitas, eternar e imutáveis.[33]
Ao examinar a Bíblia, podemos logo combater a comparação humana de bondade com a bondade perfeita de Deus. Jesus ao ser questionado pelo jovem rico no Evangelho de Marcos 10.18 diz: “Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus”.[34] Também é apresentando nas Escrituras como a fonte de todo bem, como em Salmos 36.9 onde o Poeta canta: “Pois em ti está o manancial da vida; na tua luz, vemos a luz”.[35] Berkhof a explicar esse texto com excelência e refrigério ao coração do leitor.
Todas as boas coisas que as criaturas fruem no presente e esperam no futuro, fluem para elas desse manancial inexaurível. E não somente isso, mas Deus é também o summum bonum, o sumo bem, para todas as criaturas, embora em diferentes graus e na medida em que correspondem ao propósito da sua existência.[36]
Quão doce é provar da bondade de Deus. Uma bondade perfeita e absoluta, que não pode mudar. O Salmista Davi faz varias declarações da bondade de Deus e uma delas faz-se necessário mencionar; Salmos 34.8; “Provem e vejam que o Senhor é bom; bem-aventurado é quem nele se refugia”.[37]
5.1 A BONDADE DE DEUS PARA COM SUAS CRIATURAS EM GERAL
Somos informados especialmente no novo testamento que a Bondade de Deus demonstrada em amor para com as suas criaturas. Em Efésios 2.7 o apóstolo Paulo diz que essa bondade salva pecadores; “para mostrar, nos séculos vindouros, a suprema riqueza da sua graça, em bondade para conosco, em Cristo Jesus”.[38]Berkhof escreve sobre essa bondade como definida em perfeição de Deus que o faz tratar a todas suas criaturas de forma benevolente e generosamente. Em Salmos 145.9,15,16, Davi exalta a bondade de Deus:
O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias permeiam todas as suas obras. Em ti esperam os olhos de todos, e tu, a seu tempo, lhes dás o alimento. Abres a mão e satisfazes os desejos de todos os viventes. [39]
O Senhor é bom para todos e para com todas suas obras, demonstrando o seu cuidado pelo bem-estar da criatura. Mesmo os não crentes recebem desse alimento e dessa bondade. Porem, aqueles que reconhecem dessa benção e bondade recebem as bênçãos que dela provem, desfrutando assim da bondade do Criador.[40]
A. W. Pink cita em seu livro, uma descrição valida e mui digna da bondade de Deus:
Ha uma tão absoluta perfeição na natureza e no ser de Deus que nada lhe falta, nada nEle é defeituoso, e nada se Lhe pode acrescentar para melhorá-lo. “Ele é essencialmente bom, bom em Si próprio, o que nada mais é; pois todas as cria- turas só são boas pela participação e comunicação da parte de Deus. Ele é essencialmente bom; não somente bom, mas, é a própria bondade: na criatura, a bondade é uma qualidade acrescentada; em Deus, é Sua essência. [41]
E para os cristãos, a demonstração de bondade para com suas criaturas foi o episodio central do Evangelho. Bondade e amor para aqueles que não merecem, foi demonstrado na cruz, com o grande objetivo de redenção das criaturas a qual ele escolheu salvar. Em Joao 3:16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira, que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nEle crê não pereça mais tenha vida eterna”.[42] O apóstolo Joao continua no próximo capitulo no versículo 10 dizendo: “ Nisto consiste o amor: não em que nós tenhamos amado a Deus, mas em que ele nos amou e enviou o seu Filho como propiciação pelos nossos pecados”.[43]
5.2 O AMOR DE DEUS
Bancroft vai dizer que o amor de Deus propriamente dito é aquele atributo de Deus pelo qual Ele se inclina a comunicar-se com a sua criação. Completa dizendo: “ o amor de Deus é seu desejo pelo bem-estar desses seres amados e o deleite que tem nisso”. [44]Já Berkhof vai discordar de Bancroft, dizendo que o amor de Deus não pode achar completa satisfação em nenhuma de suas criaturas, e que seu amor pelas criaturas se dá por si mesmo, ou como na própria fala de Berkhof “neles Ele ama a si mesmo”.[45]
Calvino em seu livro sermões em Gálatas discorre sobre o amor de Deus para com toda a humanidade, mas de forma muita mais especial com os seus eleitos, dizendo que Deus reserva um amor especial para o seu rebanho.
