Escola Bíblica Dominical: As Representações do Espírito Santo - Se Liga na Informação





Escola Bíblica Dominical: As Representações do Espírito Santo

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TEXTO BÍBLICO BÁSICO

João 7.31-39

31 – E muitos da multidão creram nele e diziam: Quando o Cristo vier, fará ainda mais sinais do que os que este tem feito?
32 - Os fariseus ouviram que a multidão murmurava dele essas coisas; e os fariseus e os principais dos sacerdotes mandaram servidores para o prenderem.
33 - Disse-lhes, pois, Jesus: Ainda um pouco de tempo estou convosco e, de-pois, vou para aquele que me enviou.
34 - Vós me buscareis e não me achareis; e aonde eu estou vós não podeis vir.
35 - Disseram, pois, os judeus uns para os outros: Para onde irá este, que o não acharemos? Irá, porventura, para os dispersos entre os gregos e ensinará os gregos?
36 - Que palavra é esta que disse: Buscar-me-eis e não me achareis; e: Aonde eu estou, vós não podeis ir?
37 - E, no último dia, o grande dia da festa, Jesus pôs-se em pé e clamou, dizendo: Se alguém tem sede, que venha a mim e beba.
38 - Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre.
39 - E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado.


TEXTO ÁUREO

Há um rio cujas correntes alegram a cidade de Deus,
 o santuário das moradas do Altíssimo.
Salmo 46.4

OBJETIVOS

 Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá:

• compreender que as Escrituras utilizam tipos de linguagem ricos e diversos acerca do Espírito Santo;
• entender que a simbologia serve para aproximar as semelhanças entre os elementos envolvidos;
• conhecer algumas das representações simbólicas do Espírito Santo no Antigo e no Novo Testamentos.

ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

 Caro professor, o trabalho do educador pode ser representado, por exemplo, pela ação de um escultor. Este artista tem como matéria-prima a pedra, a madeira ou o mármore ainda em estado bruto e sem forma. Contudo, por sua ação planejada, começa o processo de extração do material informe, tirando partes dele e lapidando-o de acordo com suas intenções e o formato desejado em sua mente. Há um formato no qual os filhos do Reino devem encaixar-se. A educação cristã pretende ser, por meio do ensino bíblico, o instrumento para lapidar e moldar o cristão até que ele tome a forma desejada por Deus. Como Paulo disse aos romanos no capítulo 12 da epístola a eles escrita: Não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus (v. 2, ARA) (Extraído de: CHAVES, G. V. Educação Cristã
 — Uma Jornada Para Toda Vida. Rio de Janeiro: Central Gospel, 2012, p.19).
Deus o abençoe!

COMENTÁRIO

Palavra introdutória

 A Bíblia é rica em linguagem figurada. Há símbolos, tipos, figuras e alegorias, especialmente no Antigo Testamento, para aludir ao Espírito Santo e à realidade espiritual. Nosso entendimento assimila melhor as profundas verdades do mundo espiritual principalmente por meio de símbolos.


Compilada ao longo de aproximadamente 1.600 anos, por homens que viveram em tempos diferentes e em conjunturas sociais distintas, as Escrituras utilizam diversos estilos literários. Devemos saber, desde já, que a sociedade no Antigo Testamento se valia da oralidade para preservar e transmitir sua herança cultural, religiosa, moral e histórica. Desse modo, os antigos israelitas desenvolveram recursos linguísticos para facilitar essa transmissão e isso inclui a memória do povo e a Palavra de Deus.

Deus é tão imenso que o nosso vocabulário não é capaz de explicá-lo com precisão. Então, para compreendermos melhor quem Ele é, temos de recorrer a artifícios que possam nos ajudar a entender um pouco da grandeza de Deus. Por isso, constantemente observamos os escritores da Bíblia usando linguagem figurada para descrever seus momentos de relacionamento com o Divino.

1.   OS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO

Por toda a Bíblia, podemos testemunhar relatos de homens que tentam descrever suas experiências com o Senhor. Paulo, por exemplo, era um homem culto e, depois de se render ao evangelho de Cristo, viajou por muitos lugares como missionário.

Na carta de Paulo aos romanos, o apóstolo afirma que Deus se revelou ao homem pelas coisas que estão criadas (Rm 1.20). Os atributos divinos são vistos claramente não apenas na humanidade, mas também podem ser apreciados no universo material; a criação divina os declara vividamente (Rm 10.18; SI 19.1-4).

A natureza fala, de forma eloquente, sobre o seu Criador. Começando pela engenharia complexa da célula humana e indo até a grandeza majestosa das montanhas rochosas, todas as obras de Deus testemunham de Sua sabedoria e Seu poder. Os atributos invisíveis de Deus (v. 20 NVI), o Seu eterno poder e a Sua divindade, que refletem Sua natureza divina, podem ser claramente vistos quando contemplamos as Suas obras poderosas em toda a Criação (RADMACHER; ALLEN; HOUSE, Central Gospel, 2010b, p. 362). Seja nos atributos divinos compartilhados por toda a Criação ou nas lindas paisagens da natureza, temos um breve vislumbre da grandeza de Deus e da ação do Seu Espírito Santo.

 1.1. O Espírito Santo
é um rio que está em nosso melo O texto do Salino 46 traz um dos mais importantes símbolos do Espírito Santo, talvez o símbolo mais rico e de va-riadas aplicações sobre Ele. Nessa passagem, por exemplo, conseguimos entender que há um rio cujas águas alegram a cidade de Deus (Si 46.4), isto é, simbolicamente, podemos ver a ideia de um Deus que habita e se move em meio ao Seu povo. Da mesma forma, o Espírito Santo habita e se move em nosso meio.

 1.2. O Espírito Santo é a água que sacia nossa sede

 A água, como símbolo do Espírito Santo, constitui um importante ponto de referência para os estudiosos da Bíblia, considerando que alguns aspectos fundamentais do líquido ilustram grandes verdades sobre o Espírito Santo; por exemplo: a água é indispensável à sobrevivência humana.

Para ilustrar essa inquestionável verdade, lembremo-nos de quando Cristo estava a caminho da Galileia (Jo 4.1-30). No meio do percurso, Ele parou para descansar em Sicar, uma cidade de Samaria. Historicamente, judeus e samaritanos não se relacionavam amigavelmente. Contudo, o Mestre viu que havia uma mulher samaritana próxima a um poço de água. A fim de alcançar vidas naquele local, Jesus, mais uma vez, usou o cenário ao Seu redor para falar do Seu evangelho. O diálogo entre eles é incrível.

Durante a conversa com a mulher samaritana, o Salvador disse--lhe: Qualquer que beber desta água tornará a ter sede, mas aquele que beber da água que eu lhe der nunca terá sede, porque a água que eu lhe der se fará nele uma fonte de água a jorrar para a vida eterna (Jo 4.13,14). Essa água que jorra para a vida eterna é o Espírito Santo. Ele é o único realmente capaz de saciar a profunda sede que temos de Deus.

1.3. O Espírito Santo é a chuva que prepara nossa vida

Ha momentos em que os autores bíblicos utilizam a simbologia para relacionar o Espírito à chuva, porque, geograficamente, Israel não é um local muito privilegiado por abundantes pluviosidades. Então, naquele tempo, era muito comum haver secas prolongadas e diversos problemas relacionados à falta de chuva, principalmente em relação à agricultura.

Para entender um pouco melhor a situação pela qual o povo de Deus passava antigamente, devemos observar que dois tipos de chuvas eram considerados os mais importantes:
• a chuva temporã, que se antecipava à semeadura e preparava o solo para o plantio;
• a chuva serôdia, que precedia a colheita. Ela servia principalmente para ajudar a plantação a crescer mais, antes da safra.

No Antigo Testamento, podemos citar o profeta Joel como exemplo de quem usou essa simbologia para falar da conexão entre as chuvas e as promessas de Deus. Em seguida, o profeta cita o futuro derramamento do Espírito Santo, que ocorreu no Pentecostes: E vós, filhos de Sião, regozijai-vos e alegrai--vos no SENHOR, vosso Deus, porque ele vos dará ensinador de justiça e fará descer a chuva, a temporã e a serôdia, no primeiro mês (ft 2.23); E há de ser que, depois, derramarei o meu Espírito sobre toda a carne Jl 2.28).

No Novo Testamento, Tiago compara a espera pelas chuvas temporã e serôdia à espera pela segunda vinda de Jesus. Ele proclama que os cristãos devem aguardar pacientemente a vinda do Senhor assim como o agricultor aguarda com paciência que seus campos recebam as chuvas (Tg 5.1-11).

