Um cheiro de “marmelada”
no ar
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| ROBERTO JUNIOR CRONISTA DO BLOG SE LIGA NA INFORMAÇÃO |
Nessa última terça-feira me dirigi a câmara
municipal de Inhambupe, como sempre costumo fazer. A câmara se encontra em meio
a embates ideológicos, discussões e “nocautes”, projetos, processos e
discussões deixam os diálogos alterados na chamada casa do povo. Cheguei por
volta da 18h e 10 minutos e nenhum sinal do início da sessão de descarrego
popular. Tinha muita coisa no ar, resquícios da última e polêmica sessão que
fora realizado ali, no dia 1/10, além do mais, seria a votação das contas do
ex-prefeito, votação em favor do polo industrial e a promessa de uma
manifestação da sociedade contra a então defunta política Inhambupense.
Me envolvo no reencontro de colegas, em
apertos de mãos e conversas politizadas enquanto o tempo passa e nada da sessão
começar. Nesse meio tempo chega um senhores do bairro da urbis vestido de
preto, com um caixão representando a nossa política. Passam-se mais 20 minutos
e nada da sessão começar, as conversas não entretém o público que se torna
inquieto. Alguns vereadores sentados na bancada e entra e sai terrível, é
quando se noticia pelos corredores que o prefeito Benoni está chamando vereador
por vereador para conversar, lá, bem lá no fundo da casa do povo, quase que “às
escondidas”, e vão os vereadores do governo, Isabel, Simone Rocha, Eliezer das
Farinhas, o amigo Querido e grande presidente Fabrício Mateus. Enquanto eles
conversam o povo amargura 1 hora de atraso da sessão, então, a vereadora Isabel
afirma que sua vó está doente e que precisa se retirar, em meio a vaia do público
ela se retira e é que se começa o cheiro de marmelada. Logo após dela, o
presidente Fabrício comparece e com uma cara muito esfarrapada, afirma de que
por falta de segurança não poderia da continuidade a sessão, um “buturtu” se
generaliza na casa, pessoas que deixaram os seus afazeres para ir à casa, se
irritam com a falta de respeito do nobre vereador. Em meio a vaias, gritos e
ânimos exaltados o presidente deixa a câmara, não só abandona a sessão como
também leva alguns colegas, dispensa a secretária do seu serviço, não antes de
ordena-la que trancasse os gabinetes e além disso, deram um sumiço na ata.
Sem a ata os vereadores não poderia dar
continuidade ao trabalho, mas mesmo assim o vice-presidente decidiu iniciar a
sessão, pelo menos poderia se fazer o uso da tribuna livre o que seria de
compensa para as pessoas que deixaram seus lares e afazeres para irem a câmara.
Discurso vem e vai, a maioria dos vereadores falaram das contas do ex-prefeito
principalmente os da oposição e ressaltam a falta de compromisso dos vereadores
que abandonaram a sessão, a qual seria uma sessão extraordinária. Mas o
vereador Marcos Martins justificou a ausência dos seus colegas, citou que eles
tinham motivos para se ausentar, “Isabel recebe 180 mil reais do governo, a vereadora
Simone Rocha tem parente que recebe 2 milhões de reais” e também lembrou da
falta de vergonha do vereador Fabricio, de como era sua postura e como agora
está e ainda citou que quando perguntou ao truculento presidente sobre o
abandono da sessão ele teria respondido: “Para os amigos tudo e para os
inimigos nada”.
E mais uma vez a história se repetiu, depois de não
aceitarem a denúncia (17/09), aceitaram a denúncia (24/09), anularam a sessão
(01/10) os nobres vereadores resolvem não votarem nas contas do ex-prefeito e
principalmente não votarem a favor do polo industrial de Inhambupe e mais uma
vez o povo vai embora, sem nada conseguir, nem projeto, nem contas e nem polo.
Mas com a esperança de dias melhores.
Por: Roberto Junior Santos
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