Escola Bíblica Dominical: O Uso Virtuoso dos Bens Materiais - Se Liga na Informação





Escola Bíblica Dominical: O Uso Virtuoso dos Bens Materiais

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“Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos.” (1 Tm 6.17)

SÍNTESE
Nosso dinheiro e nossos bens materiais devem ser adquiridos mediante o nosso trabalho honesto.

TEXTO BÍBLICO
2 Tessalonicenses 3.6-13.
6 Mandamo-vos, porém, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos aparteis de todo irmão que andar desordenadamente e não segundo a tradição que de nós recebeu.
7 Porque vós mesmos sabeis como convém imitar-nos, pois que não nos houvemos desordenadamente entre vós,
8  nem, de graça, comemos o pão de homem algum, mas com trabalho e fadiga, trabalhando noite e dia, para não sermos pesados a nenhum de vós;
9 não porque não tivéssemos autoridade, mas para vos dar em nós mesmos exemplo, para nos imitardes.
10 Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto: que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também.
11 Porquanto ouvimos que alguns entre vós andam desordenadamente, não trabalhando, antes, fazendo coisas vãs.
12 A esses tais, porém, mandamos e exortamos, por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão.
13 E vós, irmãos, não vos canseis de fazer o bem.

1 Timóteo 6.17-19:
17 Manda aos ricos deste mundo que não sejam altivos, nem ponham a esperança na incerteza das riquezas, mas em Deus, que abundantemente nos dá todas as coisas para delas gozarmos;
18 que façam o bem, enriqueçam em boas obras, repartam de boa mente e sejam comunicáveis;
19 que entesourem para si mesmos um bom fundamento para o futuro, para que possam alcançar a vida eterna.

COMENTÁRIO DA LIÇÃO
INTRODUÇÃO
A igreja em Tessalônica viveu uma experiência que se repete em muitas igrejas de nossos dias também. Pessoas que, com base em argumentos teológicos, ficam ociosas e vivem na dependência do trabalho de outros membros. Da mesma forma, em Éfeso, outra importante igreja do primeiro século, liderada por um dos principais companheiros do apóstolo, também sofria com esses problemas. Havia também muitos membros da comunidade que eram ricos e altivos. Esses não exerciam a mordomia com os bens recebidos de Deus, antes eram egoístas. Nesta lição mostraremos que, em ambos os casos, o comportamento inadequado é condenado pelo apóstolo Paulo.” [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 4, 28 ABR, 2019]
- No primeiro relato do Texto Bíblico, Timóteo se reuniu com Paulo na cidade de Corinto para relatar a confiança dos tessalonicenses em Deus, a resposta deles tanto em seus relacionamentos mútuos como ao ministério de Paulo. Essas notícias convenceram Paulo de que os planos de Satanás de atrapalhar a obra de Deus não haviam sido bem-sucedidos e acalmaram a sua ansiedade. Aquela igreja é retratada como um exército que se recusa a recuar, apesar de estar sendo atacado pelo inimigo. Essa é uma freqüente imposição paulina (1Co 16.13; Gl 5.1; Ef 6.11,13-14; fp 1.27; 4.1; 2Ts 2.1.1). Essa situação da Igreja em Tessalônica era a alegria de Paulo, que assim como João (3Jo 4), encontrava o maior sentido da alegria no seu ministério ao saber que seus filhos na fé estavam amadurecendo e andando na verdade. Isso o levou a adorar a Deus com ações de graça e regozijo. No segundo texto, Paulo aconselha Timóteo quanto ao que ensinar aos que são ricos em bens materiais, aqueles que têm mais do que é simplesmente essencial, como comida, vestes e abrigo. Paulo não condena essas pessoas nem lhes ordena que se livrem de suas riquezas. Ele as chama para que sejam bons mordomos dos recursos que Deus lhes tem dado (Dt 8.18; 1Sm 2.7; 1Cr 29.12). Em ambas as situações, vemos que a Igreja estava bem doutrinada, no entanto, haviam arestas que precisavam ser aparadas. – That said, let's think maturely the Christian faith!