       2 . OUTROS SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO

2.1. O fogo

 O fogo também é um símbolo que representa o Espírito Santo. Ambos possuem propriedades semelhantes: aquecem, queimam, purificam e ilu-minam o caminho. Ele simboliza a energia transformadora das poderosas ações do Espírito.

Apesar de ser um elemento poderoso, o fogo do Espírito Santo pode ser extinto na vida de quem não se abstém de toda aparência do mal, ou seja, podemos ter nosso vínculo com o Espírito Santo diminuído se não vigiarmos e orarmos sempre (1 Ts 5.19). Ele sempre está disponível a quem quiser se achegar, mas também respeita aqueles que se afastam. Nosso relacionamento com Deus é de plena liberdade, mas ele deve ser cuidado diariamente por meio de boas práticas, do estudo da Palavra e da oração, por exemplo. Assim, manteremos a chama do Espírito acesa em nós até a vinda do Senhor Jesus.

2.2. O vento

Depois da Sua ressurreição, Cristo apareceu aos discípu-los enquanto eles estavam reunidos. Naquele momento, tudo ainda era muito confuso para eles. O corpo ressurreto do Mestre não fora encontrado no sepulcro e alguns duvidavam de que Ele era realmente o Messias.
 Em tempo oportuno, Jesus revelou-se, mostrou-lhes Suas cicatrizes e disse: Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós. E, havendo dito isso, assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo Jo 20.22).

Nesse exemplo, podemos entender que o vento assoprado por Cristo simboliza a sutil obra do Espírito, pois é um mistério invisível, poderoso e penetrante. Não podemos vê-lo, mas o sentimos e sabemos que Ele é real.

 A visão do profeta Ezequiel no vale de ossos secos é outro momento das Escrituras no qual observamos o Espírito agindo como o vento. Ele profetizou, o vento soprou e os mortos revi-veram: E ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, á filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Senhor-Jeová: Vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam. E profetizei como ele me deu ordem; então, o espírito entrou neles, e viveram e se puseram em pé, um exército grande em extremo (Ez 37.9,10).

2.3. 0 óleo e o azeite

O óleo e o azeite são um precioso símbolo do Espírito San-to. No Antigo Testamento, eles eram frequentemente usados em momentos solenes, como a consagração de profetas (1 Rs 19.16), sacerdotes (Êx 30.30) e reis (1 Sm 16.13). Isso significa dizer que a unção era uma forma de demonstrar que aquelas pessoas estavam sendo separadas para exercer uma função especial.

Nos tempos bíblicos, o azeite também era uma mercadoria usada para fins comerciais e econômicos (Lc 16.6), funcionava como combustível para lâmpadas (Mt 25.3) e como tratamento medicamentoso (Mc 6.13; Tg 5.14). Contudo, ao contrário do extrato da azeitona, o Espírito Santo não pode ser comprado nem comercializado. Ele está disponível gratuitamente a todos. Temos livre acesso ao Santo Espírito graças à obra redentora de Jesus.

2.4. O selo

 Em sua segunda carta à igreja de Corinto, o apóstolo Paulo comunica-se com os cristãos que congregavam ali, afirmando que eles eram selados por Deus e que Ele lhes deu o penhor do Espírito Santo (2 Co 1.22). O selo garantia a procedência e a inviolabilidade de uma carta. Normalmente, derretia-se um tipo de cera no documento e usava-se um elemento em alto--relevo para marcá-la antes do seu endurecimento.

 O apóstolo usou essa simbologia para explicar que o selo do Espírito Santo autentica e assegura a quem pertencemos. O Espírito Santo sela o crente em Jesus Cristo, dando-lhe garantia, proteção e direito de propriedade. Ele personaliza o possuidor e é expressão da autoridade de Deus sobre os Seus (2 Tm 2.19; Ap 7.3).

Além disso, Paulo também usou a expressão penhor para afirmar que, além de selados, possuímos o devido valor do sangue de Jesus, o qual foi confirmado pelo Espírito Santo, quando Ele foi enviado por Cristo no Pentecostes. A operação do Espírito Santo é tanto o selo como o penhor de nossa herança. Foi o próprio Deus quem nos preparou para isso, outorgando-nos o valor do Espírito (2 Co 5.5).

CONCLUSÃO

A rica linguagem bíblica sobre os símbolos do Espírito Santo pode nos dar uma breve dimensão de como Deus pai-ra sobre a Sua criação, identificando-se com ela e atuando a fim de que todos sejam alcançados pela mensagem das boas novas de salvação de Cristo. Seja como uma brisa suave de um vento ou como um poderoso fogo consumidor, o Espírito Santo está disponível para se relacionar conosco. Nem sem-pre sabemos como Ele se revelará em nosso relacionamento, mas podemos ter a certeza de que ficaremos bem e seremos tratados com muito amor.


ATIVIDADE PARA FIXAÇÃO
1. Quais símbolos do Espírito Santo você consegue identificar nessa lição? R.: O Espírito Santo é comparado ao rio, à água, ao fogo, ao vento, ao azeite e ao selo. É preciso citar que essas simbologias são exemplificativas. Há muitos outros símbolos nas Escrituras.

                                                             Fonte: Revista Lições da Palavra de Deus n° 61





ÁGUA

A água é um dos símbolos do Espírito Santo. Constitui um extraordinário ponto de referência para os estudiosos da Bíblia, visto que alguns aspectos fundamentais do precioso líquido servem para ilustrar grandes verdades pertinentes ao Espírito Santo. Vejamos alguns exemplos.

 A água é indispensável à sobrevivência humana. Sobrevive-se mais tempo apenas ingerindo água do que se nutrindo com alimentos sólidos. Na vida cristã, temos igual dependência do Espírito Santo, como expressou muito bem Mark D. McLean, em Teologia sistemática: uma perspectiva pentecostal :
[Sem] as águas vivas do Espírito Santo, nossa vida espiritual não demoraria a murchar [...] A pessoa que se deleita na Lei [Torá] de Yahweh e nela medita de dia e de noite é como a árvore plantada junto a ribeiros de águas [...] cujas folhas não caem (Sl 1.3). O Espírito da Verdade flui da Palavra como águas vivas, que sustentam e refrigeram o crente e o revestem de poder. (HORTON, 1996)

A água é conhecida de todos os habitantes da terra. Isso fala do alcance da presença de Deus, confirmada nas palavras do salmista: Para onde me irei do teu Espírito ou para onde fugirei da tua face? (Sl 139.7).

Jesus se apresentou como o Pão da vida, mas nunca como a Água da vida, que é o Espírito Santo. João, em seu evangelho, explica a expressão rios de água viva, empregada por Jesus num de Seus discursos: E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem; porque o Espírito Santo ainda não fora dado, por ainda Jesus não ter sido glorificado (Jo 7.37-39; Is 44.3). O Espírito Santo é a água viva, capaz de produzir vida eterna (Jo 4.10-14; veja também Êx 17.1-6; Is 55.1; Zc 14.8; 1 Co 10.4; Ap 21.6; 22.17).

Paulo usou a expressão todos temos bebido de um Espírito (1 Co 12.13) significando que o cristão recebeu a divina pessoa do Espírito em si e, em consequência disso, desfruta todos os benefícios do ministério do Consolador.

A água também pode simbolizar a Palavra de Deus, que produz vida (Jo 3.3,5) e purifica (Jo 15.3).