Embora Deus demonstre sinais de Seu amor para com toda a humanidade em geral, toda a linhagem de Adão foi separada Dele até serem reunidos por meio de Jesus Cristo. Deste Modo, embora o amor de Deus por todos os homens seja demonstrado pelo fato de terem sido criados em Sua própria imagem, e, embora Ele faça com que o sol brilhe sobre todos, provê comida para todos, e cuide de todos, contudo, isto não é nada comparado ao especial amor que Ele reserva para Seus eleitos, Seu rebanho. [46]
Augustus Hopkins Strong cita Jonathan Edwards em sua sistemática, abreviando em suma a complexidade do entendimento do amor de Deus, em relação ao próprio Deus e a sua criação.
Considera que o amor de Deus, antes de nada, dirige-se a si mesmo compreendendo a maior quantidade do ser, e somente secundariamente dirige-se as Suas criaturas cuja quantidade é infinitesimal comparada com a dEle.[47]
Visto Deus nos amou em uma demonstração histórica de seu amor através do seu Filho Jesus Cristo, esse amor primeiramente antes de alcançar as suas criaturas, amou antes a si mesmo. Sabendo então, que Deus possui um amor onde nEle mesmo a porção de amor é infinita, eterna e imutável, pode-se, depositar toda confiança no Amor que não se pode igualar a moral e perspectiva de amor humano, foi somente por Graça.
A. W. Pink corrobora com a ideia em que o que move o amor de Deus é primeiramente por Ele mesmo.
O amor de Deus é imune de influência alheia. Queremos dizer com isso que não há nada nos objetos do Seu amor que possa colocá-lo em ação, e não há- nada na criatura que possa atraí-lo ou impulsioná-lo. O amor que uma criatura tem por outra deve-se a algo existente nelas; mas o amor de Deus é gratuito espontâneo e não causado por nada nem por ninguém… Deus amou o Seu povo desde a eternidade e, portanto, a criatura nada tem que possa ser a causa daquilo que se acha em Deus desde a eternidade. [48]
Alguns filósofos e estudiosos da Bíblia dizem não haver em Deus emoção, que tal sentimento, amor, não poderia haver em Deus por se tratar de uma forma de relacionamento pessoal e propriamente do ser humano. Hodge vai dizer que tal especulação é meramente infundamentada e que a própria Bíblia mostra o amor de Deus por meio de toda sua palavra.
O único ponto de analogia entre o amor em nos e o amor no Absoluto e Infinito é a auto comunicação. O amor em nos leva a auto revelação e comunhão; em questão de fato, o Infinito se revela e se desenvolve no universo, especialmente na humanidade. Bruch admite que tal doutrina está em real contradição com as representações de Deus no Antigo Testamento e em aparente contradição com as do Novo Testamento.[49]
Hodge vai dizer que se o amor em Deus não passa de um nome para aquilo que explica racionalmente o universo; que se Deus é amor simplesmente porque está presente no pensamento humano e com consciência, então a palavra amor tem uma definição, significado definido; nada nos revela concernente a natureza real de Deus.  E Hodge finaliza com a seguinte afirmação; “…amor necessariamente implica em sentimento, e, se não há em Deus sentimento algum, então não pode existir amor”.[50]
5.3 A GRAÇA DE DEUS
Um dos atributos que são pertinentes a bondade de Deus também é a sua Graça; palavra que se origina no hebraico “shanan” e do grego “charis”. Geralmente a Bíblia emprega a palavra para indicar a imerecida bondade de Deus e seu amor para aqueles que perderam direito a ela devido a queda, e estão sob sentença de condenação.