I - O CRISTÃO DEVE VIVER COM O SEU PRÓPRIO DINHEIRO, FRUTO DO SEU TRABALHO
1. O problema do abandono do trabalho pelos tessalonicenses. Durante a sua segunda viagem missionária, quando Paulo esteve pela primeira vez em Tessalônica, os judeus se levantaram contra a sua mensagem e a sua pessoa. Ele foi obrigado a fugir à noite para Bereia a fim de salvar sua vida (At 17.1-9). Em Corinto, após reencontrar Timóteo, Paulo o enviou à igreja em Tessalônica a fim de auxiliar aquela igreja e resolver alguns problemas. Timóteo voltou a Corinto com um relato animador, pois os cristãos tessalonicenses mantiveram-se perseverantes na fé e o testemunho deles já havia se espalhado por toda a Macedônia (1 Ts 1.8). Entre o ano 51 e 52 a. C. Paulo escreveu a Primeira Carta para responder a algumas perguntas que certos irmãos haviam enviado por meio de Timóteo. Pouco tempo depois, ele escreveu a Segunda Carta para corrigir alguns mal-entendidos sobre o final dos tempos e rebater falsos ensinos que haviam se infiltrado na igreja. Um deles foi a respeito da volta de Cristo; pois muitos afirmavam que Jesus voltaria por aqueles dias (1 Ts 5.2). Esse ensino provavelmente motivou alguns membros da igreja a abandonarem o trabalho e ficar esperando a vinda de Cristo, vivendo na dependência dos outros que continuavam trabalhando. Com o aumento da perseguição aos cristãos, essa crença tomou mais força ainda. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 4, 28 ABR, 2019]
- O bom testemunho da Igreja de Tessalônica repercutiu por toda parte. A ideia é reverberar. Aonde quer que os tessalonicenses fossem, o evangelho transmitido pela palavra do Senhor era ouvido. Isso resultou num alcance local a Tessalônica, num alcance nacional à Macedônia e à Acaia e em alcance internacional às regiões ao redor. Embora possa parecer que essa igreja desenvolveu esse testemunho em apenas três sábados de pregação (At 17.2), o que perfaz um período de apenas quinze dias, é melhor entender que Paulo pregou três sábados na sinagoga antes de ter de se mudar para algum outro lugar na cidade. Com toda probabilidade, Paulo passou meses e não semanas, considerando:
1) as duas doações que recebeu de Filipos (Fp 4.16);
2) o tempo em que trabalhou noite e dia (2.9; 2Ts 3.8);
3) a profundidade do cuidado pastoral evidenciado na carta (27-8,11).
Na verdade, Paulo não visava corrigir o pensamento dos crentes tessalonicenses sobre a possível volta de Jesus naqueles dias, porque ele próprio vivia como se o Senhor fosse voltar a qualquer momento. Sua intenção era corrigir o modo de vida adotado diante dessa esperança e explicar como se daria essa volta. É bom esclarecer que há 19 usos indiscutíveis de o "Dia do Senhor" no Antigo Testamento e quatro no Novo Testamento (At 2.20; 2Ts 2.2; 2Pe 3.10). Os profetas do Antigo Testamento usavam "Dia rio Senhor" para descrever castigos históricos próximos (Is 13.6-22; Ez 30.2-19; Jl 1.15; Am 5.18-20; Sf 1.14-18) ou castigos divinos escatológicos distantes (Jo 2.30-32; 3.14; Zc 14.1; Ml 4.1,5). Seis vezes ele é mencionado como "o dia do juízo" e quatro vezes como "o dia da vingança”. O Novo Testamento chama-o de o dia da "ira" e o "grande dia do Deus Todo-Poderoso" (Ap 16.14). Esses são os castigos assustadores de Deus (Jo 2.30-31; 2Ts 1.7-10) para a pecaminosidade devastadora do mundo. O "Dia do Senhor" vindouro, o qual desencadeará a ira de Deus, enquadra-se em duas partes:
1) o fim do período de sele anos de tribulação (cf. Ap 19.11-21), e
2) o fim do reinado de mil anos.
Na verdade, os dois são mil anos separadamente, e Pedro refere-se ao fim do período de mil anos com relação ao derradeiro "Dia do Senhor" (2Pe 3.10; Ap 20.7-15). Aqui, Paulo refere-se ao aspecto do "Dia do Senhor" que porá fim ao período de tribulação. Paulo ensina que a volta do Senhor se dará como o “ladrão de noite”, para o julgamento no Dia do Senhor no fim dos sete anos de tribulação, que é distinto do arrebatamento da igreja e é usada para o juízo que encerrará o reinado de mil anos (2Pe 3.10). Como o ladrão vem inesperadamente e sem aviso, assim virá o Dia do Senhor em ambas as fases finais.