                                                                         Símbolos do Espírito Santo - 

  Dicionário do Espírito Santo:
 Uma ferramenta para estudar com profundidade o Espírito Santo
                                                                                               Geziel Gomes

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CAP 7 - O ESPÍRITO SANTO
AS FIGURAS SIMBÓLICAS DO ESPÍRITO SANTO

INTRODUÇÃO

Alguém disse uma vez que o ensino adequado "torna os ouvidos dos homens em olhos". Isto é exemplificado na Bíblia por tipos, parábolas, comparações e metáforas. As verdades espirituais são apresentadas numa multiplicidade de figuras terrestres.
A pessoa e a obra do Espírito Santo são ilustradas nas Escrituras por várias figuras simbólicas. Essas figuras simbólicas podem ser objetos, pessoas ou evento, que prefiguram um outro objeto, pessoa ou evento. Nessa lição queremos examinar algumas destas figuras simbólicas do Espírito Santo. Deve ser lembrado que há figuras que podem especificar mais de uma pessoa ou evento.
I. POMBA
Em João 1:32, encontramos o Espírito tomando a forma de uma pomba. As caraterísticas da pomba fazem dela um tipo apto do Espírito que são a sua beleza, suavidade, limpeza e a característica de ela ser facilmente incomodada (Efésios 4:30). A pomba também é inofensiva (Mateus 10:16) e calma. Outras referências nas Escrituras onde este tipo é usado são as seguintes:
A. Gênesis 1:2, pois o Espírito é visto afagando a criação como um pássaro sobre o seu ninho.
B. Gênesis 8:6-12, uma pomba é solta da arca por Noé. Aqui encontramos pelo menos duas figuras do Espírito Santo.
1. A pomba, não como o corvo, recusou-se a continuar do lado de fora da arca, onde nenhum lugar limpo podia ser encontrado. O Espírito, obviamente, só habita naqueles que têm sido lavados pelo sangue de Cristo.
2. A pomba trouxe de volta uma folha de oliveira como um sinal de esperança para aqueles que estavam na arca. Isso prefigura o Espirito que traz a segurança da salvação para os que estão em Cristo.
Observação: É interessante notar que o corvo era um pássaro abominável (Levítico 11:15). Aves também são usadas na Escritura como figuras de espíritos demoníacos (Mateus 13:4, 19; Apocalipse 18:2).
II. ÓLEO / AZEITE
O óleo de oliveira (azeite) foi um artigo de grande importância na Palestina, sendo usado como comida, remédio, iluminação e unção. É um tipo constante do Espírito Santo tanto no Velho Testamento quanto no Novo Testamento.
A. Em Êxodo 40:9-11, aprendemos que o tabernáculo e os móveis deveriam ser ungidos com azeite. Como o tabernáculo era uma figura de Cristo, o azeite figurou Cristo sendo ungido pelo Espírito.
B. Em Êxodo 27:20-21, notamos que o interior do tabernáculo era iluminado pelo uso de óleo de oliveira. Como os pertences eram figuras de Cristo, a interpretação é fácil. Sem a iluminação do Espírito de Deus ninguém poderia ver as glorias do nosso Salvador.
C. Em Levítico 14:14-18, aprendemos que na purificação de uma lepra, foram usados tanto o sangue quanto o azeite. Isto revela que: quando alguém é convertido e curado do pecado, operam tanto o sangue de Cristo quanto a pessoa do Espírito Santo.
D. Os profetas, sacerdotes e reis sendo ungidos prefiguravam a Cristo como nosso profeta, sacerdote e rei.
E. Em Levítico 2:1, encontramos a flor de farinha (um tipo da carne imaculada de Cristo) que foi ungida com azeite (um tipo do Espírito Santo).
F. O óleo é freqüentemente associado, na Bíblia, a curas (Isaías 1:6; Lucas 10:34; Marcos 6:12-13). O Espírito Santo sara espiritualmente.

III. ÁGUA
A água é um tipo comum do Espírito Santo na salvação. O espaço proíbe-nos de nos aprofundarmos neste tipo como gostaríamos:
A. A água é a fonte da vida. Sem água este mundo seria um cemitério desolado e ressecado. Da mesma forma é a presença do Espírito que traz vida e fruto espiritual para as nossas vidas (Galátas 5:22; Isaías 44:3; Atos 2:17).
B. A terra tem abundância de água. Os remidos também têm uma fonte abundante do poder do Espirito (João 7:38).
C. É necessária água para a limpeza. É o Espírito quem limpa nossos corações na regeneração e, continua nos purificando quando diariamente nos aproximamos de nosso Pai celestial (Tito 3:5; Êxodo 29:4).
D.O Espírito Santo é comparado à água viva vinda de um córrego constante. Ele é de todas as formas superior aos poços e às poças estagnadas deste mundo. Enquanto os prazeres desta vida desaparecem e acabam, o Espirito de Deus continua sendo uma fonte interior de vida e gozo (João 4:14; 7:37-39).

IV. VENTO
O vento é um tipo especial do Espírito porque a palavra "espirito" também pode ser traduzida como "vento" (veja capítulo 1). Nosso Senhor usa vento como um tipo do Espirito (João 3:8).
A. O vento é invisível na sua obra (João 3:8). Cristo assim revelou a insensatez de conectar a regeneração com sinais visíveis como o batismo.
B. O vento não é controlado pelos homens (João 3:8). O Espírito Santo é soberano em Suas operações.
C. A presença do vento é percebida pela sua influência (João 3:8). Da mesma forma a presença do Espírito Santo é conhecida pela Sua influência nos corações.
D. O vento é poderoso (Atos 2:1-2). O Espírito Santo pode quebrar o coração mais duro.
E. Assim como que o vento move um barco a velas, o Espírito de Deus moveu aqueles que escreveram as Escrituras (II Pedro 1:21).
F. Da mesma maneira que o vento seco pode murchar a beleza da natureza, o Espírito Santo pode secar o coração orgulhoso através da Sua obra de convicção (Isaías 40:6-7).

V. FOGO
A. Em Atos 2:3, vemos que o fogo era um sinal da presença do Espírito. Vemos no Velho Testamento que o fogo é uma evidência da presença do Senhor (Êxodo 3:2), da aprovação do Senhor (Levítico 9:24) e da proteção do Senhor {Êxodo 13:21}. Talvez, todas essas idéias estejam incluídas em Atos 2:3.
B. Em Apocalipse 4:5, o Espírito é simbolizado por sete lâmpadas de fogo. O número sete tem confundido algumas pessoas, mas parece referir-se ao perfeito conhecimento dado a Cristo, o ungido de Deus (Isaías 11:1-4; Apocalipse 5:6).

CONCLUSÃO
De forma alguma temos tratado de todas as figuras simbólicas do Espírito na Bíblia, e não temos nos profundado em cada figura já tratada. Que está lição sirva para encorajar o leitor em seus estudos.

Autor: Pr Ron Crisp
Tradução: Albano Dalla Pria
Revisão e Editoração: Calvin Gardner
Fonte: www.palavraprudente.com.br


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                           SÍMBOLOS DO ESPÍRITO SANTO

Os símbolos oferecem quadros concretos de coisas abstratas, tais como a terceira Pessoa da Trindade. Os símbolos do Espírito Santo também são arquétipos. Em literatura, arquétipo é uma personagem, tema ou símbolo comum a várias culturas e épocas. Em todos os lugares, o vento representa forças poderosas, porém invisíveis; a água límpida que flui representa o poder e refrigério sustentador da vida a todos os que têm sede, física ou espiritual; o fogo representa uma força purificadora (como na purificação de minérios) ou destruidora (frequentemente citada no juízo). Tais símbolos representam realidades intangíveis, porém genuínas. 14

Vento. A palavra hebraica ruach tem amplo alcance semântico. Pode significar "sopro", "espírito" ou "vento". E empregada em paralelo com nephesh. O significado básico de nephesh é "ser vivente", ou seja, tudo que tem fôlego. A partir daí, seu alcance semântico desenvolve-se ao ponto de referir-se a quase todos os aspectos emocionais e espirituais do ser humano vivente. Ruach adota parte do alcance semântico de nephesh. Por isso, em Ezequiel 37.5-10, achamos ruach traduzido como "espírito", ao passo que, em 37.14, Yahweh explica que porá em Israel o seu Espírito.

A palavra grega pneuma tem um alcance semântico quase idêntico ao de ruach. O vento, como símbolo, fala da natureza invisível do Espírito Santo, conforme revela João 3.8. Podemos ver e sentir os efeitos do vento, mas ele próprio não é visto. Atos 2.2 emprega poderosamente o vento como figura de linguagem, para descrever a vinda do Espírito Santo no dia de Pentecoste.

Água. A água, assim como o fôlego, é necessária ao sustento da vida. Jesus prometeu rios de água viva, "e isso disse ele do Espírito" (Jo 7.39). O fôlego e a água tão vitais na hierarquia das necessidades físicas humanas, são igual-z mente vitais no âmbito do Espírito. Sem o fôlego vivificante e as águas vivas do Espírito Santo, nossa vida espiritual não demoraria a murchar e a ficar sufocada. A pessoa que se deleita na Lei (heb. torah - "instrução") de Yahweh e nela medita de dia e de noite é "como a árvore plantada junta a ribeiros de águas... cujas folhas não caem" (SI 1.3). O Espírito da Verdade flui da Palavra como águas vivas, que sustentam e refrigeram o crente e o revestem de poder.

