AS VIRTUDES DE ANA - Se Liga na Informação




1º Samuel 1.1-2 “Houve um homem de Ramataim-Zofim, da montanha de Efraim, cujo nome era Elcana, filho de Jeroão, filho de Eliú, filho de Toú, filho de Zufe, efrateu. E este tinha duas mulheres: o nome de uma era Ana, e o da outra Penina. E Penina tinha filhos, porém Ana não os tinha.”


INTRODUÇÃO.
- A história de Ana é o retrato de uma mulher cheia de fé. Com um relacionamento vivo e sincero com Deus, que não abre mão dos bons planos dele para sua vida. Ana era uma das esposas de Elcana, a que ele mais amava. A outra era Penina a que gerava filhos (1º Sm 1.1,2). Segundo a tradição o homem tinha permissão de ter outra mulher, caso a primeira não tivesse filhos. E para continuar sua descendência, chega Penina na família. Normalmente, a chegada de uma outra mulher, diminui o amor da primeira,  principalmente porque a mulher só tinha valor na sociedade se gerasse filhos.

I. ANA É A MULHER IDEAL PARA SEU ESPOSO MESMO SEM FILHOS!

1. Ana é uma mulher encantadora por si só. Algumas mulheres só conseguem ser atraentes se estiverem bem vestidas e maquiadas. Porém, Ana, andava triste e ainda assim estava linda o bastante para ter o amor do seu esposo. O que significa que Ana tinha qualidades que superavam Penina com todos seus filhos juntos. Filho é necessidade naquele tempo, porém as qualidades de Ana superavam isso.

2. É difícil se apaixonar por uma mulher que vive triste, porém a beleza de Ana por dentro, era tão superior a de fora, que Elcana conseguia enxergar essa beleza além do semblante triste.

3. A Penina irritava Ana, porque tinha filhos enquanto Ana não os tinha. Significa que Penina valorizava o “ter” e não o “ser”. E por isso Elcana amava Ana, porque enquanto Penina apenas tinha, Ana era!

II. OS SETE INIMIGOS DA VIDA DE ANA

1. Esterilidade. “Porém a Ana dava uma parte excelente; porque amava a Ana, embora o Senhor lhe tivesse deixado estéril”. (Vs. 5).

2. Humilhação. “E a sua rival excessivamente a provocava, para a irritar; porque o Senhor lhe tinha deixado estéril “. (Vs. 6).

3. Tristeza. “Então Elcana, seu marido, lhe disse: Ana porque choras? E porque não comes? E porque está mal o teu coração? Não te sou eu melhor do que dez filhos?” (Vs. 8).

4. Amargura de alma. “Ela, pois, com amargura da alma orou ao Senhor, e chorou abundantemente”. (Vs. 10).

5. Atribulada de espírito. “Porém Ana respondeu: não, Senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido; porém tenho derramado a minha alma perante o Senhor .” (Vs. 15).

6. Ansiedade. “Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque pelo excesso da minha ansiedade e da minha aflição é que tenho falado até agora.” (Vs. 16a).

7. Aflição. “Não tenhas, pois, a tua serva por filha de Belial; porque pelo excesso da minha ansiedade e da minha aflição é que tenho falado até agora.” (Vs. 16b).

II. AS SETE VIRTUDES DE ANA

1. Sinceridade e transparência. Ana não escondeu a sua dor e seu sofrimento. Seus olhos e o semblante caídos demonstravam o estado de sua alma. Não escondeu de seu marido e quando questionada pelo sacerdote Eli, confessou a angústia de sua alma.

“E disse-lhe Eli : Até quando estarás tu embriagada? Aparta de ti o teu vinho . Porém Ana respondeu: Não, Senhor meu, eu sou uma mulher atribulada de espírito; nem vinho nem bebida forte tenho bebido ; porém tenho derramado a minha alma perante o Senhor”. (1º Sm 1.14-15).

2. Mulher de fé inabalável. Quando tudo dizia não, quando o seu ventre dizia não, não podes gerar filhos, quando os médicos dizem não há possibilidade; Quando os ventos sopravam contrários, ela, todavia, acreditava e esperava na resposta de seu Deus.

3. Perseverança no templo e na oração. “Demorando-se ela a orar perante o senhor, Eli observou a sua boca.” (1º Sm 1.12).

4. Abnegação e doação.  Oi coração de Ana era desprovido de todo egoísmo. O filho que ela tanto desejava, devolveu ao Senhor, cumprindo a aliança que fizera através de oração.