2. Paulo chama a atenção para o seu próprio exemplo (vv. 7-9). Paulo, para reforçar o que iria falar na sequência, chama a atenção para o seu próprio exemplo enquanto conviveu com os tessalonicenses. Os gregos e os romanos acreditavam que o trabalho braçal era exclusivo dos escravos, enquanto os judeus consideravam o trabalho uma prova de bom caráter e responsabilidade. Paulo, enquanto esteve pregando entre os tessalonicenses, trabalhou incansavelmente, dia e noite, afirmando ter chegado ao estado de fadiga. Isso, para não ser pesado a nenhum dos membros da igreja e evitar ser acusado de ganância ou de ser aproveitador. Uma das ocupações dele era fazer tendas, serviço realizado em algumas ocasiões enquanto fazia missões (At 18.1-3). O apóstolo afirma que pelo seu trabalho missionário teria autoridade para ser sustentado, entretanto ele não fez uso desse direito (1 Co 9.6-14; Gl 6.6; 1 Tm 5.17,18). Provavelmente, ele percebeu o comportamento de alguns membros que tinham por hábito aproveitar-se da boa vontade de trabalhadores responsáveis, como acontece ainda hoje em vários lugares. O comportamento do apóstolo mostrou que a ociosidade é prejudicial ao Reino de Deus. Dessa forma, o que restava aos ociosos era utilizar de  argumentos para tentar justificar suas atitudes e provocar desordem entre os tessalonicenses. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 4, 28 ABR, 2019]
- Paulo invocou aqueles crentes a imitá-lo (1Ts 1.6) porque ele imitava o exemplo de Cristo (1Co 4.16; 11.1; Ef 5.1). O tema específico relacionado a trabalhar diligentemente para ganhar o próprio sustento. Embora Paulo tivesse "autoridade" como apóstolo para receber apoio financeiro, ele escolheu, pelo contrário, ganhar seu próprio sustento a fim de estabelecer um exemplo (1 o 9.3-14; Gl 6.4; 1Tm 5.1 7-18). A profissão de Paulo não pode ser definida com esse texto de At 18.1-3, isso porque a expressão “... fazer tendas” também pode referir--se a pessoas que trabalhavam com couro. Com sarcasmo, Paulo, um fabricante de tendas (At 18.3), conscientiza os coríntios de que ele e Barnabé tinham tanto direito quanto os outros de receber total apoio financeiro pelo trabalho deles. Exceto pela ajuda de umas poucas igrejas (Fp 4.15-16), eles pagavam suas próprias despesas não por obrigação ou necessidade, mas voluntariamente. É entendido que, aparentemente, a igreja havia ajudado financeiramente outros ministros, dentre estes, muitos eram falsos mestres que buscavam apenas obter lucro. Paulo queria se certificar de não ser classificado como eles, de modo que suportou não aceitar ajuda para não ofender. (At 20.34; 2Ts 3.8)