Fogo. O aspecto purificador do fogo é refletido claramente em Atos 2. Ao passo que uma brasa tirada do altar purifica os lábios de Isaías (6.6,7), no dia de Pentecoste são "línguas de fogo" que marcam a vinda do Espírito (At 2.3). Esse símbolo é empregado uma só vez para retratar o batismo no Espírito Santo. O aspecto mais amplo do fogo como elemento purificador encontra-se no pronunciamento - ou profecia - de João Batista: "Ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo. Em sua mão tem a pá, e limpará a sua eira, e recolherá no celeiro o seu trigo, e queimará a palha com fogo que nunca se apagará" (Mt 3.11,12; ver também Lc 3.16,17).

As palavras de João Batista aplicam-se mais diretamente à separação entre o povo de Deus e os que têm rejeitado a Ele e ao Messias. Os que o rejeitaram serão condenados ao fogo do juízo.15 Por outro lado, o fogo ardente e purificador do Espírito da Santidade também opera no crente (1 Ts 5.19).

Óleo. Pedro, em seu sermão diante de Cornélio, declara: "Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude" (At 10.38). Citando Isaías 61.1,2, Jesus proclama: "O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres" (Lc 4.18). Desde os primórdios, o azeite é usado primeiramente para ungir os sacerdotes de Yahweh, e depois, os reis e os profetas. O azeite é o símbolo da consagração divina do crente para o serviço no reino de Deus. Em 1 João, os crentes são advertidos a respeito dos anticristos:

E vós tendes a unção do Santo e sabeis tudo... E a unção que vós recebestes dele fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis (1 Jo 2.20,27).

 Receber a unção do Espírito da Verdade, que faz brotar rios de águas vivas no mais íntimo do nosso ser, reveste-nos de poder para servir a Deus. Na simbologia do Espírito Santo, a água e o óleo (azeite da unção) realmente se misturam! Pomba. O Espírito Santo desceu sobre Jesus na forma de uma pomba, segundo o relato dos quatro evangelhos.16

A pomba é arquétipo da mansidão e da paz. O Espírito Santo habita em nós. Ele não toma posse de nós, mas nos liga a si mesmo com amor, em contraste às correntes dos hábitos pecaminosos. Ele é manso e, nas tempestades da vida, produz paz. Mesmo ao lidar com os pecadores, Ele é suave, conforme se vê quando conclama a humanidade à vida, no belo porém tristonho apelo que se encontra em Ezequiel 18.30-32: "Vinde e convertei-vos de todas as vossas transgressões, e a iniquidade não vos servirá de tropeço. Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes e criai em vós um coração novo e um espírito novo; pois por que razão morreríeis...? Porque não tomo prazer na morte do que morre, diz o Senhor Jeová; convertei-vos, pois, e vivei".

 Os títulos e símbolos do Espírito Santo são chaves para o entendimento de sua obra em nosso favor. Vamos usá-los como palavras chaves no estudo da obra do Espírito Santo.

                                                  Stanley-Horton-Teologia-Sistematica


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                         A Existência e a Pessoa do Espírito Santo
                O Espírito Santo é um Ser real que age e vive entre nós

                                  2. NOMES E TÍTULOS DO ESPÍRITO SANTO

I - Seus Nomes e Títulos

Vários nomes e títulos são dados ao Espírito Santo nas Escrituras, que descrevem a natureza profunda do seu Ser. O nome traduz a natureza do ser que o carrega. O título expressa sua fama e reputação.
Além dos nomes e títulos conferidos ao Espírito Santo são também usados pronomes pessoais, para que a imaginação humana possa concebê-lo como realmente é.
Os escritores do Antigo e do Novo Testamento e milhões de outras testemunhas afirmam a existência real do Espírito Santo, como sendo de fato uma Pessoa.
É impossível que milhões de pessoas tenham combinado mentir por uma extensão de séculos. Todas elas, desde os mais remotos tempos, têm afirmado a mesma coisa: o Espírito Santo existe, e é uma Pessoa real. Com efeito, fosse Ele uma simples influência, sopro ou vento, os milhões de depoimentos se teriam desfeito em contradições.
Ele é, como já vimos, a terceira Pessoa da Santíssima Trindade. Em toda a extensão do Novo Testamento, que marca exatamente a era do Espírito em sua plenitude, faz-se alusão a Ele em termos coloquiais, como "esse" (e não isso) e "aquele" (e não aquilo).
Os pronomes e apelativos são largamente usados para descrever sua existência e personalidade: EU - "E, pensando Pedro naquela visão, disse-lhe o Espírito Santo: Eis que três varões te buscam. Levanta-te pois, e desce, e vai com ele, não duvidando; porque eu os enviei" (At 10.19,20).

ELE - "E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça, e do juízo" (Jo 16.8).
AQUELE - "Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito" (Jo 14.26).
OUTRO - "E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre" (Jo 14.16).
ESSE - "O Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas" (Jo 14.26).
Cada nome ou título do Espírito Santo descreve a natureza de  sua existência e caráter.
Alguns destes nomes e títulos descrevem a sua natureza propriamente dita; outros, a sua obra; outros ainda, sua manifestação.
O ESPÍRITO (simplesmente) - "Mas Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus" (1 Co 2.10).
O ESPÍRITO DE DEUS - "E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas" (Gn 1.2).
O ESPÍRITO DO DEUS VIVO - "Porque já é manifestado que vós sois a carta de Cristo, ministrada por nós, e escrita, não com tinta, mas com o Espírito do Deus Vivo, não em tábuas de pedra, mas nas tábuas de carne do coração" (2 Co 3.3).
O ESPÍRITO DO SENHOR DEUS - "O Espírito do Senhor Deus está sobre mim; porque o Senhor me ungiu, para pregar boas novas aos mansos: enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos e a abertura de prisão aos presos" (Is 61.1).
O ESPÍRITO DO SENHOR - "E, quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, e não viu mais o eunuco; e, jubiloso, continuou o seu caminho" (At 8.39).
O ESPÍRITO DE VOSSO PAI - "Porque não sois vós quem falará, mas o Espírito de vosso Pai é quem fala em vós" (Mt 10.20).

O ESPÍRITO DE CRISTO - "Indagando que tempo ou que ocasião de tempo o Espírito de Cristo, que estava neles, indicava, anteriormente testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir" (1 Pe 1.11).
O ESPÍRITO DE JESUS CRISTO - "Porque sei que disto me resultará salvação, pela vossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo, segundo a minha intensa expectação e esperança..." (Fl 1.19,20).
O ESPÍRITO DE JESUS - "E, quando chegaram a Mísia, intentavam ir para Bitínia, mas o Espírito de Jesus não lho permitiu" (At 16.7).
O ESPÍRITO DE SEU FILHO - "E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai" (Gl 4.6).
O ESPÍRITO DE ARDOR - "Quando o Senhor lavar a imundícia das filhas de Sião, e limpar o sangue de Jerusalém do meio dela, com... o Espírito de ardor... e haverá um tabernáculo para sombra contra o calor do dia" (Is 4.4,5).
O ESPIRITO DE SÚPLICAS - "E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito... de súplicas..." (Zc 12.10).
O ESPÍRITO DE ADOÇÃO - "Porque não recebestes o espírito de escravidão para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai" (Rm 8.15).

O ESPÍRITO DA PROMESSA - "Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, foste selado com o Espírito da promessa; o qual é o penhor da vossa herança..." (Ef 1.13,14).
O ESPÍRITO DE VIDA - "Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte" (Rm 8.2).
O ESPÍRITO DE VERDADE - "Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim" (Jo 15.26).
O ESPÍRITO DA GRAÇA - "De quanto maior castigo cuidais vos será julgado merecedor aquele que pisar o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento, como foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?" (Hb 10.29).