Seguindo um esquema e estrutura de versículos que Berkhof usa em sua Teologia Sistemática para a estruturação da Graça de Deus para uma melhor compreensão, pode-se ver uma construção leve de se entender.[51]
A Graça de Deus é fonte de todas as coisas como é visto em Efésios 1.6,7: “para louvor da glória de sua graça, que ele nos concedeu gratuitamente no Amado. Nele temos a redenção, pelo seu sangue, a remissão dos pecados, segundo a riqueza da sua graça…”.[52] É pela graça que foi aberto o caminho de redenção foi aberto aos pecadores em Romanos 3:24; “sendo justificados gratuitamente, por sua graça, mediante a redenção que há em Cristo Jesus…”[53]Foi por Graça que a mensagem dessa redenção foi levada aos perdidos e por ela veio a justificação em Romanos 4:16;
Essa é a razão por que provém da fé, para que seja segundo a graça, a fim de que a promessa seja garantida para toda a descendência, não somente à descendência que está no regime da lei, mas também à descendência que tem a fé que Abraão teve, porque Abraão é pai de todos nós…[54]
Por ela são enriquecidos os que assim creem no Filho, Jesus Cristo de benção espirituais e através da graça herdam a salvação em Efésios 2:8: “Porque pela graça vocês são salvos, mediante a fé; e isto não vem de vocês, é dom de Deus”.[55]
Berkhof traz a luz do leitor o que tem por si mesmo feito o homem com o conceito de “Graça” na teologia moderna:
No modernismo teológico, com sua crença na bondade inerente do homem e em sua capacidade de bastar-se a si próprio, a doutrina da salvação pela graça tornou-se praticamente um “acorde perdido” e mesmo a palavra “graça” foi esvaziada de toda significação espiritual e desapareceu dos discursos religiosos. Só foi conservada no sentido de “graciosidade”, coisa inteiramente externa. Felizmente há algumas evidencias de uma renovada ênfase ao pecado, e de uma recém-despertada consciência da necessidade de graça divina. [56]
Von Allmen, em seu Vocabulário Bíblico conclui o significado de Graça para o ser humano meramente caído e despido de qualquer merecimento, e na qual estava sob condenação e para o ser criado saber que de tal Graça não pode existir nada, somente dela desfrutar.
O ser humano não reúne condições para receber a graça. Então logo se conclui que a graça é iniciativa de Deus em favor do ser humano, isto é, favor imerecido. Portanto, “a graça divina não se separa de Deus, mas é uma relação pessoal que Deus estabelece entre si mesmo e os seres humanos, ele os encara com favor e com bondade.[57]
A Graça é proclamada no evangelho a fim do homem não se glorificar por nada que possa faze-lo merecedor ou salvador de sua própria alma. A graça alcança o homem por misericórdia e não por méritos, sem ela, não seremos salvos de modo nenhum. Fora de Cristo todos estão perdidos, culpados e mortos. Mas como já citado acima, pela graça somos salvos e isso não vem de nós, é dom de Deus.
5.4 A MISERICÓRDIA DE DEUS
Outro aspecto da bondade de Deus para com suas criaturas é a sua misericórdia. Pelos escritores de teologia como Robert Culver é chamado de amor transitivo. É o amor em pratica para com aqueles que não merecem as provisões de Deus, mas necessitam, desesperadamente de seu amor.[58] Berkhof vai dizer:
Se a graça de Deus vê o homem como culpado diante de Deus e, portanto, necessitado de perdão, a misericórdia de Deus o vê como um ser que está suportando as conseqüências do pecado, que se acha em lastimável condição, e que, portanto, necessita do socorro divino. Pode-se definir a misericórdia divina como a bondade ou amor de Deus demonstrado para com os que se acham na miséria ou na desgraça, independentemente dos seus méritos. Em Sua misericórdia Deus se revela um Deus compassivo, que tem pena dos que se acham na miséria e está sempre pronto a aliviar a sua desgraça.[59]
Na misericórdia Deus se revela um Deus compassivo, até mesmo com os que não temem a Ele, Ele os derrama misericórdia, como vemos em Salmos 145.9: “O Senhor é bom para todos, e as suas misericórdias permeiam todas as suas obras”.[60] Assim como temos em Deus um atributo de ser um Deus imutável, Ele permanece o mesmo desde a eternidade. Lamentações 3.22 vai declarar: “As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as suas misericórdias não têm fim”.[61]
Em Êxodo 33:19 diz: “…eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti e apregoarei o nome do Senhor diante de ti: e terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia, e me compadecerei de quem eu me compadecer”.[62]  As misericórdias de Deus têm então origem na graça e bondade divina.  A. W. Pink comenta:
O primeiro fruto da bondade de Deus é Sua benignidade ou generosidade, pela qual Ele dá liberalmente a Suas criaturas como criaturas: assim deu Ele o ser e a vida a todas as coisas. O Segundo fruto da bondade de Deus é a sua misericórdia, que denota a pronta inclinação de Deus para aliviar a miséria das criaturas caídas. Assim a misericórdia pressupõe o pecado.[63]
As varias declarações sobre a misericórdia de Deus, aparecem por toda a Biblia. Em Salmo 57:10: “… a tua misericórdia é grande até aos céus …”.[64] Em Salmos 103: 11: “Pois quanto ao céu está acima da terra, assim é grande a sua misericórdia para com os que temem”.[65] Em Romanos 9:23 os fies e eleitos são designados “… vasos de misericórdia …”.[66] E tem-se a Deus, como Pai de Misericoridas em 1 Corintios 1.3: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda consolação…”[67]
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Quando verdadeiramente entendemos a bondade de Deus, quando passamos a olhar e enxergamos que Deus somente nos deve sua Ira, mas por meio de sua própria misericórdia decidiu desde a eternidade proveu mérito em Cristo para cobrir tudo aquilo que nos devíamos então nossa visão muda do Ser de Deus.