3. A ociosidade dos tessalonicenses é condenada (vv. 10-13). Na Primeira Carta, Paulo já havia exortado os tessalonicenses a trabalhar (1 Ts 4.11,12), mas parece que suas recomendações não surtiram efeito entre os desobedientes e acomodados. Assim, ele fala com autoridade e orienta a comunidade a disciplinar tais membros. No versículo 6 Paulo repete uma palavra potente, “mandamo-vos”, utilizada em outros momentos também (1 Ts 4. 11; 2 Ts 3.4,6,10,12). Essa palavra tem referência a uma ordem militar de execução obrigatória, se não obedecida receberia pena de traição. A ordem é para se afastar das pessoas ociosas. Paulo afirma que aqueles que não estavam dispostos a trabalhar que não comessem também. A ociosidade gera desordem e divisão na comunidade. Paulo é enfático e rigoroso com os desocupados: “[...] mandamos e exortamos, por nosso Senhor Jesus Cristo, que, trabalhando com sossego, comam o seu próprio pão”. Fica evidenciada a seriedade do assunto. As últimas palavras de Paulo na sua Segunda Carta aos Tessalonicenses demonstram que a preparação para a volta de Jesus deve ser feita com trabalho. O crente deve estar ocupado e comprometido em ajudar os necessitados enquanto espera o Dia do Senhor. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 4, 28 ABR, 2019]
- Na primeira carta Paulo exorta os crentes a diligenciarem-se por viver tranquilamente, com respeito àqueles que não apresentam problemas sociais (1Tm 2.2) nem provocam conflito entre as pessoas de seu convívio, e cuja alma descansa sossegada mesmo em meio às dificuldades (1Pe 3.4). Mais tarde, Paulo lida com aqueles que não "tratam de sua própria vida" em Tessalônica (2Ts 3.6-15). A cultura helênica menosprezava o trabalho braçal, mas Paulo o exaltava (Ef 4.28).


II - O CRISTÃO NÃO DEVE COLOCAR SUA ESPERANÇA NA INCERTEZA DAS RIQUEZAS, MAS EM DEUS
1. O cuidado com o desejo de acumular riquezas (1 Tm 6.9-11). Aqueles que querem ficar ricos dedicam toda a sua força e atenção para atingir esse objetivo. Por isso, caem em tentação e ciladas (v. 9). Há um ditado popular que afirma: “Uma coisa puxa outra”, ou seja, a busca desenfreada por riquezas conduz à queda espiritual e moral. No versículo 10, Paulo deixa claro que o mal não está no dinheiro em si, mas na cobiça e nos meios usados para adquiri-lo. O apóstolo Paulo mostra que o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males e que muitos da própria igreja, ao se alimentarem desta cobiça, se desviaram da fé. Ele acrescenta que os gananciosos são atormentados com muitas dores. Como crentes, devemos fazer um bom uso do nosso dinheiro e bens, investindo na eternidade, utilizando os bens para socorrer os necessitados e na evangelização. Timóteo é advertido para que ensine os membros da igreja a respeito do dinheiro, a fim de que eles não sejam arrastados pela torpe ganância. A intenção é o livramento do pecado e da consequente perda da salvação. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 4, 28 ABR, 2019]
- Paulo explica à Timóteo que os que "querem ficar ricos" possuem um desejo consciente e racional que descreve claramente a motivação dos que são culpados de avareza. A forma do verbo grego traduzida por "caem" indica que quem tem esse desejo está constantemente caindo em tentação. Os gananciosos são compulsivos — sempre caem nas ciladas do pecado por causa do desejo que os consume de adquirir cada vez mais. Essa ganância pode levar estas pessoas a sofrerem o fim trágico da destruição e do inferno, Esses O amor do dinheiro, literalmente "afeto pela prata", no contexto de 1Tm 6, esse pecado aplica-se especificamente aos falsos mestres, mas o princípio é uma verdade universal. O dinheiro em si mesmo não é mau, uma vez que é uma dádiva de Deus (Dt 8.18). Paulo condena somente o amor ao dinheiro (Mt 6.24) que é tão característico dos falsos mestres (1Pd 5.2; 2Pd 2.1,3,15). Para estes apóstatas, o ouro substituiu Deus, deixaram de buscar as coisas de Deus para dedicar-se ao dinheiro.