5. Mulher de adoração e de louvor. A adoração de Ana é teocêntrica (Deus como centro do universo), é carregada de verdades profundas sobre o domínio, soberania, poder de Deus sobre os homens, a obra de criação, e, sobretudo a punição aos inimigos Dele. O louvor de Ana demonstra uma intimidade com Deus muito intensa (1º Sm 2,1-10).

6. Mãe exemplar e amorosa. Amamentou Samuel, dando-lhe amor e carinho, sabendo que o levaria para ser criado no templo, em total dependência de Deus. Samuel nasceu do seu ventre, foi amado por ela ao extremo, mas pertencia a Deus, e para ele viveria. “Do Senhor o pedi” (Samuel), ao Senhor a devolverei.

“Nossos filhos pertencem a Deus, e é ele que sabe melhor protegê-los, e livrá-los dos males desta terra.”

7. Influenciadora de gerações. Ana influencia gerações de homens e mulheres tementes a Deus: O rei Davi recita no Salmo 113 parte do louvor de Ana. Maria, mãe de Jesus, declama o magnífico em Lucas 1.46-55 como parte do louvor e adoração que aprendeu com Ana, no exemplo de mulher dedicada a Deus.

- São muitos os frutos na vida de Ana por sua fé, dedicação, abnegação, perseverança, mãe exemplar, uma mulher que suplantou e venceu inimigos terríveis e covardes que agem dentro da alma.

- Samuel se tornou o primeiro profeta, de caráter preditivo, trazendo uma geração de bênção sobre a face da terra.

- Como Samuel foi gerado através da oração de Ana, criado no templo, ele é reputado por Deus como um dos maiores intercessores que a terra já teve. (Jr 15,1; 1º Sm 12.23

- Ana teve outros cinco filhos povoando a terra de adoradores, filhos dessa mulher maravilhosa. (2º Sm 2.20-21).

III. ANA NÃO MURMURAVA, MAS MANTINHA SUA HUMILDADE

1. Ana não exigiu nada do seu marido. Não pediu para ele orar junto com ela. Não exigiu dele fé para crer no milagre. Não exigiu que ele repreendesse Penina, mesmo sabendo que ele o faria porque a amava. Não coloque a culpa na fraqueza do marido ou ausência dele, busque ao Senhor você, o marido é santificado pela esposa (1ª Cr 7;14).

2. Ana não respondia Penina, não retrucou, não ofendeu, mas suportou calada. Não dê lugar ao diabo (Ef 4.27). Não desconte seus problemas nos outros, nem nos inimigos. (Rm 12.21).

3. Ana não usou de ignorância com o sacerdote Eli. Ela disse: “Meu Senhor”. Submissa, obediente, temente a Deus. O que significa que não importa o que fazem com você, mas importa muito como você reage (Hb 13.7).

IV. ANA SERVE A DEUS DE CORAÇÃO

1. Conforme verso 7, todo ano eles subiam para adorar ao Senhor. E toda vez Penina irritava a Ana, mesmo assim ela não deixava de subir a casa do Senhor no ano seguinte, para adorar ao Senhor. Ela vem a casa do Senhor adorar, mesmo que com a inimiga ao seu lado.

2. Verso 12. Ana fazia longas orações na casa do Senhor, não tinha pressa de sair da presença de Deus. Estamos vivendo um tempo onde o círculo de oração mais circula do que ora.

V. ANA ERA FERVOROSA, AGRADECIDA E GENEROSA!

1. Ana fez um voto ao Senhor, prometendo devolver o que mais queria, isso é gratidão e generosidade. Se contentou em apenas gerar o menino, humildade! A resposta de Deus foi imediata. Pois o sacerdote a abençoou, no verso 17.

- Ana creu nessa palavra, ainda que o sacerdote Eli não era um exemplo, pois ninguém é perfeito, ela colocou sua fé em ação. A prova é que não ficou mais triste, verso 18, e ainda se levantou de madrugada junto com seu esposo para adorar ao Senhor.

2. Após receber a benção, ela o levou a casa do Senhor como prometeu, verso 24, mas também levou mais uma oferta ao Senhor além do menino. Isso é uma mulher mais do que agradecida a Deus.

CONCLUSÃO. Ana é uma mulher: ideal, bonita por dentro, que não Murmura, serve a Deus de coração, fervorosa, agradecida, generosa, humilde e fiel ao Senhor.

Pr. Elias Ribas

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