O ESPÍRITO DA GLÓRIA - "Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus" (1 Pe 4.14).
O ESPÍRITO DE REVELAÇÃO - "Para que o Deus de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai da glória, vos dê em seu conhecimento o Espírito... de revelação; tendo iluminados os olhos do vosso entendimento..." (Ef 1.17,18).
O ESPÍRITO ETERNO - "Quanto mais o sangue de Cristo, que pelo Espírito eterno se ofereceu a si mesmo imaculado a Deus, purificará as vossas consciências das obras mortas, para servirdes ao Deus vivo" (Hb 9.14).
O ESPÍRITO DE SANTIFICAÇÃO - "Declarado Filho de Deus em poder, segundo o Espírito de santificação, pela ressurreição dos mortos, Jesus Cristo Nosso Senhor" (Rm 1.4).
O ESPÍRITO SANTO - "Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito" (Jo 14.26). Em Lucas 11.20, o Espírito Santo é chamado de O DEDO DEDEUS; em Atos 5.4, de DEUS; em Apocalipse 19.10, de ESPÍRITO DE PROFECIA. Em Isaías 11.2, Ele é apresentado em sua plenitude, septiforme:

O ESPÍRITO DO SENHOR
O ESPÍRITO DE SABEDORIA
O ESPÍRITO DE INTELIGÊNCIA
O ESPÍRITO DE CONSELHO
O ESPÍRITO DE FORTALEZA
O ESPÍRITO DE CONHECIMENTO
O ESPÍRITO DE TEMOR DO SENHOR

Se o Espírito Santo não fosse de fato uma pessoa, como se dariam tantos nomes a Ele? A razão natural e as luzes da fé afirmam que Ele existe!

II - Nomes que o Identificam com a Trindade

Já observamos que o nome é dado para denotar a natureza profunda do ser que o carrega. Assim, a criatura somente era conhecida depois que se lhe dava o nome (Gn 2.19). No caso do Espírito Santo, encontramos vários nomes, como acabamos de expor. Entretanto, há três nomes principais que o identificam diretamente com a Santíssima Trindade e as dimensões universais da existência:

ESPIRITO DE DEUS ESPÍRITO DE CRISTO
ESPÍRITO SANTO

1. O Espírito de Deus

Encontramos este nome divino no início da Bíblia, associado diretamente à obra da criação, onde nos é dito que "o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas" (Gn 1.2). Ele aparece como co-participante, a "pairar" sobre o caos das águas do oceano primevo, quando tudo ainda estava mergulhado em escuridão e total desordem. Em outras passagens das Escrituras, aparece também este nome, ligado diretamente à criação, à renovação da terra e à regeneração da pessoa humana (Gn 6.3; 41.38; Jo 33.4; Ez 11.24; Rm 8.9; 1 Co 3.16 etc). Em Jo 33.4, Eliú, um sábio oriental, associa-o à criação do homem: "O Espírito de Deus me fez; e a inspiração do Todo-poderoso me deu vida". Em Salmos 104.30, liga-se à criação inteira: "Envias o teu Espírito, e são criados, e assim renovas a face da terra". No tocante à regeneração da pessoa humana, Ele é citado em vários elementos doutrinários das Escrituras, sempre produzindo uma "nova criatura" para Cristo e seu Reino (Rm 8.2). A vida do próprio Jesus, no ventre da virgem, foi um ato miraculoso de seu poder (Mt 1.20; Lc 1.35).

2. O Espírito de Cristo

Este nome está relacionado à obra da redenção, que Cristo realizou por amor de nós. Desde os tempos mais remotos, o Espírito Santo vinha "testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir" (1 Pe 1.11). Esta é uma das razões por que Ele é chamado O ESPÍRITO DE CRISTO. Ele acompanhou todos os passos, atos e palavras de Cristo em sua missão divina a favor dos homens.

3. O Espírito Santo

Este nome está diretamente relacionado à santificação das coisas e dos seres. Tudo se santifica ou é santificado pela atuação gloriosa do Espírito Santo. Até a evidência central da ressurreição de Cristo aconteceu "segundo o Espírito de santificação" (Rm 1.4). Este é, portanto, a natureza do seu Ser e a extensão de sua obra santificadora.
Ao abrirmos o Novo Testamento, encontramos o Espírito Santo imediatamente com este nome, e daí por diante em cada seção tópica ou celestial.
a. Como Espírito de Deus. Representando a onipotência de Deus, que tudo criou e tudo pode fazer.
b. Como Espírito de Cristo. Representando a onisciência de Deus que, com antecedência de séculos, planejou toda a obra da redenção.
c. Como Espírito Santo. Representando a onipresença do Deus Santo, que faz da santidade a condição moral necessária presente em todo o Universo.

III - Títulos do Espírito Santo

Já falamos sobre os nomes do Espírito Santo; agora, veremos alguns de seus títulos associados, evidentemente, à sua fama e reputação.

1. O Consolador
"E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador..." (Jo 14.16). Há um testemunho gramatical que deve ser mencionado aqui: o uso do substantivo masculino "paracleto", empregado por Cristo ao referir-se ao Espírito Santo.
O próprio Jesus, durante sua vida terrena, era o Consolador dos seus discípulos, e os consolou quando estaca prestes a deixá-los, prometendo-lhes "outro Consolador" (paracleto). Tudo o que Jesus fora para os discípulos, o outro Consolador haveria de ser. Portanto, o Espírito Santo seria uma Pessoa substituindo outra. A palavra parakletos é antiga, usada no grego clássico, como nos escritos de Demóstenes, onde aparece com o sentido de "advogado" - alguém que pleiteia a causa de outrem -, sentido este que passou para o grego helenista, nos escritos de Josefo, historiador judaico do primeiro século de nossa era, e de Filo e igualmente aos papiros dos tempos dos apóstolos.
O termo deriva dos vocábulos gregos para ("para o lado de") e kaleo ("chamar", "convocar"), dando o sentido geral de "alguém chamado para ajudar ao lado de outrem". Afirma-se que, nos tribunais romanos e gregos, os advogados que assistiam os amigos o faziam não pela recompensa ou remuneração, mas por amor e consideração, ajudando com sábios conselhos.
A palavra traduzida por "ajuda" é extremamente significativa. É formada por três palavras gregas - duas preposições e uma raiz verbal. Uma das preposições significa "com"; a outra, "do outro lado"; e a raiz verbal quer dizer "segurar". Assim, temos: "segurar do outro lado com".
"Em alguns momentos de provações, podemos ver alguém ao 'nosso lado' e até pensamos, mesmo por uma questão de temor e respeito, que este 'alguém' seja o Pai ou o Filho, ou até mesmo um anjo da corte celestial, sem lembrarmos que é o Espírito Santo, ajudando-nos em nossas fraquezas". (5)

2. O Guia espiritual
Este título é também conferido a nosso Senhor Jesus Cristo (Mq 5.2; Mt 2.6). Aplicado ao Espírito Santo, porém, está relacionado diretamente com sua missão orientadora em todos os sentidos da vida, especialmente quanto as verdades espirituais, nas quais a alma humana está fundamentada.
As pessoas, precisam de pontos de referência para sua orientação. Numa cidade, por exemplo, são pontos de referência praças, igrejas, edifícios, torres de comunicações etc. Também são pontos de referência paradas de ônibus, nomes das estações de trem e metrô e de lugares.
Todos esses meios indicam direções seguras e exatas, em qualquer lugar da Terra ou mesmo do Universo, especialmente naquelas dimensões que o homem pode atingir. Para isso foram criados os pontos universais de referência - os pontos cardeais, determinados com base no movimento do Sol (Igor).
Para Deus, entretanto, o conceito de orientação é bem mais amplo e valioso. E Ele, em sua infinita sabedoria, entregou esta grande missão a seu Filho, Jesus Cristo. Porém, com seu regresso ao Pai, confiou-se a tarefa ao Espírito Santo. Este título, mesmo sendo uma derivação de "Consolador", possui algumas significações especiais. Está ligado diretamente a uma promessa de Jesus a seus discípulos: "Ele [o Espírito] vos guiará em toda a verdade..."
A promessa foi confirmada logo após a ressurreição de nosso Senhor. O Espírito acompanhava a Igreja passo a passo. Paulo diz que os cristãos são guiados pelo Espírito: "Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus" (Rm 8.14); em Gaiatas 5.18, o apóstolo acrescenta: "Se sois guiados pelo Espírito, não estais debaixo da lei". Ora, sem dúvida isto significa que quem é "guiado pelo espírito de Deus" sabe de onde veio, onde se encontra e para onde está caminhando. Porque o Espírito Santo o "guiará em toda a verdade".

3. O dedo de Deus
Este título surgiu como uma expressão idiomática dos magos egípcios, talvez Janes e Jambres (2 Tm 3.8). Eles disseram a Faraó, quando fracassaram na reprodução da praga dos piolhos: "Isto é o dedo de Deus..." (Êx 8.19). No entanto, a expressão alcançou significado especial quando o Senhor argumentava com os escribas e fariseus sobre a atuação poderosa do Espírito de Deus em sua vida. Jesus demonstrou claramente a fonte do seu poder: "Mas, se eu expulso os demônios pelo Espírito de Deus, é conseguintemente chegado a vós o reino de Deus". Na passagem paralela de Lucas 11.20, Jesus diz literalmente: "Mas, se eu expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente a vós é chegado o reino de Deus".
Jesus utiliza-se nesta última passagem de uma expressão lucana, usada no Antigo Testamento para demonstrar uma intervenção direta e poderosa do Espírito de Deus (cf. Êx 8.19; Dt9.10).