2. O rico altivo não entrará no reino de Deus (1 Tm 6. 17). A condição social e financeira de uma pessoa não é o determinante para a vida eterna com Deus. Paulo adverte aos ricos para não serem altivos de coração e para não colocarem sua confiança na incerteza das riquezas. Um grande número de pessoas vê no acúmulo de riqueza um sinal da bênção divina, mas este é um grande equívoco. Infelizmente muitos pais trabalham com tanta obstinação, por longos anos de suas vidas, em busca de acumular bens materiais para dar segurança para suas famílias, e acabam colocando a própria família em segundo plano. Alguns destes, quando alcançam seus objetivos, percebem que perderam sua família por falta de atenção e cuidado. Tiago também advertiu os membros ricos de sua igreja para clamarem e chorarem pela miséria que passariam, pois o clamor das pessoas exploradas por eles haviam chegado diante de Deus e serviriam para a condenação deles (Tg 5.1-6). [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 4, 28 ABR, 2019]
- Os que têm em abundância são constantemente tentados a desprezar os outros e agir como se fossem superiores – orgulhosos; "ter uma opinião elevada de si mesmo". As riquezas e o orgulho muitas vezes andam de mãos dadas, e, quanto mais rica. mais a pessoa é tentada a ser orgulhosa (Pv 18.23; 28.11; Tg 2.1-4). Os que têm muito costumam confiar em sua riqueza (Pv 23.4-5). Mas é Deus quem provê muito mais segurança do que qualquer investimento terreno pode dar (Ec 5.18-20; Mt 6.19-21). Os ricos naqueles dias eram aqueles que contavam com mais do que precisavam para viver. Há condenação para estes, mas entenda, não por serem ricos e abastados, mas por usarem mal seus recursos. Em Tiago 5.1-6, ao contrário dos cristãos ricos na congregação de Timóteo (1Tm 6.17-19), esses são os ricos perversos que professam a fé cristã e associam-se à igreja, mas que têm o dinheiro como seu verdadeiro deus. Por prostituírem a bondade e a generosidade de Deus, eles podem esperar apenas o castigo divino (v. .5).

3. O cristão deve depositar suas esperanças em Deus e usar o dinheiro para o bem (1 Tm 6.17). A recomendação de Paulo aos ricos serve para todos os crentes, pois precisamos reconhecer Deus como a fonte de todos os bens e cuidar deles como mordomos. Os ricos são encorajados a praticar o bem por meio de obras de generosidade e solidariedade. As bênçãos materiais recebidas de Deus devem ser desfrutadas e usadas, não para uma vida inútil e egocêntrica, mas para uma vida produtiva e para o avanço do Reino de Deus. O Senhor Jesus, em Mateus 6.19-21, adverte quanto ao entesourar ou acumular bens no céu. Como discípulos de Jesus, precisamos aprender a acumular tesouros com sólidos fundamentos para serem desfrutados no céu. Precisamos ter cuidado, pois é possível ser rico neste mundo e não ser rico diante de Deus (Lc 12.13-21). Usemos nossos bens de forma sábia e para a glória de Deus, pois Ele deseja que desfrutemos de uma vida plena aqui e também no céu. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 4, 28 ABR, 2019]
- Tiago mostra a insensatez de acumular comida, roupas caras ou dinheiro, tudo isso está sujeito à decomposição, ao roubo, ao fogo ou a outros tipos de perda. Ele repreende os ricos por viverem como se Jesus nunca fosse voltar. Quase sempre, a obtenção das riquezas era corrupta, oprimiam e defraudavam seus trabalhadores diários — uma prática estritamente proibida no Antigo Testamento (Lv 19.13; Dt 24.14-15). Aquele que ouve os clamores dos trabalhadores enganados, adverte Tiago, é, o Senhor dos exércitos (um nome para Deus no AT). Depois de roubarem seus trabalhadores para acumular riquezas, os ricos entregam-se a um estilo de vida extravagante. Em Tiago 5.5, "Regaladamente" tem a conotação de prazeres devassos. Os "prazeres" levam à depravação quando uma pessoa é consumida pela busca do prazer, uma vez que a vida sem abnegação logo perde o controle em todas as áreas. Jesus adverte em Mateus 6 quanto a inutilidade de ajuntar riquezas terrenas. Ele recomenda o uso de bens financeiros para propósitos que sejam celestiais e eternos. Para o cristão, a essência da adoração é ter Jesus como infinitamente valioso, acima de todas as coisas. As formas exteriores de adoração, aqui se inclui o dinheiro e sua administração, são atos que mostram quanto valorizamos a Deus. Portanto, toda a vida tem o propósito de ser adoração, pois Deus afirmou que, comendo, ou bebendo, ou fazendo qualquer outra coisa – toda a vida –, devemos fazer tudo para mostrar quão valiosa é a glória de Deus para nós. Dinheiro e bens são uma grande parte de nossa vida; por isso, Deus tenciona que eles sejam uma grande parte da adoração. A maneira como adoramos com nosso dinheiro e bens é ganhá-los, e usá-los, e perdê-los de um modo que mostre quanto valorizamos a Jesus, e não o dinheiro.