A motivação de nós cristãos para a vida crista, não é apenas obedecer tais leis que se encontram na Bíblia, ou nos ensinamentos de Jesus Cristo. A nossa motivação deve ser a eterna gratidão por sua bondade, amor, misericórdia e sua Graça. E essa motivação e compreensão sempre ira nos levar a uma vida de piedade, gratidão e obediência. Nos leva para longe da moralidade e nos fazer verdadeiramente conhecer a Deus no qual servimos. Nos leva para longe de criar “deuses” de nós mesmos. Como diz Joao Calvino ao falar de pessoas que não conhecem/ estudam a pessoa de Deus e que criam para si deuses falsos e o adoram achando que estão adorando o único Deus:
Assim, amam e cultuam seus delírios todos aqueles que rendem cultos falsos a Deus, porque de modo algum ousariam ser tão frívolos com Ele se primeiro não se forjassem um deus conforme a torpeza de suas frivolidades.[68]
Ao estudar o Ser de Deus, seus atributos e nos aprofundar um tanto na sua bondade, enxergamos quão solido, eterno, digno de confiança e louvor o nosso Deus tem se revelado. Gratos pela sua revelação e misericórdia ao permitir que possamos conhecer e nos aprofundar em conhecer suas características que são em si o próprio Deus. Como diz o profeta Oseias 6.3: “Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor! Como o amanhecer, a sua vinda é certa; ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva fora de época que rega a terra.”

Observação: Este artigo foi inicialmente apresentado como trabalho acadêmico ao Curso de Teologia da Faculdade Presbiteriana de Teologia FATESUL, para a disciplina de Teologia Sistemática I, ao professor Rev. Miguel Elizeu Eduardo

7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
ALLEMN. J J, Von. Vocabulário Bíblico. Traduzido por: Alfonso Zimmermann. 1ª ed. ASTE, São Paulo, 1972
BANCROFT. Emery H. Teologia Elementar, Doutrinaria e Conservadora. Traduzido por: João Marques Bentes. 3ª ed., São Paulo: Batista Regular, 1999.
BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Traduzido por: Odayr Olivetti. 4ª ed.,São Paulo: Cultura, 2017.
BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução: João Ferreira de Almeida – Ed. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2018.
CALVINO, João. A Instituição da Religião Cristã. Traduzido por: Carlos Eduardo de Oliveira. São Paulo: UNESP, 2008.
CALVINO, João. Gálatas. Traduzido por: Valter Graciano Martins. 1ª ed. São Paulo, Paracletos, 1998, p.38.
CULVER. Robert D. Teologia Sistemática – Bíblica e Histórica. Traduzido por: Valdemar Kroker et al. 1ª ed., São Paulo: Shedd Publicações, 2012, p. 101.
HODGE, Charles. Teologia Sistemática. Traduzido por: Valter Martis. 1ª ed. São Paulo, Hagnos, 2014.
PINK, A. W. Os Atributos de Deus. Traduzido: Odayr Olivetti, São Paulo, PES, 1990.
STRONG, Augustus Hopkins. Teologia Sistemática. Traduzido por: Augusto Victorino. São Paulo: Hagnos, 2007, p. 463.

NOTAS
[1] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução: João Ferreira de Almeida – Ed. Revista e Atualizada. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil, 2018, p. 2043.