4. Outro
Este título, mencionado em João 14.16, significa "outro da mesma espécie". Segundo Dods, o termo grego aqui traduzido por "outro" é allon, e não heteron, e significa que o Espírito Santo é outro ajudador, separado e distinto de Cristo, embora da mesma "espécie", e não distinta ou separada de "ajudador". Ele é a continuidade do Senhor Jesus em nós, igual em poder e glória, embora sob manifestação diferente.
Jesus procura consolar os discípulos, mostrando-lhes que, apesar da separação que ocorreria em breve, Ele haveria de permanecer com eles para todo o sempre, porque o seu Representante legal desceria do Céu para estar no meio deles e com eles.( 6 )

A palavra "paracleto" indica muito mais do que uma pessoa compassiva. Um verdadeiro paracleto acompanha intimamente em todos os momentos o que consola. Na qualidade de Paracleto, o Espírito Santo está sempre disposto infundir poder, coragem, sabedoria e graça ao coração de cada salvo.

Alcançamos essa graça através da nossa comunhão com Ele. 6 Idem.

Razão pela qual o apóstolo Paulo a recomenda a todos os santos: "A comunhão do Espírito Santo seja com vós todos" (2 Co 13.13).

3. FIGURAS E SÍMBOLOS DO ESPÍRITO
SANTO

I - Figuras e Símbolos

É importante estarmos familiarizados com a linguagem gramatical das Escrituras, tendo em vista a significação correta das palavras, a forma das frases e as particularidades idiomáticas da língua empregada.
De igual modo devemos conhecer o que cada figura representa, à luz do contexto lógico. A. linguagem figuía-da e certos símbolos empregados na Bíblia, quando bem apresentados, nos dão maior segurança, intensidade e beleza na interpretação.
As figuras de linguagem, também chamadas figuras de estilo, são recursos especiais de que se vale quem fala ou escreve, para comunicar-se com mais força, colorido, evidência e beleza. (7 )
Deus também permitiu que certas figuras e símbolos fossem inseridos no cânon sagrado, para melhor compreensão de determinadas verdades espirituais. O Espírito Santo é representado na Bíblia por muitas figuras e símbolos, conforme veremos a seguir.

II - Figuras e Símbolos do Espírito Santo
Estas são as figuras e símbolos do Espírito Santo nas Escrituras:

 ÁGUA
CHUVA
 RIO
ORVALHO
 VENTO
 ÓLEO
UNÇÃO
 FOGO COLUNA
PENHOR
 SELO
VINHO
POMBA


Evidentemente há outras, detectadas por inferência. Entretanto, estas são as mais usadas e conhecidas dos estudiosos da Bíblia.

1. Água
"Porque derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Espírito sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes" (Is 44.3).
A água encontra-se em três regiões do Universo:
• na expansão dos céus (Gn 1.6-10);
• sobre a face da terra (Gn 7.11);
• debaixo da terra (Jo 38.30).
Esta é uma figura real do Espírito Santo - Ele opera nas três dimensões da constituição humana, produzindo a regeneração do espírito, da alma e do corpo (cf. 1 Ts 5.23). A operação miraculosa do Espírito no homem produz um tipo de "lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo" (Tt 3.5). Certamente era este o sentido das palavras do apóstolo Paulo, ao ensinar a igreja de Corinto sobre a atuação poderosa do Espírito: "Todos temos bebido de um Espírito" (1 Co 12.13). Uma outra figura, utilizada por Jesus, compara o Espírito Santo a "rios de água viva". Em seu imortal discurso em Jerusalém, no último dia da festa, o Mestre convida: "Se alguém tem sede, venha a mim, e beba. Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre. E isso disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem..." (Jo 7.37- 39).
O ato de beber do Espírito Santo fala evidentemente de algo que mata a nossa sede espiritual. Alguns têm fome e sede de justiça (Mt 5.6); outros têm fome e sede de evangelizar os perdidos (Rm 15.19,20); outros ainda têm fome e sede de uma comunhão perfeita e permanente com o Espírito (Gl 5.25). O Espírito, como fonte perene, calma e cristalina, satisfaz toda e qualquer necessidade espiritual ou reverte o estado de sequidão em nossa vida. Ele é realmente a Água da vida, que "refrigera a nossa alma" nos desertos cálidos deste mundo injusto e cruel.
O cálice, neste caso, fala da comunhão entre o Espírito Santo e o crente que se dispõe a seguir sua orientação. Pão e água são os dois elementos essenciais à sobrevivência humana. No campo espiritual isso é ainda mais evidente: Cristo, o Pão da vida, satisfaz a nossa fome espiritual (Jo 6.35); o Espírito Santo, a Água da vida, satisfaz a nossa sede espiritual (Ap 22.17).

2. Chuva
"E a elas [as ovelhas], e aos lugares ao redor do meu outeiro, eu porei por bênção; e farei descer a chuva a seu tempo: chuvas de bênção serão" (Ez 34.26). Tiago, o irmão do Senhor Jesus e autor da epístola que leva o seu nome, menciona "as primeiras chuvas e últimas chuvas", como sendo a "chuva têmpora e serôdia", baseado na metáfora agrícola (Tg 5.7). O apóstolo sabia muito bem dessas chuvas, por experiência pessoal. Os lavradores palestinos esperavam o "precioso fruto da terra", aguardando as chuvas oportunas, tanto as primeiras (no hebraico, yoreh ou moreh) como as últimas (no hebraico, malhos).
Na Palestina, a estação chuvosa normalmente começa nos primeiros dias de outubro e muitas vezes se prolonga até janeiro, quando se transforma em neve. As primeiras chuvas proveem umidade à semente recém-plantada, para que possa germinar.
Portanto, é sinal para a semeadura. As últimas chuvas ocorrem em abril e maio, e são necessárias para que a semente amadureça. Este simbolismo, aplicado ao Espírito Santo, fala da beneficência que Ele traz à Igreja como um todo e ao crente em particular. A chuva sempre foi retratada como sendo uma "bênção de Deus", que traz alegria aos corações (At 14.17).
Na metáfora de Tiago, o simbolismo é perfeito: o Espírito Santo desceu no dia de Pentecoste, preparando assim a terra para a grande semeadura da Palavra de Deus. Depois, no decorrer dos séculos, as últimas chuvas, ou seja, suas manifestações contínuas neste mundo, especialmente onde a vontade de Deus é aceita, têm produzido o amadurecimento e garantido uma safra de almas abundante (cf. Jo 4.35-38).
No final, aparece o "precioso fruto da terra" como o resultado satisfatório da chuva, da semeadura e da colheita.
• O "precioso fruto da terra" é a Igreja;
• O "lavrador" é Deus. Assim interpretou Jesus: "Eu sou a videira verdadeira, meu Pai é o lavrador" (Jo 15.1);
• a "chuva têmpora" é a descida do Espírito Santo no dia de Pentecoste (At 2.1-4);
• a "chuva serôdia" refere-se a outras manifestações do Espírito: batizando os crentes e concedendo-lhes dons (At 8.15-17; 9.17; 10.44-46; 19.1-6; 1 Co 1.7; 12.1-11). E, na Igreja que se seguiu, a chuva do Espírito Santo tem continuado e continuará até o dia do arrebatamento da Igreja por Jesus Cristo (Mc 16.17 etc).