CONCLUSÃO
Na lição de hoje, aprendemos que precisamos depositar nossa esperança em Deus, que é soberano e fiel, e não na incerteza das riquezas, pois elas são perecíveis e podem ser tiradas a qualquer momento. Que esse aprendizado nos aproxime mais de Deus e de nossos irmãos. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 4, 28 ABR, 2019]
- Diante do que foi exposto, pode ficar uma pergunta: “querer ser rico é pecado?”. A resposta éNão, querer ser rico não é pecado mas é perigoso. A Bíblia avisa que o desejo por riqueza pode causar muitos problemas e as riquezas não trazem satisfação. Querer ser rico não deve ser a primeira prioridade na vida do crente. Ser rico não é pecado – desde que esta riqueza não tenha sido ganha de forma honesta. A Bíblia dá exemplos de homens ricos que foram fiéis a Deus, como Abraão e Jó. Mas Salomão, que era o homem mais rico de sua época, reconheceu que a riqueza não traz satisfação (Ec 5.10). Com muito ou pouco dinheiro, a satisfação é uma bênção que vem de Deus.


Achando-se as tuas palavras, logo as comi, e a tua palavra foi para mim o gozo e alegria do meu coração; porque pelo teu nome sou chamado, ó Senhor Deus dos Exércitos”. (Jeremias 15.16),
Pb Francisco Barbosa
Campina Grande-PB
Abril de 2019

HORA DA REVISÃO
1. Quem Paulo enviou à igreja em Tessalônica para auxiliar a igreja e resolver pro­blemas?
O jovem Timóteo.
2. O que levou alguns irmãos de Tessalônica a abandonarem o trabalho?
O fato de que muitos afirmavam que Jesus voltaria por aqueles dias (1Ts 5.2).
3. Em que os gregos e os romanos acreditavam a respeito do trabalho braçal?
Os gregos e os romanos acreditavam que o trabalho braçal era exclusivo dos escravos, enquanto os judeus consideravam o trabalho uma prova de bom caráter e responsabilidade.
4. Qual era a ocupação de Paulo?
Ele fabricava tendas.
5. Qual a recomendação dada aos ricos em 1 Timóteo 6.17, que serve para todas as pessoas?
Paulo adverte aos ricos para não serem altivos e não colocarem sua confiança na incerteza das riquezas. [Lições Bíblicas CPAD, Revista Jovens, 2º Trimestre 2019. Lição 4, 28 ABR, 2019]

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