[2] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. Traduzido por: Odayr Olivetti. 4ª ed.,São Paulo: Cultura, 2017, p. 44.
[3] CALVINO, João. A Instituição da Religião Cristã. Traduzido por: Carlos Eduardo de Oliveira. São Paulo: UNESP, 2008, p. 40.
[4] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 349.
[5] PINK, A. W. Os Atributos de Deus. Tradudizo: Odayr Olivetti, São Paulo, PES, 1990, p. 04.
[6] CULVER. Robert D. Teologia Sistemática – Bíblica e Histórica. Traduzido por: Valdemar Kroker et al. 1ª ed., São Paulo: Shedd Publicações, 2012, p. 101.
[7] CULVER. Robert D. Teologia Sistemática – Bíblica e Histórica. 2012, p. 101.
[8] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 45.
[9] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 45.
[10] BANCROFT. Emery H. Teologia Elementar, Doutrinaria e Conservadora. Traduzido por: João Marques Bentes. 3ª ed., São Paulo: Batista Regular, 1999, p.19.
[11] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. 2018, p. 926.
[12] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 41.
[13] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. 2018, p. 1053.
[14] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. 2018, p. 880.
[15] BANCROFT. Emery H. Teologia Elementar. 1999, p.23.
[16] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 29.
[17] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. 2018, p. 1943.
[18] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 29.
[19] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. 2018, p. 2407.
[20] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 31.
[21] CULVER. Robert D. Teologia Sistemática – Bíblica e Histórica. 2012, p. 101.
[22] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 44.
[23] Erik Thoennes (Ph.D. pela Trinity Evangelical Divinity School) é professor e presidente de estudos bíblicos e teológicos na Biola University e pastor na Grace Evangelical Church em La Mirada, Califórnia. Anteriormente, lecionou no Wheaton College e Trinity Evangelical Divinity School. Ele é autor de numerosos artigos e livros.
[24] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. 2018, p. 2049.
[25] BANCROFT. Emery H. Teologia Elementar. 1999, p.23.
[26] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 52.
[27] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 53.
[28] BANCROFT. Emery H. Teologia Elementar. 1999, p.57.
[29] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 63.
[30] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 64.
[31] HODGE, Charles. Teologia Sistemática. Traduzido por: Valter Martis. 1ª ed. São Paulo, Hagnos, 2014, p.322.
[32] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 68.
[33] HODGE, Charles. Teologia Sistemática. 2014, p.322.
[34] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 1796.
[35] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 942.
[36] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 68.
[37] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 938.
[38] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 2152.
[39] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 1054.
[40] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 68.
[41] PINK, A. W. Os Atributos de Deus. 1990, p. 44.
[42] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 1908.
[43] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 1908.
[44] BANCROFT. Emery H. Teologia Elementar. 1999, p.72.
[45] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 69.
[46] CALVINO, João. Gálatas. Traduzido por: Valter Graciano Martins. 1ª ed. São Paulo, Paracletos, 1998, p.38.
[47] STRONG, Augustus Hopkins. Teologia Sistemática. Traduzido por: Augusto Victorino. São Paulo: Hagnos, 2007, p. 463.
[48] PINK, A. W. Os Atributos de Deus. 1990, p. 58.
[49] HODGE, Charles. Teologia Sistemática. 2014, p.323.
[50] HODGE, Charles. Teologia Sistemática. 2014, p.324.
[51] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p. 69.
[52] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 2150.
[53] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 2043.
[54] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 2049.
[55] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 2152.
[56] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p.69.
[57] ALLEMN. J J, Von. Vocabulário Bíblico. Traduzido por: Alfonso Zimmermann. 1ª ed. ASTE, São Paulo, 1972, p. 158.
[58] CULVER. Robert D. Teologia Sistemática – Bíblica e Histórica. 2012, p. 156.
[59] BERKHOF, Louis. Teologia Sistemática. 2017, p.69.
[60] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 1054.
[61] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 1377.
[62] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 178.
[63] PINK, A. W. Os Atributos de Deus. 1990, p. 59.
[64] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 960.
[65] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 1010.
[66] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 2059.
[67] BÍBLIA. Bíblia de Estudo NAA. Tradução. 2018, p. 2078.
[68] CALVINO, João. A Instituição da Religião Cristã. 2008, p. 49.

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