3. Rio
"Quem crê em mim, como diz a Escritura, rios de água viva correrão do seu ventre" (Jo 7.38). Logo no versículo seguinte, encontramos o significado destas palavras de Jesus: "Isto disse ele do Espírito, que haviam de receber os que nele cressem".
Este deve ser também o sentido de Salmos 46.4: "Há um rio [o Espírito] cujas correntes [os dons espirituais] alegram a cidade [Igreja] de Deus, o santuário [coração] das moradas do Altíssimo". Um rio pode surgir de uma fonte, de um lago ou do derramamento de geleiras. O lugar onde ele nasce é chamado de nascente ou cabeceira. A partir daí, o rio corre em direção a outro rio, a um lago ou mar, onde lança suas águas. O lugar onde o rio lança suas águas chama-se foz.
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Chamamos curso ao caminho percorrido por um rio entre sua cabeceira e sua foz; o terreno sobre o qual as águas correm é denominado leito. As terras de um e outro lado do rio são as margens.
De acordo com historiadores judaicos, o último dia da festa dos Tabernáculos era denominado "Dia do Grande Hosana", porque se fazia um circuito, por sete vezes, em torno do altar, ao mesmo tempo que todos clamavam: "Hosana!" ( 8 )

Antes do dia final, um sacerdote trazia, em um vaso de ouro, água tirada do tanque de Siloé, e então, acompanhado por um cortejo jubiloso, seguia até o Templo. Despejava a água sobre o altar, juntamente com vinho, cerimônia esta acompanhada pelo cântico do Halel (Sl 113-118). Simbolicamente, segundo os rabinos, esta água mitigava a sede espiritual do povo. Jesus, entretanto, mostrou àquela gente que sua missão era outorgar uma água eterna, que é o "derramar do Espírito Santo em cada coração". A água anunciada por Cristo não será tirada do Siloé nem levada ao Templo, porque cada crente será um templo do Espírito Santo e uma fonte de vida; não meramente um único rio, mas rios, o que expressa, no pensamento geral da Bíblia, um derramamento do Espírito Santo em sua plenitude (Jl 2.28; At 2.17,18; 10.45; Tt 3.5,6).

4. Orvalho
"Assim pois te dê Deus do orvalho dos céus, e das gorduras da terra, e abundância de trigo e de mosto" (Gn 27.28).
Encontramos, no Antigo Testamento, cerca de 34 referências sobre o orvalho, como sendo um refrigério adicional à escassez das chuvas têmpora e serôdia. Era necessário durante o período de estiagem, para revigoramento da erva e da relva (Dt 32.2). Tornou-se assim, um símbolo do Espírito Santo, por cair gradualmente e, algumas vezes, de maneira imperceptível nos corações humanos. Onde cai o orvalho, ali Deus ordena a bênção e a vida para sempre  (Sl 133.3), trazendo prosperidade à alma sob a influência do Espírito Santo, como gotas copiosas.

5. Vento
"O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes donde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito (Jo 3.8). Os ventos sempre trazem consigo as características dos lugares de onde vêm. Assim podemos descobrir, através de nosso sistema sensível, os ventos quentes e os frios, os úmidos e os secos.
Para sabermos se estamos caminhando em direção a terra ou em direção ao mar, basta parar um pouco ao cair da noite e analisar a direção do vento.
Os ventos mais importantes para esse tipo de orientação são os alísios. Os ventos alísios são carregados de umidade, pois vêm dos oceanos. Pela madrugada, as brisas continentais (ventos que sopram da terra para o mar) tornam-se mais essenciais para orientação.
Assim, é fácil saber se as brisas estão soprando para o mar ou para a terra.
A pressão depende da temperatura, e os ventos, dos diferentes níveis de pressão. Assim, de madrugada a terra está mais "fria" que a água, o que significa maior pressão atmosférica sobre a terra. Por isso, o vento sopra do continente para a água. À tarde, ou ao cair da noite, a água está menos quente que a terra, o que quer dizer maior pressão do ar sobre a água.
Assim o diz a ciência, e assim acontece com o soprar do Espírito Santo em nossas vidas. Se Ele sopra "suave", está indicando a direção traçada por Deus a favor de seus filhos, numa rota onde a calma e a tranquilidade nos esperam (cf. Gn 8.1).
Se Ele sopra "veemente e impetuoso", como no dia de Pentecoste, é sinal evidente de sua presença com manifestações de poder (At 2.1-4; Hb 2.4).
Se Ele sopra apenas com "gemidos inexprimíveis", está nos alertando de perigos iminentes (cf. Rm 8.26; Hb 3.7,8). Esses movimentos do Espírito Santo são completamente desconhecidos para o pecador. Por isso Jesus instruiu Nicodemos, um mestre do primeiro século de nossa era, acerca do "movimento" produzido pelo Espírito Santo neste mundo.
Então o Mestre disse: "O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz; mas não sabes [Nicodemos é que não sabia] donde vem, nem para onde vai". Assim, Nicodemos não sabia também do movimento operado pelo Espírito Santo, que produz a regeneração do homem, porque isso se "discerne espiritualmente" (Jo 3.8; 1 Co 2.14).

6. Óleo
"Amaste a justiça e aborreceste a iniqüidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com óleo de alegria, mais do que a teus companheiros" (Hb 1.9).
Na Bíblia, o azeite da unção era usado somente para consagração de pessoas de grande poder, tais como reis (1 Sm 10.1; 16.13), sacerdotes (Lv 8.30) e profetas (1 Rs 19.16; Is 61.1).
Também eram ungidos com óleo os escudos dos ilustres guerreiros, numa demonstração de honra (2 Sm 1.21; Is 21.5). O tabernáculo e seus móveis foram também ungidos (Êx 30.22-33), e os enfermos eram muitas vezes ungidos com azeite, para que sua fé aumentasse e seus pecados fossem perdoados (Mc 6.13; Tg 5.14,15). Mas parece que o óleo usado na unção dos enfermos não era o mesmo da "santa unção" (cf. Êx 30.31,32). Neste caso, a unção de homens e coisas não podia ser feita com qualquer tipo de óleo, e sim com um óleo especial chamado "azeite da santa unção" (Êx 30.31).
Metaforicamente, é chamado "óleo fresco" (Sl 92.10), "óleo precioso" (Sl 133.2), "excelente óleo" (Am 6.6), "óleo de alegria" (Sl 45.7). O óleo, portanto, tomado neste sentido simboliza o Espírito Santo como "unção especial" para os salvos em Cristo - que quer dizer também "ungido". Em Atos 10.38, o Espírito Santo é retratado como aquEle que consagrou a Cristo com este tipo de unção especial: "Como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem, e curando a todos os oprimidos do diabo, porque Deus era com ele". E, em 1 Coríntios 1.21, Paulo afirma que quem nos capacitou para o desempenho de nossa missão foi Deus. "O que nos ungiu é Deus", disse o apóstolo. O Espírito Santo, de fato, é a unção de Deus em nossas vidas, tanto para aprender como para ensinar (Lc 4.18,19; 1 Jo 2.20,27). Sempre que alguém era ungido com óleo, as pessoas ao redor mantinham respeito e reverência. Era expressamente proibido por Deus tocar em alguém que tivesse recebido a unção com óleo (2 Sm 1.21). O Espírito Santo, portanto, torna-se nosso protetor, a garantia de que as forças do mal não nos tocarão.

7. Unção
"E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo... e a unção que vós recebestes dele, fica em vós..." (1 Jo 2.20,27). Já tivemos a oportunidade de analisar o óleo como símbolo do Espírito Santo. Agora, estudaremos este outro símbolo, que, evidentemente, alude à operação e influência do Espírito Santo na vida dos crentes, ensinando as verdades mais profundas da Bíblia, ao mesmo tempo que dá a interpretação e significação de cada palavra nela inserida.
A unção desempenha grande papel na vida física das raças orientais, tal como o orvalho faz reviver a verdura das colinas. Assim também a influência curadora e suavizante do Espírito Santo soprada sobre os filhos de Deus, nos "guiando em toda a verdade" e ensinando "todas as coisas" concernentes a Deus e sua Palavra".

8. Fogo

"E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo" (Mt 3.11). O fogo é sinal da presença de Deus.
As manifestações de Deus algumas vezes faziam-se acompanhar pelo fogo (Êx 3.2; 13.21,22; 19.18; Dt 4.11), que tanto representa sua presença como sua glória (Ez 1.4,13), sua proteção (2 Rs 6.17), sua santidade (Dt4.24), seus juízos (Zc 13.9), sua ira (Is 66.15,16) e, finalmente, o Espírito Santo (Mt 3.11; At 2.3; Ap 4.5).
No Antigo Testamento, a ordem divina era conservar o fogo aceso diuturnamente: "O fogo arderá continuamente sobre o altar; não se apagará" (Lv 6.13) - sinal evidente da presença de Deus no meio do seu povo.
No Novo Testamento, a ordem divina é a mesma: "Não extingais o Espírito" (1 Ts 5.19). Numa outra tradução: "Não apagueis o Espírito". Em outras palavras, Paulo quer dizer que a chama do Pentecoste "deve arder em nossos corações todos os dias, até a consumação dos séculos".

9. Coluna
"E o Senhor ia diante deles, de dia numa coluna de nuvem, para os guiar pelo caminho, e de noite numa coluna de fogo, para os alumiar, para que caminhassem de dia e de noite. Nunca tirou de diante da face do povo a coluna de nuvem, de dia, nem a coluna de fogo, de noite" (Êx 13.21,22).
A coluna, seja como símbolo religioso, marco ou monumento, traz sempre a idéia de firmeza. Paulo, por exemplo, valeu-se dessa figura para representar a Igreja: "Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te bem depressa; mas, se tardar, para que saibais como convém andar na casa de Deus, que é a igreja de Deus vivo, a coluna e a firmeza da verdade" (1 Tm 3.14,15).
Como símbolo do Espírito Santo, a coluna fala da força espiritual mediante a qual a alma será eternamente abençoada, e, sendo de natureza divina como aquela que acompanhou o povo de Deus no deserto, serve de proteção, iluminação e orientação. O Espírito Santo é tudo isso e muito mais, com relação à Igreja. Ele foi posto por Deus no edifício espiritual de Cristo, que é sua Igreja, para segurança, ornamentação e beleza. A nuvem da glória de Deus, em dado momento, quando Israel estava em extremo perigo, "se retirou de diante deles, e se pôs atrás deles... e a nuvem era escuridade para aqueles, e para estes esclarecia a noite: de maneira que em toda a noite não chegou um ao outro" (Êx 14.19,20). Podemos observar nesta passagem a ação imediata de Deus, mudando de posição a coluna que guiava o seu povo, retirando a nuvem de "diante" deles e pondo-a "atrás" deles.
A manobra divina deu versatilidade à nuvem: "... era escuridade para aqueles [os egípcios], e para estes [os israelitas] esclarecia a noite". O Espírito Santo também assumiu a posição de "divisor" da santidade que separa a Igreja do mundo, de tal maneira que durante toda a trajetória da Igreja nesta Terra, "não chegou um ao outro".
A coluna de nuvem acompanhou Israel através do deserto e um dia desapareceu na fronteira de Canaã, ao atingirem a margem oriental do Jordão. O povo foi, então, orientado a espalhar-se em volta da arca da aliança, num raio de 914 metros, para contemplar mais facilmente o símbolo guia da glória de Deus flutuando nos om bros dos sacerdotes. Agora, o povo não seguia mais a coluna de nuvem (ela havia desaparecido!), e sim a arca da aliança do Senhor.
Assim também acontecerá com o Espírito Santo, no dia do arrebatamento da Igreja. Ele terá cumprido sua missão, entregando a
Noiva nos braços de Cristo - a Arca divina. Cristo, então, a conduzirá à sala do banquete nupcial (Ct 2.4; Mt 25.6,10).

10. Penhor
"Ora, quem para isto mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito" (2 Co 5.5). O vocábulo "penhor", do grego arrabon, significa "primeira prestação", "depósito", "garantia". Indica o pagamento de parte do preço total da compra. Esta "primeira prestação" recebida é a regeneração. O valor total será complementado com os pagamentos intermediários - a santificação - e o pagamento final - a redenção do nosso corpo (cf. Rm 1.4; 8.23; Tt 3.5). O Espírito Santo que, mediante a Palavra de Deus e por todos os meios da graça, nos capacita a atingir a glória eterna, transformando-nos "de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor" (2 Co 3.18), é evidentemente a nossa garantia.

11. Selo
"O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações" (2 Co 1.22).
O uso mais comum do selo, na antigüidade, era na autenticação de documentos, cartas, títulos de propriedade e recibos de mercadoria ou dinheiro.
Após deixar a mensagem em escrita cuneiforme, o escriba pedia que o remetente e as testemunhas removessem de seus pescoços os próprios selos cilíndricos, que eram rolados sobre a argila ainda mole, servindo de assinatura. As leis romanas, por exemplo, somente aceitavam um testemunho se estivesse selado com "sete selos" e confirmado por "sete testemunhas". (9 )

Nas Escrituras, o selo traduz vários significados e aplicações:

GARANTIA (Gn 38.18)
JURAMENTO (Jr 22.24)
CONFIRMAÇÃO (Jo 6.27)
JUSTIÇA E FÉ (Rm 4.11)
AUTENTICIDADE (1 Co 9.2)
FUNDAMENTO (2 Tm 2.19)
SEGURANÇA (Mt 27.66; Ap 20.3)
IRREVOGABILIDADE (Et 8.8; Dn 6.17)
PROMESSA (Ef 1.13)
REDENÇÃO (Ef 4.30)
MISTÉRIO (Ap5.1)
VIDA (Ap 7.2)
PRESERVAÇÃO (Ap 9.4)

O selo, como figura do Espírito, traduz para a Igreja todas as vantagens mencionadas acima e muito mais. O Espírito Santo sela a Igreja (Ct 4.12), a lei do Senhor (Is 8.16), o coração (Ct 8.6), a visão e a profecia (Dn 9.24) e os crentes para o dia da redenção (2 Co 1.22; Ef 1.13; 4.30; 2 Tm 2.19). Fomos selados com o selo da promessa, que nos dá a garantia de pertencermos somente a Deus.

12. Vinho
"E o vinho que alegra o coração do homem, e faz reluzir o seu rosto como o azeite, e o pão que fortalece o seu coração" (Sl 104.15).
Esta figura do Espírito Santo é pouco usada pelos escritores. Entretanto, sem dúvida alguma, também se reveste de significação especial.
Para o povo hebreu, o vinho e a vinha são usados para representar a prosperidade e a bênção. Possuir uma vinha próspera era sinal evidente do favor divino. Também era considerada uma dádiva de Deus ao homem: "E lhe darei as suas vinhas dali, e o vale de Açor, por porta de esperança: e ali cantará como no dia da mocidade, e como no dia em que subiu da terra do Egito" (Os 2.15).
Jesus afirmou ser "a videira verdadeira", e comparou o Pai, Senhor dos homens e Deus do Universo, a um proprietário de vinha (Jo 15.1). O fruto da vide, que é o vinho, ilustra a alegria que existe entre os salvos; o cálice fala da comunhão que temos, promovida pelo Espírito Santo "derramado em nossos corações". Paulo cita-a como "a comunhão do Espírito Santo" (2 Co 13.13).
No dia de Pentecoste, em Jerusalém, as pessoas de fora acharam que os discípulos estavam "cheios de vinho" (At 2.13). Pedro, então, explicou-lhes que aquilo era alegria do Espírito Santo.

Em outras palavras, eles não estavam embriagados com vinho, mas cheios do Espírito Santo!

13. Pomba
"E o Espírito Santo desceu sobre ele em forma corpórea, como uma pomba; e ouviu-se uma voz do céu que dizia: Tu és meu filho amado, em ti me tenho comprazido" (Lc 3.22). Dificilmente tal simbolismo seria associado a João Batista. Ele era um profeta de grande poder. Sua mensagem produzia sempre o choro, e não o riso. Era mesmo uma mensagem de arrependimento.
Suas palavras, de fato, faziam doer: víboras, pedras, machado, pá, fogo, deserto, ira, fuga etc.
De outro lado, porém, João Batista era meigo e cheio de compaixão. Era "cheio do Espírito Santo, já desde o ventre de sua mãe" (Lc 1.15); entretanto, sobre ele repousava a unção divina em sua plenitude.
João Batista viu o Espírito descer do céu como pomba e pousar sobre Jesus (Jo 1.32). Manso, terno, puro e inofensivo como uma pomba: assim Ele é. Como pomba, o Espírito Santo pode ser assustado ou entristecido (Ef 4.30). E, como a pomba é o símbolo universal da paz, também o Espírito Santo promove a paz nos corações dos homens.
Dizem os naturalistas que a pomba não tem fel. Assim também o Espírito Santo - nEle não existe amargura! Alguns intérpretes opinam que o Espírito foi representado na forma "corpórea" de uma pomba pelos seguintes motivos:
a. Sua ternura e apego ao homem. Que mostra como Deus encaminha pacientemente os homens à realização de sua potencialidade espiritual.
b. Sua gentileza. Deus trata conosco de modo positivo e completo, embora com grande gentileza.
c. Seu vôo gentil e a ternura para com os filhotes. O Espírito Santo é benigno - sempre.
d. Pelas virtudes singulares que representa. Por exemplo, a pureza e a inocência. Nos escritos judaicos, quan do o Espírito Santo aparece "pairando" sobre a face das águas é expressamente comparado a uma pomba. Simboliza a natureza calorosa e revivificadora da terceira Pessoa da Santíssima Trindade (Gn 1.2).

                                                                            Severino Pedro da Silva

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